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NOVO SOM







31-05-2008


Festival comemora os 10 anos de underground



 

Adreana Oliveira

A menina foi saudada de forma histérica pela platéia

A décima edição do Bananada, festival goiano que aconteceu de 23 a 25 deste mês no Centro Cultural Martim Cererê, cumpriu seu papel no underground. Valorizou os talentos locais de variados estilos, levou ao palco bandas de estados como Pará e Tocantins que tocaram pela primeira vez no Centro-Oeste e, mesmo sem nenhum nome de peso, foram vistas por cerca de 3 mil pagantes. Festival indie também tem seu “momento descontrol”. Se você ainda não ouviu falar em Mallu Magalhães é hora de navegar pela net, ou assistir a um pouco de MTV, para ver o que esta menina de 15 anos está causando. Para fechar a edição 10 foi montada uma megabanda, a dos Amigos da Eline, figurinha carimbada da cena local. Detalhe: o número de crianças no Bananada neste ano foi grande. Já são filhos de empresários, músicos e produtores roqueiros que surgiram nesta cena há uns 15 anos.

Na sexta-feira, a primeira banda que vi no palco foi In Bleeding (GO), que você conferiu na edição de 26 de janeiro da coluna. Eles mostraram trash metal com influências também do hard rock mais tradicional e, no som ao vivo, mais percussão do que fica aparente no disco. O show do trio paulista Curumim levou o samba japa que agradou à galera adepta do estilo indie cult. A coisa esquentou com Identidade (RS), que levou seu “Jogo Sujo”, disco que lançaram no ano passado, pela primeira vez à Goiânia. No palco, influências declaradas de Rolling Stones, calças justas, jaquetas estilosas, lenços no pescoço e cabelos milimetricamente desajustados. O Sapo Banjo (SP) faz ska e contou com a cumplicidade do público no seu “original jamaican style”. Grindcore de primeira com o Are You God? (SP). É para incomodar mesmo.

O caos sonoro nunca vem sozinho e, tocando em casa, o Mechanics cuidou de incendiar a platéia. E como diz a banda uberlandense Animais na Pista, “quando tudo está perdido, ainda pode piorar”, no bom sentido. A banda local Johnny Suxxx and the Fucking Boys contou com um vocalista mais insano e bêbado que o de costume. Após quase oito anos sem tocar, a banda, que fechou a primeira edição do Bananada, Mandatory Suicide, fez um celebrado retorno. Heavy metal tradicional goiano.

Mallu Magalhães causa histeria antes de tocar

Diversidade é uma das palavras-chave do Bananada. No sábado, a banda goiana Gloom mostrou o que jovens influenciados por Los Hermanos e Móveis Coloniais de Acaju podem fazer. No outro palco, o Abluesados honrou o nome e manteve-se fiel ao tradicional blues, fazendo um show impecável. Foi fácil sair cantarolando “It’s my life baby, let me live it like I mean”. Pela primeira vez no Centro-Oeste, o Filhos da Empregada, de Belém (PA), mostrou uma pegada rocker com surf music.

Na seqüência, a dupla Abesta (SC) fez noise (tradução literal: barulho). Um noise aterrorizante, sem instrumentos tradicionais e altas freqüências produzidas por uma parafernalha que só eles entendem. Trilha sonora para a guerra.

Hora de relaxar com o rock tradicional do Bang Bang Babies (GO) e, em seguida, o trio paulista Chimpanzé Clube Trio. Som instrumental de primeira que o teatro cheio acompanhou com os olhos grudados no palco. A cada estação, o rock goiano se renova. O Black Drawing Chalks é um dos grandes destaques desta safra.

Para não sair do clima de novidade, no outro palco entrava o Sweet Fanny Adams (PE). Adepto da microfonia e com uma boa presença de palco, o quarteto soa um pouco como uma mistura de Sonic Youth e Teenage Fanclub. A galera que curte um som mais eletrônico, com referências brasileiras esbaldou-se na apresentação do Cérebro Eletrônico (SP).

Mallu Magalhães no palco. Foi preciso acender todas as luzes para o público se acomodar. Rolou um momento de histeria mesmo antes de a menina entrar no palco. Quando começou a cantar, os momentos se alteraram entre silêncio total para contemplação e o famoso cantar junto. A voz dela encanta e as impostações que faz mudam de uma hora para a outra e, apesar dessa maturidade musical, ela transmite uma infantilidade, uma juventude saudável, aquele ingênuo espírito juvenil munido de muita cultura pop.

Na seqüência, os cariocas Do Amor levaram ao Martim Cererê um pop indie com efeitos. O Motherfish (GO) segue em linha ascendente e mantendo-se fiel à premissa de não fazer um show igual ao outro. Em Goiânia não tem como fugir do esquemão das bandas engraçadinhas. Dessa vez, a representante foi Diego Moraes e o Sindicato. Mistura de rock, pop e ska naquela vontade de ser os Mutantes.

Valeu esperar pelo último show. O Violins apresentou músicas de quatro dos seus cinco discos. Eles não têm comparativos no cenário atual. O show começou com “Hans” e terminou com “23 Carnavais”. O ex-guitarrista Léo Alcanfor (atualmente na Mugo) fez uma participação que tornou a atmosfera ainda melhor. Destaque também para os backings do baixista Thiago Ricco. Sempre simpático, o guitarrista e vocalista Beto Cupertino agradeceu aos que ficaram até as três da manhã para vê-los.

