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As composições do MindFlow trazem letras questionadoras e flertam com o mundo do cinema e dos games |
Se o terceiro CD da banda paulista MindFlow fosse um filme, seria a trilogia “Matrix”, segundo o guitarrista Rodrigo Hidalgo. O grupo, cuja definição está além de uma banda de heavy metal, lança Destructive Device, letras questionadoras e flertam cada vez mais com o mundo do cinema e dos games. “O ponto de partida do disco foi fazê-lo como um filme. Criamos um clima de máfia, espionagem, terror”, disse Rodrigo.
Completam o MindFlow com Rodrigo (que além de guitarra toca violão e faz backing vocals) Danilo Herbert (vocais), Miguel Spada (teclados e backing vocals), Ricardo Winandy (baixo) e Rafael Pensado (bateria e backing vocals).
A banda surgiu em meados de 2003 e tem outros dois discos na bagagem, Just the two of us... Me and Them (2004) e Mind Over Body (2006), show que passou por Uberlândia.
Destructive Device é diferente. E para conseguir uma sonoridade pesada, tensa, renovada e virtuosa, eles precisavam de um grande produtor. O nome de Ben Grosse veio à tona. “Nosso contato com ele começou na nossa turnê passada. O convidamos para ver um dos shows em Los Angeles e ele foi, gostou e a partir daí não perdemos mais contato”, disse Rodrigo. Grosse veio ao Brasil para fazer a pré-produção e depois os músicos viajaram para Los Angeles a fim de finalizar o trabalho. “Tê-lo envolvido é uma honra, porque o cara escolhe os trabalhos que quer fazer”, afirmou Rodrigo.
Grosse conseguiu manter as características progressivas do MindFlow e dar um ar mais moderno aos arranjos e vocais, que, em músicas como “Destructive Device” e “Not Free Enough”, abrem mão do tradicional falsete. Para Rodrigo, as canções ficaram mais fáceis de ouvir e soam melhores ainda ao vivo. “O rock é a música popular dos Estados Unidos e foi isso que buscamos no Ben”, afirmou Rodrigo. Está tudo ali, o metal moderno com o tradicional pedal duplo, os teclados, backing vocals brutais e até mesmo um pouco de hard rock, como na faixa “Said & Done”, e, claro, os falsetes. Bem Grosse já trabalhou com trilhas de filmes, como “Freddy vs. Jason”, e artistas que vão de Marilyn Manson e HIM a 30 Seconds to Mars e Slipknot.
Quem ouviu o Vol 3: Subliminal Verses pode ter um déjà vu em uma das faixas de Destructive Device. Ben Grosse parece ter gostado tanto do disco, que deixou sua participação registrada. Sua voz pode ser ouvida na faixa “Shocking DeathBed Confession”.
A proposta é fazer uma viagem sonora
Em Destrutive Device, que em inglês significa dispositivo de destruição, o Mindflow, entre suas 12 canções, traz duas faixas com uma experiência binaural. Para simplificar, ao ouvir “First Things First” e “The Screwdriver Effect”, você tem a chance de se transportar para a cena de uma câmara de tortura, ou, quem sabe, a cena de um crime. Segundo o guitarrista Rodrigo Hidalgo, a idéia surgiu bem no início das gravações. “Tem a ver com o jogo que está no site e caiu bem no disco, mistura realidade com ficção. Por isso, quem compra o disco tem diversão garantida por um bom tempo.”
O jogo ao qual Rodrigo se refere pode ser encontrado no Mindflow. Esta é a segunda etapa de mistério que começou em Mind Over Body e demorou cerca de um ano e meio para ser solucionado. A banda é ligada em tecnologia, cinema, mundo digital e virtual e esses são valores agregados em todo disco do MindFlow. “Parece que os músicos têm dado cada vez menos importância ao CD por conta dos downloads e da pirataria. Com a gente é o contrário, produzimos algo que a pessoa queira ter consigo, é caprichado das gravações até a arte gráfica”, afirmou Rodrigo.
