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NOVO SOM







26-04-2008


Música como um desafio para mentes preguiçosas



Praça Savassi, Belo Horizonte. O local equivale ao que há alguns anos foi a “praça da Bicota” para o underground uberlandense. Em uma noite chuvosa de fim de verão na capital mineira, César Gilcevi (bateria/letras), Dennis Martins (baixo), Fernando Prates (guitarra) e Humberto Teixeira (voz, guitarra), que formam a Carolina Diz, aparecem para a entrevista à Novo Som. A Belô que eles “amam e odeiam radicalmente” é retratada no primeiro CD do grupo, “Crônicas do Amanhecer”, lançado em grande estilo no Teatro Marina, na capital, no fim de março. São lugares, pessoas, situações cantadas em pouco mais de 66 minutos no decorrer de 14 músicas. “Na verdade, a gente queria que o disco tivesse 66,6 minutos, uma mensagem subliminar, mas não deu certo”, brinca o vocalista e guitarrista Humberto, que tem fama de ser o que sempre chega atrasado.

Anna Lina/Divulgação

A banda Carolina Diz, de Belo Horizonte, lançou o primeiro trabalho


Enquanto muitas bandas optam por dar um recado direto e rápido e gravam discos que não passam de meia hora, as músicas do Carolina Diz são um desafio às mentes preguiçosas. “O disco traz nossas verdades, nossas mentiras e ilusões. Se a música for boa tem que durar mais”, comenta César, o letrista do grupo. Para ele, o público está carente desse tipo de canção. Com o trabalho feito em “Crônicas do Amanhecer”, César entra para o hall dos novos compositores brasileiros que se destacam no cenário atual, como Beto Cupertino (Violins) e Dary Jr (Terminal Guadalupe). Nada mal para quem tem entre seus ídolos Lou Reed (que inspirou o nome da banda com sua “Caroline Says”), Tom Petty, Frank Black e Bob Dylan.

Apostas

Enquanto muitos apostam as fichas na morte do mercado fonográfico, o Carolina Diz não mediu esforços para ter em mãos este primeiro CD. “Desde o trabalho que consideramos demo, o ‘Se Perder’, amadurecemos bastante e acreditamos que o disco tem que ser encarado como uma arte”, comenta o baixista Dennis. “Tivemos a ajuda de muitos amigos de outras bandas e estúdios nesta empreitada e, ainda, dividimos em 15 vezes o valor da prensagem”, entrega Humberto.
Apesar de cantar muito as cosias e os lugares de BH (“Hotel Esplendor”, “BH Blues”, “Eu só me filio à raça humana nas contas a pagar”), as músicas do Carolina Diz são acessíveis para qualquer um que se predisponha a interpretá-las ao seu jeito, porque cada um pode ter, ser ou conhecer “Letícia”, se lembrar dos “Chinelos no Corredor” ou até mesmo se ver em “O Migrante”.

Momentos

“Tem dias que chego em casa e falo: tô fora dessa m****! Em outros estou tão feliz, que não me vejo fazendo outra coisa”, comenta o vocalista e guitarrista do Carolina Diz, Humberto Teixeira. Enquanto o guitarrista Fernando Prates falava pouco e fazia as fotos do making of da entrevista, os outros se revezavam nas respostas. “A gente bota fé nesse lema ‘artista igual pedreiro’, mas é preciso que esta cena independente dê um passo à frente ou corre o risco de se estagnar”, comenta César.
Como todo trabalhador, músico quer respeito. “A gente quer mais é cair na estrada. Onde tiver lugar para ligar um amplificador, a gente toca. Mas a gente quer viver de música, porque é o que fazemos melhor e se a cena não cresce a gente perde”, diz Humberto.

Carolina Diz é uma contadora de histórias, e das boas. Impossível ouvir o disco e não ficar com alguns trechos das músicas na cabeça. No show de lançamento, com o teatro Marina lotado, eles tocaram todas as músicas do disco e cuidaram da ambientação do palco, o que proporcionou uma atmosfera agradável naquele 29 de março. Via-se o profissionalismo no nervosismo de Humberto, que demorou mais ou menos 15 minutos para se soltar mais; estava no visual caprichado de Dennis e em sua gravata laranja; na concentração de Fernando, em sua guitarra, e nas violentas batidas de César. Se Carolina Diz passar por algum lugar perto de você, não perca a chance de conhecê-la melhor.