Palco reúne bandas goianas que promoveram o Estado

No domingo o primeiro show a que assisti foi o de Backbiters, prata da casa que envereda pelo hard rock e classic rock e suas influências que vão de Led e AC/DC a Hellacopters. O Fire Friend (SP) pegou um público ainda pequeno em sua estréia nos palcos goianos. Som com muito efeito de pedais nas cordas.

Diversão é com o Big Nitrons (SP) que levou toda a energia do rock a “billy uh-lah-lah”. “Rock and roll não é só maldade, não, é para se divertir, galera”, mandou o vocalista. A Orquestra Abstrata, ex-Seven, segue a dobradinha rock, jazz, eletrônico e outras influências que ultrapassam o plano musical. No outro palco, o Bad Folks (PR) foi uma grata surpresa. A banda, que começou como um projeto para tocar folk escocês, abriu seus horizontes e apresenta um rock com uma pegada folk agradável. Quando sobe ao palco em Goiânia, o Shakemakers está mais do que em casa. Seus seguidores fiéis cantam, gritam, pedem mais.

Próxima banda: AMP (PE). O nome pode até remeter a algum projeto eletrônico, mas os caras são rock and roll na veia. Celebrando 20 anos de carreira, a Bigtrep (SP) levou seu psichobilly pela primeira vez ao festival. O Lendário Chucrobillyman (PR) é banda de um homem só. A galera pirou no seu “Rock Primitivo”. Na bateria, ele segura a onda no vocal e nas cordas também.

Qualquer concepção diferente, como de M. Takara 3 (SP), que tocou na seqüência, provoca reações variadas. Alguns dançam, alguns olham, alguns tentam entender. Já com o MQN não é preciso esforço. Os hits “Let it Rock”, “Hard Times” e “Eletricity” são matadores executados em casa. A galera invade o palco, o palco invade a pista. É assim que funciona. O Necropsy Room foi mais um representante do metal a tocar no Bananada. Prepara o primeiro CD e mostra muito entrosamento.

A marca de 10 anos deve ser celebrada de um jeito especial e foi com a Banda da Eline, ou Banda dos Amigos da Eline, a personificação da roqueira. Desde que o Hang the Superstars, sua ex-banda, se aposentou, ela já deveria ter esta idéia em mente: reunir no palco muitas das bandas que ajudaram o cenário goiano a chegar onde está. Contei até 25 pessoas no palco. Músicas de bandas locais cantadas por músicos locais. É numa hora dessas que a entende porque Goiânia desperta tanta inveja no circuito indie. Aquele show apoteótico, bagunçado e despretensioso não aconteceria em nenhum outro lugar.

Incontáveis latas de cerveja foram consumidas, jogadas e destruídas durante este show. Quando não havia instrumento suficiente para todo mundo, Guga (o quinto elemento do AMP e baixista do Astronautas) pegou uma vassoura. Japão intimou o “Mestre” Gustavo Vasquez a pegar o baixo. “Vem tomar choque também”. A Eline estava bem nos seus backings, bem bêbada! Nada de entrevistas. Ela foi erguida nos braços do seu povo roqueiro.

Mas, espere, onde estava o Mau, vocalista do Hang the Superstars? Quietinho, lá na mesa de som, com a chave do carro na mão. “Alguém tem que estar sóbrio para o caso de algum deles se machucar.”

Adreana Oliveira

Banda da Eline colocou quase todos os músicos goianos no palco





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Junior
05-06-2008
eu concordo plenamente a respeito da mallu magalhães ela e mto boaa criativa a voz suave com um toque de infantilidade e otra ja viu ela tocando bandolim e de pira e mto massa eu ja sou fã acho q ela ainda vai dar mto o q falar.










24-05-2008


As várias faces desse tal rock and roll



Foto:Hans-Petter Van Velthoven/Divulgação
Stereophonics
Roqueiros de diferentes estilos podem comemorar o lançamento de novos trabalhos de três grupos que em comum têm apenas a classificação rock em suas etiquetas. Para começar, “Pull The Pin” (Universal Music, R$ 29), o sexto disco de uma das bandas mais queridinhas do indie rock, Stereophonics. À primeira audição você pode pensar: “é tão anos 90!”. E é mesmo, e não há nada de mal nisso. A evolução trouxe mais consistência ao bom trabalho que a banda vem desenvolvendo há pouco mais de dez anos. É como se agora eles fossem uma versão britânica do Stone Temple Pilots. Kelly Jones (vocal e guitarra), Richard Jones (Baixo) e o argentino Javier Weyler trouxeram de volta aqueles riffs poderosos de guitarra com um vocal limpo e arrastado em canções que variam de baladinhas (“It Means Nothing”) a power-rock (“Soldiers Make Good Targets”). Sobre a concepção do disco, Richard diz que eles apenas entraram no estúdio e tocaram. “Quando se está na banda há tanto tempo, você tende a saber qual o próximo passo antes de acontecer”. Para Kelly, o processo fluiu naturalmente. “No passado eu tentava muito fazer algo corretamente, analisava cada detalhe, mas dessa vez eu não forcei qualquer coisa”, explica no release do disco.
Os fãs mais ardorosos ficarão felizes ao lerem sempre abaixo das letras do encarte, a história da música descrita pelo vocalista. Apesar de já ter se apresentado nos maiores festivais dos Estados Unidos e Europa, alcançarem vendas astronômicas e posto de ídolos do britpop, acredite, você ainda pode encontrar Kelly Jones em um ponto de ônibus. Foi em uma dessas paradas, em Parsons Green, que ele escreveu toda a letra de “Pass the Buck”. O primeiro single, “Nestes tempos, quando você pode baixar uma faixa na I-net antes mesmo de ser lançada, uma música não pode ser mais fraca que outra, você tem que fazer com que todas estejam no mesmo nível," comenta Kelly. O que ele quer provocar com esse disco? “Um sentimento de arrepio na nuca”.

