Assine o CORREIO
menu
publicidade
publicidade

Cidade e Região

Reposição hormonal tem tratamentos alternativos

Medo de engordar e de desenvolver câncer de mama ou no útero são alguns dos temores que afligem as mulheres na menopausa quando elas pensam em iniciar o tratamento de reposição hormonal. Embora muitas das desconfianças sejam mitos, segundo especialistas, estão disponíveis no mercado alternativas ao tratamento com hormônios sintéticos como cremes, gels, adesivos e fitoterápicos que também auxiliam na melhora da qualidade de vida da mulher durante o climatério, fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários.

A psicóloga Elcione Sorna faz a sua reposição hormonal por meio de adesivos, que são trocados por ela a cada três dias

A menopausa é caracterizada pela interrupção da produção dos hormônios estrógeno e progesterona pelos ovários. Nas brasileiras, acontece geralmente entre 45 e 48 anos. Nessa fase, é comum as mulheres terem sinais da falência da produção dos hormônios, como ondas de calor, alteração de humor e irritabilidade e diminuição da libido. A quantidade de sintomas varia em cada mulher. Essa particularidade e a preferência de cada paciente determinarão qual o melhor tratamento a ser feito – que pode ser alopático, com hormônios sintéticos, ou fitoterápico, com bioequivalentes produzidos a partir de vegetais.

Segundo o ginecologista Eduardo de Oliveira Neto, o tratamento de reposição com hormônios sintéticos é indicado para casos mais graves, de sintomas acompanhados de deficiência de cálcio nos ossos. “A primeira escolha é sempre pelos sintéticos, exceto quando a mulher tem medo e escolhe os bioequivalentes, que não têm estudos de longo prazo referentes aos seus efeitos”, disse.

O tipo de terapia de reposição hormonal mais comum é aquela por via transdérmica, por meio de gel, cremes ou adesivos cutâneos. Há também a terapia por via oral (cápsulas ou comprimidos).

Troca

No caso de efeitos colaterais, pode-se alterar a forma de administração do medicamento ou fazer uso de opositores para contrabalancear. Por causa do hipotireoidismo, a psicóloga Elcione Sorna teve que mudar o tratamento via oral e passar para o de via transdérmica, ao perceber ganho de peso. “Minha ginecologista recomendou os adesivos, que troco a cada três dias. Com eles, o hormônio cai direto na corrente sanguínea e não precisa passar pelo fígado”, disse Elcione Sorna, que conseguiu controlar os sintomas da menopausa e mantém o ritmo de vida regular.

Medicamentos fitoterápicos são as opções

Pessoas que preferem opções naturais de tratamento de reposição hormonal podem utilizar medicamentos fitoterápicos, seja pelos bioequivalentes ou pelos medicamentos homeopáticos. Diversas pesquisas com vegetais, principalmente os derivados da soja, têm contribuído com o tratamento da menopausa. Porém, os médicos afirmam que faltam estudos que comprovem o benefício desses tratamentos no sistema ósseo, nervoso e sexual.

De acordo com o médico homeopata Hamilton Rodrigues, mulheres que entram na menopausa e já se tratam com a homeopatia tendem a sentir de forma amenizada os sintomas. “Fazemos um trabalho individual com cada pessoa, de acordo com o que elas sentem. Poucas vezes usamos remédio específico só para um sintoma. O resultado é melhor quando tratamos como um todo, estimulando bionergeticamente a reação do organismo”, disse. Segundo Rodrigues, é possível controlar os sintomas da menopausa com cerca de quatro consultas e acompanhamento semestral.

A escritora Lurdinha Barbosa utiliza a homeopatia para fazer a reposição hormonal há 18 anos por preferir tratamentos mais naturais. Quando entrou na menopausa, de acordo com ela, sentiu pouco os sintomas porque já fazia o acompanhamento médico e sempre manteve uma alimentação baseada em produtos naturais. “Fizemos apenas ajustes no que já era tratado como um todo”, afirmou. Como Lurdinha Barbosa apresenta deficiências ósseas, o tratamento dela é feito com complementos alimentares e exercícios como dança e pilates.

Ginecologista recomenda atividade física

Apesar da eficácia dos hormônios sintéticos, eles são apontados como coadjuvantes no tratamento de reposição hormonal. Segundo o ginecologista Eduardo de Oliveira Neto, a atividade física e a boa alimentação são as principais medidas a serem adotadas pelas pacientes durante este período. “A atividade física contribui para modelar a estrutura ósteo-molecular e facilita a reposição de cálcio, além de liberar endorfinas que fornecem sensação de bem-estar e melhoram o sono da paciente, importante para reposição do hormônio do crescimento”, afirmou. De acordo com Oliveira Neto, a paciente também deve consumir três copos de leite desnatado por dia durante a menopausa.

