
| Foto:Divulgação |
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| Echo & The Bunnymen |
Quem está em São Paulo pode sintonizar a freqüência 102,1 FM no dial. O programa pode ser ouvido em outras duas cidades: Brasília (94,1FM) e Campinas (107,9FM). Mas, para nós aqui em Minas Gerais o jeito é acessar via web: www.kissfm.com.br. Vale a pena conferir.

| Divulgação |
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A banda, aqui ainda sem Gustavo, foi a Buenos Aires para ver os Rolling Stones |
Roleta Russa
| Foto:Adreana Oliveira/Editora |
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| Evandro Bitt, Lucas Hanke, Eduardo Dolzan, Gustavo Chaise e Fernando Dametto |
Para a Identidade, a vida de roqueiro é mesmo uma “Roleta Russa”, nome da oitava música do segundo disco. “Jogue as suas peças, nem sempre jogue pra ganhar”, diz a letra. Mesmo com a indústria fonográfica em declínio, todas as baterias já foram gravadas para o terceiro disco, com previsão de lançamento para o segundo semestre.
A produção requer muito tempo, paciência, dedicação e dinheiro. Ficaria muito mais barato se gravassem e deixassem tudo na internet. Para o baterista Eduardo Dolzan, o CD está com os dias contados. Seus companheiros de banda hoje em dia compram mais disco de vinil do que CD. “É engraçado, a gente trabalha vendendo este produto e não compra”, afirma Dolzan. A solução para eles seria uma diminuição no preço praticado por selos e gravadoras.
Internet
Enquanto segue o debate, eles disponibilizam várias músicas pela rede mundial de computadores e o resultado geralmente é compensador. “Em Goiânia, eu fiquei surpreso ao ver tantas pessoas cantando as músicas no nosso primeiro show na cidade”, diz o guitarrista Lucas. Eles são apaixonados por rock e não se vêem fazendo outra coisa. Por hora não sobrevivem de vendas de disco ou de cachês, que ajudam, mas o complemento da renda vem dos trabalhos em estúdio e dos shows com outros artistas. Está tudo relacionado com a música.
Identidade faz o que toda banda faz em busca do sucesso: toca, ensaia, compõe, divulga. Mas, no fundo, não venderiam a alma ao diabo. “Tem coisa que a gente não faz, como pegar alguma música de sucesso de um figurão e fazer um cover só para tocar no rádio”. Para eles, vale mais investir na inspiração. Em 2006 foram juntos assistir a “uma aula de rock” em Buenos Aires (ARG). Os professores? Voz: Mick Jagger; bateria: Charlie Watts; guitarra: Keith Richards e Ron Wood; juntos: The Rolling Stones, em tour pela América do Sul.
Para ver as fotos da Identidade no Bananada 2008 clique aqui.
GIRO INDIE
| Foto:Divulgação |
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| Muse vem pela primeira vez ao Brasil |
| Foto:Divulgação |
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| Paralamas volta ao Triângulo Music |
Dia 6 de setembro, a partir das 19h, na Via Funchal, em São Paulo, acontece o festival Orloff Five, com The Hives (Suécia), Melvins (USA), Plasticines (França) e DJ Tittsworth (EUA). Para representar, e bem, o Brasil, os cuiabanos do Vanguart. O preço dos ingressos varia de R$ 100 a R$ 180.
O Giro Indie visitará Uberaba amanhã. O convite veio dos organizadores do 2° Encontro de Novas Tendências, que acontecerá na praça Por do Sol. O som do domingo começa a rolar às 14h com o DJ Ricardim, do Porcas Borboletas, de Uberlândia. Na seqüência, tem O Eremita (dub/hip hop), Grupo Senzala de capoeira, banda Seu Juvenal, Grupo Ophicina (Teatro), banda Acidogroove, Recital 1, Móveis Coloniais de Acaju (DF), Recital 2, Jahgaia e DJ Leth.

