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Musicais

João Só

O João Evangelista de Melo Fortes foi João Só. Um artista que ganhou as rádios do Brasil, inapelavelmente, com um grande sucesso musical. No fim dos anos 60, trabalhava na TV Aratu, em Salvador, quando adotou o apelido que o tornou famoso.

O produtor David Raw perguntara qual era seu nome e o futuro cantor respondeu: “É João, Só”. O filho de Tito Fortes e Irene Couto de Melo era o Caçula de doze irmãos.

Aprendeu a tocar os primeiros acordes de cavaquinho quando ainda era criança, tendo começado a estudar vários instrumentos aos 15 anos, na época em que veio com a família de Teresina para Salvador.

Em 1971, ganhou fama com a música “Canção para Janaína” no sexto Festival Internacional da Canção e, na sequência, gravou o que seria o maior sucesso em toda a sua carreira: “Menina da Ladeira”. Pelo início dos anos 70, vieram outras músicas, não tão estrondosas, mas também reconhecidas e cantadas pelo grande público: “Ando na velocidade” e “Copacabana”.

A partir de 1978, João Só passou a se dedicar somente a shows, tendo se apresentado centenas de vezes por todo o Brasil, deixando gravados 15 discos e algumas fitas, contendo mais de 40 músicas de sua autoria, nos 20 anos de sua carreira. Entre elas, curiosamente, também compôs o primeiro hino oficial do time de futebol Londrina Esporte Clube, “Bandeira do meu coração”, na sua campanha de 1977.

João Só foi um dos “Abrealas” da Música Popular Brasileira e trouxe as primeiras impressões do que viria ser “um banquinho e um violão”, como cenário simbólico da cultura musical que se instalaria no País, dali por diante e até o fim da ditadura militar.

Sofreu um infarto e morreu em 1992, aos 48 anos de idade. Estava esquecido pelo público, afinal seu grande sucesso fazia parte do passado. Falei de João Só, um grande intérprete e memorável compositor.
Salve a cultura Popular!

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