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Bola em Jogo







01-12-2008


No deserto, sem GPS



No CORREIO On-line, ao pé da coluna da última segunda-feira, 24, o leitor Ozanan Silva, de Juiz de Fora, postou um comentário, já dia 26, quarta-feira, no qual reclama da marcação do jogo Tupi x Atlético, pela segunda rodada do Campeonato Mineiro de 2009, para a noite de quarta-feira. “Toda cidade do interior sonha em ver seu representante enfrentando os grandes da capital num domingo à tarde”, assinala. E acrescenta que “Deveria estar na nossa Constituição: “É proibido jogos de futebol sendo iniciados depois da novela das “oito”. Sempre incentivo os leitores desta coluna a exercitarem comigo a dialética. E o Ozanan me permite isto. Concordo com a bronca dele. Faço, entretanto, algumas observações oportunas. Realmente o ideal é que os grandes jogos aconteçam nas tardes de domingo. Nem sempre é possível, principalmente com o calendário apertado do futebol brasileiro, que tem características diferentes dos demais países, pois somente no Brasil existem os campeonatos estaduais. A grande mídia e os grandes clubes gostariam de triturá-los, mas isto não pode e não vai acontecer nunca, pela nossa realidade nacional. Então, o que teríamos de fazer? Realizarmos campeonatos estaduais de Primeira Divisão absolutamente enxutos, com número reduzido de times e valorizarmos as nossas potencialidades. Da minha parte, há cerca de 14 anos, propuz realizarmos em Minas campeonatos regionais fortes, qualificando os campeões para um supercampeonato com os grandes clubes. Os dirigentes, maioria egoístas e passageiros, não quiseram nem analisar. Guimarães Rosa sentenciou que “Minas são várias”. Não tenho dúvida da correção da sentença, absolutamente verdadeira para o futebol. Até o começo da década de 60, a Liga Juizforana de Futebol realizava um bom campeonato profissional, que, além da Zona da Mata, incluía os times de Barbacena, que é Campo das Vertentes. Na época, a FMF, com apoio da CBD, atual CBF, acabou com ele. Foi a contramão da história. Quanto a jogo depois da novela das “oito”, a qual começa às nove, não pode ser assunto constitucional, como várias outras tratativas que integram a “Constituição Cidadã”, essa “colcha de retalhos”, ainda inacabada e já alterada diversas vezes. Isto teria de partir dos dirigentes de clubes, mas eles preferem continuar com o pires na mão, global, porque a maioria deles passa rápido, e a caravana do futebol “profissional” segue errante no deserto de idéias e ações políticas inteligentes e práticas. E sem GPS.

A seleção do Butiquim

Na noite da segunda-feira passada, 24, a convite do colega Luis Humberto Lara, voltei ao seu tradicional programa Papo de Butiquim. Ele é realizado de uns meses para cá no Clube dos Desportistas de Uberlândia (CEU) do conhecido centroavante e artilheiro do futebol amador, Tiolin – na av. João Naves de Ávila, em frente ao Terminal Santa Luzia – e transmitido pela Rádio América aos sábados (12h às 13h) e às segundas-feiras (20h às 22h). Ao lado de vários colegas, ajudei a eleger a seleção do Campeonato Amador da Primeira Divisão. Ficou assim: Jonathan (Flamengo), Ronaldo (Flamengo), Castelani (Guará), Tôni (Minas) e Assis (América); Roninho (Guará), Fabinho (Guará), Dudu (Guará) e Juninho Alencar (Flamengo); Neto Caixeta (Tocantins) e Jefferson (Flamengo). Técnico, Pezão. Craque, Juninho Alencar. Revelação, Jefferson; Massagista, Maurão (Guará). Árbitro, Elizeu Felix da Silva.
 
A minha

É um pouco diferente, até porque não gosto de dois primeiro-volantes nem de dois centroavantes. Ei-la: Paulo Sérgio (Guará), Ronaldo, Castelani, Tôni e Assis; Roninho, Guininho (Flamengo), Daniel (Floresta) e Wiliam Paulino (Guará); Neto Caixeta e Gustavo (América). O craque é Wiliam Paulino.

camargo@uai.com.br





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