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Pensando Bem







29-11-2008


Os criminosos de Ghana



Para quem não conhece, Ghana é um  pequeno país da África banhado ao sul pelo Oceano Atlântico, com uma população aproximada de 24 milhões de habitantes. Esses se dedicam à agricultura, produzindo vários alimentos tais como arroz, café e amendoim. Possui muitas indústrias e muitos recursos naturais como ouro, diamante, bauxita e manganês. 98% de seus habitantes são negros. Mais da metade deles professa crenças originadas do cristianismo. A língua oficial do país é o inglês, mas quase todos conhecem e falam línguas  africanas de nomes que soam estranho para nós  como  Akan, Moshi-dagomba, Ewe e Ga.

Esse país tem uma tradição muito peculiar. Quando nasce um bebê, lhe é dado o nome, o sobrenome  e ao final  se acrescenta o dia da semana em que o bebê está nascendo. Na língua local por exemplo “guaco” significa “quarta-feira”.

Assim um menino teria o nome de Carlos Eduardo Silva Guaco. Acontece que a palavra “guaco”, além de significar o dia da semana, também quer dizer “pessoa violenta”, “pessoa má” e “pessoa agressiva”. Pesquisadores de uma universidade preocupados com os índices de violência no país, em uma pesquisa nacional, ficaram boquiabertos ao perceber que  em mais de 50% de todos os crimes violentos cometidos no país seus autores tinham nascido em uma quarta-feira. No Brasil, pesquisa efetuada com presidiários em São Paulo apurou que grande parte dos presos tinham ouvido várias vezes de familiares durante a vida a seguinte afirmação: “Um dia você ainda vai acabar na cadeia!”.

Cientistas de uma universidade colocaram cinco macacos dentro de uma jaula e no meio uma escada e no topo dela um cacho de bananas. Quando o primeiro macaco começou a subir a escada para comer a banana, um dispositivo automático jorrou uma chuveirada de água fria sobre os outros. Todas as vezes que o  primeiro tentava subir os degraus, os outros quatro macacos lhe devam uma surra para não tomarem o banho e logo o primeiro macaco aprendeu e não tentou subir mais a escada ainda que morrendo de vontade de o fazer. Os outros também estavam querendo muito pegar o cacho de bananas, mas para evitar o banho frio entravam em conflito e não tentavam subir os degraus. Os cientistas então trocaram um dos macacos e esse logo começou a subir a escada para pegar  o cacho de banana. Todos os outros imediatamente começaram a espancá-lo até que aprendeu a lição e não tentou mais subir. Os cientistas continuaram a substituir um a um os macacos e todos os outros quatro o espancavam, mesmo os que nunca tinham tomado o banho frio. Quando todos os macacos foram substituídos, nenhum deles tinha recebido o banho frio, mas espancavam o que tentasse subir a escada. Havia sido criado um novo paradigma entre os macacos. Nenhum deles sabia o motivo pelo qual se batia no macaco que buscava o cacho de banana subindo os degraus, mas todos o faziam pois era esse o padrão de comportamento  que aprenderam de todos.

Não importa se as  mensagens que recebemos a vida toda sejam boas ou ruins. Aos poucos vão se tornando verdade e depois paradigma e o sujeito resistirá bravamente quando se lhe for mostrado a inadequação, pois a repetição terá transformado aquela aberração em verdade, depois em crença e por último em paradigma.  Um casal faz  para seu filho de alguns anos de vida  em  apenas um fim de semana pelo menos 50 vezes  afirmações com associações absurdas, criando dentro dele falsas verdades que vão acompanhá-lo e principalmente atormentá-lo por toda a vida. O mais trágico disso é que, na maioria das vezes, os pais fazem as afirmações apenas como uma forma de conseguir alguma disciplina do filho, pois não acreditam que seu filho seja “burro” ao afirmar isso por fazer arte, mas a afirmação constante de “burrice” vai aos poucos estabelecendo um paradigma trágico para  o futuro dessa criança. Assim, caro leitor, faça sempre apenas afirmações positivas para seus filhos, incuta na mente deles apenas afirmações de coisas boas, pois tudo o que semear na cabeça deles germinará e dará muitos frutos de acordo com o tipo de semente plantada.

cvital@mailcity.com 





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22-11-2008


O que comer?



