
O sr. Danilo de Castro, secretário do governo de Aécio Neves, não está bem informado sobre a realidade da região do Triângulo, até agora pertencente a Minas Gerais. Em matéria publicada no jornal “Hoje em Dia”, de Belo Horizonte, sobre a apresentação da lei que promove um plebiscito sobre a separação do Triângulo, disse que a mais rica, desenvolvida, despoluída e progressista parte do Estado de Minas, não seria hoje o que é se não fosse ligada ao Estado de Minas, quando o certo, seria o contrário: Minas Gerais, sem o Triângulo, não teria de longe o progresso que tem agora no Brasil. Quase toda a água bebível, industrial, tratada do Estado está na região. Isto para não falar dos maiores campos de cultura de feijão, arroz, milho, soja e tudo o mais que for comestível pelo homem. E o Triângulo recebe muito menos do que mandam aos vorazes cofres da capital belo-horizontina, graças ou desgraças... a ”Lei Robin Hood”, criada por um senador com a finalidade de manter sem trabalhar uma grande parte das “Minas Gerais Pobres”, a quem pelo que vejo, só falta ambição e garra para trabalhar, e deixar um pouco de lado as festanças seculares, pingas, e músicas sem maior valor intrínseco, a não ser para uma meia dúzia que mora por lá.
João Roberto Spini Machado
Advogado, professor universitário e fiscal federal
Contagem (MG)
mrobertto@uol.com.br
Crepúsculo da imprensa?
O “New York Times”, referência mundial, há anos, reconhece a redução paulatina do número de leitores.
Talvez por isso, recentemente diminuiu seu formato. Além disso, fugindo de uma crise de liquidez, hipotecou aos bancos sua sede. Os críticos, favoráveis ao fracasso, atribuem à internet e ao comodismo dos usuários o fechamento do jornal de papel em poucos anos. Outros pareceres negam essa linha pessimista. São categóricos, ao afirmar ser a publicação impressa mais acreditada perante o fiel público. Os experts, moderados, creem que existam espaços para a comunicação eletrônica e também para a impressa. Na modéstia de um leitor dos tipos de Gutemberg, sinto que as maiores ameaças aos respectivos segmentos são: não observância à qualidade, confiança e alienação do domínio da opinião. Nós precisamos vitalizar a sentinela nas leis que censuram o livre arbítrio, principalmente, se aprovadas às vésperas de prolongados feriados. Uma caneta livre para opinar incomoda, grupos poderosos e influentes.
Lucimar César
Empresário
Uberlândia (MG) lucimarcesarsilva@yahoo.com.br
Com Deus venceremos
Chegamos ao fim do ano sem crise e vamos entrar em 2009, com a ajuda de Deus. Quem confiar no Todo-poderoso Senhor dos Exércitos, vai atravessar a crise, qualquer que ela seja, com soberania. Em momentos difíceis, quem salva a gente é Deus. Por isto nós, que confiamos Nele, vamos passar por cima de qualquer dificuldade sem precisar nos desesperar.
Neste fim de ano, a televisão e os jornais só falam em crise aqui, demissões de trabalhadores acolá, mas em nossa Uberlândia não vi até hoje sinais de anormalidade nos comércio, nas indústrias nem nas nossas organizações. Vamos entrar no o Ano-Novo com a firme confiança de que nós vamos sair de qualquer dificuldade com a ajuda de Deus.
Eu desejo a todos as pessoas da nossa cidade, em particular aos jornalistas do CORREIO de Uberlândia, muita saúde, paz e prosperidade e que todos continuem a acreditar e a confiar em Deus.
Mariana Cezarina Peixoto
Servidora pública aposentada
Uberlândia (MG)

No dia 21 de novembro de 2008, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) aprovou as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (Nbcasp), NBC T 16. Trata-se de um fato histórico para a contabilidade pública no Brasil. São as primeiras normas aprovadas pelo CFC para a contabilidade pública. A contabilidade pública é o ramo da ciência contábil que estuda, orienta, controla e registra os atos e fatos da administração pública, demonstrando o seu patrimônio e as suas variações, bem como acompanha e demonstra a execução do orçamento. E como ramo de uma ciência vem sofrendo nos últimos anos e ainda sofrerá gigantescas evoluções.