| Adreana Oliveira |
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Animação no UdiRockScene durante as variadas apresentações de grupos brasileiros |
O 3º UdiRockScene levou aos palcos do Garage 80 e da Acrópole 17 bandas em três dias de festival. Os horários foram cumpridos à risca, coisa rara no Brasil. O público total foi de 2,5 mil pessoas, segundo os organizadores. Na platéia, a média de idade foi variada e entre as bandas não foi diferente. Quem viu André Mendonça, de 12 anos, andando com um case de guitarra deve ter imaginado que o menino era filho de algum músico. Na verdade era o guitarrista da Plaiades (BH). O mais velho da banda, o baterista André Bastos, tem 18 anos e não era nem projeto de gente quando o Krisiun caiu na estrada. É por renovação e preservação das raízes que o rock estará sempre por aí para incomodar.
Sexta de new metal, indie e screamo
O Zechs, de Uberlândia, abriu o UdiRockScene na sexta-feira. As claras influências do new metal de bandas como Korn e Deftones refletem-se nas músicas próprias, como “War Inside”. Otávio (voz), Fabrício (guitarra), Lucas (baixo) e Anderson (bateria) montaram a banda há dois. Com mais experiência na bagagem, o Caffeine apresentou apenas um cover, “100%” (Sonic Youth), entre sua diversidade indie sem fronteiras. As composições próprias em inglês e português são adornadas por caprichados arranjos e riffs. Na seqüência, o Mata Leão levantou a bandeira nacional com músicas que estarão no primeiro CD da banda, em processo de produção. E era apenas o primeiro show da noite. Eles tocaram com Cachorro Grande no London. Músicos virtuosos que há tempos têm projetos musicais em Uberlândia, eles amadurecem aos poucos o conjunto. O Fadiga levou seu screamo (hardcore melódico mais gritado) para o palco. Na pista, os amigos e fãs da banda deram um show. Mas desapareceram tão rápido quanto os trinta minutos de show e os meninos do Caffeine.
Quando o Woltage, de Araguari, começou a tocar, o público era mais escasso. Os que ficaram acompanharam a aventura sonora influenciada pelo grunge, pós-punk e indie dos anos 2000. A Black Drawing Chalks (GO) pode até ter um nome complicado, mas seu som é de fácil absorção e chamou a atenção do público que estava do lado de fora do Garage. Músicas do disco de estréia, Big Deal, foram apresentadas e os caras demonstraram muita empatia. Angariaram novos admiradores por aqui. A intensidade da apresentação de “Suicide Girl” foi tanta, que a bateria quase desabou.
Um sábado de valor para o trash metal
O primeiro show do sábado no UdiRockScene começou às 14h. Como o público está acostumado a atrasos, pouca gente viu a banda local de trash Metal Carnage. Os últimos ajustes de som e luz foram feitos durante o show deles. Nos bastidores, apesar de parecerem um pouco chateados, eles entenderam que o amadurecimento de uma banda se dá a cada show realizado. O trio de hardcore instrumental e experimental Olorum, de Uberaba, pode não ter despertado gritos na platéia, ainda pequena, mas despertou a curiosidade. O Death Slam (DF) não chegou em tempo para se apresentar.
Coube ao grupo de metal teen Plaiades segurar uma hora no palco. O vocal feminino de Cinthia mandou ver em clássicos de Metallica, Sepultura, Black Sabbath e sons próprios. Estavam ensaiados para os 30 minutos e ao final de cada música recebiam instruções do tipo “mais 10 minutos” e se saíram bem. No ano passado, eles ficaram em nono lugar em um concurso mundial de bandas de rock com integrantes até 18 anos. Mais uma vez, o trash metal ecoou na Acrópole, desta vez com a banda local Krow, que volta com seu baterista original, Joca, Sapão no baixo e Guilherme e Mark nas guitarras e vocal. A ocasião marcou o lançamento do primeiro EP do quarteto, Contempt For You, e não poderia ter sido melhor em termos de sintonia e presença de palco. Quando as cortinas pretas se fecharam ouviam-se os gritos “Krisiun, Krisiun”.
