
Guilherme Pfisterer
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Poucos veículos resistiram tantos anos como o nosso Protos (foto) — que sorte tem esse carro! A maioria dos seus contemporâneos foi destruída pela inexorável ação do tempo ou pelo avassalador desenvolvimento tecnológico da sua época.
Que sorte tem o Protos de ter sido encomendado pelo próprio Barão do Rio Branco, que confiou na então nova marca pelo destaque alcançado na mais longa prova automobilística até hoje realizada — a corrida New York — Paris de 1908, com um percurso de mais de 30 mil quilômetros.
Que sorte tem o Protos de ter vindo para o Brasil, a serviço do Ministério das Relações Exteriores, e de ter participado das comemorações do Centenário da Abertura dos Portos, realizada junto à Exposição Nacional de 1908, tendo transportado os ilustres convidados pelas bucólicas ruas do Rio de Janeiro, em um tempo em que os automóveis eram raridade.
Que sorte tem o Protos de, após ter recebido baixa no serviço público, numa época em que a obsolescência dos carros era muito rápida e já estando a ponto de virar sucata, ter sido encontrado, reconhecido e salvo por Gustavo Barroso, fundador do Museu Histórico Nacional, que o incorporou ao acervo do Museu em 1925.
Que sorte tem o Protos de ter sido exposto ao público e mantido no Museu por mais de 60 anos até que a sua diretoria iniciasse a restauração, processo no qual o Museu permitiu a participação de voluntários que, unindo suas experiências e, com o imprescindível apoio dos patrocinadores, trouxeram de volta o brilho à sua estampa em 1997.
Que sorte tem o Protos de hoje ser um dos destaques do circuito da exposição permanente do Museu, sendo admirado por milhares de visitantes e sob a coordenação da Associação de Amigos do Museu Histórico Nacional, poder fazer parte dos eventos comemorativos junto aos principais patrocinadores da sua restauração.
E, finalmente, que sorte tem o Protos de estar atingindo seu primeiro centenário, e a julgar pela forma que vem sendo cuidado pelo Museu, há de ainda comemorar muitos outros que virão!
Vida longa ao nosso Protos!
(*) – Nota do Editor – O Protos é o primeiro automóvel oficial brasileiro, importado do Alemanha para as comemorações do 1º Centenário da Independência. Tirado de serviço, foi destinado à preservação. Há uns 20 anos, o autor do texto, economista do BNDES, tomou a si a missão do salvamento. Aparente maluquice, um particular restaurando patrimônio descuidado pelo governo, mobilizou meios, seduziu pessoas, conseguiu doações e apoios. Pessoalmente me envolvi, levando a idéia ao advogado Luiz Scheuer, diretor da Mercedes-Benz. Sensível, rico em cultura humanística, assumiu o desafio, e toda a mecânica do velho automóvel foi refeita nas oficinas da fábrica brasileira. Terminando o serviço, o Protos — marca da qual restaram apenas duas unidades no mundo — é atração na área de transportes do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Viva o Protos. RN
Roda-a-Roda
Caminho
A Argentina iniciará misturar 5% de álcool etílico à sua gasolina a partir de 2010. A idéia é comum: aumentar a produção e o consumo de energias limpas e renováveis. Calculam-se investimentos privados superiores a US$ 500 milhões na produção de cana-de-açúcar nos estados do norte argentino. Pressupõem 600M de litros.
Oportunidade
Para assinalar o início da representação da marca Aston Martin no Brasil, a montadora inglesa mandará seu representante mais famoso, o ator Daniel Craig, o atual 007.
Esperam os importadores que o ator/personagem não resolva mostrar-se aos comandos do refinado esportivo inglês. Em seus filmes, “Cassino Royale” e “Quantum of Solace”, Craig/Bond destrói os Aston. No último, presta um desserviço à marca, ao não conseguir livrar-se de perseguidores dirigindo sedãs Alfa 166, mais pesados e menos potentes.
EcoFlex
O motor 2.0 Duratec, importado, e único da linha Ford ausente da capacidade de consumir álcool puro ou gasálcool, será apresentado oficialmente dias 25 e 26. Vendas em dezembro. Começa pelo EcoSport e depois migra para o Focus.
