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Bike do Cerrado







28-02-2008


Valquíria garante vitória no ranking brasileiro



Atual campeã brasileira de estrada e número 1 do País em 2007, a ciclista Valquíria Bento Pardial, da equipe A Tribuna Unilus Specialized, garantiu mais uma importante vitória no ranking nacional. Depois de vencer a II Volta do Futuro, no interior paulista no início do mês, ela foi a melhor no 3º GP Itabirito de Ciclismo Olímpico, em Minas Gerais, no domingo (dia 24), compartilhando a conquista com outras três companheiras de time no pódio.

Com um trabalho forte e organizado, Fernanda Souza, o novo reforço do grupo, ficou em segundo lugar, e a revelação
Isadora Figueiredo, de apenas 15 anos, foi a terceira colocada. Já a capitã da equipe, Roberta Stopa, depois de ajudar na estratégia durante todo o desafio, ainda teve forças para chegar em quinto lugar. Com o resultado, foram 150 pontos somados à equipe santista, mas que tem sotaque mineiro.

Afinal, quatro das cinco atletas que competiram em Itabirito são de Belo Horizonte — Roberta, Fernanda, Isadora e Elizabete Morais, a Lili. “Em nossa busca por reforçar a equipe, acabamos encontramos as meninas de Minas, que têm tudo para estourar. A Roberta já é um nome de destaque nos pedais, tanto no mountain bike quanto no speed, e agora temos as gratas revelações, com a Fernanda, a Lili e a Isadora, que têm muito a evoluir”, comentou o diretor técnico da equipe, Cláudio Clarindo.

Ele fez questão de destacar a excelente atuação de Isadora, que superou Sumaia Ribeiro, de Suzano, sem dúvida, figurando entre as mais fortes atletas em chegadas do País. “Foi surpreendente. Ela é novinha e não se intimidou e foi para cima”, disse.
A prova foi realizada num circuito de 1,2 mil metros, no estilo australiana, onde a última que passar é desclassificada. O dirigente da única equipe exclusivamente feminina no Brasil explicou que o objetivo de fazer com que Valquíria e Fernanda permanecessem na ponta do ranking brasileiro foi mantido. “Fizemos certinho o dever de casa, com a Fernanda atacando de bandeira (logo na largada) e a Val saltando depois para pegá-la e invertendo as posições. A Roberta ajudou muito e é uma grande capitã dentro do time”, elogiou.

“Agora acredito que a Val vá para o Pan-Americano, em maio, no Uruguai. Já provou que tem potencial, com várias vitórias no ranking”, argumentou o diretor-técnico da equipe santista sobre a convocação de sua atleta para a seleção brasileira.
“A equipe A Tribuna Unilus Specialized é a única exclusivamente feminina do País. Batalhamos muito para o crescimento da categoria e temos a atual campeã brasileira. Nada mais justo do que ela ter a chance de mostrar o seu talento”, completou Clarindo, que também se destaca nos pedais e foi o primeiro latino-americano a completar a Race Across America (RAAM), a mais dura prova do Mundo, na categoria-solo.

Amarildo abre 2008 com vitória no Rio
 
Neste fim de semana aconteceu a primeira etapa do Campeonato Carioca de XC na cidade de Campo Grande, Rio de Janeiro. A prova reuniu atletas de todo o Estado com destaque para Amarildo Ferreira, representante da Amazonas/Eninco/Kona. O atleta carioca fez a sua primeira competição da temporada de 2008 estreando seu novo equipamento, conquistando o primeiro lugar na categoria Elite.

O circuito de aproximadamente 6 quilômetros tornou a prova dura e técnica com subidas longas e inclinadas, assim como as descidas velozes. O circuito também contou com muito single track e muitas pedras soltas pelo caminho.
Amarildo fez boa largada mantendo-se na liderança até o final da prova faturando assim sua primeira prova do ano. Aos 33 anos de idade, ele demonstra estar em plena forma física e muito bem psicologicamente.

“A competição foi excelente e muito importante para que eu pudesse me avaliar em relação aos outros adversários e, também, para que eu pudesse estrear e acostumar com a minha nova bike que, sem dúvida, é a melhor bike que eu já tive em toda a minha vida”, comentou Amarildo.

Empolgado, Amarildo continua. “Sem contar com o conjunto como um todo, que, além de muito leve e forte, funcionou tudo perfeitamente possibilitando este grande resultado”, finalizou.

Agora Amarildo e seus companheiros  preparam-se para neste fim de semana na cidade de Varginha, Minas Gerais, onde vão acontecer a Copa Sul Minas e a primeira prova do ano que soma pontos para o Ranking Brasileiro de XC.