Nos bastidores, os irmãos Moyses, Alex e Max se preparavam para o primeiro show na cidade em 20 anos de carreira. O setlist, escrito à mão, repousava sobre a caixa da bateria de Max para que ele terminasse a seleção que Alex e Moyses começaram. Hora do show. “Sem demagogia, estamos felizes por estar aqui tocando para quem apóia o verdadeiro underground. É uma grata surpresa para nós”, disse Moyses durante o show. Elogios à platéia não faltaram e para compensar tocaram novas músicas e clássicos de “mil novecentos e bolinha” (Vengenaces Revelation).
Um dia para o “core” — hard, soft, folk
“Emotion Sickness”, do Silverchair, abriu o último dia do UdiRockScene com o Brick Bed. Eles demoraram um pouco para se acertar com o som e mandaram logo duas próprias, “Drowning” e “Come Back to Live”. O trio não estava em um dia muito bom, já vi apresentações melhores. Porém não se descabelaram por causa disso. Pelo contrário, depois das discussões técnicas nos bastidores, Vinícius (voz e guitarra) e LP (baixo) se divertiram atirando garrafas plásticas um no outro e em tentativas de saltos mortais. “A gente está aqui para encher o saco”, afirma o vocalista da banda de hardcore uberlandense Animais na Pista. A galera abriu a roda para o pogo (dança punk que envolve socos e pontapés no ar) e, no palco, os caras corresponderam com “Eu Não Sou Legal”, “Socialmente Bêbado”, entre outros. A DYF veio em seguida com hardcore melódico. “Nunca tinha tocado em um lugar tão grande, estava com um pouco de medo, mas estou em casa”, disse o vocalista Ávner. Tal sentimento deu-se graças a uma platéia animada que levou até uma prancha de bodyboarding para o tradicional surf sobre onda humana. Na trilha, “Cada Um Por Si”, “Aquário” e outras músicas do primeiro EP, Novo Norte.
O Attero entrou com tudo em sua nova formação. O show foi curto e direto, levou músicas como “Once And For All”, do EP Enemy, e mostrou que estão prontos para cair na estrada e preparar um CD novo. Por outro lado, o U-Ganga chegou com novidade: “Iso 666”. A banda é uma das mais ativas e originais do Triângulo Mineiro e o público sabe valorizar isso. O show começou com “Procurando o Mar” e o ritmo não diminuiu até o final da apresentação. O anúncio de que o Matanza já estava no camarim levou o público ao delírio. Quando China (baixo) e Donida (guitarra) começaram a afinar os instrumentos, a galera começou a pirar. Jimmy no palco e dá-lhe pancadaria na bateria para “Ressaca Sem Fim”. Rolou até chuva de cartas de baralho em “Quem Perde Sai”. Matanza é isso, pancadaria do início ao fim, com poucas pausas para respirar e todas as músicas cantadas em coro. Nada mais indicado para mandar todo mundo feliz para casa. Veja as fotos da cobertura do festival aqui.

O ano era 2006. Belo Horizonte se preparava para realizar aquele que seria o seu maior festival independente. Na véspera, todo o trabalho empenhado no Primavera Rock foi para o espaço porque a casa onde seria realizado não tinha alvará. Frustração e prejuízo. Junho de 2008. “O que não te mata te fortalece”, as bandas prejudicadas em 2006 se uniram e em 15 dias, com o apoio da prefeitura, organizaram o Outro Rock, que entra para o calendário mineiro como um dos mais marcantes da capital.
Nos dias 7 e 8 de junho, o rock belo-horizontino saiu do ambiente fechado das poucas casas noturnas e ganhou a praça, com entrada franca, para quem quisesse ver e ouvir o que a capital mineira está produzindo. A Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia, abrigou 12 bandas e seus músicos trabalharam como roadies, cinegrafistas, vendedores, operadores de caixa, chapa. No fim do último show, enquanto as caixas de som tocavam os sucessos desses independentes, lá estavam seus integrantes desfazendo barricadas, carregando pedaços de ferro e suando a camisa para deixar a praça do jeito como encontraram. Suaram a camisa mais de uma vez. Para estes músicos-operários, Belo Horizonte está carente de articulação.