Dever de casa
A equipe Fórmula FEI, formada por 18 alunos de Engenharia Mecânica, Elétrica e pós-graduação do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), é a campeã na Fórmula SAE Brasil. Vitoriosos, os alunos da FEI vão representar o Brasil na competição internacional, a ser realizada em Michigan, nos Estados Unidos, pela SAE International.
Lazer
Além de seus caminhões de corrida no Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, a Volkswagen amplia atrações: será seu o Pace Truck, o veículo que abre as provas e entra na pista em caso emergência. É o modelo Constellation 25.370, teto alto, cabine leito, transmisão automática. Estará em Brasília, no encerramento da temporada, conduzido pela modelo Kelly Dávina, filha de caminhoneiro.
Tecs, clocs...
Quanto custará este barulho que seu carro anda fazendo? A Rede Oficina Brasil preparou e distribui livreto com tentativa listagem e interpretação do significado dos barulhos em automóveis. Descreve-os de maneira simples: chiado de torneira — pode ser problema no impulsor do motor de arranque; metralhadora — pode indicar fusão do motor; zumbido de besouro — se não o próprio, pode ser desgaste excessivo num rolamento. Por aí. Para conseguir exemplar, www.redeoficinabrasil.com.br ou 0800 019 9977
Picão
Quem não perdeu as origens no campo, explica em linguagem de cidade, que picão é um enzimatizador de processos. Fisicamente é um cabo de madeira, e, numa das extremidades, ponta meio aguçada, meio rombuda. O vaqueiro segura pela ponta livre e, volta-e-meia dá uma estocada num quarto traseiro de boi, vaca para adiantar o passo, corrigir o curso, obedecer ao comando. Ficar esperto.
E,
Os chineses e os japoneses Yamaha e Suzuki estão chegando o picão na Honda. Antes líder em percentual mundialmente recorde, enfrenta a concorrência dos patrícios e dos chegantes. Corre para merecer os lucros. Aumentou a veiculação de publicidade e apresenta próxima semana os modelos 2009 de CG 150 Titan e CG 125 Fan.
Economia
Formulação mecânica — chassi em desenho de diamante, motor monocilíndrico, comando e válvulas no cabeçote, cinco marchas, arranque elétrico, freio dianteiro a disco, rodas em liga leve — a FYM FY-125-19 pouco difere dos concorrentes — aliás quase todos iguais. Mas faz apelo sobre economia: 125 cm3, 10 cv e torque de 8,5 Nm. Pesa, seca, 106 kg. Preta ou Vermelha, destinada a moto-boys, em torno de R$ 5 mil, nas revendas da marca. Também por consórcio administrado pela Disal, gestora do consórcio da rede VW. Prestacão de consórcio de motos 125 custa, ao dia, duas passagens de ônibus.

Marca e construção Mercedes, projeto comum entre a montadora e Nicolas Hayek, salvador da relojoaria suíça com a criação da marca Swatch. O Smart Two – para duas pessoas – é projeto de brilho, desenvolvido sem aproveitamento de peças de outros Mercedes. Tudo lhe é específico.
Inovador, em sua proposta de uso urbano, sucesso nas cidades de trânsito difícil – até seus 2,7m permitem estacionar atravessado - motor de três cilindros, 12 válvulas, 999 cm3, turbo comprimido a 0,5 bar, produz 84 cv, transmissão automática de 5 velocidades, acionando o eixo traseiro. Ágil, vai da imobilidade aos 100 km/h em 10,9s e crava 145 km/h. Um perfil nitidamente urbano. A carroceria é em plástico pet e o teto, móvel por motorzinho elétrico.
Em termos de segurança como carro pequeno é, sem trocadilho, estelar. Desde a célula de aço em torno do habitáculo, duas almofadas frontais de ar, e laterais para cabeça e tórax. Os passageiros ficam acima da zona direta de perigo em impacto. Como equipamentos possui itens às vezes encontráveis em carros maiores e mais caros, como o programa de autoestabilidade, o ESP; sistema de freios ABS; um sistema hidráulico auxiliar para freadas de emergência.
Ágil, econômico – mais de 20 km/l – feito com processos e em fábrica ambientalmente correta, escolhe seu público: gente de bom gosto, longe do conceito de status ligado a tamanho e volume, consciência ecológica e uso urbano. A R$ 55 mil.
Vendas iniciais em concessionários Mercedes-Benz. Depois, rede própria.
