Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
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A inflação em Uberlândia, medida por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), chegou a 1,43% no mês de janeiro. O índice registrado pelo CEPES (Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia) foi superior aos 0,61% apurados em dezembro do ano passado e interrompe uma tendência de queda inflacionária apontada na cidade desde junho de 2011. O crescimento da inflação uberlandense foi causado, principalmente, pelos reajustes da passagem de ônibus do transporte coletivo, das mensalidades escolares e do salário mínimo.
Para chegar ao IPC, o CEPES comparou 29.634 preços, de 456 produtos e serviços, entre 2 e 27 de janeiro. O custo de vida da população uberlandense é avaliado pelo centro de estudos em nove segmentos, dos quais quatro tiveram influência significativa no aumento da inflação: transportes (variação de 5,12%), educação (4,4%), despesas pessoais (2%) e alimentação e bebidas (0,78%). Juntos, esses quatro grupos respondem a 89,37% da inflação de janeiro.
O uberlandense sentiu no bolso os aumentos no segmento das despesas pessoais. Em janeiro, somaram-se os reajustes de 8,33% da passagem do ônibus em Uberlândia, que passou de R$ 2,20 para R$ 2,60; do novo salário mínimo, de R$ 545 para R$ 622 (14,13%); e das mensalidades escolares, que cresceram, em média, 5,81% no mesmo período. O universitário Silas Machado Souza afirma que não teve como escapar do impacto inflacionário. “Com esse aumento, somos obrigados a gastar bem mais para estudar e trabalhar todos os dias”.
No grupo de alimentação e bebidas, os aumentos de hortaliças e verduras (9,24%) e das bebidas e infusões (3,92%) influenciaram a inflação do último mês. Paulo Eduardo Fonseca, proprietário de um sacolão no bairro Santa Mônica, zona leste de Uberlândia, diz que a variação dos preços dos alimentos não espantou a clientela. “Acho que os alimentos ficariam bem mais caros se aumentasse também o preço dos combustíveis, o que não aconteceu”.
O professor Carlos José Diniz, gerente do CEPES, afirma que a mudança do comportamento da inflação uberlandense faz os economistas reavaliarem seus cálculos. “Desde junho, a inflação apresentava sinais de redução, mas o primeiro quadrimestre de 2012 vai reverter esse quadro. A inflação ao final deste ano, inclusive, deve ficar entre 5% e 5,5%, acima da expectativa inicial, que era entre 4,5% e 5%”, diz.
Segundo o gerente do CEPES, os preços das commodities podem reverter o comportamento da inflação, que fechou 2011 em 4,97%. “As commodities agrícolas, que estão com preços acomodados, e a deterioração do cenário econômico internacional devem forçar a inflação brasileira para o patamar dos 5%”.
Junho de 2011 -0,13% (deflação)
Julho 0,10%
Agosto 0,40%
Setembro 0,24%
Outubro 0,28%
Novembro 0,22%
Dezembro 0,61%
Janeiro de 2012 1,43%
Transportes 5,12%
Educação 4,40%
Despesas pessoais 2,00%
Artigos de residência 0,88%
Alimentação e bebidas 0,78%
Habitação 0,25%
Comunicação 0,24%
Vestuário 0,10%
Saúde e cuidados pessoais -0,40% (deflação)
Infelizmente, não creio nestas pesquisas….como vi na chamada de um telejornal hoje… o responsável pela inflação foi o aumento das passagens…quanta mentira… realmente houve o aumento e de uma forma ou outra pesa no bolso.. porem o aumento aconteceu dia 16/01 (na segunda quinzena), enqtuanto os alimentos principalmente (vejamos o feijao nosso de cada dia)… aumentaram desde o inicio do ano…aliás…tudo…quem faz compras sabe o que estou falando…
Muitos ganham pouco e pouquissimos ganham muito….. que incoerência….
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Marcelo Augusto disse:9/2/2012 10:21:09