FALL OUT BOY
Ao vivo, de Phoenix, Arizona

Foto:Pamela Likkty/Divulgação
Fall Out Boy
O Fall Out Boy (FOB) é uma unanimidade entre os admiradores do hardcore melódico, ou emo (emotional hardcore), se preferir. Para coroar os seis anos de estrada eles lançaram neste mês um CD e um DVD, “Live in Phoenix” (Universal Music). No disco há 15 faixas que abrangem os quatro lançamentos de estúdio: “Fall Out Boy`s Evening Out with Your Girlfriend”, “Take This to Your Grave”, “From Under the Cork Tree” e “Infinity on High”, e um cover de ninguém mais ninguém menos que Michael Jackson. A música escolhida foi “Beat It”. No DVD está a performance completa, com as 22 músicas do show gravado no Phoenix Cricket Pavilion, todos os clipes da carreira, bastidores da viagem beneficente do FOB para a África e making of do clipe de “Me & You”.
Patrick Stump (vocal/guitarra), Pete Wentz (baixo), Joe Trohman (guitarra) e Andy Hurley (bateria e percussão) arrancam suspiros por onde passam e ajudaram a popularizar o delineador entre o público teen. Sobre esta turnê, Stump escreveu no encarte do disco: “aprendi mais sobre mim mesmo do que naquele tempo em que morávamos em uma van”.


THE MARS VOLTA
Uma pedra no meio do caminho

Foto:Ross Halfin/Divulgação
The Mars Volta
Quando saiu o primeiro disco do The Mars Volta, “De-Loused in the Comatorium” (2003), muitos dos fãs que a banda angariou ainda lamentavam o fim do projeto anterior de Cedric Bixler Zavala e Omar Rodriguez-Lopez: At the Drive-In. Cinco anos depois o The Mars Volta está mais firme do que nunca e lança seu quarto disco de estúdio, “The Bedlam in Goliath” (Universal, R$ 32). Genial e estranho são dois dos adjetivos mais utilizados para falar desta banda, que tocou no Brasil em 2004. Um leigo, ao ouvir os vocais de “Askepios” não pensaria duas vezes antes de dizer “qualquer criança faz isso”, mas a verdade é que neste disco os vocais de Cedric estão impecáveis. The Mars Volta faz rock conceitual com influências diversas e em “Bedlam to Goliath” se superaram. Os sons que criam podem te levar a pensar que o seu CD player está com algum problema (“Cavalettas”), porém, nada mais é que mais uma invenção da dupla fundadora do grupo e dos mais de dez músicos que o compõe em estúdio, entre eles o guitarrista John Frusciante (Red Hot Chili Peppers). Devaneio e virtuosismo pouco é bobagem e se é para dar trabalho o The Mars Volta está a serviço daqueles que brigam por uma música menos ordinária. 
 

GIRO INDIE

A Novo Som acompanha neste fim de semana o 10o Bananada, em Goiânia. Na semana que vem você confere o que rolou aqui na coluna. Para quem vai ficar em Uberlândia, a dica é o 3o Contracultura do Cerrado. As atrações são Are You God? (SP), Attero (UDI), Outra Chance (UDI), Heart 72 (UDI) e Fuerza, também de Uberlândia, que faz seu show de despedida. O ingresso é R$ 7. Mais informações no Roteiro.

Foto:Adreana Oliveira/Editora
V8
No último domingo passado o Goma foi mais uma vez invadido pelo metal e pelo hardcore no 2o Festival Cultura em Peso. Os uberlandenses do Animais na Pista abriram a noite com muito punk rock e uma invejável e animada platéia. Em seguida, o Corja (GO) fez um show com um hardcore que alterna-se com vocais guturais. O que pesou um pouco contra eles foi o fato de pouca gente no local conhecer a realidade que retratam em algumas músicas como uma que detona a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), que ainda é desconhecida por muitos. Na seqüência, mais hardcore com o Urban Cannibals (GO), cujo vocalista se desculpou por não agitar tanto com a galera porque estava há duas noites sem dormir. Quando o Soul Stone subiu ao palco tive minhas dúvidas quanto a permanência da galera, era a única banda de metal da noite. Felizmente, eu estava errada. O local continuou cheio e a galera parece já estar se acostumando a chegar no local para ver uma banda e se não curte a outra não fica enchendo o saco, vai embora. O baixista do trio V8 não apareceu. Mesmo assim, baterista e guitarrista fizeram um show que empolgou o público. Eles mostraram que têm um jeito sutil de fazer críticas sociais. Para fechar a noite, já com um quorum mais baixo, o Mata Burro, do Tocantins, fez sua estréia na cidade. Simpáticos e nervosos! Rolou até um momento desabafo do baixista Bento, reclamando que o baixista e o baterista não atraem tantas garotas quanto o guitarrista e os vocalistas! Veja fotos .