A aposentada Vera Alves faz tratamento de reposição com hormônios sintéticos há 20 anos e não sentiu efeitos colaterais pelo uso do medicamento. Já usou o adesivo, mas atualmente prefere o tratamento via oral, embora alie a prática de exercícios também para reforçar o tratamento. Ela procurou auxílio médico aos 42 anos, quando começou a sentir ondas de calor e alterações de humor e irritação. “Estes sintomas atrapalhavam meu dia a dia e meus relacionamentos com os outros, porque eu ficava muito irritada”, disse. Com o tratamento, segundo Vera Alves, os sintomas foram controlados. Além dos remédios, Vera também adotou uma dieta saudável e pratica vôlei pelo menos três vezes por semana, três horas por dia.

Homens também têm queda de produção de hormônio

Eduardo de Oliveira explica como é feita a reposição masculina

Homens também apresentam diminuição da produção do hormônio testosterona no período da andropausa, termo criado para definir, por analogia com a menopausa, a diminuição da função sexual masculina. Os sintomas mais comuns, segundo o ginecologista Eduardo de Oliveira Neto, são alteração de humor, indisposição física e queda da libido.

Ainda de acordo com Oliveira Neto, os hábitos saudáveis, como a prática frequente de exercícios físicos e a boa alimentação, são indicados como formas de tratamento. Nos casos mais intensos, o tratamento com bioequivalentes também é utilizado, segundo Oliveira Neto. A testosterona é dosada e aplicada como gel na pele, na parte interna do braço. “Este tratamento costuma ser efetivo, mas exige cuidados, porque, nos homens, o risco de aumentar o colesterol ruim é maior”, afirmou.

Reposição hormonal

Formas de tratamento:

- Alopático: com hormônios sintéticos via oral, creme e gel aplicados na pele ou na vagina ou adesivos

- Fitoterápico: com substâncias obtidas a partir de vegetais com moléculas semelhantes aos hormônios produzidos naturalmente no organismo humano. Podem ser utilizados na forma oral ou aplicação de gel sobre a pele. Pode ser acoplado ao tratamento com alopáticos

Preço dos medicamentos

Hormônios sintéticos

Via oral – R$ 32 a R$ 65
Creme e gel – de R$ 25 a R$ 50
Adesivo – R$ 49 a R$ 80

Fitoterápicos

Isoflavona – entre R$ 14 e R$ 16 (60 cápsulas)
Cimisífuga – R$ 19 (30 cápsulas)

Tratamento de reposição hormonal

Vantagens

- Redução do risco de osteoporose
- Melhora da atividade sexual
- Redução das ondas de calor
- Melhora na qualidade de vida da mulher
- Melhora dos níveis de colesterol
- Diminuição do risco de doença cardíaca

Desvantagens
- Custo do tratamento prolongado
- Volta da menstruação em algumas mulheres
- Pode haver risco de desenvolvimento de doenças uterinas e mamárias

O que não é verdade
- Tratamento com hormônios aumenta os pelos no corpo
- Tratamento com hormônios engorda

Comentários

2 respostas para “Reposição hormonal tem tratamentos alternativos”

  1. “Dr.Eduardo”,um profissional competente com ótimo bom humor no atendimento aos clientes, parabéns CORREIO! Matéria muito útil a nossa população.

  2. Boa noite, Ja assisti e li muitos comentarios sobre a reposicao hormonal e ja escrevi pedindo ajuda, mas ninguem me retornou ate hoje. isto foi ha uns 3 ou 4 meses. Estou aguardando ate hoje enada, pois tomo Cliane ha mais ou menos 8 ou 9 anos e gostaria de usar este gel q vcs falam q n passa pelo figado e vai direto p a corrente sanguinea. Gostaria de saber os efeito beneficos e prejudiciais. Gostaria q me retornassem por gentileza. Seria possivel?
    Aguardo.
    Beatriz

Deixe uma resposta


+ 4 = seis

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.

Em função do período de campanha eleitoral e em atenção à legislação vigente, o CORREIO de Uberlândia se reserva o direito de não publicar comentários com viés político/eleitoral direta ou indiretamente direcionados aos partidos, agentes políticos, candidatos ou não, tanto na versão impressa quanto na internet.