De cada 10 consultas médicas, sete seriam totalmente dispensáveis, caso os pacientes tivessem hábitos alimentares saudáveis. Isso significa dizer que 70% das doenças deixariam de acometer as pessoas caso essas tivessem uma nutrição celular adequada. Quem diz isso é a Organização Mundial de Saúde (OMS), não eu. Isso mesmo. Nutrição celular: muita gente apenas ouviu falar disso, mas não tem a mínima idéia do que seja. Então anota aí: a nutrição celular relaciona-se com uma tecnologia de nutrição que fornece todos os nutrientes de que as células precisam para funcionar perfeitamente bem. É o combustível adequado. Esse combustível é composto de 108 elementos, sendo que 58 as células têm condições de produzir por si mesmas (chamados de elementos naturais) e 53 elementos precisamos ingerir pois o organismos não consegue produzir, caso não comamos por meio dos alimentos. Esses são chamados de elementos essenciais. Nessa relação estão diversas proteínas, os carboidratos, as gorduras, os sais minerais, muitas vitaminas, alguns minerais e por aí afora, totalizando 53. Esses elementos estão espalhados em vários alimentos, a maioria deles de origem vegetal, sendo as estrelas os legumes e as verduras.

Comemos para nutrir as células. O que mata o apetite  é o GAS — gordura, açúcar e sal. Retire esses três elementos de qualquer alimento que você adora e o sabor estará próximo ao de palha. Assim nossa preocupação quando comemos não deveria ser com o estômago e sim com o que as células precisam e se o que vamos comer possui todos os elementos que a vão nutrir e se esses elementos vão chegar até as células.

Mas quando sentimos fome nos preocupamos em arrumar alguma comida que seja gostosa para o paladar e raramente nos preocupamos com a nutrição da célula. A indústria alimentícia, da mesma forma que as redes de lanchonetes fast-food buscam nos induzir a comer seus produtos que prezam pelo sabor, mas quase sempre são muito pobres em nutrientes.

Assim comemos hambúrguer em uma conhecida rede  multinacional pelo apelo publicitário e pelo sabor, mas nem nos damos conta que o que estamos ingerindo de 70% a 80% é composto de proteína animal, gordura e carboidrato. O último vai ficar armazenado como reserva energética da mesma forma que a gordura. Proteína animal é útil para o organismo, mas suas moléculas são grandes e o organismo tem dificuldade de quebrá-las para que a célula tenha condição de assimilar. Com hambúrguer é mais difícil perceber isso, mas quando comemos churrasco, ingerimos uma quantidade de carne maior que pode ficar até 48 horas apodrecendo dentro de nosso corpo, nos causando mal-estar, pela dificuldade que o organismo tem de quebrar suas moléculas.

Os maiores nutrólogos do mundo, como David Riber, informam que simplesmente é impossível dar todos os nutrientes para as células comendo as comidas que temos disponível na nossa mesa. Mesmo os entendidos em nutrição se enganam quando concluem que seus conhecimentos lhes fornecem a garantia de qualidade nutricional celular. Isso simplesmente é impossível, primeiro porque para ingerir todos os elementos que as células precisam teríamos que comer grande volume de comida.