GIRO INDIE

Para os fãs do R.E.M. que estão afinados no inglês, aqui uma entrevista muito legal que Michael Stipe concedeu à Virgin Radio. A banda já confirmou tour de “Accelarate” na América do Norte e Europa.

Esse eu queria muito ver: o Manic Street Preachers vai abrir para o Foo Fighters no dia 2 de junho, no Manchester Stadium.

Divulgação

Bezzy


Hoje rola mais uma Pop!justice, às 23h, no Lou Lou, em Uberlândia. Felipe Savone volta à city acompanhado dos residentes Jafet e Thiago Oliveira e do convidado Bezzy. A festa está prestes a completar dois anos e por isso a escalação de Bezzy, um dos DJs mais requisitados e conhecidos de rock/pop/eletrônico da noite paulistana. Ingressos antecipados: R$ 10.

Na segunda-feira, as bandas Pato Fu e Superguidis participarão do terceiro Secret Show, do MySpace no Brasil, desta vez em Porto Alegre. O local ainda não foi revelado e será exclusivo para os primeiros 800 usuários do MySpace que chegarem.

Joe Satriani confirma tour no Brasil. O guitarrista se apresentará em Curitiba (27/7), em São Paulo (29/7), no Rio de Janeiro (31/7), em Belo Horizonte (1º/8) e em Brasília (2/8). Mais no site dele.  

Neste fim de semana tem Virada Cultural (das 18h de hoje às 19h de amanhã) em São Paulo. Entre as atrações, 30 bandas do Circuito Fora do Eixo. Entre elas, o Porcas Borboletas, de Uberlândia. Em tempo, confira o portal Fora do Eixo e saiba mais da proposta.

A banda uberlandense de metal progressivo Menahem se prepara para o lançamento do primeiro CD, “Angels and Shadows”. Já conferi o EP promo com três músicas e posso dizer que os meninos estão no caminho certo. O show acontece na quarta-feira 30 de abril, às 20h, na rua Joaquim Leal de Camargos, 220, no Chácaras Tubalina. O ingresso custa R$ 10.

Divulgação

Banda Menahem





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Johnny Rock`n Street Uberaba 2008
28-04-2008
E aê Adreana, blz? Preciso divulgar a nova versão do Rock`n Street, pras bandas de Uberlândia participarem...adiantando vai ser indoor, televisionado para um progrma na Cultira e rolará DVD individual.




Magna
29-04-2008
Adorei saber que Belô está lançando mais uma banda para o mercado fonográfico nacional. Com certeza tem qualidade. Êta gente boa de serviço! Não conhecia a `Carolina diz` mas com essa credencial, não tem como. É correr atrás. Também não dá para não se identificar. Falar da BH é como falar um pouco da gente. E quem nunca se sentiu assim? "A Belô que eles (a gente) “amam e odeiam radicalmente", ou assim: "Tem dias que chego em casa e falo: tô fora dessa m****! Em outros estou tão feliz..." Com certeza vai ser outro sucesso de BH para o mundo.










19-04-2008


Ozzy Osbourne continua uma fera



Adreana Oliveira

Ozzy mostrou que a voz continua impecável e a postura mais branda

“Vocês querem ir à loucura? Eu lhes permito enlouquecer.” Uma frase destas não ficaria melhor em outra boca que não fosse de Ozzy Osbourne. O príncipe da escuridão passou pelo Brasil e deixou saudade. Para aqueles que o davam por acabado a surpresa foi grande. Afinal, no primeiro show, no Rio Arena, na capital carioca, no dia 3 passado, não se via um senhor rastejando pelo palco. As macaquices ficam restritas à sua idade, mas Ozzy mostrou que a voz continua impecável e a postura mais branda. “Eu amo todos vocês”, não se cansava de dizer.

Não teve banho de sangue e, sim, alguns baldes d’água entornados pelo próprio Ozzy sobre uma platéia sedenta por um pouco de sua atenção. E lá estava ele, feliz e satisfeito em sua postura “devora-me se puderes”. A turnê do disco “Black Rain” virou uma versão curta do Ozzy Fest no Brasil, já que trouxe o Black Label Society e o Korn para dividirem o palco com Mr. Osbourne. Ozzy anunciou esta como a sua última turnê, mas como de praxe, parece já ter mudado de idéia. “Prometo que não demorarei mais tanto tempo para voltar aqui.” Quem viver verá.