Só no site:

Aqui você confere um momento do Urban Cannibals cantando Ratos de Porão.


Aqui você confere o início do show do Mata Burro.


Confira a música Facing Evil, da banda uberlandense Soul Stone





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EdÚ
25-05-2008
Fala Adreana blz ??...esse trecho que fala do Fall Out Boy, foi o que mais me interessou, afinal..eu sou um admirador do hardcore melódico...mas essa foto vc tem certeza que são eles ?? não tá parecendo... Mas valew Adre...eu tinha pedido na matéria do dia 03/05 pra vc postar sobre bandas de HC melódico e vc postou mesmo...valew...vou aguardar por novas matérias.... bjjos Adre...fica na paz...fui...




EdÚ
25-05-2008
Hehehe...ow...Adre...foi mal...eu parei e fikei olhando pra essa foto uns 10 minutos mais ou menos...e agora eu vi que são os caras do Fall Out Boy mesmo...mas tava difícil de reconhecer...tipo...ve se tá certo...da esquerda pra direita...Joe, Andy, Patrick e Pete de toca....é isso ae...hehe...fui...










17-05-2008


Uma paixão sonora pelo simples



Divulgação

A versão de Fernando Belatto para as canções apenas ao violão do seu CD Topo do Mundo tem o ar à beira da praia

Aquela história do banquinho e do violão sempre se reinventa. A versão de Fernando Belatto, que lança seu primeiro disco, Topo do Mundo, pode ter começado com um violão à beira da praia. Esse paulista mandou-se para a Califórnia em 2000 e durante um ano respirou os ares do Vale do Silício. Porém, ao invés de ser tomado pela fome das novas tecnologias ele parece ter sido mais inspirado pelas praias de San Diego num fim de tarde. Quando voltou ao Brasil começou as suas composições, que resultaram neste disco independente. “Eu queria algo dentro de um conceito de simplicidade, tanto nas letras como nos arranjos”, conta ele, em entrevista por telefone ao CORREIO de Uberlândia.

O ídolo maior de Fernando Belatto é Elvis Presley, mas seu som segue a linha de Jack Johnson, Ben Harper, Eagle-Eye Cherry e — por que não? — do gaúcho Armandinho. Das onze canções do CD, ele só não assina duas: “Go Back”, de Sérgio Brito e Torquato Neto, hit dos Titãs, e “Anjo Seu”, de Flávio Saretta, esse mesmo que você pensou, o tenista. “Saretta é um grande amigo meu. Ele escreveu a letra enquanto estava em um avião e me mostrou. Na hora eu disse que podíamos musicá-la e o resultado está no disco”, conta. A música era a que faltava para fechar o repertório de Topo do Mundo. Sobre a escolha de “Go Back”, Fernando Belatto se declara um grande fã do rock nacional dos anos 80 e um carinho especial por esta música.

De “Topo do Mundo”, que abre o disco, a “Ela é Nacional”, Fernando Belatto passeia por melodias e letras simples e cotidianas. Em “O Empresário Que Virou Surfista”, ele conta a história de um cara que deixou a paranóia da cidade grande para levar uma vida menos estressante cantando e surfando. Para Belatto, hoje em dia, as pessoas estão tão preocupadas com o mais e perdem de vista pequenas coisas que podem levar a uma vida mais “maneira”.

Questionado se a sua temática seguirá praieira nos próximos trabalhos, ele aponta para outros rumos. “Posso falar de natureza e sua essência e qualquer coisa que tenha a ver com este estilo simples que adotei.”
O que seria o topo do mundo para ele? Não tem nada a ver com ser superior ou estar acima de algo ou alguém. “É o lugar em que você se sente bem. Pode ser sentado numa calçada, sobre a pedra em frente à praia, sua casa, seu país.”

No circuito de bares paulistanos

Entre 2001 e 2003, Fernando Belatto fazia o circuito de bares paulistas tocando MPB com a banda Natura — na época ele nem era vocalista. Com o tempo passou a investir nas composições próprias e para a gravação do primeiro disco autoral, Topo do Mundo, contou com Tuco Marcondes, na gaita, nos violões e nas guitarras, Enéas Moraes, na bateria e percussão, e Fernando Nunes, no baixo, além de participações especiais nos vocais.

A perspectiva para 2008 é tocar e fazer-se conhecido pelo País. “É difícil para um artista independente conseguir espaço no mercado para viajar, tocar no rádio, se divulgar. É tudo muito caro. Mas eu sou paciente”, afirma. O músico tem apoio da marca de roupas Sete Sete Cinco e acredita que iniciativas como esta são pouco comuns no Brasil. “É pouco difundido por aqui o patrocínio de músicos por marcas, como acontece com atletas. Nos Estados Unidos, a tendência desse tipo de patrocínio só aumenta”, conta.