Roberta Stopa conquista espaço na categoria Speed

A atleta Roberta Stopa participou de um dos mais tradicionais eventos por etapas do ciclismo brasileiro, o 22º Torneio de Verão de Ciclismo, que ocorreu no fim de semana passado, dando início ao calendário brasileiro de ciclismo.
O evento aconteceu nas cidades de Praia Grande (duas etapas), Guarujá, Cubatão e Santos no período de 13 a 17 de fevereiro, com organização da Liga Santista de Ciclismo.

As principais equipes do ciclismo brasileiro estiveram presentes com seus melhores sprintistas, tornando o Torneio de Verão Memorial/Vzan de Ciclismo um duelo de titãs entre os ciclistas mais rápidos do País.

Roberta Stopa relata a satisfação com seu resultado. Sendo uma das melhores representantes do mountain bike do País, Roberta Stopa vem conquistando um espaço cada dia mais considerável no "speed”.

Integrante da equipe A Tribuna Unilus Specialized, seu trabalho tem demonstrando características fortes de atleta. Determinação, coerência e comprometimento.

Sendo pontuada em algumas etapas do torneio, a atleta deu todo suporte à campeã brasileira Valquíria Pardial, também integrante da equipe.

"De cara no vento", a atleta embalou a equipe e, por meio do bom senso e experiência, pôde orientar as meninas dentro do pelotão. Na última etapa, Roberta Stopa assumiu a responsabilidade de uma boa pontuação para a equipe e escapou do pelotão com diferença de um minuto. Porém,  poupando-se para o melhor resultado, teve a reaproximação do pelotão. Para que a atleta mantivesse um bom resultado, mesmo não sendo sprintista.

Em uma levantada deslumbrante e determinada, Roberta esgotou suas forças no sprint final e muito satisfeita com toda desenvoltura que tem alcançado, passou pela linha de chegada em terceiro lugar. O que lhe garantiu pódio na etapa.
Na classificação geral, a atleta manteve-se entre as 10 primeiras, e mais uma vez, expressa o ar de felicidade, quanto ao seu desempenho. Sabendo da importância da colocação e do nível dos atletas que competiram.

Motivada, Roberta Stopa confirma presença em Itabirito (MG), na certeza de realizar seu trabalho dentro de sua filosofia ética e profissional.

marcelo@netsabe.com.br





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21-02-2008


Flávio Cipriano encerra Torneio Verão com vitória



O ciclista Flávio Vagner Cipriano (Junior), da equipe Unimed Taubaté, venceu no dia 17 de fevereiro a 5ª e última etapa do 22º Torneio de Verão de Ciclismo, disputado no litoral sul de São Paulo. Flávio foi o único atleta da competição que conseguiu vencer em duas etapas, sendo o campeão também da primeira, no dia 13.

Com o resultado, o ciclista foi vice-campeão na classificação geral por pontos. O título do Torneio só escapou porque na segunda etapa, no dia 14, restando apenas três voltas para o final da corrida, o pneu dianteiro de Flávio furou e ele não conseguiu chegar entre os 10 primeiros para marcar pontos. Se não fosse o contratempo, a corrida seria decidida no sprint final, especialidade de Flávio.

“Fiquei muito feliz por ter conseguido vencer duas etapas. Um pneu furado pode ter me tirado o título, porque eu estava indo muito bem em todas as provas. Mas valeu e essa segunda colocação na geral eu divido com minha equipe”, disse Flávio Cipriano.

Os ciclistas da Unimed Taubaté também conseguiram outros bons resultados na competição, como é o caso de Fernando Valério (Junior) que ficou na terceira colocação na disputa da 4ª etapa, no sábado, 16. Fernando manteve-se à frente com o primeiro pelotão de cinco ciclistas, mas no sprint final perdeu a primeira colocação por poucos centímetros.

Na categoria Open, a melhor colocação da equipe foi uma 5ª posição também na 4ª etapa, com o atleta João Paulo Ferreira. O técnico da equipe, Fernando Monteiro, classificou como muito positivo os resultados obtidos neste torneio. “O nível dos ciclistas deste torneio era muito elevado. Foi impressionante o ritmo em todas as etapas. No Vale do Paraíba, somos a única equipe que tem atletas de alto nível nas categorias de base, ou seja, onde tudo começa. Isso demonstra a importância do trabalho que nós estamos fazendo para o ciclismo”, declarou Fernando Monteiro.