Segundo porque para ingerir todos os elementos na quantidade de que precisamos acabamos comendo elementos que o organismo já tem e o excesso pode nos causar mal, como as gorduras (e a maioria dos alimentos tem gordura).
Para complicar ainda mais as coisas, não temos mais o controle sobre a produção dos alimentos. São raras as famílias que possuem horta em casa. Os alimentos são produzidos em escala industrial. Com isso a terra fica pobre de nutrientes e são acrescentados adubos, agrotóxicos, pesticidas que envenenam os alimentos e não corrigem o empobrecimento nutricional dos alimentos.

Quando comemos carne para ingerir a proteína de que precisamos, comemos também gordura de que não precisamos. Os especialistas em nutrição são categóricos em afirmar que uma alimentação saudável e completa em termos celular passa por suplementos alimentares. Hoje apenas duas empresas no mundo possuem toda a tecnologia da nutrição celular que garante todos os elementos que as células precisam e na quantidade certa e com a garantia de que todos esses elementos vão chegar nas células: a Nasa e a Herbalife. Como está sua nutrição? Sua saúde depende dela.

*cvital@mailcity.com





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15-11-2008


José Pacheco



Grave bem esse nome: José Pacheco. Se você não é da área de educação, provavelmente nunca viu esse nome escrito em algum lugar ou alguém que o tenha pronunciado na sua frente. Mas você vai ouvir muita gente falando dele, muitos livros escreverão sobre ele, pois esse nome está cada vez mais associado a um tipo de educação que todo pai persegue para seus filhos e nunca encontra. Se você é profissional da área de Educação ou uma pessoa que se interessa por Educação, quase certo que já ouviu falar desse homem, mas se não sabe quem é ele, disfarça, corra até a biblioteca ou então digite seu  nome no Google, ou então seja humilde e pergunte para um professor quem é esse homem. Mas dou algumas dicas, trata-se de um homem simples como poucos, sua aparência se encaixa naquilo que nosso imaginário suscita quando pensamos em um “Zé”. Baixa estatura, estrábico, saúde frágil, fala pouco e  escuta muito. Mas logo você percebe que ele não é um “Zé” qualquer, pois sua presença transmite amor, paz, equilíbrio, proteção. Você sente o quanto sua presença é importante quando  ele tem que  ir embora, pois cria-se na nossa mente uma sensação de que algo muito bom se afasta de nós e sentimos uma vontade enorme de mantê-lo sempre muito próximo, pois ele mobiliza sentimentos de carinho, proteção e bem-estar e uma certeza que, com homens assim, o mundo se torna melhor.

Você pode não trabalhar com educação, mas convive com crianças todos os dias  dentro de casa mesmo ou na rua ou ambiente de trabalho. Também você tem seu coração partido quando vê tantas crianças trocarem a infância por um sinal de trânsito pedindo todos os dias ajuda para o sustento da família. Sempre que vejo uma criança assim me pergunto onde estará sua família, que tipo de amor tem recebido aquele serzinho de olhos assustados, pés descalços e roupa esfarrapada. Onde será sua casa e com quem convive. Quantos cães são mais bem tratados e recebem mais carinho que essas crianças. Muitas delas, em função do total abandono afetivo e sustentação econômica, acabam se  envolvendo em pequenos delitos que nos incomoda tanto. Essas crianças estão apenas “retribuindo” à sociedade um pouco daquilo que receberam, vão crescendo assim e já na adolescência ou início da fase adulta muitos deles  continuam  nas ruas, sobrevivem de pequenos delitos  e já tiveram problemas com a polícia. Fazemos de conta que não é com a gente, pois não são nossos filhos ou filhos de parentes ou amigos nossos. Essa visão é apenas mais um dos tantos erros que cometemos em relação à essas crianças. O custo social para todos nós é imenso, primeiro porque um ser humano está se desenvolvendo sem condições alguma em termos afetivos e financeiros, segundo porque teremos todos sérios problemas relacionados com a segurança e bem estar em função do desajuste dessas pessoas.

