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Cidade e Região

Serviços e agropecuária lideram empregos em 2016 em Uberlândia

Os setores de serviços e agropecuária foram os responsáveis para que o saldo de geração de empregos em Uberlândia em 2016, até novembro, não fosse pior. Nos 11 primeiros meses deste ano, a cidade teve saldo negativo de 724 posto de trabalho. Contudo, a área de serviços teve 844 oportunidades geradas a mais do que o número de funcionários demitidos.

Da mesma forma, a agropecuária ocupou 135 vagas além das que dispensou. Já os setores de comércio e indústria foram os que tiveram os piores desempenhos. As informações são do Cadastro Geral de Empregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgado na última quinta-feira (29).

No setor de serviços, o segmento de call center, por exemplo, teve crescimento que pode ser atribuído às necessidades das empresas de entrar em contato com os clientes, segundo a gerente de Recursos Humanos (RH) de uma empresa de call center, Marcela Martins Pimenta.

“Nós prestamos serviços para grandes bancos e empresas de telecom e eles viram a necessidade de ter mais contato com os clientes, tanto para oferecimento de produtos quanto para cobranças. Por isso tivemos muitas contratações”, afirmou Marcela Pimenta. De acordo com ela, a expectativa é que em 2017 o grande número de admissões continue.

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Já na área da agropecuária, a quantidade de admissões acima do número de desligamentos é justificada pelo clima e investimento de grandes empresas do ramo na cidade. “Temos empresas quer são grandes contratadoras em Uberlândia, como a Monsanto.

Em 2014, tivemos um momento muito ruim de seca e o resultado de geração de empregos foi negativo. Mas o clima melhorou em 2015 e 2016. Por isso tivemos um bom desempenho nesse ano”, disse o presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Fonseca. Para ele, a expectativa de geração de emprego para o próximo ano no setor é de saldo ainda melhor.

 

Comércio cortou 779 postos e indústria, 751

 

Em contrapartida, os dois setores da economia local principais responsáveis por puxar o saldo de empregos em Uberlândia para baixo, de janeiro a novembro, foram o comércio e a indústria. A área comercial demitiu 779 a mais do que contratou nos 11 primeiros meses de 2016. Já a indústria registrou 751 desligamentos acima do número de admissões na cidade.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uberlândia, Cícero Novaes, o comportamento do setor uberlandense é idêntico ao de outras cidades. “Na crise, as pessoas deixam de comprar, de consumir. O comércio sente essa queda e retrai, inclusive na geração de empregos. O resultado de 2017 depende das reformas no âmbito político. Mas deve acontecer uma mudança mais expressiva só no segundo semestre”, afirmou Novaes.

De acordo com o presidente da União das Empresas do Distrito Industrial de Uberlândia (Unedi), José Humberto Resende de Miranda, o clima de instabilidade no País afetou o setor. “Foi um ano de elevados riscos para investimento. Esperamos que 2017 não piore. Algumas áreas da indústria devem ter uma pequena reação, mas outras vão ficar na estabilidade.”

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