Como uma banda relativamente nova no cenário do metal brasileiro, MindFlow ainda sofre para divulgar seu trabalho no País. Com um reconhecimento no exterior que se deu por vendas de discos e turnês que passaram pela Ásia, Europa e Estados Unidos, por aqui eles não dão passos maiores do que as pernas e aos poucos conseguem mais respeito. “Dizer que não tem público no Brasil é mentira. Se você faz um show do Iron Maiden lota um estádio, se é banda daqui vão 100, 200 pessoas, uma clara evidência de resistência a bandas novas e da casa. Talvez falte um pouco mais de trabalho coletivo entre bandas, produtores e mídia”, disse Rodrigo. Dia 13 de setembro o MindFlow faz a 4a edição da festa do fã-clube oficial da banda, em São Paulo, e a turnê tem datas ainda em Manaus e Porto Alegre, mas a intenção é rodar o máximo que o Brasil permitir. Para saber mais, ouvir e jogar:, acesse: Mindflow.
GIRO INDIE
BANDA DA SEMANA
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A banda de pop rock McFly toca pela primeira vez no Brasil em outubro. Tom Fletcher (guitarra, piano e voz), Harry Judd (bateria), Danny Jonnes (guitarra e voz) e Dougie Poynter (baixo e voz) se apresentam no dia 9 na Via Funchal, em São Paulo, e dia 10 na Vivo Arena, no Rio de Janeiro. Esses são os únicos shows confirmados na América do Sul no site dos caras. Formado em 2003, o McFly já aparece no livro dos recordes como a banda mais jovem a ter o primeiro CD no topo das paradas. Tom Fletcher recebeu o título de compositor com a maior quantidade de hits na primeira posição das paradas da Inglaterra, ficando à frente de nomes como U2, Queen e Robbie Williams.
BAD RELIGION
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E dá-lhe show internacional. O Bad Religion voltará ao Brasil, desta vez no Guaraná Antarctica Street Festival (GAS Festival), que rola no dia 6 de setembro na Chácara do Jockey, em São Paulo. Além dele tocam ainda Pitty, Charlie Brown Jr, Strike e Voltz. Vão rolar altas apresentações de skate e entre os destaques está o atleta Danny Way, conhecido por saltar sobre a Muralha da China munido apenas de um skate. Os ingressos custam R$ 60 e R$ 30 (meia-entrada) e estão à venda no Ticketmaster.
DE NOVO MADONNA
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Mais um show de Madonna foi confirmado para o Brasil. Fique atento às datas: 14 de dezembro no Maracanã (RJ), 18 e 20 de dezembro no Morumbi (SP). O registro para a compra de ingressos terminou ontem. Haverá uma cota de ingressos para vendas em locais físicos, ou seja, se você não quer fazer a compra virtual, mobilize algum amigo que mora perto de algum dos pontos de venda e garanta o seu.
SELO UBERLÂNDIA
Uberlândia ganhará um selo musical — Selo Uberlândia — e a Secretaria Municipal de Cultura abre inscrições de 15 a 19 de setembro para o processo de seleção de artistas que queiram ter seu trabalho difundido pelo selo nas mais diversas expressões e gêneros musicais. O projeto contemplará a produção fonográfica por meio da gravação de um DVD. Será selecionado para participar da gravação, de 24 faixas, músico-solo ou banda de diversos gêneros. Os inscritos não podem estar inseridos no circuito estável de registro, comercialização e difusão das obras. Mais informações, clique aqui.

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Entrevista ao CORREIO de Uberlândia foi feita on-line enquanto a banda viajava rumo ao show de ontem, em Uberaba |
Carl Haffield, Lee Smith, Craig Haffield, Daniel Woolhouse e Darren May trocaram alguns dias do verão europeu por uma temporada de shows no Brasil. Eles são, respectivamente, vocalista, guitarristas, baixista e baterista da banda The Fallout Theory, de Malvern, Inglaterra. O grupo começou seus shows por aqui no dia 14 deste mês e devem terminá-la no dia 31. Uberlândia recebe o show da turnê do disco The New Face of Fashion, esta noite, no Goma, às 22 horas. Tocam ainda os mineiros do CH4, Mr. Clown e A170.
Em uma entrevista concedida via e-mail na estrada, enquanto viajavam para Uberaba (MG) para o show de ontem à noite, eles admitiram que não sabiam muito do Brasil, salvo pelo excelente time de futebol que temos. Eles não devem estar acompanhando a Olimpíada de Pequim. “Quando chegamos, percebemos que se tratava de um ótimo País. Ainda não estamos muito atualizados com música brasileira, mas estamos ouvindo o máximo de bandas que conseguimos”. Eles citaram o Mr Clown, que toca com eles esta noite, e o Phone Trio como ótimas bandas com que dividiram o palco até agora.