Em março, quando o disco foi lançado, Fernando deixou todas as faixas liberadas para download, agora ficaram três: “Topo do Mundo”, “Sonho” e “O Empresário que Virou Surfista”. Fernando concorda que, no atual momento do mercado fonográfico, o artista tira sobrevivência dos shows, mas disponibilizar todas as músicas para download gratuito é uma ação com a qual ele não concorda. “Sou a favor de deixar para a galera ouvir na rede e fazer um disco que tenha um preço mais acessível. Afinal, é um trabalho suado, são horas de estúdio e muitas pessoas envolvidas no trabalho”, explica. Afinal, vida de músico não é só sombra e água fresca!

Serviço
 Acesse Fernando Belatto. O CD custa R$ 15, mais despesas postais, e pode ser pedido pelo e-mail fernandobelatto@gmail.com.

GIRO INDIE

O giro de hoje começa com uma voltinha no mundo de divas pop. Não tem como ignorar as fotos da queridinha, agora loira, Lily Allen saindo carregada de uma festa, bêbada que só. Ela tem feito a festa dos paparazzi desde sua festa de aniversário, no início do mês. Além do porre, rolou topless na Riviera Francesa e passeios sem soutien por Londres.

Maldade pouca é bobagem. As fotos de Mischa Barton, a Marissa Cooper de “The O.C.”, só com a parte de baixo do biquíni ganharam a net nesta semana. Mas eu duvido que não tenham sido retocadas no Photoshop: aquela celulite toda não pertence àquele corpinho!

Foto:Adreana Oliveira/Editora
Você pode apresentar o festival este ano
O concurso Pega VJ, que escolherá um apresentador, ou apresentadora para o “Minuto do Festival” e para os dois dias de show do Triângulo Music, em Uberlândia, teve as inscrições prorrogadas até 23 de maio. É uma boa oportunidade para quem tem ou não experiência com vídeo, entretenimento e está afim de impulsionar a carreira na TV.

Informações e regulamento no Correio de Uberlândia. Uma fonte das mais seguras soprou no meu ouvido o nome de uma atração já confirmada para o festival deste ano. Só posso adiantar uma coisa: vai rolar muito All Star e cinto de tachinhas na platéia.

Foto:Divulgação
Joss tocará no Brasil em junho

Basta de veneno! Joss Stone chega ao Brasil em junho para quatro apresentações. A inglesinha, que tem um vozeirão maravilhoso e se diz viciada em soul music, apresentará canções dos seus discos The Soul Sessions (2003), Mind, Body & Soul (2004) e Introducing Joss Stone (2007). Anote aí as datas e os locais: Rio de Janeiro (13), São Paulo (16), Curitiba (18) e Porto Alegre (19).

Hoje, no Goma, rola mais uma Pop!Justice, trazendo à cidade a festa Bafôn Báfu, da dupla Sérgio Amaral e Juliana Andrade, do site erikapalomino.com.br. No som, mistura de electro, rock, 80s, hits, músicas pop e modernas. Ainda DJs Tati e Camila, Savone e Yan.

Amanhã, também no Goma, rola a segunda edição do Cultura em Peso. Hardcore e metal para a galera com sons das bandas Corja (GO), V8 (UDI), Animais na Pista (UDI), Soul Stone (UDI), Mata Burro (TO) e Urban Cannibals (GO). Ingresso: R$ 5 e mais informações no cavernapunk.musicblog.com.br.

A produtora Plan Music anunciou que há a possibilidade de trazer Madonna ainda neste ano ao Brasil. Vamos cruzar os dedinhos!

Foto:Divulgação
Morrissey no Clip da Gente

Na edição que entra hoje no Clip da Gente, no Canal da Gente (canal 15 da TV a cabo), especial com sotaque britânico: Amy Winehouse, Morrissey e Placebo.

 

 

 





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EdÚ
18-05-2008
Iaeww...Adreana...blz ?? curti pacas essa matéria do fernando Belatto... o cara trouxe influências lá da califórnia pra cá... mas fala aí...num tem nada melhor do que tocar violão na beira da praia num fim de tarde... é como diz uma música da banda Forfun " Felicidade é um Fim de tarde olhando o mar." fui...




EdÚ
19-05-2008
Fala Adreana blz ?? nossa foi mal...agora que eu fui ver... na matéria do dia 03/05/2008...eu te chamei de Lorena... foi mal...é que eu tava olhando o blog dela, e depois fui ver o seu e acabei confundindo...bele ??!! falow Adreana...bjos...










