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Nehac







05-02-2010


Relações Necessárias II



É lugar - comum afirmar, ultimamente, que a difusão da internet aproximou o mundo e encurtou distâncias. Na senda do desenvolvimento do “mundo virtual”, uma nova onda chegou, ao que tudo indica, para ficar: são os livros eletrônicos (e-books, na linguagem virtual).A difusão e aceitação dos livros eletrônicos é tão grande entre os internautas que grandes editoras no mundo já pensam em soluções para explorar esse filão que se abriu no mercado literário. Os editores de best-sellers de autores como Dan Brown (“O Código Da Vinci”), por exemplo, encontram dificuldades para lidar com os direitos autorais e a divulgação desses livros, pois ainda não têm uma experiência concreta da amplitude do segmento. Além disso, a acessibilidade da internet é um prato cheio para a pirataria, sendo que produtores de filmes e músicas há muito já sentem seu impacto.Ao que tudo indica, a expansão dos livros eletrônicos é uma realidade que tende a se difundir cada vez mais. Dessa forma, podemos vislumbrar um futuro não muito distante em que os livros impressos se tornarão verdadeiras peças de museus e de colecionadores. Para os amantes de bibliotecas reais — que apreciam uma boa edição, uma boa “lombada”, uma bela capa, e que apreciam o cheiro do tempo impresso nos livros —, os e-books são uma novidade opressora. É evidente que os livros eletrônicos possuem algumas vantagens, dentre as quais podemos destacar a velocidade com que os livros são comercializados (um brasileiro pode comprar um livro do Japão e em algumas horas tê-lo disponível para leitura) e o pequeno espaço que ocupam (alguns megabytes). No entanto, para quem já passa o dia todo com a cara literalmente “grudada” numa tela de computador, ler um bom livro tête-à-tête em algum lugar agradável ainda pode proporcionar um prazer insuperável.

André Luis Bertelli Duarte

Mestrando em História pela Universidade Federal de Uberlândia e integrante do Núcleo de Estudos em História da Arte e da Cultura (Nehac)





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