Tudo começou a partir da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), que, no parágrafo 2º do artigo 50, incumbiu a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), na qualidade de órgão central do Sistema de Contabilidade Federal, a responsabilidade de editar de normas gerais para a consolidação das contas públicas. A partir de então, mediante um processo de debates, seminários, conferências por todo o Brasil, vem discutindo mudanças que tragam à contabilidade pública o real controle do Patrimônio público.
Além da aprovação das NBcasp, a próxima tarefa é convergir as normas brasileiras às normas internacionais. Teremos também a unificação do plano de contas — o plano de contas contábil a partir de 2011, aproximadamente, deverá ser único nas esferas federal, estadual e municipal. Vislumbramos uma mudança na concepção do regime contábil da receita e despesa, que deverão ser contabilizadas pelo regime de competência, fato que demandou muito debate.
Enfim, fica o alerta aos contadores e administradores públicos. As mudanças que virão não são pequenas, ficando evidente a necessidade de atualização no que concerne ao conhecimento das normas que regem a contabilidade pública, sob pena de, mesmo com todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos, nada adiantar.
JOSÉ RANDAL DA CUNHA
Contador-geral da Prefeitura Municipal de Uberlândia e professor de Contabilidade e Orçamento Público
randal@uberlandia.mg.gov.br
Crise no Brasil
Há tempos venho acompanhando as notícias sobre crise internacional publicadas no CORREIO de Uberlândia e me lembro do que escreveu um economista a respeito do que ele chamou de subprime brasileiro. Para ele isto pode acontecer se as empresas fizerem demissões em massa e os trabalhadores sem emprego, que compraram a prazo, não puderem pagar as prestações.
Nos últimos anos, o crédito para comprar à prestação cresceu muito e ficou fácil para todo mundo comprar o que quiser. Realmente, se houver desemprego em massa, muitas empresas que venderam à prestação não vão receber o que esperam dos clientes e aí a situação vai ficar feia. Eu acho que é por isto que o Lula está liberando dinheiro do Banco do Brasil e da Caixa Econômica para que as empresas não demitam os trabalhadores que compraram televisões, geladeiras e outras mercadorias domésticas à prestação.
ADEMIR SMANIOTTO
Operador de logística
Uberlândia (MG)
Novo Verdão
Eu estou confiante que no próximo ano o nosso Verdão vai montar um grande time com a ajuda de grandes empresas patrocinadoras e vai descolar um lugar no Campeonato Nacional. Só assim nós vamos poder assistir a grandes partidas no nosso estádio e a federação vai conhecer o João Havelange pela televisão. Aí, quando chegar a Copa do Mundo no Brasil, a CBF vai poder escalar algumas partidas para a nossa cidade e vai ser grande alegria para todos os torcedores daqui. Hoje eu estou torcendo é para o nosso Verdão, que, finalmente, vai sair da situação humilhante em que se encontra no futebol de Minas Gerais.
ISMAEL NASCIMENTO BEZERRA
Técnico em construção
Uberlândia (MG)

Este despretensioso poemeto foi cometido para recitação em coro. Resolvi, depois, compartilhar as singelas emoções nele inseridas com os meus 25 assíduos e benevolentes leitores. Seguem juntos meus votos de um Feliz Natal para todos. Natal, poema de nazarena suavidade; / Instante predestinado com timbre de eternidade. / Festa do amor total! / Cântico de amor pela humanidade. / Exortação solene à fraternidade. / Festa do amor total!
Mensagem que vem do fundo e do alto dos tempos, / A enfrentar, galharda e objetivamente, os bons e os maus ventos. / Amor pelas coisas e amor pelas criaturas, / Serena avaliação das glórias e desventuras.
Cântico de amor total! / Amor pelo que foi, /Pelo que é e será. / Quem ama compreenderá!
Cântico de fé e de confiança; / O amor gera sempre a esperança. / Quem ama compreenderá! Amor que salta da gente pros outros; / Amor que procura compreender os humanos tormentos, / Os pequenos dramas e os terríveis sofrimentos, / As tristezas dilacerantes e as aflições incuráveis. / Os instantes de ternura que se foram, irrecuperáveis.
Amor que procura entender / Pessoas e coisas como são. / E não como poderiam ser. / Quem ama compreenderá!