10-05-2008


Rock em inglês made in Goiânia



Claudio Cologni/Divulgação

A proposta do CD do Motherfish é ser concebido como uma trilha sonora que traz músicas diferentes uma das outras e mudam o clima

A vida pode ser melhor ou pior do que você pensa. No caso da banda goiana Motherfish, “Life Can Be a Pretty Scary Thing”. O título do CD de estréia, lançado pela Monstro Discos neste ano, é atraente e traz 11 canções, mais a introdução, propostas como a trilha sonora de um filme. “Uma das nossas maiores influências é o cinema e fazemos nosso som sempre observando e absorvendo tudo a que assistimos”, conta o baixista Marlos “Japão” Hiroshi. Completam a banda Túlio Fernandes, principal compositor, guitarrista e vocalista, e o baterista uberlandense Hudson de Lima, que entrou após a finalização das gravações e, por isso, o responsável pelas baquetas no “Life can be...” é João Paulo Barbar.

Segundo Japão, em breve, o grupo deve ganhar um novo guitarrista. “Fomos um trio por muito tempo, mas depois que colocamos a segunda guitarra, a sonoridade melhorou”, afirma. Desse modo, não conseguiram mais tocar com uma guitarra só, porque sempre ficava uma sensação de que o som estava “meio vazio”. A proposta de o disco ser concebido como uma trilha sonora traz músicas diferentes uma das outras e que mudam muito de clima.

Já que comparações são inevitáveis, Japão comenta as influências do Motherfish, que vão de Ramones a Johnny Cash, passando por New Order, Tom Waits, Bob Dylan e uma sonoridade à la Sonic Youth pop e Teenage Fanclub. “Gostamos da sonoridade do inglês no rock, mas achamos bacana quem consegue compor e fazer algo bom em português. Sei que parece mais fácil e cômodo compor rock em inglês, mas não nos importamos, pois somos apaixonados pelo rock na língua em que ele foi concebido.”

O disco traz baladinhas como “Peep Show Lady”, que simula uma conversa telefônica acompanhada por bons arranjos que se encaixam ao tema. Música pop é também feita de refrãos que permeiam a sua mente após a audição do disco, presentes em “You Ask Me Why” e “Criminal” — esta última, um pouco mais agitada, seria o momento Quentin Tarantino do disco. “O Túlio é um grande compositor e o que vemos e ouvimos tanto na vida real como no cinema, às vezes, pode se transformar em situações bastante diferentes”, conta Japão.

Futuro

A veia criativa do Motherfish já tem material para um próximo disco, conta o baixista Japão. Eles não têm um único jeito de fazer música. “Diversas vezes fizemos tudo juntos mesmo, entramos no estúdio e começamos a fazer a música.” Algumas dessas canções nunca foram gravadas e são aproveitadas nos shows, que eles tentam sempre fazer diferentes uns dos outros. “Nós não conseguimos tocar as mesmas músicas sempre e também queremos nos divertir no palco”, afirma.

A banda se apresentou em Uberlândia no Grito Rock deste ano e já está ansiosa para voltar. “Agradecemos toda a receptividade que tivemos quando fomos tocar aí, é uma bela cidade.” E quanto ao baterista Hudson, ele é só elogios. “Ele é um cara tranqüilo, se encaixou bem na banda e é sangue bom. A outra banda dele [Dead Smurfs] não tem nada a ver com a gente, mas ele parece que está se dando bem com as duas”, diz Japão.

Hudson é o caçula da banda, 25 anos. Túlio tem 34 e Japão, 33, mas mantêm o espírito jovem. “A música, principalmente o rock, ajuda nisso e é preciso ter o espírito jovem para fazer um som bacana”, comenta. Os convites para shows fora de Goiânia têm aumentado e, neste mês, o Motherfish ensaia para dois festivais locais, o Bananada e o Tattoo Rock Fest. Para comprar o disco: www.monstrodiscos.com.br. Para saber mais sobre o Motherfish: www.myspace.com/motherfish.

GIRO INDIE

Adreana Oliveira

Brick Bed abriu o show com um cover do Queens of the Stone Age

Na semana passada, o Brick Bed tocou no Goma. Abriram o show com o melhor cover de “No One Knows”, do Queens of the Stone Age, que já vi aqui na cidade. A sonoridade do trio está muito boa. Vale lembrar que os moleques começaram cedo, deram um tempo e agora estão voltando com tudo. Quem compareceu sabia muitas das letras na ponta da língua. A gente aguarda novidades. Não acompanhei o show todo por conta da cobertura do Marcelo Bonfá no London, que vocês conferiram aqui no CORREIO de Uberlândia na edição de 7 de maio.

Por isso, continuo devendo um show inteiro do Udora. O quarteto de BH, como era de se esperar, teve uma boa performance. O bom é ver muita gente cantando com a banda e o público do Goma naquela noite fria e agradável superou 300 pessoas. Após detonar com “Mil Pedaços”, eles mandaram um som novo, “Pelo Menos Hoje”.

Adreana Oliveira

Quarteto Udora mostrou música nova no show

Confirmada mais uma edição do UdiRockScene: de 13 a 15 de junho. Os shows acontecerão no Garage 80 (13) e no Sesc (14 e 15). Tem atrações nacionais de muito peso confirmadas: Matanza e Krisiun. Na próxima semana mais informações.

Já no próximo dia 18, no Goma, rola a segunda edição do Cultura em Peso e as atrações são Mata Burro (TO), Corja (GO), Urban Canninbals (GO) e, de Uberlândia, Animais na Pista, V8 e Soul Stone. O ingresso custa R$ 5. Mais informações no www.cavernapunk.musicblog.com.br.

