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Cidade e Região

Vias estreitas são alvo de reclamações no bairro Industrial

A rua Neivaldo Guerreiro é tida como um dos pontos críticos

Empresários e trabalhadores do Distrito Industrial, na zona norte de Uberlândia, estão insatisfeitos com as condições das ruas e avenidas do bairro, que têm cerca de 150 empresas. De acordo com eles, as vias são muito estreitas, o que dificulta a manobra de caminhões de maior porte. As ruas Neivaldo Guerreiro e Odorico Luiz de Oliveira são um dos pontos em que a falta de espaço é mais crítica.

De acordo com Lázaro dos Reis Magalhães, presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Uberlândia (Unedi), não há espaço suficiente para caminhões e veículos de grande porte pararem ou fazerem manobras em quase todas as vias do Distrito Industrial. Os problemas são acentuados quando os veículos têm que estacionar em ruas ou avenidas de mão dupla, o que interrompe parte do fluxo. “Se vêm dois carros em sentidos contrários, um tem que parar para que o outro possa passar. Em quase todas as ruas é assim”, disse Magalhães.

Para resolver os problemas, o presidente da Unedi afirmou ter procurado, no ano passado, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico em duas ocasiões, bem como a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), responsável pelo gerenciamento do Distrito Industrial. Foram protocoladas sugestões de obras e reformas, tais como a duplicação de vias e o recapeamento da avenida José Andraus Gassani, principal avenida do bairro.

Procurada pelo CORREIO de Uberlândia, a Prefeitura de Uberlândia informou, por meio de nota, que o Distrito Industrial não é de sua responsabilidade e que aguarda a transferência administrativa da área para tomar providências.

Diretor diz que é proibido estacionar

O diretor responsável pelo setor de projetos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Luiz Fernando Butakka, afirmou que as vias do Distrito Industrial foram traçadas mediante estudos sobre o fluxo viário de Uberlândia e projeções de aumento de tráfego. Segundo ele, as vias teriam bom escoamento se os motoristas e as empresas respeitassem as regras do Distrito. “Toda empresa deve ter em seu interior um espaço destinado ao estacionamento de caminhões. Não se pode parar o caminhão na rua”, disse.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Codemig informou ainda que execução de obras em via públicas, como alargamento de avenidas e ruas, não é de sua responsabilidade, cabendo ao município o cumprimento de tais trabalhos. Segundo a assessoria, a entidade está prestes a viabilizar a transferência administrativa do Distrito Industrial, que ficará sob pleno controle da Prefeitura de Uberlândia.

Caminhoneiros

As ruas e avenidas estreitas do Distrito Industrial não são alvos de reclamações apenas de empresários. Caminhoneiros responsáveis por abastecer as indústrias e grandes armazéns de Uberlândia também relataram insatisfação quanto à estrutura viária do bairro. “Aqui é horrível, não tem onde estacionar”, disse Fabiano Ricardo Farrampa, caminhoneiro que transporta grão.

O motorista Carlos José Franca também aponta problemas. “As ruas são muito apertadas, de difícil acesso e manobra. Além disso, são muito mal sinalizadas”, afirmou. De acordo com ele, além da falta de espaço, o Distrito Industrial enfrenta o problema da violência. “É um local muito inseguro, com assaltos recorrentes. As empresas podiam ajudar e colocar seguranças para proteger os caminhões que estão estacionados, aguardando vaga para descarregar nas indústrias”, disse.

Comentários

4 respostas para “Vias estreitas são alvo de reclamações no bairro Industrial”

  1. MAS NO UBERLANDIA QUE ESTA EM DESTAQUE NO HORARIO DE TODOS OS CANAIS DE TV, OS ADIMINISTRADORES DA CIDADE NÃO SABIAM QUE NO DISTRITO INDUSTRIAL O FLUXO DE CARRETAS E CAMINHOES SÃO INTENSO ETA UBERLANDIA DAS PROPAGANDAS INGANOSAS.

  2. A cidade apesar de se configurar com planejada e ser destaque em Minas, apresenta inumeros gargalos quando o assunto é planejamento urbano. Inconcebível criar um bairro destinado à indústrias com vias estreitas e sem plano diretor para obrigar empresas a construir áreas internas para manobras de carretas e caminhões. Falhou o gestor público, falhou o empresário. Um pode ser pela incompetência e suborno, outro pela ganância.

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