Amor que soma e fortalece. / E não subtrai e entorpece. / Visão compreensiva das humanas deficiências e imperfeições... / Aquele indivíduo sugado pelo desalento. / Aquele outro, embriagado pelas ambições... / O enfermo desenganado. / O menor desamparado. / O chefe prepotente, / O empregado indolente, / O servidor negligente, / O granfino insolente, / O moço inconseqüente, / O orgulho de gente / Que não é como toda gente...
Não esquecer as pessoas amargas e solitárias, / As criaturas amenas e solidárias. / Os homens e as mulheres com carência afetiva, / A mulher que, como esposa, se sentiu um dia Amélia, / A infeliz que da prostituição se tornou cativa...
O rapazinho esquisito, / A mocinha desajustada, / O pai que, de madrugada, / Espera pelo filho, insone e aflito.
Amor que envolve amigos e inimigos / E que se dá a todos os seres vivos.
Sempre e sempre, interpretação caridosa e serena do cenário humano. / O jovem revoltado, / O político ultrapassado, / O servidor burocratizado, / O boêmio, desconsolado e sem rumo, / que vagueia só pela madrugada.
O irmão oprimido e desesperançado, / O favelado humilhado, / O individuo fanatizado.
Compreensão para com essa mocidade de veste berrante, / De som estridente, / Que se intitula pra frente...
Compreensão também diante da geração que se recusa a aceitar o comportamento jovem do presente...
César Vanucci
Jornalista (cantonius@click21.com.br)

No dicionário, sustentável é aquele capaz de se manter constante ou estável por longo período. Entendemos que o desenvolvimento com sustentabilidade – econômico, social e ambiental – é um dos maiores desafios do milênio, e cada vez mais temos que nos preocupar com ele.
Quando as diversas organizações que representam nossa sociedade começaram a demonstrar alguma preocupação pelas questões ambientais, sua ótica era, inicialmente, determinada pelos riscos ou custos decorrentes.
As questões ambientais representam uma vantagem competitiva, uma forma de reduzir desperdícios, de evitar poluição e, conseqüentemente, de oferecer produtos e serviços de melhor qualidade para um mercado consumidor mais consciente e mais exigente.
Podemos destacar os recursos hídricos como sendo um dos principais serviços ambientais que podem afetar severamente as atividades humanas e as atividades de geração de emprego e renda em curto prazo, se medidas de recuperação, conservação e preservação desse importante bem não forem tomadas a tempo. Na região do Triângulo Mineiro, a situação dos recursos hídricos encontra-se em risco, seja pela crescente urbanização das cidades e de suas demandas, pelas atividades agropecuárias que utilizam grandes quantidades de agrotóxicos, pelos desmatamentos de áreas de preservação permanente ou ainda pela não aplicação de técnicas que podem evitar processos erosivos severos, dentre outras coisas.
É preciso dizer que medidas pró-ambiente estão sendo tomadas através dos Comitês de Bacias Hidrográficas Regionais, do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Uberlândia, da prefeitura de Uberlândia e demais municípios da região. Todavia, percebendo que são medidas ainda insuficientes e que outros projetos de recuperação, conservação e preservação do recurso água devem ser implementados para a sustentabilidade das atividades humanas e ambientais, é que a Fiemg e a ONG ambiental Inderc tomaram a iniciativa de elaborar o projeto de recuperação e conservação da Bacia Hidrográfica do Ribeirão Bom Jardim, assinando um convênio de cooperação com o poder público. O projeto tem o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental dessa micro-bacia, vital para o município de Uberlândia, visto que responde por 55,4% do consumo de água potável de mais de 600 mil habitantes.
Este é apenas um de muitos projetos que queremos implementar. Estamos à disposição de nossa sociedade para elaborar projetos que visam a defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. Esta luta tem que ser de todos nós.
Pedro Lacerda
Empresário, presidente da Fiemg Regional Vale do Paranaíba
Ameaça ao Xodó
Sábado, dei carona ao centro-avante matador do meu racha. No caminho, sem desgrudar do seu CORREIO de Uberlândia, Eliseu Marques, nosso artilheiro, resolveu dar-me, uma aula de Direito e Democracia. “Olha essa manchete: caminhões não poderão transitar na Olegário Maciel. Está vendo a força da imprensa? Poucos dias atrás, foi reivindicado aqui, essas mudanças e a Prefeitura atendeu.”
