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Cidade e Região

Três candidatos concorrem à presidência do PT em Uberlândia

Em uma eleição para a presidência do diretório municipal que contrapõe as alas do prefeito Gilmar Machado (PT) e do deputado federal Weliton Prado (PT) e uma corrente independente, 2.911 filiados do PT vão às urnas neste domingo para escolher os novos dirigentes do partido. Entre os 7 mil militantes da sigla na cidade, o público votante é o que está em dia com o pagamento verificado pelo Sistema de Arrecadação da Contribuição Estatutária (Sace).

São três candidatos concorrendo à presidência da legenda em Uberlândia.

Disputa tem Heraldo Araújo, professor Téo e Fernando Pessoa (Foto: Marcos Ribeiro)

Disputa tem Heraldo Araújo, professor Téo e Fernando Pessoa (Foto: Marcos Ribeiro)

O advogado Fernando Pessoa – que é assessor jurídico do vereador e líder de governo na Câmara Municipal, Professor Neivaldo Lima (PT)- é o concorrente apoiado pela maioria governista municipal, inclusive, o prefeito Gilmar Machado (PT) e o secretariado petista da Prefeitura de Uberlândia.

O professor de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e um dos coordenadores do programa de governo petista na cidade, Teódulo Augusto Campelo Vasconcelos, o professor Téo, é o candidato apoiado pela ala ligada à família dos deputados Weliton Prado e Elismar Prado e ao vereador Ismar Prado.

Em uma linha mais independente nessa relação polarizada do partido em Uberlândia, vai concorrer à presidência da legenda o professor Heraldo Fábio de Araújo.

O vencedor da eleição vai substituir, a partir da próxima semana, o atual presidente Frank Resende. O mandato presidencial tem duração de quatro anos.

Neste domingo também será eleita a chapa majoritária em votos que é composta por até 42 integrantes. De acordo com a votação nas chapas é feita a proporcionalidade do diretório petista, que tem 35 integrantes.

O CORREIO de Uberlândia fez uma sabatina com os três candidatos à presidência do PT em Uberlândia. Eles responderam às mesmas perguntas e tiveram dois minutos para detalhar propostas e abordar temas relativos ao cenário político uberlandense, sobretudo em relação à primeira administração petista na história de Uberlândia.

CORREIO – Quais são as suas propostas para o partido, caso o senhor seja eleito?

Fernando Pessoa

Dentro das propostas básicas, temos a transparência, ter uma nova dimensão do partido em termos de colocação para a sociedade, para o trabalhador e voltar a ser a referência do trabalhador da cidade. E, principalmente, ter o posicionamento político firme junto às entidades de classes, sindicatos e sindicatos de bairros, que fizeram o PT ser o maior partido das Américas.

Professor Téo

A pretensão é atender ao pedido de um conjunto de forças políticas no interior do PT para refundar um partido que hoje está cindido. Refundar o partido para que não seja uma simples escora burocrática do poder municipal, mas que também não seja uma escora de mandatos. Que seja um partido que tenha a sua autonomia, sua interlocução com a sociedade civil organizada, politizando-a, principalmente, após os eventos de junho. Já que várias instâncias que estão no governo foram cooptadas e saíram das lutas sociais.

Heraldo Araújo

Proponho um Partido dos Trabalhadores para todos os filiados e simpatizantes em defesa da cultura, do combate sistemático ao racismo e em defesa das minorias oprimidas. Quero contribuir para a organização local e que reafirme a identidade e independência política. Quero fortalecer os setoriais do partido com plenárias trimestrais e garantir a pluralidade das opiniões com participação financeira, organização em grupo e diretórios setoriais atuantes.

CORREIO – Será mais complicado dirigir o partido, sendo governado pela primeira vez na história em nível municipal?

Fernando Pessoa

É a primeira vez que o partido está à frente do governo e é uma experiência nova para todos. Por ser uma nova experiência, acredito que será um tanto quanto mais difícil essa lida com o cotidiano em função da postura nova. O novo é um aprendizado. O partido sempre esteve na oposição aqui na cidade, mas trazemos a experiência no governo federal em que o partido tomou a posição correta e conseguiremos levar essa gestão de forma coerente.

Professor Téo

Minha pretensão não consiste em unir partido e governo, porque isso é próprio do autoritarismo, mas manter uma estrutura dialógica. O partido tem um grande número de tendências e a sua riqueza é a diversidade e o caráter democrático do partido. Particularmente, entendo que temos que reafirmar o programa de governo do PT, que tive a honra de coordenar.

Heraldo Araújo

Minha candidatura não tem ligação com nenhum dos dois grupos e não temos nenhum mandato. Queremos a autonomia do partido.

CORREIO – A coalizão partidária que o PT integra em Uberlândia fere os princípios do partido?