“É preciso valorizar as bandas daqui e parar de pagar cachês astronômicos para outros artistas. É hora de ser bairrista”, diz Sílvio Gomes, um dos organizadores. Confira como foram os dois dias do festival que deve ser uma lição a ser seguida por bandas que apenas reclamam da falta de espaço.
Bandas são prestigiadas
| Adreana Oliveira |
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Dead Lover`s Twisted Heart foi a terceira a se apresentar |
Debaixo do sol forte coube ao quarteto Tênis abrir o festival. A princípio, o cenário não era dos mais promissores. Praça quase vazia, alguns curiosos e aqueles que foram para curtir o som se abrigavam nas sombras disponíveis. O vocalista e guitarrista Juliano mostrou uma atitude bem-humorada e no geral Eduardo Soares (baixo), Lucas Soares (guitarra) e Taís Oliveira (bateria) fizeram o dever de casa.
O Slama levou sua experiência ao vivo para a praça. Eles trabalham na gravação de um novo EP para este ano. Uma das músicas de destaque apresentadas foi “Quando Me Encontro no Vazio”. Sobre o festival, o vocalista Alex disse que a iniciativa é válida. “Músico independente é do tipo “bate o escanteio e cabeceia ao mesmo tempo”.
Com seu rock influenciado pelo rock dançante dos anos 60, Lou Reed e Roberto Carlos, o Dead Lover’s Twisted Heart foi a terceira banda do dia, já com um clima mais ameno e uma galera mais quente. “Pra gente, o que mais importa aqui não é o show, é estarmos juntos e toda essa mobilização dos músicos para fazer o projeto acontecer.”
O Ímpar, power pop inspirado nos ingleses, mas cantado em português, fez uma ótima apresentação. As letras de músicas como “O Incrível Homem Âncora”, “Ela” e “Em Sua Porta” provocam uma viagem no ouvinte. Eles lançarão em breve um disco que será distribuído também na Europa e no Japão, mas querem conquistar o público de casa. “A banda tem que sair do arquivo, do MP3, da internet e fazer shows, passar para o palco”, diz o vocalista e guitarrista Marcelo Mercedo.
O Carolina Diz levou seu Crônicas do Amanhecer para a Floriano Peixoto em um momento crítico. Foram de longe os mais prejudicados pelos problemas no som. Nem isso tirou a animação de César Gilcevi (bateria), Humberto Teixeira (vocal e guitarra), Fernando Prates (guitarra) e Dennis Martins (baixo). “Estamos felizes por estar aqui e o que queremos é que as pessoas prestigiem mais bandas da cidade, não só a dos amigos”, disse Humberto.
O Monno chegou para fechar a noite com músicas do disco novo, Agora. Jay, do Enne, segurou, literalmente, a bateria praticamente durante todo o show. Foi o auge. “Essa cena representa muito do que fazemos aqui hoje. Nunca vi tanta banda punk em BH, não punk no sentido de estilo, mas no ditado ‘faça você mesmo’”, disse o vocalista Bruno Miari, visivelmente emocionado. Coelho (guitarra), Euler (baixo) e Koala (bateria) estavam inspirados.
| Adreana Oliveira |
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Jam Session: Bandas sobem ao palco e comemoram o sucesso dos dois dias do festival Outro Rock |
Público chega mais cedo à praça da cidade
Se o primeiro dia do primeiro festival é punk, o segundo traz alívio. No caso do Outro Rock, o som estava bom, o que favoreceu as bandas quanto ao público, que, desta vez, começou a dar as caras mais cedo. A Pêlos de Cachorro foi a primeira a se apresentar. Mostrou músicas como “A Morte”, “Estragos Sutis” e “Os Sonhos dos Quartos Infinitos”, que mostram a proposta da art band. “Somos sete amigos fazendo música.”
