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Bem Vinho

Pontuando os vinhos

Quem nunca ficou perdido diante de uma prateleira repleta de opções de vinhos? Ou indeciso antes de fechar uma compra pela internet? Isso é comum porque a oferta de rótulos, de novidades e de promoções tem aumentado e as dúvidas surgem com facilidade. Levar para casa um produto às vezes caro sem saber nada a respeito dele é um risco que não gostamos de correr.

Uma das maneiras para diminuir esse risco é a busca de informações na crítica especializada, especialmente nas pontuações dadas aos vinhos. Essa é uma prática forte em mercados como os Estados Unidos, porque lá a praticidade é valorizada e o consumidor prefere acompanhar seu crítico favorito a correr riscos.

Existem vários sistemas de pontuação. O mais famoso é o utilizado pelo crítico Robert Parker, advogado nascido em Baltimore, que começou na década de 1970 uma publicação considerada hoje a mais influente no mundo, “The Wine Advocate”.

Parker adota um sistema de notas que vão de 50 a 100 pontos, analisando os aspectos visual, olfativo e degustativo. As notas atribuídas por ele são capazes de inflacionar o preço do vinho em questão de horas ou de também colocar o rótulo na lista dos medíocres.

É o crítico mais adorado e odiado do mundo, porque muitos o acusam de padronizar o paladar do consumidor porque as notas revelam o gosto pessoal dele por vinhos mais frutados, mais redondos e amadeirados. Desconfia-se que alguns produtores mudem o estilo de seus vinhos apenas para agradar Robert Parker.

As revistas “Decanter”, “Wine Spectator” e “Wine Enthusiast” também utilizam esse sistema. No Brasil a maioria das revistas especializadas (“Gula”, “Prazeres da Mesa”, “Vinho Magazine” e “Adega”) também adotam os 100 pontos.

Outros críticos preferem avaliar os vinhos numa escala de até 20 pontos, como a inglesa Jancis Robinson e o português João Paulo Martins. Já o guia italiano Gambero Rosso, o mais importante do mundo, pontua os vinhos de 0 a 3 Bicchieri. O produtor que obtiver dez vezes as tre bicchiere recebe uma estrela para indicar sua qualidade.

Essas pontuações são boas para as compras. Por exemplo, um vinho que recebe 90 pontos e custa R$ 50, certamente é uma ótima compra. Mas custar R$ 500 e receber os mesmos 90 pontos pode me deixar desconfiada.

Mas lembre-se: nada substitui o gosto pessoal. Por mais que um crítico dê boas notas ao vinho, o importante é que VOCÊ goste.

Tim-tim!

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