
| Adreana Oliveira |
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A menina foi saudada de forma histérica pela platéia |
A décima edição do Bananada, festival goiano que aconteceu de 23 a 25 deste mês no Centro Cultural Martim Cererê, cumpriu seu papel no underground. Valorizou os talentos locais de variados estilos, levou ao palco bandas de estados como Pará e Tocantins que tocaram pela primeira vez no Centro-Oeste e, mesmo sem nenhum nome de peso, foram vistas por cerca de 3 mil pagantes. Festival indie também tem seu “momento descontrol”. Se você ainda não ouviu falar em Mallu Magalhães é hora de navegar pela net, ou assistir a um pouco de MTV, para ver o que esta menina de 15 anos está causando. Para fechar a edição 10 foi montada uma megabanda, a dos Amigos da Eline, figurinha carimbada da cena local. Detalhe: o número de crianças no Bananada neste ano foi grande. Já são filhos de empresários, músicos e produtores roqueiros que surgiram nesta cena há uns 15 anos.
Na sexta-feira, a primeira banda que vi no palco foi In Bleeding (GO), que você conferiu na edição de 26 de janeiro da coluna. Eles mostraram trash metal com influências também do hard rock mais tradicional e, no som ao vivo, mais percussão do que fica aparente no disco. O show do trio paulista Curumim levou o samba japa que agradou à galera adepta do estilo indie cult. A coisa esquentou com Identidade (RS), que levou seu “Jogo Sujo”, disco que lançaram no ano passado, pela primeira vez à Goiânia. No palco, influências declaradas de Rolling Stones, calças justas, jaquetas estilosas, lenços no pescoço e cabelos milimetricamente desajustados. O Sapo Banjo (SP) faz ska e contou com a cumplicidade do público no seu “original jamaican style”. Grindcore de primeira com o Are You God? (SP). É para incomodar mesmo.
O caos sonoro nunca vem sozinho e, tocando em casa, o Mechanics cuidou de incendiar a platéia. E como diz a banda uberlandense Animais na Pista, “quando tudo está perdido, ainda pode piorar”, no bom sentido. A banda local Johnny Suxxx and the Fucking Boys contou com um vocalista mais insano e bêbado que o de costume. Após quase oito anos sem tocar, a banda, que fechou a primeira edição do Bananada, Mandatory Suicide, fez um celebrado retorno. Heavy metal tradicional goiano.
Mallu Magalhães causa histeria antes de tocar
Diversidade é uma das palavras-chave do Bananada. No sábado, a banda goiana Gloom mostrou o que jovens influenciados por Los Hermanos e Móveis Coloniais de Acaju podem fazer. No outro palco, o Abluesados honrou o nome e manteve-se fiel ao tradicional blues, fazendo um show impecável. Foi fácil sair cantarolando “It’s my life baby, let me live it like I mean”. Pela primeira vez no Centro-Oeste, o Filhos da Empregada, de Belém (PA), mostrou uma pegada rocker com surf music.
Na seqüência, a dupla Abesta (SC) fez noise (tradução literal: barulho). Um noise aterrorizante, sem instrumentos tradicionais e altas freqüências produzidas por uma parafernalha que só eles entendem. Trilha sonora para a guerra.
Hora de relaxar com o rock tradicional do Bang Bang Babies (GO) e, em seguida, o trio paulista Chimpanzé Clube Trio. Som instrumental de primeira que o teatro cheio acompanhou com os olhos grudados no palco. A cada estação, o rock goiano se renova. O Black Drawing Chalks é um dos grandes destaques desta safra.
Para não sair do clima de novidade, no outro palco entrava o Sweet Fanny Adams (PE). Adepto da microfonia e com uma boa presença de palco, o quarteto soa um pouco como uma mistura de Sonic Youth e Teenage Fanclub. A galera que curte um som mais eletrônico, com referências brasileiras esbaldou-se na apresentação do Cérebro Eletrônico (SP).
Mallu Magalhães no palco. Foi preciso acender todas as luzes para o público se acomodar. Rolou um momento de histeria mesmo antes de a menina entrar no palco. Quando começou a cantar, os momentos se alteraram entre silêncio total para contemplação e o famoso cantar junto. A voz dela encanta e as impostações que faz mudam de uma hora para a outra e, apesar dessa maturidade musical, ela transmite uma infantilidade, uma juventude saudável, aquele ingênuo espírito juvenil munido de muita cultura pop.