A banda Gardenais saiu de um circuito universitário nos anos 90 e busca aumentar seus horizontes. Além de músicas do segundo disco, Lindo Triste Mundo, e do primeiro, Sucessos Inéditos, foram aplaudidos ao fazerem um cover de David Bowie, “The Man Who Sold The World”. “O festival é um marco para nós.”
Com brit rock de principal influência, a Antenafobia mostrou um lado da música mais “triste” no Outro Rock. “Os Barcos” e “Quase Me Perdi” são deliciosamente melancólicas. O sucessor do primeiro disco, Insônia, será produzido pelo ex-Legião Urbana Dado Villa-Lobos. Para eles, fazer um som típico dos ingleses com letra em português só enriquece o trabalho.
Jay (voz e guitarra), Fred (guitarra), Luciano (baixo) e Cacau (bateria) não desperdiçaram um segundo nos intervalos entre as músicas do Enne para agradecer ao público e aos músicos que tornaram o festival possível. A galera vibrou ao som de “Alguma Paz”, “Lugar Comum” e músicas do primeiro disco em inglês. A banda tirou de letra as provocações de alguns “roqueiros” mais “pesados” que insistiam em provocar com gritos de “emo, emo”. “A gente está feliz com a nossa música e é isso que importa”, diz Jay.
A Cinco Rios teve mais sorte e, apesar de não tocar Raul, aquele grito clássico que há em todo show de rock conquistou a galera com seu rock cheio de referências da MPB e de experimentações. “Testamos até algumas músicas novas”, diz João Eduardo, guitarrista.
Para fechar a noite, Udora. Quem diz que santo de casa não faz milagre precisa ver a reação dos fãs quando Gustavo Drummond (guitarra e vocal), Leonardo Marques (guitarra), Daniel Debarry (baixo) e PH (bateria) sobem ao palco. Eles retribuem com um show cheio de energia e músicas das fases em inglês e português da banda. “Mil Pedaços”, “A Beautiful Game”, “Pelo Menos Hoje” e outras canções tornaram o domingo na capital mais alternativo. O Udora desceu do palco, deu algumas entrevistas e foi logo para a banquinha de CDs, afinal, seria ali o próximo turno deles e o grande encontro com os fãs. Para saber mais sobre todas as bandas que se apresentaram, clique aqui: Outro Rock. Para ver a cobertura televisiva feita para Uberlândia, confira o “Clip da Gente” do próximo sábado, no Canal da Gente.
| Foto:Adreana Oliveira |
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Udora fecha a noite com show cheio de energia com "Mil Pedaços" |

| Moscow/Divulgação |
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Integrantes da banda carioca moram na mesma casa e têm rotina de ensaio independentemente da agenda de shows |
O sucesso é algo que não acaba, quem tem quer sempre mais. Para muitas pessoas pode ser algo grandioso, mas para César, vocalista da banda carioca Estereograve, sucesso pode ser definido como uma vitória diária que se sente internamente para aqueles que literalmente matam um leão por dia. Mas César, Primo (baixo), Panda (bateria) e Pedro (guitarra) estão longe do perfil de banda que fica por aí reclamando das dificuldades de ser uma banda independente ou do declínio do mercado fonográfico. No ano passado lançaram um CD demo com três faixas e se jogaram no mundo. Enquanto preparam o primeiro disco full length (completo), com previsão de lançamento até o fim de 2008, eles seguem tocando onde houver lugar para ligar um amplificador, e, se não for possível, rola a versão acústica mesmo. “Fizemos um ano de banda há pouco e temos tocado todo fim de semana para um público que aumenta a cada apresentação”, diz César.
As músicas “Tudo Vai Passar”, “Feita Pra Mim” e “O Meu Lugar” são o cartão de visita do Estereograve. O nome deixa clara a intenção de fazer aquele bom e velho rock and roll que passeia da distorção ao acústico de forma harmônica. Um representante forte deste segmento e banda adorada pelos integrantes da Estereograve é o Foo Fighters, que fabrica hits poderosos com a mesma sonoridade pop de um bom comercial de TV.