Nisso, entramos na Rondon Pacheco. Meu nobre passageiro prosseguia com suas sábias aulas. Sob essa magnífica avenida, serpenteia o córrego S.Pedro. Um personagem histórico da cidade. Brinquei com meu amigo “aposto que você e o prefeito Odelmo, pescaram lambaris nesse riacho?”. Nisso seu semblante alterou-se. Surgiu em nossa frente um bítrem enorme. Torcemos para que estivesse vazio. Aquele gigante transporta até 100 toneladas. O danado ainda quase atropelou uma carroça, pela alta velocidade. Alicerçados nesse flagrante delito, pedimos providências das autoridades. A beleza arquitetônica da Rondon não merece essas agressões. Elas comprometem sua estrutura e beleza.
Lucimar César
Empresário
Uberlândia (MG)
lucimarcesarsilva@yahoo.com.br

Somente o dia que um empresário for eleito Presidente da República, terá condições de sentir na pele o quanto é difícil ter um comércio, indústria ou qualquer atividade que gera empregos. Veja bem, ele disse que não vai se engajar na flexibilização das relações de trabalho, não aceita pagar seguro-desemprego durante a suspensão temporária de contrato de trabalho e não vê motivo para demissões neste momento.
Primeiro, o seguro- desemprego é bancado pelo FAT, sendo que os recursos do FAT são oriundos do FGTS, dinheiro que é pago pela Empresa. Quando você demite paga 40% para o trabalhador e mais 10% para o governo. Quando o empregado tira férias recebe além do salário mais 33%. O vale-transporte é pago pelo empresário, podendo deduzir 6% do valor, vale-alimentação também é pago pelo empresário.
Como o leitor pode observar, o governo não paga nada e ainda recebe, sem falar no INSS. Se o empresário tirar férias não recebe nada e se colocar um substituto, vai pagar para tirar férias. Veja que não mencionei: carga tributária e juros elevados; aluguéis; publicidade; roubos e muitos outros custos.
Odomires Mendes de Paula
Empresário
odomires@abrambe.com.br
A CRISE NÃO É NOSSA
Na minha opinião, a televisão e os jornais deveriam parar de falar em crise. Não existe crise no Brasil. A crise está é nos Estados Unidos e foi criada pelo Bush que resolveu aplicar parte do dinheiro do país na Guerra do Iraque para depor o Saddan Houssein que humilhou o presidente Bush-pai. O filho quis se vingar, derrubou e mandou enforcar o Saddan. A vingança custou caro. Então a crise é dos Estados Unidos, não nossa. O Lula já falou que a crise não vai entrar no Brasil porque ele não vai deixar. Então é melhor parar de falar em crise para não assustar as pessoas que trabalham pacificamente e temem ficar sem emprego.
João Morgado Dias
Consultor de vendas
Uberlândia (MG)
Feliz Ano-Novo
Eu aproveito estas festas de fim de ano para apresentar meus votos de Feliz Ano-Novo para o pessoal do jornal CORREIO de Uberlândia que trabalha para divulgar para nós boas notícias o ano todo. Gosto muito das notícias atualizadas e inteligentes do Rogério Cunha e do Nelson Rubens. Este conhece as mais importantes notícias de acontecimentos do nosso Brasil, principalmente, de gente famosa. Para todos vocês mando meus votos de felicidades com saúde em 2009.
Adilson Pindoba de Morais
Mecânico de manutenção
Uberlândia (MG)
Chegou o Verão
Chegou o verão. O tempo de chuvas vai até março. Espero que o bom São Pedro não faça do Triângulo um terreno de experiências como ele fez em Santa Catarina e mande as chuvas na medida certa para encher os lagos geradores de energia e para os agricultores plantarem alimentos para o consumo da nossa população.
Espero também que a nossa gente tenha paz e tranqüilidade para trabalhar em 2009 e que o nosso prefeito e os nossos vereadores sejam atentos na administração da nossa cidade e afastem das ruas de Uberlândia os marginais que perturbam a vida dos moradores. Lugar de marginal é na cadeia. Feliz 2009 para todos.
Zilá Macieira Lopes
Supervisora de produção
Uberlândia (MG)

Na medida em que se aproxima a data magna da cristandade, vislumbra-se o comportamento dos seres humanos reagindo de diferentes formas.