Em Portugal também tem crianças pobres e muitas delas se desenvolvem em condições semelhantes às que descrevi acima. Existe uma escola pública na cidade do Porto, em uma vila chamada Vila das Aves que tinha como diretor o professor José Pacheco. As crianças rejeitadas por sérios desajustes, quer orgânicos, quer psicológicos, eram recebidas com amor — apenas amor por esse homem que aos poucos foi mudando cada professor e cada funcionário da escola para que conseguissem educar as crianças que chegavam dentro da crença que todas as crianças são boas e apenas boas. Assim todos começaram a lidar com essas crianças vendo apenas bondade e perfeição, enquanto lá fora tinham a cada momento reforçado pela sociedade os comportamentos considerados errados. Todas as vezes que uma criança ou pré-adolescente mostra nessa escola um comportamento desadaptativo, tem imediatamente reforçado seu  lado bom, com toda a equipe de professores e funcionários negando qualquer característica que não seja positiva. Também toda organização é mantida pelos alunos e foi extirpada a relação de autoridade da direção e equipe, sendo essa substituída por uma relação de respeito mútuo e amor entre alunos e equipe. Em poucos anos ali estudando e comparecendo por livre e espontânea vontade em turno integral, essas crianças se transformam em cidadãos. Quando visitei a Escola da Ponte, dois garotinhos por volta de 7 anos me mostraram em detalhes e clareza toda a estrutura de funcionamento da escola. A Escola da Ponte se transformou em modelo  de educação para o mundo. Parabéns meu querido amigo José Pacheco por esse grande presente à humanidade.

* Psicólogo, Dr. em saúde mental, psicanalista e escritor - Prof. Associado
- Instit. de Psicologia-UFU-Email: cvital@mailcity.com  Tel.034-9158-9012





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vilson alves de oliveira
17-11-2008
é verdade meu amigo, não houve grande mudança na consciencia da sociedade com relação as criança do nosso país, isso vai custar muito caro a todos nós. obrigado pela matéria. abraço vilson










08-11-2008


A Ignorância nutricional do seu médico pode estar lhe matando



Quando você começa a sentir alguns tipos de dores ou, pior ainda, quando você adoece, seu corpo está acendendo uma luz amarela pedindo ajuda. Quando é algo simples, tipo um resfriado ou dor de cabeça, é apenas um aviso de que seus hábitos não estão em estado adequado para a manutenção de uma boa saúde. Quando é uma doença ou dores fortes e freqüentes, já não se trata de aviso e sim o corpo passa a exigir que mudanças sejam feitas, pois as condições para seu perfeito funcionamento estão comprometidas. Nessas condições, seu corpo não quer saber se você tem tempo para cuidar da sua saúde ou dinheiro para gastar com ela, ele simplesmente ameaça pifar com dores fortes e doenças que te forçam a procurar um médico e quase sempre uma bateria de exames clínicos, a tomar remédios e, às vezes, ser internado em algum hospital e sofrer alguma intervenção cirúrgica. Ou faz alguma coisa ou morre é essa a mensagem do corpo. Nessa hora é que você se dá conta do quanto sua saúde é importante e que a vida toda seus hábitos, principalmente alimentares a foram corrompendo. Às vezes ainda dá tempo para recuperar a saúde, mas nem sempre é assim.

 A Organização Mundial de Saúde informa que de cada 10 consultas médicas, pelo menos sete não aconteceriam se os doentes estivessem com uma nutrição saudável. Isso significa que 70% das doenças seriam evitadas, caso as pessoas tivessem uma boa alimentação. Se fossem acrescentados exercícios diários, tais como caminhadas e esportes, esse índice subiria para pelo menos 80%. Assim a ciência afirma que nossas doenças, quase todas, são conseqüências de nossos hábitos, quase todos alimentares.