Divulgação

Mata Burro toca no próximo dia 18, no Goma


De carona com o Motherfish coloco aqui para vocês a programação do Bananada 2008, edição que marca os 10 anos do festival. Serão 21 bandas se apresentando de 23 a 25 de maio no Martim Cererê. SÁBADO: Mandatory Suicide (GO), Johnny Suxxx & The Fuckin` Boys (GO), Mechanics (GO), Are You God? (SP), Sapo Banjo (SP), Identidade (RS), Curumim (SP), Inbleeding (GO), Jonas Sá (RJ), Fim do Silêncio (SP), Goldfish Memories (GO), The Melt (MT), Mugo (GO), Bad Lucky Charmers (GO). SÁBADO: Violins (GO), Diego de Moraes e o Sindicato (GO), Motherfish (GO), Do Amor (RJ), Mallu Magalhães (SP), Cérebro Eletrônico (SP), Sweet Fanny Adams (PE), Black Drawing Chalks (GO), Chimpanzé Club Trio (SP), Bang Bang Babies (GO), Abesta (SC), Filhos de Empregada (PA), Abluesados (GO), Gloom (GO). DOMINGO: A Banda da Eline (GO), Necropsy Room (GO), MQN (GO), M. Takara 3 (SP), O lendário chucrobillyman (PR), A grande trepada (RJ), Amp (PE), Shakemakers (GO), Bad Folks (PR), Orquestra Abstrata/Seven (GO), Big Nitrons (Santos - SP), Fire Friend (DF/SP), The Backbiters (GO), Sweet Racers (GO).




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Marlos Miyagi
13-05-2008
Muito bacana a matéria Adreana . Estamos esperando vc no Bananada hein ! abrços




ALINE SILVA
08-06-2008
BOA NOITE ME CHAMO ALINE (SP) E GOSTARIA,POR GENTILEZA INFORMAÇÕES REFERENTE Á BANDA RAMONES SOU EXTREMAMENTE APAIXONADA POR ESTÁ BANDA PUNK QUE É INESQUECIVEL FICO NA MEMORIA DOS LOKOS E ETERNAMENTE PUNK.










03-05-2008


Banzé! aposta na mudança sonora



Em abril de 2006, o trio paulista Banzé! emplacou na Novo Som com seu primeiro disco, “Pernas Pro Ar”. Maio de 2008 e aqui estão eles novamente: Willy (baixo e vocais), Thadeu Meneghini (voz, guitarras) e Marcelo Effobi com “Antes da Queda”. “Quem não gostou do primeiro disco não dever ter preconceito para ouvir este, está bem diferente”, afirma o vocalista Thadeu. À primeira audição é possível perceber que o descolado e descompromissado Banzé! do primeiro disco deu lugar a um grupo mais provocativo, menos mod (com um apelo bem anos 60) e mais roqueiro. Hoje você fica sabendo um pouco mais sobre a polêmica de um videoclipe pornográfico, participação de um MC5 no disco e de como uma música que ficou fora do “Cabeça Dinossauro”, do Titãs, foi parar em “Antes da Queda”.

Foto:Tainá Azevedo/Divulgação
As músicas do segundo CD da banda Banzé! trazem questionamentos e buscas do tempo em que vivemos
Nem tudo mudou. A parceria com o compositor Adalberto Rabelo Filho continua. Está presente em nove das 11 canções do disco. “A inspiração vem de momentos nossos, como se fosse um processo de autoconhecimento”, comenta Thadeu. Isso não significa que eles sejam sempre os personagens das músicas que trazem lamentações, questionamentos e buscas do tempo em que vivemos. “Mas não é uma lamentação emo, tipo, ‘ah, o mundo é uma droga’, são constatações mais poéticas”, diz Thadeu.

A postura de “bater na mesa” foi acertada. “As bandas mudam e, para isso acontecer, não é preciso esperar chegar ao quarto, quinto disco, buscamos essa atitude mais assertiva agora e nada impede que um próximo disco saia diferente também. Não queremos ser escravos de nada”, comenta o vocalista.

O que ganharam em experiência nos últimos anos fez com que o processo de gravação fosse mais tranqüilo. A banda se concentrou mais e não ficou tanto tempo elaborando arranjos em estúdio, chegavam com tudo pronto e o foco no aquário ficava mais voltado para a timbragem e as coisas e sonoridade. Entre as preferidas de Thadeu no disco estão “Homem Sem Qualidade” e “Antes da Queda”.

Todo mundo sabe que, hoje em dia não, é difícil gravar um disco. O difícil é vendê-lo, fazer circular e com isso otimizar mais shows. Enquanto muitos tapam o sol com a peneira, Thadeu Meleghini, do Banzé!, admite que fica frustrado quando conseguem agendar um show em um lugar até bacana e nada de o público aparecer. “Está cada vez mais difícil fazer com que as pessoas saiam de casa”, comenta. Neste ponto, vale questionar até onde é válido ter milhares de downloads no MySpace e no site da banda e não ter público nos shows. O que não pode é desistir. “Fizemos o lançamento no Sesc Pompéia em São Paulo e foi muito bom. Mandamos o disco para vários lugares e queremos é fazer mais shows este ano.” O Banzé! participou de vários festivais independentes nos últimos anos, o que falta é o retorno às cidades. “Estamos focados no interior de São Paulo agora, porque percebemos que tem um grande público perto da gente que podemos atingir. Tocar em festival é legal, mas tal pulverização nem sempre te permite voltar com a freqüência que gostaria, fidelizar o público.”