De um lado, há pessoas que se empolgam e ficam motivadas para adornar as casas com árvores de natal, guirlandas e ainda preparam lindos presépios simbolizando o nascimento de Jesus e ainda reúnem familiares e amigos para realizar a tradicional novena do Natal. Quando o poder aquisitivo permite compra presentes com objetivo de agradar a todos. Por outro lado, há pessoas que ficam tristes e, até mesmo, deprimidas nesta época pela perda de entes queridos e amigos íntimos e, muitas vezes, não têm disposição e nem conseguem contagiar com o espírito natalino, já que a data preconiza congraçamento familiar.
Entretanto, necessário se faz que nessa data as pessoas renovem as esperanças, solidarizem-se umas com as outras, reatem relações que até então estavam interrompidas, auxiliem dentro do possível os menos favorecidos, recordem com saudades dos entes que já se foram, até porque já cumpriram sua missão nesta trajetória terrena. Ademais, mesmo diante dos problemas que a sociedade atravessa, todos devem comemorar com entusiasmo, juntamente com os que estão presentes no cotidiano, o fato de estarem presentes nesta existência, gozando de boa saúde e cumprindo o seu labor. Este já é um motivo para rejubilar.
Natal, época de alegria, esperanças renovadas. Que todos tenham um feliz Natal e saibam ser gratos por todas as maravilhas que a vida oferece. Que o espírito natalino possa estar presente em todos os corações nesta data máxima da cristandade.
Guida Magna Silva Melo
Advogada e pedagoga guidamagna@centershop.com.br
Abuso de autoridade
Estudando a Lei nº 4.898/65, percebe-se que ela tem como finalidade básica reprimir as condutas atentatórias aos principais direitos e garantias fundamentais do homem. Uma lei como esta coibindo o abuso de todos os detentores de função pública, não nos parece que tenha sido feita num período tão crítico como o de 1965, mas o foi.
Durante muitos anos, leis humanistas como esta, eram letras mortas, sem o mínimo de aplicabilidade, e esta situação se prolongou mesmo após o término da ditadura militar, porém, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, ato que promoveu mudanças inéditas no ordenamento jurídico brasileiro, trazendo no seu bojo a mais pura democracia, democracia esta talvez nunca vista em todo o mundo, foi quando esta lei e muitas outras ganharam força, vindo a ser efetivamente cumpridas.
Ultimamente tem se falado em promover alterações, não vejo motivo, afinal na atual conjuntura, com um Ministério Público forte e atuante na fiscalização das leis, a Lei 4.898/65 é uma das guardiãs do cidadão brasileiro.
BEL. Sebastião Alves de Araújo
Policial Civil
Uberlândia (MG) draraujoalves@bol.com.br
Feliz Ano-Novo
Eu aproveito o espaço democrático do CORREIO de Uberlândia para mandar para todos os jornalistas e colaboradores do nosso jornal diário os meus votos de feliz ano de 2009 e muito sucesso na profissão de vocês. Aproveito para cumprimentar especialmente a equipe de Esportes que deu uma bonita cobertura no ano que está terminando.
Espero que vocês dêem uma força para o nosso Verdão fazer bonito no Campeonato Mineiro.
Célio Soares Slaviero
Auxiliar de Logística
Uberlândia (MG)

O relativismo humano transformou as festas do Natal em festas de fim de ano. Desviou o foco cristão para enfatizar o crepúsculo de mais um período do calendário. Ora, para milhões de pessoas o ano foi excelente, estão com saúde e viveram um tempo de prosperidade, nenhum inconveniente conturbou seus dias, viveram dias de alegria e nenhum acontecimento nefasto turvou suas horas.
Acho que todos esses deviam desejar que o ano não terminasse e sim continuasse. Entretanto há milhões de outros seres humanos que devido a circunstâncias adversas lamentam cada dia e cada hora do ano que finda. Sofreram com a penúria e a fome, com as doenças, com a perda de entes queridos, com a falta de emprego sacrificando a família,enfim dia após dia de angústias e dores.
A esses cabe sim festejar o fim de ano, dar suspiros de alívio na passagem do dia 31 de dezembro para primeiro de janeiro. Mas há um terceiro grupo também de milhões de seres humanos que, pela bondade divina, não se submeteram ao relativismo mantendo vivas as virtudes que receberam no batismo.
Para estes, independentemente do que se passou no ano, alegram-se com o nascimento de Cristo Jesus. Unem-se aos cantos dos anjos e à simplicidade dos pastores e à submissão dos animais como o boi, o burro e os cordeiros para estar presentes na humilde manjedoura onde o Filho de Deus fez seu pouso.