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Smart, simplesmente, quer dizer inteligente |
Pneus. O verde da Michelin
Atualmente, empresa que não investir na redução do convívio predatório com a natureza, estará em risco. A consciência dos ataques constantes ao meio ambiente levará o consumidor a escolhas por produtos e parceiros na tentativa de prolongar a vida sobre o planeta. Quem for de más práticas, gastador sem reposição, poluidor, depredador, terá sobrevida de médio prazo. Depois, não terá tempo de desenvolver tecnologia e voltar a ser competitivo no mercado. Não há consumidores na estrada da falência.
No caminho da sobrevivência buscam-se compensações ambientais, boas práticas industriais, acompanhamento de fornecedores e, naturalmente, adequação do produto à realidade da redução de emissões poluentes. Como num veículo tudo integra processo comum, os fabricantes de pneus estão sendo demandados a evoluir e auxiliar os produtores de veículos a cumprir regras de emissões e consumo. Os pneus pelo atrito com o solo, respondem por 20% do consumo volumétrico de combustível, e 4% das emissões poluentes.
O passo da Michelin neste caminho vem sendo, há tempos, desde a criação do pneu radial, capaz de oferecer maior estabilidade, melhor frenagem e maior durabilidade. As pressões pela melhora do meio ambiente levaram-na a desenvolver e em 2007 lançar o XM1. Conseguia oferecer redução de 1% em consumo, maior durabilidade. Na prática economizava um pneu a cada 70 mil quilômetros rodados.
A empresa evoluiu o produto e apresenta o XM1+. Mesmo caminho, reduz o consumo em 1,7%, as emissões de resíduos poluentes. Na prática, 23 kg de CO2 veículo/ano deixam de ser emitidos. Por hipótese, se toda a frota nacional utilizasse pneus com estas características, a quantidade de gases poluentes não emitida equivaleria à filtragem representada por 4 milhões de árvores.
Os XM integram a família Energy, lançada em 10 medidas diferentes, aros 14”e 15”, medidas 165 a 185 e séries 60, 65 e 70. Com larguras 175 e 195, aros 14” e 15”, série 60, 65 e 70. A Michelin pretende sensibilizar a clientela ao apelo ecológico para que 70% das vendas de seus pneus para automóveis e utilitários leves seja destes modelos com baixa resistência à rolagem.
Roda-a-Roda
De volta
A Ferrari volta ao material que lhe deu vida, o alumínio. Mais apuro, menos peso, maior tecnologia, 60 anos depois contratou à Alcoa fornecer estrutura e carroceria. Com isto, além da proximidade do fornecedor, o conversível Califórnia terá menos peso e emissões, melhores rendimento e consumo.
Futuro
Em competitividade tostão é dinheirão. Mais ou menos este o lema da Escola de Compras Mercosul que a PSA, holding de Peugeot e Citroën, inicia operar no Brasil. Quer formar gerentes em negociação, análise de custos, matriz de riscos, global sourcing, qualidade, trocar conhecimentos e experiências. Resultado, individualizar oportunidades de reduzir custos.
Fit
A Honda divulga os preços do novo Fit. Frete incluso, de R$ 52.300, versão LX, básica, pintura sólida, transmissão mecânica, a R$ 70.500, ELX, pintura metálica, com transmissão por polias variáveis, que o desconhecimento chama Automática.
Líder
A Fiat ampliou a liderança de mercado em outubro vendendo 53.390 veículos. Na listagem, o Uno voltou a ser o mais vendido, ultrapassando o Palio. Somaram-se duas condições. Uma, externa, os eflúvios da crise, induzindo vendas de veículos mais baratos. Outra, intrínseca, as melhorias no produto no caminho da economia.
Isto, entretanto, não ocorreu com a Peugeot. Seu carro de entrada, o 206,
vendeu a quinta parte do 206-e-meio, a meia-sola cometida pela Peugeot para evitar investimentos.
Automóveis e agricultura, convívio possível
Montadoras dedicam-se a pesquisas para mesclar as possibilidades do mundo vegetal à construção de automóveis. Imperativo do momento, em nome da ecologia, meio ambiente, vida na terra. O uso de fibras naturais e a reciclagem de materiais, formando novos componentes, têm sido o caminho mais usual.