Adreana Oliveira

Black Label Society a banda de Zakk Wylde também arrepiou a galera


Para esta turnê, Ozzy recrutou um time de primeira. Além do guitarrista Zakk Wylde, ele trouxe o ex-baterista do Faith no More, Mike Bordin, o baixista Rob “Blasko” Nicholson e o filho de Rick Wakeman, tecladista do Yes, Adam Wakeman que toca o mesmo instrumento do pai. No show, clássicos do Black Sabbath, como “Iron Man” e “War Pigs”, fizeram o chão tremer. A mesma reação teve com “Crazy Train” e “Suicide Solution”. Mas como sempre, os momentos baladinha foram marcantes. Mãos para cima e lágrimas nos olhos com “Mamma I’m Coming Home”, talvez porque, a esta altura, já se aproximava a hora do adeus. “Deus os abençoe.” Sim, ele disse isso.

Na platéia, veteranos roqueiros e jovens que preferem o velho Ozzy às novidades do show bizz. Na turma do gargarejo, gente que ficou mais de 15 horas na fila. A pista estava encharcada pelo suor doado a um dos maiores ícones do rock mundial e, pelo jeito, o sacrifício valeu a pena. No acesso à saída, a galera parecia ainda estar ligada e despediu-se do local aos gritos de “Oh lê oh lê oh lê oh lê, Ozzy, Ozzy”.

Adreana Oliveira

Considerada a 1ª banda de new metal, o Korn disparou diversos hits

BLACK LABEL SOCIETY

Zakk Wylde. Guitarrista. Zakk Wylde. Guitarrista apadrinhado por Ozzy Osbourne. Black Label Society: a banda do Zakk Wylde. Vestido com macacão jeans, camiseta preta, colete de couro e coturno e adornado por correntes, Zakk surgiu no palco do Rio Arena com o aspecto de um caminhoneiro que toca rock. Rústico e direto. Ao vivo, o seu timbre vocal remete a um Layne Staley (Alice in Chains) mais agressivo. A banda não vale só por ter o aval de Ozzy, os caras caminham com as próprias pernas e boas canções, como “Bleed for Me” e “Suicide Messiah”. Zakk praticamente não falou durante o show, mas suas reverências e o modo como batia no peito e encarava a platéia deixaram clara sua gratidão. Ele só ficou um pouco nervoso após ter sua guitarra quebrada pela platéia, quando já estava no palco com Ozzy. Mas foi ele quem começou, quem mandou mergulhá-la naquelas condições? Não sei como não tiraram um pedaço dele!

KORN

Acredite se quiser, mas parece que havia mais fãs de Black Label Society do que fãs do Korn na Arena. Mesmo com a torcida contra e prejudicada por um som aquém do que merece, a banda fez um show empolgado e o vocalista Jonathan Davis falou bastante entre as músicas. Infelizmente estava difícil se fazer entender.
Considerada a primeira banda de new metal por muitos, o Korn disparou hits como “A.D.I.D.A.S.”, “Hold On”, “Somebody, Someone” e, para fechar, “Blind”. O disco “Untitled” (2007) não teve turnê por aqui, nem mesmo o acústico gravado para a MTV, mas mereciam.

GIRO INDIE

Você tem até amanhã para conferir as bandas do 1o Festival de Música do Goma. Hoje tocam as bandas uberlandenses Krow, Dom Capaz e DYF além de Humana, do Chile, e Dull Kids, de Araguari. O som começa a rolar a partir das 22h. Amanhã, a partir das 20h, as atrações são Outra Chance, Fadiga e Juanna Barbera, de Uberlândia, e, ainda, Filomena, do Acre, e Alliance, de Belo Horizonte. O ingresso para o dia custa R$ 6.

O Coldplay já tem data para lançar o quarto disco, batizado “Viva La Vida or Death And All His Friends”: 17 de junho. O tracklist já foi divulgado. Confira: “Life In Technicolor”, “Cemeteries Of London”, “Lost!”, “Lovers In Japan/Reign Of Love”, “Viva La Vida”, “Violet Hill”, “Strawberry Swing” e “Death And All His Friends”. O último disco que a banda lançou foi “X & Y” (2005), que vendeu 10 milhões de cópias.