Na seqüência, os cariocas Do Amor levaram ao Martim Cererê um pop indie com efeitos. O Motherfish (GO) segue em linha ascendente e mantendo-se fiel à premissa de não fazer um show igual ao outro. Em Goiânia não tem como fugir do esquemão das bandas engraçadinhas. Dessa vez, a representante foi Diego Moraes e o Sindicato. Mistura de rock, pop e ska naquela vontade de ser os Mutantes.
Valeu esperar pelo último show. O Violins apresentou músicas de quatro dos seus cinco discos. Eles não têm comparativos no cenário atual. O show começou com “Hans” e terminou com “23 Carnavais”. O ex-guitarrista Léo Alcanfor (atualmente na Mugo) fez uma participação que tornou a atmosfera ainda melhor. Destaque também para os backings do baixista Thiago Ricco. Sempre simpático, o guitarrista e vocalista Beto Cupertino agradeceu aos que ficaram até as três da manhã para vê-los.
Palco reúne bandas goianas que promoveram o Estado
No domingo o primeiro show a que assisti foi o de Backbiters, prata da casa que envereda pelo hard rock e classic rock e suas influências que vão de Led e AC/DC a Hellacopters. O Fire Friend (SP) pegou um público ainda pequeno em sua estréia nos palcos goianos. Som com muito efeito de pedais nas cordas.
Diversão é com o Big Nitrons (SP) que levou toda a energia do rock a “billy uh-lah-lah”. “Rock and roll não é só maldade, não, é para se divertir, galera”, mandou o vocalista. A Orquestra Abstrata, ex-Seven, segue a dobradinha rock, jazz, eletrônico e outras influências que ultrapassam o plano musical. No outro palco, o Bad Folks (PR) foi uma grata surpresa. A banda, que começou como um projeto para tocar folk escocês, abriu seus horizontes e apresenta um rock com uma pegada folk agradável. Quando sobe ao palco em Goiânia, o Shakemakers está mais do que em casa. Seus seguidores fiéis cantam, gritam, pedem mais.
Próxima banda: AMP (PE). O nome pode até remeter a algum projeto eletrônico, mas os caras são rock and roll na veia. Celebrando 20 anos de carreira, a Bigtrep (SP) levou seu psichobilly pela primeira vez ao festival. O Lendário Chucrobillyman (PR) é banda de um homem só. A galera pirou no seu “Rock Primitivo”. Na bateria, ele segura a onda no vocal e nas cordas também.
Qualquer concepção diferente, como de M. Takara 3 (SP), que tocou na seqüência, provoca reações variadas. Alguns dançam, alguns olham, alguns tentam entender. Já com o MQN não é preciso esforço. Os hits “Let it Rock”, “Hard Times” e “Eletricity” são matadores executados em casa. A galera invade o palco, o palco invade a pista. É assim que funciona. O Necropsy Room foi mais um representante do metal a tocar no Bananada. Prepara o primeiro CD e mostra muito entrosamento.
A marca de 10 anos deve ser celebrada de um jeito especial e foi com a Banda da Eline, ou Banda dos Amigos da Eline, a personificação da roqueira. Desde que o Hang the Superstars, sua ex-banda, se aposentou, ela já deveria ter esta idéia em mente: reunir no palco muitas das bandas que ajudaram o cenário goiano a chegar onde está. Contei até 25 pessoas no palco. Músicas de bandas locais cantadas por músicos locais. É numa hora dessas que a entende porque Goiânia desperta tanta inveja no circuito indie. Aquele show apoteótico, bagunçado e despretensioso não aconteceria em nenhum outro lugar.
Incontáveis latas de cerveja foram consumidas, jogadas e destruídas durante este show. Quando não havia instrumento suficiente para todo mundo, Guga (o quinto elemento do AMP e baixista do Astronautas) pegou uma vassoura. Japão intimou o “Mestre” Gustavo Vasquez a pegar o baixo. “Vem tomar choque também”. A Eline estava bem nos seus backings, bem bêbada! Nada de entrevistas. Ela foi erguida nos braços do seu povo roqueiro.