Aprendi na Teologia que os mistérios cristãos são representações, isto é, renovam-se com a mesma intensidade e realidade como aconteceram no tempo. Portanto, suas graças e benefícios espirituais se repetem no espírito dos fiéis.
É tão relevante o fato do nascimento de Cristo que a história do mundo se dividiu em antes de Cristo e depois de Cristo. Após adorarem e levarem presentes para o Menino Deus, os Reis Magos se transformaram em repórteres daquele momento maravilhoso. O Natal sempre nos inspira muitas reflexões e mesmo respeitando as divergências dos relativistas, creio que me sinto feliz nessa data, afinal, como dizia Livingston na África ao passar perto de uma capela humilde: ”ele está aqui e isto basta”. É com estes sentimentos que desejo aos amigos do CORREIO de Uberlândia e a todos assinantes e leitores, um Natal de harmonia e paz e um ano novo de fé viva e renovada. Boas Festas.
José Lucindo Pinheiro
Professor
Uberlândia (MG)
prof.lucindo@csmkt.com.br
E a farra continua
Políticos irresponsáveis continuam fazendo farra com o dinheiro do povo.
O senado está aprovando o aumento do número de vereadores, mais de 5 mil, para os municípios brasileiros, aqui se a alteração da Constituição passar (o senado aprovar), as despesas vão aumentar consideravelmente, sem nenhum benefício, e quem vai pagar o pato somos nós que trabalhamos e recolhemos impostos.
Esses maus políticos, na sua grande maioria, são indivíduos que só pensam neles, e o povo que se lasque. São pessoas que fazem da política uma profissão e vivem dela à custa do povo. O congresso nacional é uma instituição que também só dá maus exemplos. Se esse mísero projeto passar, a câmara de vereadores local vai inchar os suplentes estão de boca aberta esperando esse benefício.
O prédio da Casa é grande e suntuoso, mas não tem espaço para mais meia dúzia, imagine o restante do País como será. Se não houver uma mudança de rumo este País será uma república fiscal comandada por sindicalistas e políticos profissionais inescrupulosos.
Remilto Matos
Empresário e advogado
Uberlândia (MG)

Ao longo dos anos de crônicas escritas ou mesmo e apenas cogitadas, sempre termino com o Natal. Não tem outro jeito, esta festa é invasiva, contagiosa, é um momento único para toda a humanidade – até mesmo para os não-cristãos. Coincidindo com o fim do ano, o Natal de certa forma é um resumo de tudo que foi programado, feito e acontecido ao longo dos meses passados – coisas boas, coisas ruins, alegrias e tristezas. Apesar de todas as mudanças, o Natal ainda representa uma esperança de harmonia e felicidade para nós todos. As pessoas tornam-se mais comunicativas, trocam cumprimentos, os votos clássicos de Feliz Natal e Ano-Novo. Os templos de cristandade se enchem, esperanças, orações, pedidos e agradecimentos. Nas ruas, os carros de propaganda cantam “Noite Feliz”, o "jingobel" importado vende brinquedos, roupas, perfumes, sonhos e esperanças. É impossível negar ou desconhecer que este espírito de festa é quase pagão, porque o menino a nascer é lembrança e motivação, mas a ceia, a bebida, a comida, os presentes trocados ou ambicionados são realidades mais palpáveis e sentidas. Nascido na época em que sapatinhos eram colocados na cozinha, esperando Papai Noel descer pela chaminé e colocar o cavalinho ou a corneta sonhada e pedida. Penso que até o Natal atual destruiu com Papai Noel um monte de sonhos e alegrias das crianças. Em minha casa, e graças a Deus, nós ainda mantemos um certo sonho e clima do passado. Minha mãe puxava um terço, suas orações por todos e por tudo – a gente guardava pelos dias futuros uma lembrança e sua saudade. Já não rezamos o terço, mas cantamos, lemos o capítulo de Lucas sobre o nascimento, nos abraçamos emocionados pelo passado e Feliz Natal... e os presentes para a netaiada, que ninguém pode esquecer. Aí, e então, eu penso como seria maravilhoso este Natal se todos os avôs, pais, filhos e netos tivessem a mesma graça de vivê-lo tão feliz. Saio no meu carro, dou um giro pela periferia, sinto e sofro as diferenças sociais e existenciais. Como ter um presépio, luzinhas brilhando, rezas colocando no berço o Menino que nasceu... e cantar... e uma mesa farta, os abraços festivos... Não, para muitos isto não existe, o que não desaparece é a droga, a violência, as carências e o sofrimento que nosso Jesus Cristo queria abolir, e nós não conseguimos. Penso simples, a garganta não consegue cantar as felicidades que gostaríamos. Mas, quem sabe, no mínimo o Natal deixa-nos sonhar, e pensar que um dia a humanidade crie juízo e possa então cantar... e todos os dias serão de Feliz Natal.