  As indústrias de alimentos, assim como os laboratórios têm interesses em comum e se ajudam mutuamente. Os alimentos que consumimos, grande parte deles é produzida em escala industrial, o que significa que seguem critérios de alta produtividade e não da qualidade nutricional. As hortas caseiras quase se extinguiram e não temos mais controle sobre a produção do que comemos. Para piorar as coisas, fazem campanhas na mídia valorizando o sabor dos alimentos para aumentar o consumo, ignorando que comemos para nutrir nossas células ainda que o hábito de comer também nos dê prazer. Escondem das pessoas que nossas células precisam de 53 elementos essenciais que estão espalhados em muitos alimentos, principalmente frutas, legumes e verduras e nos empurram goela  abaixo alimentos muito saborosos, mas de baixíssimo poder nutricional e altamente calóricos, nos desnutrindo e aumentando nosso peso desmesuradamente.

 Quando você está com seu peso acima do considerado saudável e vai ao médico ele lhe indica três caminhos para emagrecer. Pode te mandar fechar a boca e comer menos como se você não soubesse disso. Pode te passar vários remédios para inibir o apetite por um processo de indução química. Ou pode sugerir a cirurgia de estômago, como se a mutilação do corpo fosse resolver o problema. Os três métodos emagrecem e todos os que os seguirem conseguirão emagrecer. Mas serão desnutridos não dando os nutrientes para as células que não conseguirão exercer as funções para as quais foram criadas, pois o combustível que recebem é de péssima qualidade.

 Os médicos estudam doenças, conhecem drogas para combatê-las e não hesitam em prescrevê-las, quando  a prevenção de doenças deveria ser a primeira preocupação de todo médico. Com a descoberta e uso dos antibióticos, a filosofia deles é atacar as doenças, se transformando em profissionais da área da doença e não da área de saúde. Quando se usa um remédio, esse pode ser o caminho adequado naquele momento para que você não morra, mas sua atuação química no corpo que já não estava funcionando perfeitamente bem, apenas vai tornar suas células mais ineficientes na prevenção e no combate a doenças, transferindo essa função para os medicamentos. Seu corpo readquire a saúde na maioria dos casos quando suas células recebem todos os nutrientes que constituem seu combustível. Isso, no entanto, é possível somente com o uso de suplementos nutricionais. Apenas comendo os alimentos, por mais conhecimento nutricional que você tenha ou dieta balanceada que você faça, não é possível dar todos os nutrientes para as células. Pergunte isso para seu médico, mas não se surpreenda se a resposta não for satisfatória. Mostre seus conhecimentos e indique para ele o livro “o que seu médico não sabe sobre medicina nutricional pode estar matando você”, escrito pelo médico, Ray D. Strand(M.D.). A verdade é que com exceção de você mesmo e seus familiares, ninguém mais quer que você seja saudável, pois, se assim o fosse, a maioria dos médicos ficariam desempregados, grande parte dos hospitais fecharia as portas, muitas padarias iam abrir no lugar das farmácias, e os laboratórios quebrariam quase todos.  

* Psicólogo, dr. em saúde mental, psicanalista e escritor - Prof. Associado
Instituto. de Psicologia-UFU cvital@mailcity.com 
Tel.34-9158-9012





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hugo malcampo de dios
11-11-2008
Conocer de nutrición es ir a la causa de la mayoría de las enfermedades. La medicina tiene que evolucionar en estas diracciones con enfoques más integradores. Los médicos generalmente van al síntoma y despersonalizan al Ser Humano que padece determinadas enfermedades. Generalmente el médico no investiga la realidad del sujeto en cuestión, opr haberse convertido en vendedor de los laboratorios. El doctor Claudio vital está fundamentando científicamente la necesidad de una nutición para mejorar la calidad de vida. Salud es equilibrar la multidimensionalidad de la vida de las personas y no la ausencia de enfermedad, donde quedaron enclaustrados la mayoría de los médicos.