Mas, espere, onde estava o Mau, vocalista do Hang the Superstars? Quietinho, lá na mesa de som, com a chave do carro na mão. “Alguém tem que estar sóbrio para o caso de algum deles se machucar.”
| Adreana Oliveira |
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Banda da Eline colocou quase todos os músicos goianos no palco |

| Foto:Hans-Petter Van Velthoven/Divulgação |
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| Stereophonics |
FALL OUT BOY
Ao vivo, de Phoenix, Arizona
| Foto:Pamela Likkty/Divulgação |
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| Fall Out Boy |
THE MARS VOLTA
Uma pedra no meio do caminho
| Foto:Ross Halfin/Divulgação |
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| The Mars Volta |
GIRO INDIE
A Novo Som acompanha neste fim de semana o 10o Bananada, em Goiânia. Na semana que vem você confere o que rolou aqui na coluna. Para quem vai ficar em Uberlândia, a dica é o 3o Contracultura do Cerrado. As atrações são Are You God? (SP), Attero (UDI), Outra Chance (UDI), Heart 72 (UDI) e Fuerza, também de Uberlândia, que faz seu show de despedida. O ingresso é R$ 7. Mais informações no Roteiro.
| Foto:Adreana Oliveira/Editora |
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| V8 |
Só no site:
Aqui você confere um momento do Urban Cannibals cantando Ratos de Porão.
Aqui você confere o início do show do Mata Burro.
Confira a música Facing Evil, da banda uberlandense Soul Stone

| Divulgação |
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A versão de Fernando Belatto para as canções apenas ao violão do seu CD Topo do Mundo tem o ar à beira da praia |
Aquela história do banquinho e do violão sempre se reinventa. A versão de Fernando Belatto, que lança seu primeiro disco, Topo do Mundo, pode ter começado com um violão à beira da praia. Esse paulista mandou-se para a Califórnia em 2000 e durante um ano respirou os ares do Vale do Silício. Porém, ao invés de ser tomado pela fome das novas tecnologias ele parece ter sido mais inspirado pelas praias de San Diego num fim de tarde. Quando voltou ao Brasil começou as suas composições, que resultaram neste disco independente. “Eu queria algo dentro de um conceito de simplicidade, tanto nas letras como nos arranjos”, conta ele, em entrevista por telefone ao CORREIO de Uberlândia.
O ídolo maior de Fernando Belatto é Elvis Presley, mas seu som segue a linha de Jack Johnson, Ben Harper, Eagle-Eye Cherry e — por que não? — do gaúcho Armandinho. Das onze canções do CD, ele só não assina duas: “Go Back”, de Sérgio Brito e Torquato Neto, hit dos Titãs, e “Anjo Seu”, de Flávio Saretta, esse mesmo que você pensou, o tenista. “Saretta é um grande amigo meu. Ele escreveu a letra enquanto estava em um avião e me mostrou. Na hora eu disse que podíamos musicá-la e o resultado está no disco”, conta. A música era a que faltava para fechar o repertório de Topo do Mundo. Sobre a escolha de “Go Back”, Fernando Belatto se declara um grande fã do rock nacional dos anos 80 e um carinho especial por esta música.
De “Topo do Mundo”, que abre o disco, a “Ela é Nacional”, Fernando Belatto passeia por melodias e letras simples e cotidianas. Em “O Empresário Que Virou Surfista”, ele conta a história de um cara que deixou a paranóia da cidade grande para levar uma vida menos estressante cantando e surfando. Para Belatto, hoje em dia, as pessoas estão tão preocupadas com o mais e perdem de vista pequenas coisas que podem levar a uma vida mais “maneira”.
Questionado se a sua temática seguirá praieira nos próximos trabalhos, ele aponta para outros rumos. “Posso falar de natureza e sua essência e qualquer coisa que tenha a ver com este estilo simples que adotei.”
O que seria o topo do mundo para ele? Não tem nada a ver com ser superior ou estar acima de algo ou alguém. “É o lugar em que você se sente bem. Pode ser sentado numa calçada, sobre a pedra em frente à praia, sua casa, seu país.”
No circuito de bares paulistanos
Entre 2001 e 2003, Fernando Belatto fazia o circuito de bares paulistas tocando MPB com a banda Natura — na época ele nem era vocalista. Com o tempo passou a investir nas composições próprias e para a gravação do primeiro disco autoral, Topo do Mundo, contou com Tuco Marcondes, na gaita, nos violões e nas guitarras, Enéas Moraes, na bateria e percussão, e Fernando Nunes, no baixo, além de participações especiais nos vocais.
A perspectiva para 2008 é tocar e fazer-se conhecido pelo País. “É difícil para um artista independente conseguir espaço no mercado para viajar, tocar no rádio, se divulgar. É tudo muito caro. Mas eu sou paciente”, afirma. O músico tem apoio da marca de roupas Sete Sete Cinco e acredita que iniciativas como esta são pouco comuns no Brasil. “É pouco difundido por aqui o patrocínio de músicos por marcas, como acontece com atletas. Nos Estados Unidos, a tendência desse tipo de patrocínio só aumenta”, conta.