João Gilberto Rodrigues da Cunha
Trégua de Natal
Nem todo Natal é previsível ou realizado com rituais que conhecemos. Um deve ser lembrado como exemplo do verdadeiro espírito natalino. Principalmente, pelas condições inesperadas que o envolveram. Fora declarada a Primeira Guerra Mundial, a nefasta tragédia se agigantava. Vidas se perdiam de maneira estúpida no teatro das ignomínias humanas. O vento se ocupava em espalhar o frio invernal no hemisfério norte. As gélidas noites prometiam sofrimento e dor, revolta e morte. Os soldados perturbavam-se ante a distância de seus familiares. As lembranças dos natais passados embalavam suas dores.
Então, fez-se silêncio entre dois batalhões inimigos. Entre eles, a ‘terra de ninguém’ tomada por corpos inertes. Era o dia 25 de dezembro de 1914, dia de Natal. Tudo mudou com um sussurrar alemão a ecoar noite afora. Murmuravam cantigas tradicionais; qual fosse um brado de renovação, do outro lado, perplexos, os ingleses responderam, também cantando. De repente, os sons do Natal se espalharam pelo front de batalha. Logo, todos estavam tomados de entusiasmo, eivados de esperança. Entre todos surgiu uma idéia; que até poderia parecer absurda. Queriam conhecer seus adversários, desejosos pela paz natalina. Dos dois lados surgem gritos desejando ‘Feliz Natal’; tudo mudara inesperadamente, homens abandonam suas armas e se levantam. Bandeiras brancas são empunhadas; aproximam-se, abraçam-se. Na falta de presentes, trocam o que possuem, mesmo que fosse pouco. A trégua se espalha por outras frentes, a alegria da paz contagia todos. É bem verdade que, passada aquela noite, a guerra retomou seu curso. Naquela noite especial, todos se permitiram ir além.
Licurgo Soares de Lacerda Filho
Economiário e estudante de História
licurgo@netsite.com.br

O anúncio do concurso da Prefeitura Municipal de Uberlândia pôs a nu uma cruel realidade: a dos salários pagos pela Prefeitura aos servidores públicos municipais.
Como pode um pedagogo (profissional responsável pela Educação) ganhar
R$ 838,00? E um engenheiro, advogado etc ganhar R$ 1.176,00? Estes são alguns dos salários anunciados pelo concurso da Prefeitura.
Isto nos remete a algumas perguntas:
1) para que estudar, se o próprio órgão público que deveria valorizar os estudos desvaloriza os profissionais diplomados?
2) até o presente estes funcionários têm correspondido com os seus deveres para com a comunidade, com sacrifício até de seus familiares, mas até quando poderemos esperar estas abnegações sendo as respostas do Governo Municipal o arrocho salarial e os piores salários de Minas Gerais para cidades do porte de nossa Uberlândia?
3) por que o salário da PMU está tão aviltado? Como se chegou a isso? Não são eles que atendem à população nas escolas, no centro administrativo, nas UAIS etc?
4) por que o Governo Municipal não dá importância aos nossos servidores deixando que se chegue a esta situação?
Por isso é que em concursos anteriores a prefeitura não conseguiu preencher o total de vagas.
Até aparecem candidatos e são aprovados, mas se assumem, é porque ficam aguardando uma oportunidade de conseguirem colocação melhor. Temos perdido bons profissionais de carreira devido a esta política irresponsável.
Faz-se necessário que as autoridades municipais ponham a mão na consciência e não penalizem os servidores do Município e a população. É uma questão de lógica: funcionários extremamente mal remunerados não conseguem prestar serviços à altura de uma cidade como Uberlândia. Não é de se admirar o número de afastamentos por doenças na PMU que há pouco foi noticiado neste jornal.