Fernando Pessoa

Não vamos fazer debate político. A coalizão partidária que elegeu o atual prefeito foi aprovada dentro do partido e discutida com todos os grupos, inclusive, os independentes e não houve vozes dissonantes. A coalizão tem interesses divergentes, porque envolve 13 partidos. E essa condição de divergência leva a alguns cuidados. Temos um período de dez meses de mandato e as primeiras divergências que ocorreram trouxeram algumas cisões internas do partido, que, ao meu entender, foram prematuras. Não temos tempo sequer para avaliar essas dissonâncias. Se acirrar essas dissonâncias, estaremos aqui para cobrar a linha que o partido deve ter.

Professor Téo

A coalizão que fizemos foi essencial para a nossa vitória, mas, como na coalizão que nós fizemos também no governo federal, houve um preço a pagar. Tanto é que o programa empregado no Brasil não é um programa do PT, mas de um leque de forças. Aqui também aconteceu isso. Eu fui o coordenador do programa de governo e não imaginava que seria implementado da forma que foi. Achei que resolveria alguns problemas da cisão nessa relação entre governo e a Câmara, governo e partido e governo e mandato. Deveria ter sido aberto um Congresso da cidade, como o PT sempre fez para administrar as cidades durante quatro anos, oito anos, 20 anos.

Heraldo Araújo

A dinâmica da política não é feita só com o partido, também é feita com indivíduos que comungam de conceitos, ideias e posições distintas. O PED (Processo de Eleição Direta) é o exercício para demonstrar que essas forças diferentes têm como se organizar e se posicionar para construir uma sociedade justa. A coalizão é um exercício para tirar o caudilhismo. O PT tem condições de dirigir uma cidade, um país, mas com coalizão. Não adianta defendermos um único projeto e vivermos isoladamente. O partido não é uma ilha. O partido é uma referência, mas não está sozinho.

Comentários

11 respostas para “Três candidatos concorrem à presidência do PT em Uberlândia”

  1. Sendo o PT um grande partido e nesse roll o único que tem eleições diretas e compromisso com o Brasil, espero que a cada eleição, nos fortalecemos enquanto partido de vanguarda, revendo erros e seguindo em frente. Fortalecer a democracia e valorizar filiados e simpatizantes para cada vez mais consolidarmos na política e mudar de fato a cara desse país.

  2. A cada eleição o PT consolida sua democracia interna. Essa é uma oportunidade para rever nossa caminhada, nosso modelo de coalizão e nos fortalecermos internamente, valorizando filiados e simpatizantes, consolidando como já somos maior partido das Américas e o único que insiste em aperfeiçoar a democracia interna e externa.
    Todos juntos e unidos no único propósito de mudar a cara desse Brasil.

  3. Opa… Não que não exista advogados e economistas criativos – ver inclusive os que defendem a economia criativa. Mas o candidato Heraldo pode ser a superação das crises geradas pelo conflito entre grupos dos Prado e Gilmar. Enfim… Uma terceira via.

  4. “Cumpanheros e cumpanheras! Peço a vocês que votem no “Téo” pra levar Uberlândia a um “´céu”! Quem vai ganhar com isso é o povo…Odelmo em primeiro lugar! Kkkkkkkk. Obrigado cumpanheros e cumpanheras.

  5. O PMDB é demais! Como eles não tem caráter nem moral para ganhar nenhuma eleição em Uberlândia, desde a larápia eleição de Zaire, Vitorino, Prof. Zé Eugênio, Sillas, Eduardo Afonso, Juarez Junqueira, Antonio Jorge Neto… Alugaram os préstimos do menino podre de Indianópolis e venderam a idéias de forças coligadas para derrotar o coronel da última gestão e seu bando. O negócio é o seguinte, o prefeito fica com cargos salários, para os apaniguados e aspones e diversas psicopatas que o cercou a vida inteira, basta ir a prefeitura que essa gente ruim tá lá! E nós do partidão do barbuda que não sabe até hoje o que é a palavra, roubar, locupletar, subtrair… – Conforme lenda que circula em Uberlândia, desde a época da caroxinha – ficamos com os cargos mais importantes do governo de coalizão. Só sabemos administrar surrupiando as licitações, pois nossa formação profissional prefere este caminho é mais seguro e mais rápido. E os trouxas do maior partido da América Latina (Essa é ótima) foram alugados e são terceirizados na prefeitura sem saberem… E viva o capitalismo, até eleição terceirizada já chegou no nosso município… E os pragas, aqueles “Fofos” graciiiiinnnhhhhhhhaaaaaasss, perderam a eleição… Segura as calças cabeludos, senão como a família praga, vai viver e alimentar e se locupletar, já fizeram as pazes com a doidona, maluca e boa de bico… Diz as más línguas que ela está fechadinha com o Gilmar, más também, pra quem pediu cargo pro coroné Odelmo em praça pública e quase pelada, só não viu quem não quis, esperar o que de uma irmã destas, não é? Até do Pinheiro, já foi companheira? E viva o PMDB, ganhamos mais uma ontem!

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