Professores não aceitam proposta e greve nas universidades continua
Professores de universidades e institutos federais de ensino não chegaram a um acordo com o governo federal diante da proposta apresentada há pouco menos de duas semanas para o reajuste dos salários da categoria.
Nesta segunda-feira (23), mais uma reunião foi realizada entre entidades dos docentes e os ministérios da Educação e Planejamento e, diante do impasse, não há prazo para o fim da greve nas universidades, que já dura pouco mais de dois meses. Uma nova reunião deve ser feita entre terça e quarta-feira.
“A responsabilidade agora está com o governo. A categoria está insatisfeita, a proposta não avançou. Se os professores continuarem em greve, a responsabilidade é toda do governo federal”, disse Marinalva Oliveira, presidente do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).
Docentes apresentaram mais uma vez as divergências em relação à proposta do governo: discordam da exigência de 12 horas-aula para a progressão entre os níveis da categoria, querem reajuste linear entre os diferentes degraus de evolução na carreira e criticam o que chamam de “critérios produtivistas” para ascensão.
“[A proposta] impõe mecanismos de controle sobre o trabalho docente por meio da obrigatoriedade da pontuação, equivalente a 70% dos pontos possíveis, para a mudança de nível e de classe. A avaliação desconsidera o plano de trabalho do docente (…) desvalorizando o mérito acadêmico expresso no engajamento do docente nas atividades de ensino, pesquisa e extensão”, afirma trecho de posicionamento da entidade sobre a proposta original.
O secretário de Educação Superior do MEC, Amaro Lins, minimizou as divergências, e ponderou que questões mais conceituais deveriam ser discutidas em grupo de trabalho criado entre governo e reitores para debater com maior profundidade esses aspectos da carreira.
“Não acredito que dentro da comunidade acadêmica você possa colocar que uma carreira não tenha que se basear em qualificação, produção acadêmica, em dedicação à instituição. Acho que ninguém pode concordar com isso. O que talvez estejamos divergindo é que achamos que é necessário agora montar esse grupo de trabalho para definir questões que não necessariamente deveriam ser discutidas nessa mesa”, disse, após cerca de três horas de reunião.
O reajuste proposto pelo governo terá impacto de R$ 3,9 bilhões nos cofres públicos, nos próximos três anos. O governo afirma que não há margem para um reajuste maior.
Diante do impasse, ainda não há previsão para o retorno às aulas – segundo o Andes, 57 das 59 universidades federais estão em greve.
“Nossa postura é negociar o mais rapidamente possível. Na nossa opinião, está com o governo a obrigação de dar o próximo passo”, disse Eduardo Rolim, presidente do Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior).
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Airton Coelho disse:23/07/12 21:27
Sra Dilma: sugiro à vosse excelência que acione imediatamente as forças de segurança da nossa milícia de Tiradentes, representada pelo Gate e Choque para “dar um jeito” neste bagunceiros, antes que eles invadam a nossa UFU.
Se esqueceu da turma do barulho na USP no ano passado???
Dá corda pra essa gente não???
Tão chorando de barriga cheia.
Sugiro que acabe também com os famigerados “plantões”
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Sérgio disse:23/07/12 22:40
Prezado ignaro,
Nesse caso, a UFU já foi invadida, via concurso público (Constituição Federal, 1988). E greve é direito (Constituição Federal, 1988). Tens um único exemplo de arruaça, pra mencionar?
Antes de mais nada, um militar honrado respeita a Constituição.Fala muito!!!
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Antonio Augusto dos Santos disse:23/07/12 21:43
RESUMO DE COMENTÁRIOS PERTINENTES:
- Se compararmos o salário pago aos servidores dos três poderes (especialmente políticos, assistentes e apadrinhados de políticos, magistrados, promotores, etc.), chegaremos à conclusão de que, realmente, alguma coisa está errada, porém, resta lembrar aos representantes do corpo docente das Universidades Federais, no nosso caso, a UFU, de que, no final de tudo, os únicos e exclusivos prejudicados serão o “futuro de nossa nação”, ou seja, os humildes e indefesos alunos.
O governo quer privilegiar os mais titulados, mais experientes, com mais tempo de casa e produtividade. Isso se chama “meritocracia” (política atual da Presidenta Dilma). Nada mais justo. Quem quiser ganhar mais, que vá a luta. Estude professor! Busque o mestrado, doutorado… Não devemos reivindicar o salário dos sonhos às custas de “greve”. Cada um escreve o seu destino. A proposta do governo é a “menos pior”.
E quem vai pagar o enorme prejuízo dos alunos? Se, eventualmente, vocês professores voltarem a trabalhar em agosto, já pensaram como é que vai ser a reposição das aulas? Com certeza irão “despejar” as matérias em cima dos discentes? Da mesma forma de anos anteriores? Pois é?
Tá ruim, procurem outro emprego e deixem as vagas para outros! Garanto que, com a metade do salário que V.Sas recebem, o governo encontrará gente bem mais competente.
O GOVERNO FEDERAL ESTÁ DEMORANDO AGIR. FALTA BUSCAR A ILEGALIDADE DA GREVE E CORTAR OS SALÁRIOS. Infelizmente, parece que seria a única saída mesmo. Professores! Voltem às aulas! Continuem a discutir as questões com o governo, porém, trabalhando! Os alunos não podem ser os únicos a pagar a conta de vocês… -
Linchar sua lingua disse:24/07/12 8:48
Tem que é cortar esses professores arruaçeiros, o mundo inteiro em crise, econômia em baixa e eles querendo mais aumentos. Todo ano a mesma coisa, meu salário não aumenta faz muito tempo e nem por isso fico parado sem trabalhar.
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indignado disse:24/07/12 8:51
Parece conchavo do governo com grevistas para conseguir aumentar o salário. O governo finge que endurece para que essa turma da moleza consiga um aumento maior. Deveriam ser demitidos todos por justa causa, assim como aconteceria com qualquer professor da rede privada que ficasse dois meses sem trabalhar. E alguns desses professores foram vistos viajando para Europa e EUA e deixaram procuração com os coleguinhas. Absurdo, e ninguém fica indignado como eu.

Comentários (5)