A Ford Brasil desenvolveu, com a Universidade de São Carlos – considerada a melhor do interior do País – um novo recheio para os bancos de seus veículos. Mistura plástico reciclado e fibra vegetal. Reaproveita material, induz o aproveitamento da massa vegetal, economiza em processo e peso. No veículo, menos consumo e emissões.
Na casa, história antiga. No final da década de 30 e início dos anos 40, o fundador Henry Ford comandava pessoalmente sua teoria que veículos e propriedades rurais deveriam manter sólidas ligações. Dizia que um veículo poderia ser mantido com parte da produção agrícola. E insistia na tese, tratada como excentricidade de milionário.
Mantinha um laboratório numa fábrica em Dearborn, Detroit, EUA, e 60 pesquisadores para a mescla entre campo e indústria. Estudou de tudo: melões, tomates, frutas, fibras, 30 tipos de soja. Produziram tecidos, enchimento de bancos, painéis e até carrocerias mesclando fibras de soja.
Considerado visionário, o velho Ford encanta ecologistas. O caminho da conservação do planeta e a solidificação entre campo e indústria tende a diminuir. E a Ford está bem no cenário. Tem vantagem por experiências e arquivos.

Todo Salão do Automóvel é uma festa. Carros atrativos, outros apenas conceito, automóveis, moças bonitas, atrações, shows, amplo e caro material de divulgação. Mas, encerrado, qual o resultado para um País pouco integrado comercialmente com os blocos econômicos em fortalecimento e adensamento mundo afora?
Por gradação dentre as novidades, as de maior relevo são as produzidas no Brasil. Dão emprego, renda, desenvolvem tecnologia local. Em segundo lugar, as construídas em países com os quais mantemos acordo comercial, tentativamente resistentes às nossas condições. Ambas geram movimentação econômica, pelo troca-troca da produção destinada aos mercados doméstico e externo. Finalmente, os outros, estrangeiros, apenas veículos, sem maiores conseqüências na cadeia produtiva interna.
Exceto Fiat Línea e Ford Focus, já apresentados e à venda, interessam mais:
Mercedes CLC – Novidade maior, feita aqui. Cupê 2+2, híbrido da geração anterior e da atual, produzido com exclusividade na fábrica da empresa em Juiz de Fora, MG. O modelo é o 200 Kompressor. Quatro cilindros, 184 cv, transmissão hidráulica, e mimos de equipamento e segurança para veículo deste nível. Para vendê-lo aqui, a Mercedes nacionalizou-o. Em vez de recolher impostos como importado, traz componentes, paga impostos e agrega outros de produção local, como as chapas estampadas formadoras da carroceria. Teoricamente reduz custos, mas, na prática, o preço não acompanha o exercício: R$ 120 mil. Com mais 10% compra-se um importado da mesma classe C, porém com 4 verdadeiros lugares, porta-malas, maior valor e liquidez na revenda. Instigante, entretanto parece um indutor de vendas dos quatro portas.
Nissan Livina
Primeiro passo de industrialização de veículo leve no País, o Livina emprega plataforma e mecânica da família Logan, diferenciando-se pelo motor 1.8, flex, 126 cv. Meio do ano, o Grand Livina, versão estendida, para 7 passageiros
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Livina, o Fit sob a óptica de outro japonês |
Picape Volks
Nada a ver com o Saveiro, em breve com a configuração do novo Gol. Mas um picape entre o médio e o grande, para transportar uma tonelada. Criação da Volkswagen Caminhões, adotada pela matriz alemã, será construída na Argentina. Volume desconhecido, limitado pela capacidade industrial, mas buscando mercados da América Latina, África e Austrália. Motorização diesel, VW, importada.
Jipe TAC Stark
Vendas programadas para junho, é junção dos esforços e capital de empresários catarinenses, transmissão e motorização inovadora com diesel 2.3 da FPT, mais moderno do país, suspensão independente nas 4 rodas. Carroceria de estilo atual, tração nas quatro rodas, preencherá dois nichos de mercado: o de veículo que não se assusta com os caminhos ou a falta deles, e o de deslocamento com personalidade.
Dodge Trazo
Um Nissan Tiida, três volumes, bom porta-malas, expansível pelo rebatimento do banco traseiro. Mexicano, sem impostos de importação, com decoração e com emblemas Dodge. Em troca, a Dodge fornecerá picapes grandes para complementar a grade de produtos Nissan.
