Uberlândia: 124 anos contados por quem viu a história ser construída
Aos 124 anos, Uberlândia viu sua história ser contada por historiadores e pesquisadores, levada para fora por políticos, artistas, empreendedores. Mas também viu sua história ser construída por pessoas comuns, que ao longo dos anos transformaram a cidade, colaboraram para o seu progresso e hoje trabalham para fazê-la crescer mais ainda.
Inspirado no livro “Brasil – A História Contada Por Quem Viu”, de Jorge Caldeira (leia ao lado), o CORREIO de Uberlândia conta a história da cidade neste suplemento de aniversário por meio dessas pessoas, que não aparecem nos livros, mas que são tão importantes quanto os nomes estrelados – que também têm seu espaço na história. Gente que construiu o Parque do Sabiá, fez TV, presenciou a transformação da cidade e viu o quebra-quebra de 1959.
Esta é a história de Uberlândia contada por quem a viu acontecer. Fomos buscar fatos curiosos que ajudam a remontar a cidade. Este suplemento é um documento histórico para ser lido e guardado.
O site do CORREIO de Uberlândia publica a partir de hoje até o final de setembro uma série especial de matérias com personagens que irão contar como enxergaram alguns dos principais fatos e mudanças que ocorreram ao longo da história da cidade.

Série especial retratará a história de Uberlândia por meio de olhares e testemunhos de quem viu os fatos
Fatos ficam mais vivos quando contados pelas testemunhas
Muitas vezes a pessoa faz parte de um momento sem se dar conta de que ele será considerado histórico um dia. Mas a pessoa estava lá, viu tudo acontecer e fez parte dessa história. Quando ela conta como aconteceu, tudo parece mais vivo, “mais próximo do cotidiano de todos nós”, como gosta de dizer o escritor Jorge Caldeira.
Ele é autor do livro “Brasil: A História Contada Por Quem Viu” (Mameluco, 656 págs, R$ 59), resultado de dois anos de trabalho de uma equipe de 21 pessoas. “Contamos a história do Brasil a partir do olhar das pessoas que viveram os mais importantes momentos da construção da nossa nação”, diz em entrevista ao CORREIO de Uberlândia.
São 173 depoimentos históricos que vão desde a chegada de Cabral até o final do século 20. Alguns autores são anônimos. Outros são grandes escritores, como José de Anchieta, Antônio Vieira, Gregório de Matos, Tomás Antônio Gonzaga, Visconde de Taunay, Machado de Assis, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graciliano Ramos e Ruth Cardoso. Entre os destaques do livro estão textos inéditos, que ficaram séculos guardados em arquivos.
O autor, de 57 anos, que é doutor em Ciência Política, foi buscar na sua vida de jornalista o exemplo para contar a história do país a partir de relatos. “A história é feita de interpretações, mas esses depoimentos de pessoas que estavam lá tornam tudo isso mais vivo. É assim que fazem os jornais a vida toda, relatam fatos e pessoas que mais tarde serão históricos”, afirma.
Caldeira foi publisher da revista “Bravo!”, consultor do Projeto Brasil 500 Anos (Rede Globo) e editor-executivo da revista “Exame”. Trabalhou também na “Folha de S.Paulo” e na “IstoÉ”. Ocupa a cadeira número 18 da Academia Paulista de Letras. Lançou “História do Brasil com Empreendedores” (Mameluco, 336 págs, R$ 49), a biografia “Mauá – O Empresário do Império” (Companhia das Letras, 560 págs, R$ 71), entre outros volumes sobre a história brasileira. Criou uma editora, a Mameluco, para lançar suas obras. “Acho valorosos os depoimentos, é um outro modo de perceber a história. Claro que a metodologia, a interpretação são importantes, mas o testemunho é importante por si mesmo, ele aproxima a história do cotidiano das pessoas”, diz.
Primeira matéria da série: Professora relata como as pessoas conviviam na década de 1940.
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André Luís de Araújo disse:31/08/12 11:12
EMBORA INEGÁVEL QUE UBERLÂNDIA TENHA NÍVEL DE PRIMEIRO MUNDO, AINDA HÁ MUITO A MELHORAR.
COM ORÇAMENTO (ANUAL), PASSÍVEL DE EXECUÇÃO, DE CERCA DE 1,5 BILHÃO, SERIA POSSÍVEL FAZER BEM MAIS DO QUE É FEITO.
QUEM ACHA QUE ESSE PREFEITO FEZ MUITO NÃO TEM IDEIA DO QUE SEJA 1,5 BILHÃO.
LADO OUTRO, NAS VARAS DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA INÚMEROS EXECUTIVOS FISCAIS APODRECEM PARALISADOS POR FALTA DE ESTRUTURA PARA MOVIMENTAÇÃO. O MUNICÍPIO NADA OU POUCO FAZ, E, PARA O TRIBUNAL, ESTÁ TUDO DE BOM TAMANHO.
A PREOCUPAÇÃO DOS DIRIGENTES MUNICIPAIS COM ESSAS EXECUÇÕES LIMITA-SE A NÃO VIOLAR A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, PARA EVITAREM A RESPONSABILIDADE PESSOAL .
ENQUANTO ISSO, O QUE NÃO FALTA É GENTE MORRENDO POR FALTA DE MEDICAMENTOS NA REDE PÚBLICA E POR FALTA DE VAGAS EM “UTI s”, O QUE FALO E PROVO.
É CERTO QUE ENGANAR POBRE NÃO É DIFÍCIL, MAS QUANDO O ABUSO É MUITO, ATÉ O POBRE DESCONFIA. ACHO BOM ESSES POLÍTICOS BOTAREM AS BARBAS DE MOLHO. -
Fabrício Fraga disse:31/08/12 11:39
Passei pra registrar que, no dia do aniversário de Uberlândia, o site da prefeitura, não tem nada, isso mesmo, nada sobre o festejo. Fora isso, um abraço à todos os uberlandenses, e a essa cidade maravilhosa, que aprendi a amar, quando aí morei, por cinco anos. Quando posso, passo pra rever a família e os amigos. Feliz Aniversário!!!!
Fabrício Fraga – Goiânia
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João Rezende disse:31/08/12 17:04
Mas mesmo assim estamos todos felizes!!!
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Airton Coelho disse:31/08/12 17:43
Parabéns grande “Udi”!!!
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Alexandre (História UFU) disse:31/08/12 18:37
Nós continuamos o trabalho de nossos antecessores: Uberlândia é uma cidade rica, próspera e inovadora graças ao esforço e sacrifício do povo.
Contraditoriamente ainda convivemos com problemas gravissimos: injustiças sociais (considerável parcela da população está excluída socialmente) e falta de investimentos em ações sociais.-
SINCERIDADE disse:31/08/12 20:58
Que “sacrifício do povo”? O LESTE de MINAS sim cresceu com sacrificio do povo, já que aquela região não tem estradas duplicadas, não tem indústrias, não tem investimento nenhum dos governos e o povo de GV e região teve de ralar lá fora pra mandar dinheiro pra cidade. Uberlândia e o triangulo teve forte investimento dos governos que trouxeram indústrias, equiparam aeroportos, duplicaram estradas, construíram hidrelétricas… assim é fácil crescer né triangulo? E ainda reclamam…
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Comentários (6)