A resposta do público nos shows já realizados não poderia ter sido melhor. “A atmosfera é ótima nas apresentações.
Sorocaba até o momento foi o melhor e acho que vendemos muitos CDs lá”. Os caras dizem que é meio estranho quando tocam porque quando falam alguma coisa ninguém entende direito o que dizem. “A gente tenta outras formas de comunicação e tem funcionado. Os shows aqui têm batido os da Inglaterra”.
Os ingleses têm fama de sair de casa para verem bandas novas, pelo menos é o que se percebe quando se visita alguma de suas cidades. Mas, será que para os músicos também funciona assim? “Depende. Cada lugar é diferente. Em algumas cidades há uma boa cena musical na qual todo mundo quer encontrar uma nova banda e a partir daí passam a dar um suporte”. Mas há realidades diferentes. “O legal é que há muitos bares para as novas bandas se apresentarem. É entretenimento para as pessoas e é bom quando voltam para te ouvir. Se ficarem até o final do seu set é porque você fez um bom trabalho”. Depois de tanto tempo no Brasil, resta saber se eles vão demorar a se readaptar com os preços ingleses, afinal, a moeda deles vale bem mais do que a nossa. Questionados se estão recebendo em libras por aqui, eles apenas respondem: “Se tem algo a ver com dinheiro, só posso dizer que não temos muito” e fecham com um “hahaha”.
O Fallout Theory está na estrada há pouco mais de quatro anos. O punk rock está presente no primeiro disco, So Happy You’re Not Here, de 2005, e continua em A New Face of Fashion, que soa um pouco mais melódico. Músicas como “You Got Me Good” e “I Know What You Are Thinking” tende a agradar à primeira audição.
Serviço
Para ouvir, acess o MySpace da banda. O show acontece hoje, a partir das 22h com The Fallout Theory (UK), Mr Clown, A170 e CH4. O ingresso antecipado custa R$ 7, na portaria, R$ 10.
GIRO INDIE
Destaque da semana
| Adreana Oliveira |
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A Novo Som apostou que o CD Goodbye Alô, da banda mineira Udora, deveria figurar entre os cinco melhores lançamentos nacionais de 2008. A sonoridade rock do grupo chegou à Rede Globo. A música “Quero Te Ver Bem” faz parte da trilha sonora de Malhação. O vocalista e guitarrista do Udora, Gustavo Drummond, conta mais uma novidade para o leitor da Novo Som. “Assinamos um contrato com a gravadora Som Livre e o álbum Goodbye Alô vai ser relançado com duas músicas extras”.
Para sair de casa
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Madonna
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Uma incógnita
O show anunciado do Stone Temple Pilots no Brasil em outubro pode não acontecer. A Ticketmaster retirou a opção de venda dos ingressos, prevista para o dia 13 passado e depois adiada para o dia 14. A gente aguarda mais informações.

| Foto:Lailson Santos/Divulgação |
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| Pierre, o terceiro da esquerda para a direita, desistiu de tocar |

| Foto:Divulgação |
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| A diva se apresentará no Brasil em dezembro |
Para a compra dos ingressos será realizado o que chamam de registro público, que vai de 20 a 29 de agosto. As vendas dos ingressos para o show do Rio começam em 1º de setembro e para os shows de São Paulo dia 3 de setembro.

Espanhóis também fazem indie rock. E dos bons. A banda Kill Karma, de Madri, passou pelo Brasil e seu CD de estréia, com oito músicas, auto-intitulado, deve estar rodando neste momento nos aparelhos de som de quem conferiu algum show deles por aqui. José Maria Del Corro (guitarra e vocal), José Manuel Fernández (guitarra e vocal), Thomas Lutz (baixo) e André Garcia (bateria), o brasileiro da banda, são admiradores do pós-punk e do alternativo, que reflete diretamente no que fazem.
Neste primeiro trabalho, três músicas não devem passar despercebidas, “Ídolos”, “El Miedo” e “Mi Hogar”, esta com pouco mais de sete minutos, muitas guitarras e um vocal atormentado bem rock and roll. Esse disco é global. A gravação foi feita em Madri e Brasília e a mixagem na Alemanha, com uma passagem por Belo Horizonte para a masterização. Apesar de todo o capricho com o disco, eles não são contra o download na internet. “É imprescindível divulgar na rede, assim como fazer com que as pessoas saibam que a banda existe. Hoje em dia não tem mais aquela figura da gravadora que busca o momento ideal para lançar um disco e coisas do tipo”, disse o baterista.