O Torneio de Verão teve cinco etapas consecutivas — em Praia Grande (as duas primeiras), Guarujá, Cubatão e Santos. Esta foi a primeira experiência da equipe neste tipo de evento que contou com organização da Liga Santista de Ciclismo, supervisão da Federação Paulista de Ciclismo (FPC) e Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Também recebeu apoio das prefeituras de Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Santos.

A equipe tem patrocínio da Unimed Taubaté e conta com o apoio do Café Bambi. Veja outras informações no site www.ciclismotaubate.com.br.

Volta a Andalucía: Petacchi vence 3ª etapa

Alessandro Petacchi (Team Milram) venceu a terceira etapa da Volta a Andalucía, ao bater num sprint um grupo de cerca de 25 ciclistas.

O italiano conseguiu manter-se na frente da corrida mesmo com o forte ritmo imposto pela Caisse d`Epargne, que fez com que Clément Lhotellerie (Skil-Shimano) acabasse perdendo a liderança.

Com o atraso de cerca de minuto e meio de Clément Lhotellerie (Skil-Shimano), o beneficiado foi Pablo Lastras (Caisse d`Epargne), que agora lidera a prova. Alessandro Petacchi (Team Milram) destaca-se devido a sua excelente prestação, não só pela vitória na etapa, mas também por ter conseguido acompanhar sempre o pelotão, mesmo tendo que ultrapassar cinco contagens de montanha.

Em segundo lugar na etapa ficou Giovanni Visconti (Quick Step), seguido por Ricardo Riccò (Saunier Duval - Scott). Hoje a etapa é bem mais plana do que as etapas disputadas até agora, tendo apenas uma contagem de montanha perto do quilômetro 65, num percurso que terá uma distância total de 173,5 quilômetros.

Ciclistas brasileiros atravessam América do Sul

A bela vista do Oceano Pacífico marcou a chegada dos “Predadores de Distância”, grupo de ciclistas brasileiros, em Antofagasta, oeste do Chile. Depois de 22 dias pedalando pelas incríveis paisagens do Brasil, Argentina e Chile, os atletas puderam comemorar o término do projeto semana passada com apenas uma baixa. O paulista Fabio Luiz Tavares da Silva, de 36 anos, foi obrigado deixar o grupo na reta final da viagem por motivos de saúde.

Durante todo o trajeto, os Predadores de Distância percorreram geografias e culturas distintas e curiosas. O grupo iniciou a travessia pelo extremo sul do Pantanal, passando pelo El Impenetrable (mata fechada que fora o antigo refúgio da tribo mais indômita da América do Sul), pela Selva Saltenha (que guarda árvores tão altas quanto as do norte do Amazonas) e, por fim, pelo Deserto do Atacama.

Estradas de cascalho e asfalto foram percorridas, intercalando a bicicleta de competição (Speed) e a mountain bike. Durante o trajeto, o grupo cumpriu a meta de 120 a 180 quilômetros no período de oito horas diárias acompanhado por uma equipe de apoio.

marcelo@netsabe.com.br





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14-02-2008


Curiosidades sobre o Tour de France



Muitos lugares, especialmente montanhas, estão freqüentemente presentes no percurso geral do Tour de France (em praticamente todas as edições) e ganharam relativa fama por isso. As montanhas mais conhecidas são as de categoria especial, com picos cuja dificuldade de ascensão está para além de uma categorização normal, e incluem o Passo do Tourmalet (Pireneus, 2.114 m), Monte Ventoux (Provence, 1.909 m), Passo do Galibier (Alpes, 2645 m), o Hautacam (Pireneus, 1.800 m) e o Alpe d`Huez, nos Alpes, com suas famosas 21 curvas, culminando a 1.850 m.

De maneira geral, as etapas de montanha, juntamente com as etapas de contra-relógio, decidem o vencedor do Tour de France, já que a diferença de tempo entre os ciclistas costuma ser muito maior que nas etapas em plano.

Camisetas

Existem diversos prêmios a serem disputados no Tour de France, sendo que cada um deles corresponde a uma camiseta. Existe uma ordem de prioridade para as diferentes camisetas de líder:

A camiseta amarela (maillot jaune) é atribuída ao primeiro corredor em tempo individual na classificação geral, é a de maior prestígio. Foi inventada em 1919, em referência ao papel amarelo do jornal “L`Auto”. É atribuída calculando-se o tempo total gasto por corredor. O corredor com o menor tempo é considerado o líder no momento, e, ao final do evento, é declarado o vencedor geral do Tour.