Antonio das graças lopes
13-11-2008
Ótima a opinião sôbre a Ignorancia nutricional.Um tapa na cara nos médicos da doença,que creio eu saabem realmente que só uma boa alimentação e a saída do sedentarismo é a verdadeira medicina da saúde.Mas,não é culpa destes,pois o que hoje se ensina nas universidades é o manuseio de aparelhos eletrònicos,completamente insesíveis à dor humana,mas que garantem a permanência do capital em desfavor da pessoa humana. Ontem dia l2 de novembro em uma palestra na lUFU(Enfermágem) li e comentei sôbre a Ignorancia Nutricional. E a revolta de alguns médicos da DOENÇA,já revoltados e com medo de perderem o emprego.Continue a informar,corretamente a população.










01-11-2008


A SBP e o pacto com a mediocridade



Uberlândia está de parabéns! O maior congresso na área de psicologia aconteceu nesta semana aqui em nossa cidade e terminou ontem. Estudantes, professores, especialistas e cientistas do todo o Brasil e de alguns outros países compareceram a esse importante evento. Um acontecimento dessa magnitude é motivo de orgulho para nossa cidade e para a UFU pelo apoio. Mas nem tudo é festa ou motivo de comemoração.

Os congressos têm várias funções. A principal delas é permitir um encontro de especialistas da área para que apresentem em primeira mão os frutos de suas pesquisas e trabalhos científicos. Quase sempre o que se publica em revistas especializadas ou mesmo em livros técnicos já foi apresentado pelo autor em algum congresso meses ou mesmo anos antes. Isso agiliza a transmissão dos conhecimentos. Assim, a síntese e a função dos congressos científicos relacionam-se com a pesquisa, com a inovação e com o crescimento. Não faz muito sentido os investimentos  altíssimos nesse tipo de evento para que se tenha mais do mesmo e com as mesmas pessoas, com regras burocráticas e pouco transparentes que cerceiam a livre expressão do conhecimento. A ciência se desenvolve pelo trabalho sério de investigação e pela ousadia de alguns pesquisadores.

Quando se cai na vala comum que sedimenta privilégios e delimita conhecimentos, qualquer congresso deixa de ser científico, cumprindo apenas a função de manutenção na mídia de uma imagem de importância que é falsa. Grandes avanços na ciência somente ocorreram pela persistência de alguns pesquisadores que toleraram injustiças e não desistiram, enfrentando forte resistência por parte do poder desempenhado pelos pseudocientistas burocratas de plantão. Freud, o pai da psicanálise, da mesma forma que Mesmer, que lançou as bases da moderna hipnose, viveram esta experiência como muitas outras importantes personalidades que  o mundo hoje reverencia, mas que venceram somente porque tiveram persistência e superaram as resistências do poder vigente.

Apresentei há alguns anos um trabalho na Irlanda do Norte, na lindíssima cidade de Dublin, em congresso que congregava diversas entidades européias na área de psicologia. Muitos fatos me chamaram a atenção nesse congresso, mas um em especial me marcou muito que foi o fato de terem sido apresentados  mais de 2 mil trabalhos por pesquisadores do mundo todo, nas mais diversas áreas, tais como bruxaria e saúde mental ou mesmo opressão feminina nos países árabes e infelicidade.  A abundância de trabalhos e, principalmente, a diversidade de temas enriqueceram sobremaneira o congresso tornando plenamente justificado todo o investimento para se poder participar do evento.