De volta de férias, a Novo Som volta semana que vem com material fresquinho. Bandas de Uberlândia e região, assim como de todo o Brasil, já enviaram material bem bacana para a coluna. Aguarde!

Divulgação

Coldplay





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Eduardo
19-04-2008
Adreana...por favor, publica uma matéria aí sobre o Strike...vai...já faz tempo que eu procuro alguma coisa sobre eles aqui e não acho...aguardo resposta... esse e-mail tb é meu msn se vc quiser add... bjos...




Benetti
22-04-2008
Oii adreana tudo bem? gostaria que vc fizesse uma materia com algumas Bandas Hardcore ...seria legal.. agradeço ..beijoxxx










12-04-2008


Nightwish e Tarja Turunen lançam disco, separados



ADREANA OLIVEIRA
Editora


No dia 12 de outubro de 2005 um público de cerca de 20 mil pessoas estava no estádio do Canindé, em São Paulo, no festival Live in Louder. Entre outras atrações, a banda finlandesa Nightwish parecia ser a coqueluche do evento que durou aproximadamente 12 horas. Eles ainda não sabiam, mas estavam presenciando o último show da banda no País com aquela formação. No dia 21 do mesmo mês, após encerrar a turnê na cidade natal, Helsinki, capital finlandesa, onde gravaram o DVD “End of An Era”, a vocalista Tarja Turunen recebeu uma carta, publicada no dia seguinte no site da banda, informando que ela havia sido demitida de seu posto.

Para quem viu milhares de jovens erguerem as mãos e cantarem a plenos pulmões músicas como “The Kinslayer”, “Wishmaster”, “Ever Dream”, “Bless The Child”, “Phantom Of The Opera” e “Nemo” não é difícil imaginar a comoção mundial que a demissão de Tarja tomou. Meninas e meninos que choraram em São Paulo com sua interpretação solo de “Kuolema Tekee Taiteilijan”, do álbum “Once”, devem ter derramado um rio de lágrimas com o anúncio. Mais tarde, Tarja responderia publicamente aos ex-colegas de banda, visivelmente magoada.

Estamos em 2008 e o ditado que prevalece é aquele: o que não te mata, te fortalece. Nightwish e Tarja Turunen lançam os primeiros discos dessa nova era para eles, cada um na sua. Para nós, latinos, uma relação fria como essa pode ser estranha, mas alguns dias na Finlândia são suficientes para entender um pouco deste povo cuja economia, arte e estilo de vida são invejados por tantos outros países e em contrapartida têm tanta dificuldade em demonstrar calor humano.

Tempestade

Foto:Divulgação
Tarja Turunen

O retorno da soprano Tarja Turunen não poderia ter sido melhor e em mais alto nível. Mais do que o Nightwish ela dependia deste novo começo para se reafirmar no mundo do metal melódico sozinha. Ela se cercou de profissionais altamente gabaritados para fazer do disco um trabalho impecável em todos os sentidos, da produção musical à estética. “My Winter Storm” (Universal Music) traz 18 canções e começa com a belíssima “I Walk Alone”. Se quiser, pode interpretá-la como um recado aos ex-colegas de banda. “Não mande seus anjos ainda, guarde suas flores, eu não estou morta...vá e diga ao mundo que ainda estou por ai”. Esse trabalho traz a cantora em sua melhor forma no seu alcance das notas mais altas e quando arrisca-se em escalas menos agudas como arrisca em uma ou duas frases em “My Little Phoenix” e “Ciarán´s Well”, antes de soltar aqueles falsetes que a tornaram tão popular entre os virtuosos admiradores do metal melódico.

O disco é praticamente composto por músicas calmas, lentas, cheias de contra-tempos milimetricamente calculados. Tarja nunca escondeu ao carinho que tem pelo público brasileiro e sabe também reconhecer talentos brasileiros. Entre as participações especiais do disco está o guitarrista Kiko Loureiro (Angra). Ainda não se sabe sobre uma possível turnê pelo Brasil. Até maio ela tem alguns shows agendados na Europa e uma coisa é certa. Desta vez, ela não terá que reclamar das datas muito próximas que não lhe permitiam o descanso vocal necessário e a faziam adoecer durante as turnês do Nightwish porque será feita a sua vontade.