Participações

O segundo disco independente do Banzé!, “Antes da Queda”, traz duas participações especiais. A primeira é a do guitarrista Wayne Kramer, da banda MC5, em “Tragam-me a cabeça de Lester Bangs”. “Ficamos sabendo que ele estava fazendo a trilha sonora para um filme sobre o Lester. Mandamos a música para ele, que ouviu, gostou e mandou a participação via internet, direto de Los Angeles”, conta o vocalista Thadeu Meneghini.

A outra participação está na composição de “Vai Pra Rua”, de Arnaldo Antunes e Paulo Miklos. A canção ficou fora do “Cabeça Dinossauro”, clássico discos do Titãs, que completou 20 anos em 2006. “Eu li uma entrevista do Arnaldo sobre os 20 anos do disco e ele comentou sobre essa música.” O baterista do Banzé!, Marcelo Effori, já tocou com o Arnaldo e fez o meio-de-campo. O resultado você confere no disco.

Mulher Melancia pode, na cabeça não

Antes de lançar o “Antes da Queda”, o Banzé! gerou muita polêmica com o videoclipe da música “Boca do Lixo”, classificado como material proibido para menores de 18 anos. Nele, atores aparecem em cenas de sexo com uma melancia na cabeça. “Foi bem naquela fase em que MTV tinha divulgado a morte do videoclipe. A gente tinha acabado de ganhar um VMB e mal conseguimos colher os louros disso”, comenta o vocalista e guitarrista Thadeu Meneghini. A banda ganhou, em 2006, o prêmio de Melhor Videoclipe Independente no Video Music Brasil por “Doce Ilusão”, então, como o tema da música em si já é “sujo” (a área foi considerada o celeiro dos filmes pornôs na década de 70 no Brasil), o vídeo seguiu a mesma linha. “Não foi uma provocação gratuita e a gente comprovou que o videoclipe não morreu.” A edição que está no YouTube precisou de alguns ajustes para ser liberada. “Cabe aí a gente questionar a liberdade de expressão, não só a artística. Já vi material bem mais pesado no YouTube e para a liberação do nosso nem resposta obtive”, afirma o músico. Ele entende que é preciso haver limitações na rede, principalmente por conta do acesso de menores. O que ele não entende é por que vídeos com teor adulto sexual adulto estão no YouTube com até 180 mil exibições e o deles foi proibido. Para saber mais: www.banzerock.com.

Giro Indie

Direto de Belo Horizonte o Udora volta à Uberlândia, desta vez para um show completo. O quarteto lança o DVD "Udora ao vivo". O show rola no Goma e a abertura fica por conta da Brick Bed. Saiba mais no Roteiro.

Últimos dias para inscrição no Concurso Pop Rock do Triângulo Music. As bandas de Uberlândia e região têm até a próxima segunda-feira para entregar o material na Casa da Cultura, Setor Música (Praça Coronel Carneiro, 89, Centro). O prazo para enviar o material pelos correios terminou ontem. O festival acontece nos dias 8 e 9 de agosto, no Parque do Sabiá. Para a inscrição, a banda tem que levar, em um envelope lacrado: xerox dos documentos pessoais de todos os integrantes da banda, um CD com no mínimo duas composições próprias gravadas pela banda, o comprovante da doação das caixas de leite, a ficha de inscrição — preenchida e assinada pelo membro responsável pelo grupo —, três cópias digitadas da letra de cada música, sem o nome dos autores e um release da banda. A ficha de inscrição pode ser preenchida no www.megaminas.com.
 
Foto:Emanuelle Bernard/Divulgação
Hoje tem Marcelo Bonfá no London Pub

Hoje, no London, é dia da Back to 80’s e o convidado da noite é mais que especial: Marcelo Bonfá. O sempre baterista da Legião Urbana vem pela primeira vez à cidade em sua carreira-solo. Mais detalhes no Roteiro.

Confirmado: a turnê de “Dark Passion Play”, do Nightwish, passará pelo Brasil. Dois shows serão na Via Funchal, em São Paulo. O preço dos ingressos varia de R$ 120 a R$ 200. Vendas online pelo www.viafunchal.com.br.

E o Rock’n’Street, festival uberabense, terá uma nova edição. Aguardem mais informações.

*adre@correiodeuberlandia.com.br





Comentários (2)



Comentários




EdÚ
08-05-2008
E aee...Lorena blz ? Novo Som tá cada vez melhor ein... então...lança aí alguma coisa sobre bandas de Hardcore Melódico...se não for pedir muito tá ? vou aguardar... bjos...fica na paz....fui...




cristiane
28-05-2008
Olá, adorei seu trabalho, posso fazer um pedido, adoraria saber mais sobre a banda evanescence eu amo... Novidades sobre a Amy lee ela sumiu!!!
















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