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Cidade e Região

Quantidade de recicláveis na recolhida triplica em 5 meses

Na Coru, o ganho médio dobrou desde janeiro por causa por causa do aumento do material recolhido na cidade

Na Coru, o ganho médio dobrou desde janeiro por causa por causa do aumento do material recolhido na cidade

A renda dos trabalhadores das três cooperativas de recicladores de Uberlândia dobrou desde a implantação da coleta seletiva em janeiro deste ano. O ganho médio de cada um dos 80 recicladores passou de R$ 300 para R$ 600. Nesse período, a quantidade de material reciclável recolhida na cidade e que é destinada igualmente a cada uma das cooperativas cresceu mais de 282%, passando de 13,6 toneladas para 52 toneladas. Atualmente, a coleta é feita nos bairros Santa Mônica, Segismundo Pereira e Tibery, na zona leste, Fundinho, no setor central e no Hospital Municipal, no Jardim Botânico, na zona sul.

Na Associação de Recicladores e Catadores Autônomos (Arca), o volume de material subiu, em média, de 40 toneladas/mês para 50 toneladas/mês. Na Cooperativa de Recicladores de Uberlândia (Coru), o volume subiu de oito toneladas mensais para 16 toneladas/mês. Na Associação dos Coletores de Plástico, Pets, PVC e Outros Materiais Recicláveis (Acopppmar), a média mensal subiu de 12 toneladas para 24 toneladas.

A recicladora Denise de Abreu Nascimento afirma que, nos últimos meses, tem recebido até R$ 620. “Com o aumento muita coisa mudou dentro de casa. Agora posso comprar coisas que meu filho pede e até levá-lo pra passear”, disse.

O crescimento no mercado de reciclados traz oportunidades também para quem estava desempregado. Robério Alves Guilherme conseguiu emprego em uma das cooperativas depois de ficar sem trabalho. Ele afirma que o salário que recebe hoje ajuda a sustentar os três filhos e a esposa. “Se não fosse essa oportunidade poderia estar até hoje à procura de emprego”, disse.

Zona leste tem queda no recolhimento

Números apresentados pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos apontam que, de janeiro a junho deste ano, foram coletados 253,4 toneladas de materiais recicláveis nos bairros Santa Mônica, Segismundo Pereira e Tibery, na zona leste, 27 condomínios verticais do Fundinho, no setor central e no Hospital Municipal, no Jardim Botânico, na zona sul.

O mês de fevereiro foi recorde no volume de material coletado com 55 toneladas. Entre os quatro bairros que recebem o caminhão da coleta, dois deles vêm apresentando queda no volume coletado. No Santa Mônica e Segismundo Pereira, a coleta de material reciclável chegou a 53 toneladas em fevereiro. No mês passado, a quantidade caiu para 36,4 toneladas.

Para a presidente da Associação dos Moradores do Santa Mônica, Nilva Lamounier Faria, “o que deve haver é mais informação para conscientização dos moradores sobre a importância de participar”, disse.
O recolhimento é feito por caminhões que emitem sinal sonoro, alertando o morador para dispensar o lixo.

SERVIÇO

Recolhimento

Santa Mônica/Segismundo Pereira
Terças e quintas
8h às 18h

Tibery
Segundas
8h às 18h

Fundinho
Quartas
8h às 18h
*Evolução do recolhimento de material reciclável

 Janeiro
13,6 t

Fevereiro
55 t

Março
44,1 t

Abril
43,3 t

Maio
52 t

Jun (até dia 29/6)
45,1 t

Total: 253,4 t

Cooperativas

> Arca (Associação de Recicladores e Catadores Autônomos)
- 40 associados
- volume processado
50 toneladas/mês

> Coru (Cooperativa de Recicladores de Uberlândia)
- 22 cooperados
- volume processado
16 toneladas/mês

> Acopppmar (Associação dos Coletores de Plástico, Pets, PVC e Outros Materiais Recicláveis)
- 23 associados
- volume processado
24 toneladas/mês 

Preço médio pago pelos recicláveis para materiais prensados

- Ferro Velho: R$ 0,10kg
- Garrafa Pet: R$0,75 kg
- Garrafa plástica: R$0,80 kg
- Isopor: R$0,70 kg
- Lata de alumínio: R$2,70 kg
- Papelão: R$0,22 kg
- Papel: R$0,25 kg
- Plástico branco: R$0,55 kg
- Plástico colorido: R$0,45 kg
- Vidro: R$0,17 kg

Comentários

Uma resposta para “Quantidade de recicláveis na recolhida triplica em 5 meses”

  1. Viu!? Propaganda é a alma do negócio! “…e O pai continua catando latinha.” É isso aí! E Viva o TIRIRICA Pior que tá não fica!

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