O frio jogo da paixão negra dos músicos finlandeses

Foto:Ville Juurikkala/Divulgação
Nightwish
Para a estréia da vocalista Anette Olzon o principal compositor, mentor e dono do Nightwish, Tuomas Holopainen optou por músicas mais rápidas, que exigiram de cara o melhor dela. Sim, comparações com Tarja Turunen são esperadas, são feitas e ignoradas. Em “Dark Passion Play” fica claro que o vocal de Anette é um mais pop que o de Tarja, ouça ”The Poem and the Pendulum” e “Amaranth”, mas continua acessível para os velhos fãs do Nightwish.

O fato de dividir os vocais com o baixista Marco Hietala ajuda a dar mais dinamismo ao disco. Completam a banda Erno "Emppu" Vuorinen na guitarra e Jukka Nevalainen na bateria. Se depender do público europeu o disco já é um sucesso. Na Finlândia , ele já é quatro vezes platina, ou seja, superou as 120 mil cópias vendidas. Na era da pirataria vender 120 mil discos em casa ainda é algo a se celebrar, mesmo para uma banda do porte do Nightwish. E o encarte conta com aquele capricho que só os bons grupos de metal sabem fazer.

Entre as 13 canções do disco, destaque para a bela “Cadence For Her Last Breath”, por mais que pareça uma música cantada por por Amy Lee, do Evanescence; e “Bye Bye Beautiful”, o mais novo single. Dois corais e uma orquestra ajudam a criar aquele clima que todo mundo espera de uma banda nórdica e nas letras, religião, medo, conflitos, morte, ressurreição. A chance de o Nightwish incluir o Brasil em sua turnê existe, também são apaixonados pelo País. Aliás, o site deles está reformulado e tem versão em português.





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Preto
15-04-2008
Adreana...por favor, publica alguma coisa aí sobre o Strike...por favor vai...xau... bjos..




WALTER EURÍPEDES DE OLIVEIRA JÚNIOR
17-04-2008
Sou um grande amigo de seu tio José Geraldo, ele está aqui e manda para você um forte abraço. Muito aprecia o seu trabalho jornalístico.




alineramona
24-08-2008
Oiiiiiiiiiiiiiii , seu blog é dmais por gentileza , publica algo sobre á banda Ramones sou apaixonada por está banda que vem fazendo parte da minha vida há anos OBRIGADA ADORO AS MATERIAS DO SEU BLOG ADREANA abraços ALINE RAMONA.










05-04-2008


Guffo: é um apaixonado pelo Brasil



 

Foto:Divulgação
Guffo
Quando se tem alma de artista é um pecado que se prive o mundo de seu talento e Gustavo Fogaça, ou Guffo, não corre o risco de cometer este pecado. Seu nome pode até soar estranho aos seus ouvidos, mas, a culpa não é dele. Músico, jornalista, cineasta, roteirista e uma figura cativante, envereda pelo rock, pop, soul, hip-hop e eletrônico sem vergonha de mostrar suas várias versões. Também, o que esperar de um cara que aos 2 anos de idade sentou no colo de Marvin Gaye (não no sentido Michale Jackson da coisa) e recebeu um cumprimento de Robert Smith (The Cure)?
“Eu nasci músico, é algo que serei pelo resto da minha vida, viva disso ou não”, resume o rapaz que aos 4 anos queria tocar violino e aos 12 entrou em um conservatório de piano.

O pai, atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, também é do ramo musical e seus discos influenciaram Guffo. “Ele teve um grupo chamado Os Almôndegas, do qual saíram caras como Kleiton & Kledir, Perv Sousa e Zé Flávio, foi forte aqui nos anos 70”, conta. A casa estava sempre lotada de músicos durante a sua infância. Quando esteve no Brasil Marvin Gaye foi jantar na casa dos Fogaça, pegou o pequeno Guffo no colo e foi encarado pelo garoto por um bom tempo.

Não é só o Supla que tem orgulho do pai político. Fogaça-pai estava entre aqueles perseguidos, presos e torturados na época da ditadura quando vivia de arte. “A vida foi levando o cara para política e hoje ele é um dos poucos no Brasil reconhecidos pela honestidade e competência. Me orgulho do velho”, elogia. O pai se afastou um pouco da família por causa da carreira política, coisa que Guffo demorou anos para digerir mas que hoje entende completamente. A música “O Vale”, do seu disco solo, aborda o tema.