César é o principal compositor. Em casa, tem uma coleção de mais de 300 letras de sua autoria. “Feita Pra Mim” foi a primeira música que o quarteto tocou junto. “Ela tem uma sonoridade mais acústica, porque, quando a fizemos, ainda estávamos sem guitarrista”, diz César. Como o CD demo não tem todo o alcance que eles gostariam, disponibilizaram no MySpace. Desde dezembro, a página do quarteto teve mais de 62 mil acessos, o que leva à média de 300 acessos diários.
Ampliar horizontes
A amizade entre os integrantes do grupo está para completar uma década. Os outros projetos dos músicos foram necessários para chegarem ao que o Estereograve é hoje. César conta que moram na mesma casa e têm uma rotina de ensaio independentemente de ter show marcado ou não. “A cena no Rio de Janeiro está fraca, principalmente para a música independente. Não tem muitos lugares com estrutura legal para tocar”, afirma o vocalista. Por isso em breve eles devem passar um tempo em São Paulo para sentir como está o mercado por lá. Para os músicos, o importante é não desistir do sonho de viver 100% dedicados à música e, por mais que as portas se fechem, eles prometem não desistir. “A gente ainda acredita que quem tem talento e algo legal para oferecer consegue o seu espaço.”
Banda empresa
A banda carioca Estereograve é a empresa de César, Panda, Primo e Pedro. César, que tem mania de organização, fica por conta da agenda dos shows e da comunicação. Primo, o mais internauta do grupo, fica horas na rede aprimorando o desing de tudo o que envolve o Estereograve. O beatlemaníaco Pedro, que estudou guitarra em Los Angeles Music Academy, na Califórnia, fica com o departamento de vídeo e sobra para Panda, que nasceu em Brasília, a parte burocrática, como registro de músicas. É nessa correria que César aposta para colocar o Estereograve para tocar por todo o Brasil. Vale até recordar um trecho de “Times Like This”, do Foo Fighters, que espelha um pouco o espírito desses músicos: “Eu sou um novo dia nascendo, um céu novinho em folha que vai segurar as estrelas esta noite”. Para saber mais:, acesse: Estereograve.
GIRO INDIE
| Adreana Oliveira |
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Fechada a programação do Udi Rock Scene, que rola de 13 a 15 de junho, em Uberlândia. Na sexta, os shows acontecem no Garage 80, a partir das 19h e no sábado e domingo na Acrópole, a partir das 14h e 15h, respectivamente. Anote aí a programação: Sexta: Zechs (MG), Caffeine (MG), Mata Leão (MG), Fadiga (MG), Woltage (MG) e Black Drawing Chalks (GO). Sábado: Metal Carnage (MG), Olorum (MG), Death Slam (DF), Pleiades (MG), Krow (MG) e Krisiun (RS). Domingo: Brick Bed (MG), Animais na Pista (MG), DYF (MG), Attero (MG), U-Ganga (MG) e Matanza (RJ). Na sexta-feira, a entrada é um litro de leite longa vida. Passaporte para os dois dias na Acrópole até dia 12: R$ 10.
Um dos leitores da Novo Som, o Edú, deixou comentário no site pedindo notícias do Strike. A banda de Juiz de Fora (MG) que se mudou para o Rio de Janeiro e emplacou a música “Paraíso Proibido” na abertura de Malhação toca amanhã em Contagem (MG). Eles estão na turnê de divulgação do disco “Desvio de Conduta” e, por enquanto, não há previsão de show em Uberlândia.
Roubaram as cinzas do Kurt. Será que desta vez ele está definitivamente livre da Courtney Love? Só posso dizer uma coisa: não fui eu! Faz um ano que estive em Los Angeles e Seattle. Será que ela demoraria tanto para dar falta da bolsinha?
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