Tive a oportunidade de acompanhar alguns passos da preparação do Congresso da SBP que se encerrou ontem, principalmente no âmbito dos temas  abordados, dos trabalhos inscritos e dos conferencistas convidados. Centenas de trabalhos foram inscritos apenas após pagamento de taxa de inscrição, não reembolsável caso o trabalho não fosse aceito. Maravilhoso caça nível. Em verdade, não foi exigido o trabalho pronto e sim um resumo, o que facilitou a vida do pesquisador, mas fragilizou a análise da qualidade. Uma comissão ligada à organização do congresso fez a “seleção” e carimbou os trabalhos que considerou adequados em função de  critérios próprios e do currículo do pesquisador. Muitos trabalhos de pesquisadores sérios e titulados foram recusados sob a alegação ou de falta de qualidade ou de inadequação ao tema do congresso ou de falta de título de doutor por parte do autor. Forma interessante de se preservar qualidade, mas mais interessante ainda para a segmentação do conhecimento,  para o estabelecimento de “áreas mais científicas” na psicologia e porque não  para a manutenção do “status quo” de um grupo que se considera “dono da verdade na ciência”. Chamou-me a atenção em especial a recusa de um trabalho por parte da comissão chamada “científica” em função de o seu autor não ter o título de doutor. Esse mesmo autor foi vetado para dar uma conferência com a mesma alegação da falta de título de doutor e também que era um pesquisador desconhecido. Pois pasmem! Tratava-se apenas do maior educador vivo da atualidade, referência em todo o mundo na área de educação e inclusão social, cuja agenda para os próximos dois anos está lotada para conferências nos mais variados países onde se leva a sério a  ciência, o extraordinário José Pacheco, nascido em Portugal, criador da Escola da Ponte na cidade do Porto, e atualmente  ajudando aqui no Brasil em nosso sistema educacional capenga. Ganharam os burocratas, perdeu a ciência, a educação e o país. Perguntem por quem os sinos choram!

* Psicólogo, dr. em saúde mental, Psicanalista e escritor - prof. associado
- Instit. de Psicologia - UFU
cvital@mailcity.com  Tel.034-9158-9012





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Marly Molina
02-11-2008
Parabéns por tão importante análise acerca das mediocridades acadêmicas. Creio que exista hoje a necessidade burocrática e egóica em obter Títulos, ou seja, a academia também vive um momento de aparências. A atual crise mundial denuncia o modus operandi vivido por todos em qualquer parte do planeta. Parece que o Ego de alguns acadêmicos, na maioria das Universidades, se sobreponha ao que é verdadeiramente importante: o avanço da ciência em prol da sociedade e de uma vida melhor aos que menos sabem de ciência. Quando me formei psicóloga, tive mestres que muito sabiam, mas nem o titulo de Psicologia possuíam, pois a área ainda não era regulamentada. Ensinavam por amor a área e não por amor ao Titulo.




Alessandra
03-11-2008
sinceramente estou ridicularizada, mesmo porque participei do evento e tive a oportunidade de ver vários alunos de graduação conduzindo seminários e mesas redondas. Sem aqui desmerecer a condição de aluno e iniciantes do saber, mas não aceitar um profissional desse porte, fica mesmo a dúvida da ética e qualidade de um evento como esse. Parabéns professor pela belissíma crítica, não podemos todos "tapa o sol com a peneira".




Waldiva Carvalho de Lima Ferreira
04-11-2008
Não dá pra acreditar numa coisa dessas!!! Só é comparável à uma das minhas chefes que, para organizar uma visita à Escola Helena Antipoff no Rio de Janeiro, pediu o telefone da Professora Helena Antipoff... A \"colega\" não só não conhecia uma das maiores personagens da Educação Especial no Brasil, como não sabia que a mesma já é falecida há muitos anos. Será que a comunidade científica ainda não dá a devida importância a Educação Especial, ou tem muitos Forest Gumps tentando fazer ciência?




André Menck
04-11-2008
É, Cláudio, depois a gente fica pondo a culpa nos "imperialistas". Você tem tido a oportunidade de sair um pouco do Brasil e ver o quanto estamos atrasados, muito mais na cabeça do que na economia... Infelizmente, ao invés de enltecer o trabalho sério (e dolorido), nosso povo busca sempre o caminho mais fácil. Somos o país do "má o meno" porque... e`mais simples que fazer (ou escrever) "mais ou menos". Nossos governantes nos ensinam isto... esperar o quê?
















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