Para ele, tocar no Brasil com uma banda estrangeira é uma experiência e tanto. Para os companheiros, a cena brasileira surpreendeu. “O público brasileiro mostra mais entusiasmo. Nesse ponto notamos pouco interesse na Espanha, parece que ainda está atrasada em relação ao Brasil”, disse José Maria. E, para eles, o rock soa bem em espanhol, como em português. Mas admitem que a influência de bandas americanas como Sonic Youth, Pixies, The Strokes; e inglesas, como Joy Division e The Cure, é muito forte sobre a banda.
| Foto:Divulgação |
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Grupo esteve no Brasil e diz que os roqueiros daqui são mais empolgados |
DISCO DA SEMANA
Se você está cansado de esperar pela lenda “Chinese Democracy”, do Guns n´Roses, que tal relembrar os primórdios da banda? Hollywood Rose & L. A. Guns – The Roots of Guns n´Roses (Music Brookers) traz a demo original Hollywood Rose, de 1984, quando Axl ainda atendia por Willian Bailey e Izzy Stradlin era conhecido como Jeff Isabelle. Toda a fissura dos caras pelo hard rock dos anos 70, aqueles cabelos clássicos da época e muito vigor estão nas primeiras cinco faixas. Entre elas, “Reckless Life” e “Anything Goes”, inclusas mais tarde em trabalhos do GNR. O L.A. Guns hoje está de volta a um cenário mais underground. E o GNR ecoa neste disco como você gostaria de ouvi-los novamente: roots! Um momento de nostalgia fará bem aos roqueiros que andam perdidos pelo pop. O disco traz ainda uma “My Michelle”, que vai te transportar aos bons tempos do hair metal.
Foto:Reprodução

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Um dos modelitos da grife Givenchy desenvolvidos exclusivamente para ela |
| Foto:Divulgação |
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Stone Temple Pilots |
| Foto:Reprodução |
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| DVD autografado pela banda NxZero |

Duas grandes fabricantes de calçados estão para lá de pop. A `>Puma lançou um comercial que traz a música "New Shoes", de Paolo Nutini. No link, você confere a propaganda e uma entrevista do músico.
Já a poderosa `>Nike pegou o The Killers, "All These Things That I´ve Done" para sua nova campanha publicitária.
Foi-se o tempo em que a juventude era uma banda numa propaganda de refrigerantes. "New Shoes" é do disco de estréia de Paolo, "These Streets", assim como "All theese...", que é de Hot Fuss, primeiro álbum do Killers, lançado em 2004.
Confira os vídeos originais de `>"New Shoes" e "All These Things That I´ve Done".

| Adreana Oliveira |
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O Muse se apresentou no Porão do Rock com toneladas de esquipamentos que tornaram um espetáculo de som e luz e ao contrário do que muitos falaram não usaram playback |
A 11ª edição do Porão do Rock levou cerca de 35 mil pessoas à arena montada no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, na capital federal. Com a ausência da banda alemã SickCity, que não conseguiu o visto para tocar no País, foram 41 shows em dois dias, divididos em três palcos, o que torna impossível a cobertura detalhada por apenas uma pessoa. Perdi quase metade das atrações da sexta-feira graças a um atraso de duas horas e meia para a partida do ônibus Uberlândia-Brasília. Mas, uma vez na arena, o rock and roll falou mais alto. As atrações internacionais de primeira grandeza no mainstream atual, como Muse, revezaram momentos com ícones do hard core californiano do Suicidal Tendencies e novas promessas como Janicedoll.
Neste ano, o palco Principal foi dividido em dois e o palco Pílulas ficava no lado oposto, uma boa caminhada para aqueles que se dispuseram a ver os shows mais underground por lá. A idéia é boa, segue a tendência internacional, mas precisaria de uma equipe de quatro pessoas para fazer uma cobertura mais decente. O som do palco Principal chegava sem dó nem piedade ao palco Pílulas que a cada intervalo da banda era invadido pelo que rolava do outro lado. Valeu a receita do AMP, de Recife: “tocamos tão alto que o som do outro palco não nos atrapalhou”. O festival também foi marcado pela organização e pontualidade.
| Adreana Oliveira |
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Som muito pesado na primeira noite
A primeira noite do Porão do Rock 2008 foi no ritmo do hardcore e punk rock. Mukeka Di Rato, Macakongs 2099, DFC, Matanza e Suicidal Tendencies balançaram as estruturas da arena. Os americanos não poderiam ter escolhido melhor forma para terminar a noite. Chamaram a galera do gargarejo para o palco e foi uma celebração só. O baixista Champignon (ex-Charlie Brown Jr.) estava no camarote quando viu a cena e se mandou escada abaixo para buscar seu espaço ao lado do Suicidal. O Matanza fez seu tradicional show com participação em massa do público e dos jornalistas que deixaram a sala de imprensa às moscas. O mesmo não se pode dizer dos goianos do MQN que parecem funcionar melhor em espaços menores.