A camiseta verde (maillot vert) é atribuída ao primeiro corredor na classificação individual por pontos (sprints). Ao final de cada etapa, ganham-se pontos quando se termina a etapa nos primeiros lugares. O número de pontos depende do tipo de etapa — mais se a etapa for plana, um pouco menos se for intermediária, ainda menos se for de montanha e o mínimo em etapas contra o relógio. Além disso, são atribuídos alguns pontos ao corredor que chega em primeiro em alguns pontos intermediários, assim como também é concedido um bônus em segundos para o concurso da camiseta amarela, mas são geralmente tão poucos que não representam muita coisa no resultado final. No entanto, têm um papel preponderante durante a primeira semana, antes das etapas de montanha, quando os corredores estão relativamente próximos na classificação geral. Erik Zabel (Alemanha) é o corredor que mais vezes terminou o Tour com a camiseta verde — 6 vezes —, todas consecutivas, entre 1996 e 2001.

A camiseta branca com bolas vermelhas (maillot à pois), é atribuída ao primeiro corredor na classificação em etapas de montanha; no topo de cada montanha do Tour, atribuem-se pontos aos primeiros a chegar ao topo. As subidas são classificadas em categorias de 1 (mais difícil) a 4 (menos difícil) de acordo com seu grau de dificuldade, onde são levados em conta o declive e o comprimento da subida. Uma quinta categoria, chamada categoria especial, é reservada às montanhas ainda mais difíceis que as da primeira categoria. O primeiro corredor em uma subida de quarta categoria recebe 5 pontos, enquanto o primeiro de uma subida da categoria especial recebe 40. Enquanto somente o 2° e o 3°colocados também ganham pontos em uma subida de quarta categoria, os 15 primeiros em uma subida categoria especial são recompensados com pontos. Apesar de o melhor ciclista em montanha ser distinguido desde 1933, foi somente em 1975 que a camiseta branca com pontos vermelhos foi introduzida para identificá-lo. As cores foram decididas pelo patrocinador da época, Chocolates Poulain, para combinar com um de seus produtos mais populares. Richard Virenque (França) detém o recorde absoluto na montanha, tendo ganhado o título de Rei da Montanha sete vezes, em 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2003 e 2004. Além dele, ganharam o título de Rei da Montanha seis vezes: Federico Bahamontes (Espanha) em 1954, 1958, 1959, 1962, 1963, 1964 e Lucien van Impe (Bélgica) em 1971, 1972, 1975, 1977, 1981, 1983.

A camiseta branca (maillot blanc) segue os mesmos critérios da camiseta amarela, mas somente disputada por corredores com idade máxima de 25 anos em 31 de dezembro do ano em questão. A categoria, criada em 1975, foi introduzida como forma de reconhecer o desempenho dos ciclistas mais jovens. Foi temporariamente extinta em 1998, mas novamente reintroduzida pouco tempo depois.

Poucos são os competidores que se podem orgulhar de ter vestido as camisetas amarela e branca no mesmo ano. O francês Laurent Fignon, em 1983, o alemão Jan Ullrich, que ainda compete, em 1997, e o espanhol vencedor do Tour de 2007 Alberto Contador são os únicos até agora.

O dorsal vermelho é atribuído ao corredor mais combativo da etapa anterior. No fim de cada etapa, os juízes atribuem pontos aos corredores que entraram em "fugas" na etapa. O corredor com o maior número de pontos ganha um dorsal vermelho com letras em branco em vez das usuais letras pretas em fundo branco.

Finalmente, há a classificação por equipes. Para esta classificação, os tempos dos três primeiros corredores de cada equipe são adicionados após cada etapa. O Tour tem atualmente 22 equipes com 9 corredores cada uma (no início) e cada equipe patrocinada por uma ou várias empresas. Não há regras específicas quanto à nacionalidade dos corredores de uma mesma equipe, apesar de este ter sido o caso em algumas edições anteriores do Tour.

Pat McQuaid insiste ao Tour que convide Astaná
 
O irlandês Pat MacQuaid, presidente da UCI, insistiu com os organizadores do Tour de France para que incluam a Astaná de Contador na próxima edição, apesar dos escândalos de doping de 2007.

“Sei que o Tour foi atingido maleficamente pelas ações de certas equipes, mas neste ano, com o passaporte biológico, temos aumentado o número de testes antidoping de mil para 8 mil. Isso significa que os ciclistas das 18 equipes do ProTour são os esportistas que mais passam por controles no mundo e por isso não se justifica nenhuma razão ética para não convidar uma equipe. A ASO (Amaury Sport Organisation) tem que aceitar as regras estabelecidas pela UCI para este esporte. Devem seguir ou sair da UCI”, ameaçou McQuaid.

marcelo@netsabe.com.br





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