Motor 1.8, flex, 126 cv, transmissão mecânica com 6 velocidades, ou hidráulica com 5. Entre R$ 50 mil e R$ 60 mil, em junho, nos revendedores Mercedes autorizados Chrysler.
Roda-a-Roda
Esperança
Luca de Meo, presidente da Alfa Romeo, quer voltar ao Mercosul, onde a marca é ausente no Brasil e de resultados pífios na Argentina. Estuda o projeto. Há 15 dias mandou grupo de executivos por aqui: conversar, ouvir e entender o porquê das más ações e dos maus resultados.
Multis
Coisa de multinacional lucrativa, tipo turismo de pesquisa. Conversasse por telefone com quatro ou cinco aficionados e do ramo, saberia razões do fracasso da operação Alfa: ter sido tratada como acessório, penduricalho desimportante.
Negócio com marca como a Alfa, com história, tradição e paixão é simples: ou se faz com tesão ou não se faz.
Adiamento
Ao mercado norte-americano, para onde ensaia volta, novo atraso. Espera clarear a tormenta para definir o a fazer. Esperança da Alfa era comprar à Chrysler o serviço industrial de produção e distribuição. Com a Chrysler se oferecendo à GM, pararam os entendimentos.
Por cima
A Mercedes quer marcar o fim do acordo de produção do superesportivo SLR com a McLaren: leiloará o último exemplar. Especial, conversível marron metálico e estofamento em couro bege. Resultado para hospital infantil nos EUA. Abonado? Lance inicial em US$ 529.500, uns R$ 1,2 milhão.
Crise
Nobel da Economia, o norte-americano Edward Prescott entende haver passado o pior da crise, e apenas no caso de Barack Obama, novo presidente dos EUA tomar medidas drásticas haverá recessão.
Conselho – Se quiser e puder, compre. Há ações convergentes. Veículos sendo liquidados e financiamentos, em especial pelas instituições bancárias das montadoras, com taxas anticrise – semana passada o banco da Peugeot e Citroën, praticava 0,49%. Ford, 0,99% ao mês. Locadoras vendem frotas com pouco uso em 60 meses.
Feliz
Belo o anúncio do Ford Focus na tv. Mostra cenas de projeto, produção, testes, e entrega do veículo a cliente, exibindo entusiasmo e felicidade nas ações. Bem achado, o tema é “Nunca fomos tão felizes fazendo um carro.” Da agência JWT.
Incoerência
A Ferrari é mito, ícone, sonho. É referenciada por projeto, construção, resultados. Desde sua criação disputa a Fórmula 1, pico do automobilismo. Mas, da categoria lançou dúvida sobre a qualidade da marca. Jogou o título pelo ralo, ao colocar engrenagens erradas na caixa de marchas, e atrapalhar-se com a mangueira de abastecimento no carro de Felipe Massa, cuja genialidade permitiu disputar o título mundial – apesar da equipe. A trapalhada chega à linha de montagem?
Peso leve
Pneus Duravis, radiais Bridgestone, prometem superar em até 16% a durabilidade das marcas concorrentes. Para veículos comerciais ou de carga leve: VW Kombi, Mercedes Sprinter, Iveco Ducato, em medidas para rodas de aros 14, 15 e 16.
Peso pesado – Governo, sociedade civil e montadoras concordaram para substituir o diesel atual, verdadeiro esgoto poluidor, reduzindo emissões a níveis próximos às legislações européia e norte-americana. A Petrobras, produtora, deixou correr, e o governo, controlador, de nada sabia... A Justiça questionou. Agora, a Petrobras diz poder produzir pequena quantidade, mas a preço maior. A Justiça quer punição aos omissos: Ministérios de Minas e Energia; do Meio Ambiente; Agência Nacional de Combustíveis; Petrobras?
Impunidade
A TAM cobra R$ 100 dos passageiros com check-in feito e por algum motivo próprio não embarcarem e não cancelarem seu atendimento. Faz uma firula. Não chama de multa, mas de taxa para a reemissão do bilhete.
O outro lado
Não se sabe se a Anac conhece, concorda, apadrinha este avanço no bolso alheio, ou se o reconhece como nova regra. Por justiça e reciprocidade, mesma quantia será devida a qualquer passageiro embarcado ou não, em vôo atrasado, cancelado ou não realizado por qualquer razão.