E dirá o raciocínio medíocre: “mas a fila de candidatos ao concurso está grande”.
João José de Araújo
Presidente da Ascanis - Associação dos Servidores Efetivos Ocupantes de Cargos de Nível Superior do Município de Uberlândia.
AI-5 fora de hora
Não sei por que a televisão e os jornais perderam tanto tempo para falar do AI-5. Nunca escutei falar tanto nesse tal de AI-5. Eu perguntei para um professor meu o que era AI-5 e ele falou que foi um Ato de força bruta do Exército para impedir que os comunistas implantassem um governo no Brasil igual ao de Fidel Castro, em Cuba, ou seja: um governo sem Deus e sem o apoio dos Estados Unidos e dirigido por trabalhadores dos sindicatos sem estudo e sem capacidade para governar.
Como não existem mais comunistas nem na Rússia, ficar falando em AI-5 é uma perda de tempo.
Eu acho que os jornais e a TV têm muita coisa mais importante para falar do que AI-5. Nós precisamos é caminhar para frente, não para traz.
Samuel Parreira Neto
Estudante
Uberlândia (MG)
Crime bárbaro
Eu estou apavorada com a violência na nossa cidade. A notícia de um genro matar friamente a sogra e um sobrinho, por motivo fútil, deixou-me em choque porque não me lembro de ter tido conhecimento de uma crueldade como essa. Um criminoso frio e calculista como esse não tem Deus no coração nem respeita seres humanos. Eu acho que contra um indivíduo criminoso como este a Polícia e a Justiça não podem fazer nada. Escrevo para o jornal para me desabafar e alertar outras pessoas para um fato: o perigo está até dentro das nossas casas.
Luíza Tondinelli Pereira
Dona de casa
Uberlândia (MG)

Domingo (23/11), o alto número de afastamento de professores da rede municipal de ensino foi manchete de primeira página deste jornal, que exibiu mais algumas matérias sobre o assunto.
Muito se tem falado sobre a qualidade na educação e ninguém discorda da importância da mesma para o crescimento de qualquer nação. Mas não dá para separar qualidade na educação de valorização e reconhecimento de uma figura muito importante: o professor.
Quando falo de valorização, não me refiro apenas a salário, apesar de a remuneração justa fazer parte do reconhecimento e valorização. Com 17 anos como professora concursada da Prefeitura, posso afirmar, com certeza, que um dos problemas que vivemos hoje é a falta de tempo. Primeiro, temos de trabalhar em dois turnos. Muitos trabalham em até três escolas. Então nos falta tempo para estudarmos, pesquisarmos, atualizarmos (as novas tecnologias andam a mil por hora), trocarmos experiências, prepararmos e planejarmos nossas aulas como realmente deve ser e como o aluno necessita e merece. Falta tempo para ler. Isso mesmo, ler! Há tanto material bom, tanto impresso como virtual, mas nos faltam tempo e disposição (pois vivemos cansados)! Nesses dias encontrei na internet um artigo sobre desgaste do professor, que continha várias sugestões de como diminuir o estresse, com atitudes simples como a postura, por exemplo. Mas nós não temos conhecimento disso, pois não temos tempo e o poder público valoriza mais a quantidade de dias letivos do que uma parada do professor para reflexão sobre a sua saúde. O calendário é extenso e não sobra tempo. Além do tempo é preciso ânimo e dinheiro para atividades físicas, medicina alternativa como acupuntura, yoga e outras que poderiam contribuir para diminuir o desgaste do professor e, assim, refletir na melhora da qualidade na educação. Os afastamentos prejudicam e muito os alunos, que muitas vezes têm que se adaptar ao modo de trabalhar de um outro professor, embora com todo esforço da escola e do próprio professor para fazer a substituição da melhor forma possível.
Investir na qualidade de vida do professor é tarefa urgente, com projetos que visem a melhorar o seu bem-estar físico e emocional. Com certeza custará menos para os cofres públicos e resultará numa melhoria da qualidade da educação.
Precisamos de tempo, de valorização, de reconhecimento, de respeito por parte do poder público e da comunidade. Precisamos que nos enxerguem como pessoas dignas e necessárias ao bom andamento do País. Afinal, que político, médico ou jornalista que nunca passou pelas mãos de um professor?
Ana Maria das Dores
Professora da rede municipal