Em março, quando o disco foi lançado, Fernando deixou todas as faixas liberadas para download, agora ficaram três: “Topo do Mundo”, “Sonho” e “O Empresário que Virou Surfista”. Fernando concorda que, no atual momento do mercado fonográfico, o artista tira sobrevivência dos shows, mas disponibilizar todas as músicas para download gratuito é uma ação com a qual ele não concorda. “Sou a favor de deixar para a galera ouvir na rede e fazer um disco que tenha um preço mais acessível. Afinal, é um trabalho suado, são horas de estúdio e muitas pessoas envolvidas no trabalho”, explica. Afinal, vida de músico não é só sombra e água fresca!
Serviço
Acesse Fernando Belatto. O CD custa R$ 15, mais despesas postais, e pode ser pedido pelo e-mail fernandobelatto@gmail.com.
GIRO INDIE
O giro de hoje começa com uma voltinha no mundo de divas pop. Não tem como ignorar as fotos da queridinha, agora loira, Lily Allen saindo carregada de uma festa, bêbada que só. Ela tem feito a festa dos paparazzi desde sua festa de aniversário, no início do mês. Além do porre, rolou topless na Riviera Francesa e passeios sem soutien por Londres.
Maldade pouca é bobagem. As fotos de Mischa Barton, a Marissa Cooper de “The O.C.”, só com a parte de baixo do biquíni ganharam a net nesta semana. Mas eu duvido que não tenham sido retocadas no Photoshop: aquela celulite toda não pertence àquele corpinho!
| Foto:Adreana Oliveira/Editora |
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| Você pode apresentar o festival este ano |
| Foto:Divulgação |
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| Joss tocará no Brasil em junho |
Basta de veneno! Joss Stone chega ao Brasil em junho para quatro apresentações. A inglesinha, que tem um vozeirão maravilhoso e se diz viciada em soul music, apresentará canções dos seus discos The Soul Sessions (2003), Mind, Body & Soul (2004) e Introducing Joss Stone (2007). Anote aí as datas e os locais: Rio de Janeiro (13), São Paulo (16), Curitiba (18) e Porto Alegre (19).
Hoje, no Goma, rola mais uma Pop!Justice, trazendo à cidade a festa Bafôn Báfu, da dupla Sérgio Amaral e Juliana Andrade, do site erikapalomino.com.br. No som, mistura de electro, rock, 80s, hits, músicas pop e modernas. Ainda DJs Tati e Camila, Savone e Yan.
Amanhã, também no Goma, rola a segunda edição do Cultura em Peso. Hardcore e metal para a galera com sons das bandas Corja (GO), V8 (UDI), Animais na Pista (UDI), Soul Stone (UDI), Mata Burro (TO) e Urban Cannibals (GO). Ingresso: R$ 5 e mais informações no cavernapunk.musicblog.com.br.
A produtora Plan Music anunciou que há a possibilidade de trazer Madonna ainda neste ano ao Brasil. Vamos cruzar os dedinhos!
| Foto:Divulgação |
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| Morrissey no Clip da Gente |
Na edição que entra hoje no Clip da Gente, no Canal da Gente (canal 15 da TV a cabo), especial com sotaque britânico: Amy Winehouse, Morrissey e Placebo.

| Claudio Cologni/Divulgação |
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A proposta do CD do Motherfish é ser concebido como uma trilha sonora que traz músicas diferentes uma das outras e mudam o clima |
| Adreana Oliveira |
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Brick Bed abriu o show com um cover do Queens of the Stone Age |
| Adreana Oliveira |
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Quarteto Udora mostrou música nova no show |
| Divulgação |
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Mata Burro toca no próximo dia 18, no Goma |

Em abril de 2006, o trio paulista Banzé! emplacou na Novo Som com seu primeiro disco, “Pernas Pro Ar”. Maio de 2008 e aqui estão eles novamente: Willy (baixo e vocais), Thadeu Meneghini (voz, guitarras) e Marcelo Effobi com “Antes da Queda”. “Quem não gostou do primeiro disco não dever ter preconceito para ouvir este, está bem diferente”, afirma o vocalista Thadeu. À primeira audição é possível perceber que o descolado e descompromissado Banzé! do primeiro disco deu lugar a um grupo mais provocativo, menos mod (com um apelo bem anos 60) e mais roqueiro. Hoje você fica sabendo um pouco mais sobre a polêmica de um videoclipe pornográfico, participação de um MC5 no disco e de como uma música que ficou fora do “Cabeça Dinossauro”, do Titãs, foi parar em “Antes da Queda”.
