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Musicais

Carlos Sapato

O menino pobre do bairro de Vista Alegre, subúrbio carioca, nasceu, em 1959, com nome de nobre: Antonio Carlos Leopoldo Cardoso. No final da década de setenta, foi um dos fundadores do Panela de Pressão, grupo de artistas que reunia músicos, poetas, teatrólogos, escritores, atores, pintores e letristas. Depois, nos anos oitenta, fez parte da ala de compositores da Portela ao lado de nomes como Osmar do Breque e Mauro Diniz. Em 1982, juntamente com Marko Andrade, Euclides Amaral, Sidney Cruz e Osmar Bicheiro, fez temporada no Sesc de Madureira com o show “Vivências” que, logo depois foi transformado no musical “Bar Brasil”, percorrendo vários teatros cariocas.

Em 1986, ao lado de Cláudio Camunguelo, Adalto Magalha e Baita, participou do LP “Explosão do Pagode”. Neste disco interpretou “Nega Preguiçosa” (Sombrinha e Ratinho), “Volta da Vida” (Adilson Gavião, Marquinhos Guadalupe e Jorge Diz), “Mironga” (Jorge Cavalo), “Águas Passadas” (Carlos Sapato) e “Meu negócio é Pagodear” (Carlos Sapato, Acyr Marques e Arlindo Cruz). Ainda neste disco, despontou cantando um sucesso nacional: “Papagaio” (Almir Guineto, Beto Sem Braço e Luverci Ernesto). No ano seguinte, Marquinhos Satã incluiu em seu LP pela gravadora RCA uma composição de sua autoria: “Escorregar Não é Cair”, em parceria com Acyr Marques e Jorge Tetê. Na década de 1990, fez parte do disco “Os Melhores da Bateria do Mestre Marçal”, interpretando um samba do Salgueiro.

No ano de 2003, interpretou “Mangueira, Força e Raiz” (Adilson e Gavião), classificando-a nas semifinais do “Festival Fábrica do Samba”, evento produzido pelo Instituto Ação Brasil Cultural e apresentado no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, ao lado de Nei Lopes, Paulo César Pinheiro, Dorinna, Teresa Cristina, Tia Surica, Martinália, Walter Alfaiate, Zé Renato, entre outros, participou do show “Samba de Jorge/Festa em Homenagem a São Jorge”, no Centro Cultural Carioca. Por esta época apresentava com o percussionista Carlinhos Chá-Chá-Chá e Ircéia Pagodinho uma roda de samba no Grêmio Recreativo Pau-Ferro, em Vista Alegre, recebendo vários convidados, entre eles, Luiz Carlos da Vila, Dorinna, Cléber Augusto, Mauro Diniz e Trio Calafrio.

No ano de 2010 participou, ao lado de Lourenço, da roda de samba “Terapia popular”, comandada pelo cantor e compositor Roberto Serrão, apresentada no Espaço Bar Severyna, em Laranjeiras. Falei um pouco de Carlos Sapato: sambista de mão cheia, cantor e compositor de obras raras do nosso cancioneiro. Salve a cultura popular!

*Por Victor Hugo

Vitor Hugo

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