Eles deixaram o palco em meio a um incômodo silêncio na audiência. A banda paraense Madame Saatan foi muito bem recebida pelo público em sua estréia no festival. No palco Pílulas, o indie rock espanhol do Kill Karma teve um público aquém do merecido, já que os caras se mostraram muito bons de serviço. Tocando em casa, o Moretools levou peso aos amplificadores e foi ovacionado pela galera. Mas, neste palco, a noite foi do Maldita. O grupo carioca está novamente em seu estágio maníaco e sons como “Paraíso Perdido” e “Anatomia” foram cantados por fanáticos que se debruçavam na grade de proteção.
| Adreana Oliveira |
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Hardcore com efeitos de percussão e sopro
Gilbertos Come Bacon levou para o Pílulas hardcore com elementos de percussão e sopro. Seria isso um reggae-ska-core? Na seqüência, mais uma jovem promessa do Distrito Federal, o The Pro com um indie rock gostoso de ouvir. O Tom Bloch (RS) mostrou um show diferente do apresentado em uma edição do Goiânia Noise e permanece ainda uma incógnita sobre como classificar a banda. Um dos shows mais barulhentos foi do AMP, de Recife, que ainda vão dar muito o que falar. O Círculo (BA) trouxe um pouco mais de experimentalismo rocker para o Pílulas. O que surpreendeu mesmo foi a Janicedoll. Os integrantes pareciam realmente emocionados por tocarem pela primeira vez no Porão, lançando disco, e por isso fizeram um show impecável.
No palco Principal, a abertura ficou por conta do projeto Vai Thomaz no Acaju, que reuniu vários músicos que despontaram na cena candanga na década de 90 recebidos por Gabriel Thomaz (Autoramas) e Móveis Coloniais de Acaju. O Canastra (RJ) abriu seu show com o hino nacional na linha big band e rock a billy. Vi apenas trechos de Mundo Livre S/A, Sapatos Bicolores, Autoramas, Lucy and the Popsonics e Supergalo, o suficiente para perceber que foram bastante regulares. Não esperava tanto peso com os franceses do Papier Tigre e também fui pega de surpresa pelo rock dos argentinos do The Tandooris, que foram do aeroporto direto para o palco. Quando a Pitty subiu ao palco a galera foi ao delírio. Por mais que a espera pelo Muse fosse muita, a frente do palco estava tomada por fãs e admiradores da banda baiana que fez uma excelente apresentação.
Um show na capital que entrou para a história
Não imaginei que veria um show do Muse antes de ver Radiohead no Brasil. Mas lá estavam eles no palco do Porão do Rock com toneladas de equipamentos que tornam a apresentação num espetáculo de som e luz. Não se assuste se ler por aí que eles fizeram playback porque a perfeição foi tanta que muito jornalista comentava isso nos bastidores. Não houve playback. Mathew Bellamy (guitarra e voz), Chris Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria) tocaram acompanhados por um tecladista e abriram o show com a épica “Knights of Cydonia” emendando com o hit “Histeria”.
Durante o show foram poucas palavras, ouviram-se frases como “mucho obrigado” (Mathew) e “nos divertimos muito no Brasil” (Dominic). Para muitos, o show vai ser lembrado pela falta do meta-hit “Sing For Absolution”, mas “Invinceble”, “New Born”, Butterflies and Hurricane” e “Time is Running Out” fizeram parte do setlist de 16 músicas. No bis voltaram com “Starlight”, um dos melhores momentos da noite, quando Dominic entrou carregando a bandeira brasileira e a deixou sobre a bateria até o fim do show. Em inglês, Mathew agradeceu à presença do público e falou que estavam muito felizes pelos resultados desta tour no Brasil. Fim de festa. No backstage, um caminhão aguardava para levar as toneladas de equipamentos de volta para a estrada e, na área dos camarins, três Mercedes aguardavam os músicos...