| Foto:Tainá Azevedo/Divulgação |
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| As músicas do segundo CD da banda Banzé! trazem questionamentos e buscas do tempo em que vivemos |
Participações
O segundo disco independente do Banzé!, “Antes da Queda”, traz duas participações especiais. A primeira é a do guitarrista Wayne Kramer, da banda MC5, em “Tragam-me a cabeça de Lester Bangs”. “Ficamos sabendo que ele estava fazendo a trilha sonora para um filme sobre o Lester. Mandamos a música para ele, que ouviu, gostou e mandou a participação via internet, direto de Los Angeles”, conta o vocalista Thadeu Meneghini.
A outra participação está na composição de “Vai Pra Rua”, de Arnaldo Antunes e Paulo Miklos. A canção ficou fora do “Cabeça Dinossauro”, clássico discos do Titãs, que completou 20 anos em 2006. “Eu li uma entrevista do Arnaldo sobre os 20 anos do disco e ele comentou sobre essa música.” O baterista do Banzé!, Marcelo Effori, já tocou com o Arnaldo e fez o meio-de-campo. O resultado você confere no disco.
Mulher Melancia pode, na cabeça não
Antes de lançar o “Antes da Queda”, o Banzé! gerou muita polêmica com o videoclipe da música “Boca do Lixo”, classificado como material proibido para menores de 18 anos. Nele, atores aparecem em cenas de sexo com uma melancia na cabeça. “Foi bem naquela fase em que MTV tinha divulgado a morte do videoclipe. A gente tinha acabado de ganhar um VMB e mal conseguimos colher os louros disso”, comenta o vocalista e guitarrista Thadeu Meneghini. A banda ganhou, em 2006, o prêmio de Melhor Videoclipe Independente no Video Music Brasil por “Doce Ilusão”, então, como o tema da música em si já é “sujo” (a área foi considerada o celeiro dos filmes pornôs na década de 70 no Brasil), o vídeo seguiu a mesma linha. “Não foi uma provocação gratuita e a gente comprovou que o videoclipe não morreu.” A edição que está no YouTube precisou de alguns ajustes para ser liberada. “Cabe aí a gente questionar a liberdade de expressão, não só a artística. Já vi material bem mais pesado no YouTube e para a liberação do nosso nem resposta obtive”, afirma o músico. Ele entende que é preciso haver limitações na rede, principalmente por conta do acesso de menores. O que ele não entende é por que vídeos com teor adulto sexual adulto estão no YouTube com até 180 mil exibições e o deles foi proibido. Para saber mais: www.banzerock.com.
Giro Indie
Direto de Belo Horizonte o Udora volta à Uberlândia, desta vez para um show completo. O quarteto lança o DVD "Udora ao vivo". O show rola no Goma e a abertura fica por conta da Brick Bed. Saiba mais no Roteiro.
Últimos dias para inscrição no Concurso Pop Rock do Triângulo Music. As bandas de Uberlândia e região têm até a próxima segunda-feira para entregar o material na Casa da Cultura, Setor Música (Praça Coronel Carneiro, 89, Centro). O prazo para enviar o material pelos correios terminou ontem. O festival acontece nos dias 8 e 9 de agosto, no Parque do Sabiá. Para a inscrição, a banda tem que levar, em um envelope lacrado: xerox dos documentos pessoais de todos os integrantes da banda, um CD com no mínimo duas composições próprias gravadas pela banda, o comprovante da doação das caixas de leite, a ficha de inscrição — preenchida e assinada pelo membro responsável pelo grupo —, três cópias digitadas da letra de cada música, sem o nome dos autores e um release da banda. A ficha de inscrição pode ser preenchida no www.megaminas.com.
| Foto:Emanuelle Bernard/Divulgação |
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| Hoje tem Marcelo Bonfá no London Pub |
Hoje, no London, é dia da Back to 80’s e o convidado da noite é mais que especial: Marcelo Bonfá. O sempre baterista da Legião Urbana vem pela primeira vez à cidade em sua carreira-solo. Mais detalhes no Roteiro.
Confirmado: a turnê de “Dark Passion Play”, do Nightwish, passará pelo Brasil. Dois shows serão na Via Funchal, em São Paulo. O preço dos ingressos varia de R$ 120 a R$ 200. Vendas online pelo www.viafunchal.com.br.
E o Rock’n’Street, festival uberabense, terá uma nova edição. Aguardem mais informações.
*adre@correiodeuberlandia.com.br