Foto:Divulgação
Olhar latino
Enquanto passa madrugadas roteirizando um projeto para uma TV por assinatura, de uma área denominada "brand entertainment" (conteúdo para TV e novas mídias), Guffo compõe com seu novo grupo, o Fenx. “É um projeto eletropop. Notebook, eu na guitarra e a Lídia no baixo, com dois vocais”, explica. Em breve as primeiras músicas vão cair na rede. Nos intervalos, ele toca no Roberto Silva e os Curandeiros, um tributo ao The Cure, outra de suas paixões. “O Robert Smith me cumprimentou quando eu o encontrei em Londres...depois do Marvin Gaye...acho que fui abençoado duas vezes”, relata.

O que o despertou para a música e faz com que ela deixe o cinema em segundo plano? U2. “Quando eu vi o videoclipe de ‘New Year´s Day’ pela primeira vez decidi: quero ter uma banda. Aqueles caras na neve, com a bandeira branca e os instrumentos como arma. Aquilo rachou meu cérebro em oito mil pedaços”, recorda. Outras influências passam por Beatles, Simon & Garfunkel e Beastie Boys.

Cidadão do mundo

Foto:Divulgação
De volta à POA
Gustavo Fogaça pode se considerar um brasileiro afortunado aproveita cada oportunidade que a vida lhe oferece, ligado em 220 volts. Graduado em Jornalismo pela USAL e em Cinema pela Facultad de Cinematografía de Eliseo Subiela, de Buenos Aires, Guffo passou boa parte de sua juventude viajando. “Morei nos Estados Unidos, Nicarágua, Colômbia, Equador, Argentina, Camarões, França, Inglaterra e Espanha, no Brasil, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre”, relata. Quando teve oportunidade de voltar para o Brasil para o Escalada do Rock, do Rock in Rio 3, com sua banda Sopa de Novo, em 2001, resolveu ficar de vez. Ele admite que cansou de se mudar e o que mantém em Porto Alegre é a de vida e a oportunidades de trabalho e de crescimento profissional e artístico. “Na Europa, por exemplo, tudo está saturado e aqui está tudo por e fazer. E tem o lance da pertinência. Eu sou latino-americano e tenho muito orgulho disso”, explica.

Seu primeiro disco solo, “Tá Vendo?!”, trouxe Hip Hop misturado a ritmos latinos com letras de alto teor crítico, com um humor sarcástico que lhe é característico. E daí se ele é branco e “do asfalto”? “Montei meu primeiro grupo de rap aos 12 anos, o Ice Guga MC. Nesse estilo se pode ser muito verdadeiro com suas letras. Em nenhum lugar se une sinceridade, honestidade e expressão pessoal como no Hip Hop”, relata.

Para quem já ganhou um disco de ouro com a banda Tabu (ARG, 1994) e teve bons momentos com o Sopa de Novo nos anos dois mil, começar de novo nunca é trabalho ingrato. “Minha arte sou eu, é o que eu penso, o que eu vejo. Você pode gostar ou não, só não pode dizer que não é sincera e honesta”, dispara. Os lugares por onde passou e as pessoas que conheceu são parte desse trabalho. “Virei um prisma disso. Aqui em POA eu me dou com todas as tribos sem pertencer a nenhuma e sendo todas ao mesmo tempo: rock, Hip Hop, cinema, publicidade, TV, políticos, músicos regionais etc”, lista.

Para ele, sucesso é poder fazer o que se gosta, sem humilhar ninguém e viver disso. “O sonho da minha vida era viver da minha arte. Isso já alcancei. Agora é só crescimento frente aos desafios”, resume. Para ver e ouvir Guffo, busque as conexões no http://www.guffo.com.br/





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Edu
08-04-2008
Iaew Adreana...por favor, eu sei que o Strike é de Juiz de fora, não sei se fica perto de Uberlândia, é que eu sou paulista. Mas por favor, publica aí alguma coisa sobre eles...vai...por favor...esse e-mail que eu coloquei eu não uso, mas vc pode me achar no orkut através dele...blz ? aguardo resposta.... bjos...
















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