Na próxima semana, você confere resenhas detalhadas dos shows no site do CORREIO, onde você também poderá conferir trechos e galeria de fotos.

E ai, pessoal? Estou aqui a preparar a Novo Som de sábado, cobertura do Porão do Rock. Mas, só passei pra avisar, principalmente pra galera de fora de Uberlândia, que estarei na transmissão ao vivo do Triângulo Music, que acontece amanhã e sábado no estádio João Havelange.
A transmissão rola a partir das 19 horas e vai até a última banda. Vocês podem conferir pelo Canal 15 e a partir das 22h30 também no canal 36 da TV a cabo. Pela internet, pode ser pelo CTBCMusic, pelo Netsite e Canal da Gente.
See ya!

| Gian Carlos/Divulgação |
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As 10 faixas de Um Outro Olhar, da banda Antaue, remetem à Legião Urbana, ao Hanói-Hanói, entre outras bandas dos anos 80 |
A banda uberlandense Antauen aposta suas fichas no primeiro CD, lançado neste ano, de forma independente. As 10 faixas de Um Outro Olhar reafirmam o pezinho que ela tem nos anos 80, principalmente, no que diz respeito às letras, que remetem à Legião Urbana, ao Hanói-Hanói, entre outras bandas. Mas as influências de Roberto Descarte’s (voz), Kleber Ferreira (guitarra), Júnior Mota (baixo) e Fábio Aleixo (bateria) vão muito além.
Roberto afirma que eles também são fãs de Beatles e Rolling Stones, bandas que ficaram durante um tempo no repertório de covers da Antauen. Porém, esta fase já passou e eles investem nas composições próprias. A idéia vem desde 2003, quando começaram a tocar juntos e só agora o disco ficou pronto, por motivos óbvios que qualquer músico independente conhece: falta de tempo, incentivo e investimento.
“O trabalho em estúdio durou cerca de cinco meses. As primeiras músicas vieram facilmente, tenho no Júnior alguém que me ajuda a compor”, diz Roberto. Eles contaram com a produção e experiência do músico Pedro Ferreira na mixagem e masterização. Roberto disse que os arranjos dele enriqueceram as músicas.
Falar de realidade, expectativas e frustrações. Temas não faltam para a Antauen colocar seu ponto de vista na música. O lançamento oficial do disco ainda não tem data marcada. A banda divulga o trabalho aos poucos e não esconde o desejo da contratação por uma gravadora. “Até para Porto Alegre já mandamos disco”, afirma o vocalista. Enquanto muitas bandas fazem o caminho inverso, eles acreditam que uma gravadora de médio ou grande porte proporciona às bandas um horizonte promissor. “Também acreditamos na produção independente, mas não tem como negar que ter uma gravadora facilitaria nosso caminho.”
Outro objetivo da Antauen é tocar nos festivais de rock pelo Brasil. O grupo diz que o mercado em Uberlândia não tem espaço suficiente para as bandas de som autoral. Mesmo os festivais independentes têm uma postura que, muitas vezes, atrapalha. “Para tocar nestes eventos tem que ter um certo nome e algumas conexões. Vamos continuar na tentativa. Eu digo que a cena aqui não está ruim, boa ou excelente, simplesmente não existe”, afirma Roberto.
O músico conta que já tem contato com algumas bandas da cidade para formar um grupo mais forte que ajude na melhoria deste cenário, porque sabe que sozinha uma banda não chega a lugar nenhum. “A gente quer buscar outros espaços na região, para não ficar restrita a Uberlândia.” Eles já têm dois videoclipes gravados, “Um Outro Olhar” e “Entre Ventos e Chuva”, e podem ser vistos no YouTube. O site da banda está em fase de construção. Por enquanto, eles podem ser vistos e ouvidos no www.bandasdegaragem.com.br/antauen. SERVIÇO: o CD Um Outro Olhar pode ser pedido pelo e-mail antauen@bol.com.br e custa R$ 10.
GIRO INDIE
A edição desta semana do “Clip da Gente”, que entra no ar hoje no Canal 15, traz um especial do NxZero, que se apresenta na sexta-feira no Triângulo Music. Se você é fã da banda e quer ganhar um DVD que acabou de ser lançado, 62 Mil Horas Até Aqui, mande um e-mail para adre@correiodeuberlandia.com.br ou producao@canaldagente.com.br e diga por que você merece este presente. Parceria nossa com a Universal.
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