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Musicais

Sou maluco por ela

O uberlandense Gilmar Batista nasceu em 28 de agosto de 1961 e muito cedo teve de “tratar da vida” trabalhando como açougueiro em diversos pontos da cidade. Permaneceu neste ramo de atividade até aproximadamente 1993. O trabalho árduo entretanto, não o impedia de correr atrás de seu sonho: queria ser cantor.

Aos 15 anos começou a viajar com o grupo Skema Novo de Araguari e se apresentava em cidades como: Tupaciguara, Itumbiara, Luz e na própria Cidade Sorriso. Depois foi participar de programas de calouro promovidos por emissoras de rádio ou colégios, sempre ensaiado por grandes músicos como Pedrinho e Carlão, João Pires e a galera do antigo “Som 4”.

Após a experiência como calouro, Gilmar Batista ingressou, por volta de 1986 no grupo Tempero de Quintal do saudoso e inesquecível Ganga. No Tempero permaneceu até 1988 quando, juntamente com João da Cuíca e outros companheiros fundou o grupo Coisa Nossa, que mais tarde se tornou Samba K. Enquanto isso, Gilmar ia compondo suas músicas e buscando aprimorar o seu maior dom musical.

A primeira música de impacto foi “Sou maluco por ela”, já no início da trajetória do Samba K. Seguiram-se outras tantas conhecidas dos apaixonados pelo samba de Uberlândia: “Rabada da Dona Maria”, “Axé para o mundo”, “Sayonara” e muitas outras. Em 2004 o Só pra Contrariar incluiu no Álbum “Produto Nacional” a sua “É gostoso te amar”.

E mais recentemente, no DVD “Em Casa”, gravado por Alexandre Pires em 2008, o músico incluiu a música “Delírios de amor”, também de Gilmar Batista. A faixa em destaque tem a participação especial do grupo Revelação.

Com mais de 150 músicas, sendo a maioria sambas de enredo, Gilmar Batista acaba de firmar seu nome no cenário do samba como grande compositor. Detalhe importante é citar que, embora não saiba tocar nenhum instrumento, Gilmar tem a musicalidade nas veias: compõe solfejando e jamais esquece a linha melódica e a poesia brotada.

É pérola da música popular, é talento nato do samba. Gilmar Batista é estudioso e interessado nos assuntos afro-raciais, tendo ocupado por mais de uma vez cargos de gestão em prefeituras e entidades pelo Triângulo Mineiro. Continua compondo seus sambas e soltando sua voz sempre que solicitado em ocasiões festivas.

Viva o samba de Uberlândia, salve a cultura popular!

Vitor Hugo

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