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Musicais

Zeca Pagodinho

Jessé Gomes da Silva Filho, o Zeca Pagodinho, nasceu no dia 14 de fevereiro de 1959, em Irajá e foi criado em Del Castiho, bairros do subúrbio do Rio de Janeiro. Antes de iniciar sua carreira musical, foi anotador de jogo de bicho e trabalhou, até 1981, como contínuo no Centro Federal de Processamento de Dados, no Rio.

Desde cedo, destacou-se nas rodas de samba que frequentava nos subúrbios cariocas, onde apresentou suas primeiras rimas e sua voz rouca e rasgada de partideiro. Foi em 1981, na quadra do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, onde se reuniam todas as quartas-feiras compositores e cantores, que Zeca conheceu a cantora Beth Carvalho que o convidou para participar de seu novo disco e cantar a faixa “Camarão que dorme a onda leva”, de sua autoria em parceria com Arlindo Cruz.

No ano seguinte, foi convidado pela gravadora RGE para participar de um disco que reunia outros quatro talentos do samba: Jovelina Pérola Negra, Pedrinho da Flor, Elaine Machado e Mauro Diniz. O disco, intitulado “Raça Brasileira”, foi grande sucesso de vendas e de execução. Vendeu mais de 500 mil cópias e desbancou nomes como Julio Iglesias e Roberto Carlos.

Seu método de composição é um tanto quanto diferente: “ouço determinado disco até os cachorros lá de casa aprenderem de cor”, afirma o compositor. Depois, junta a esse metódico estudo o auxílio de parceiros como Almir Guineto e Nelson Rufino que resolvem os problemas com a criação das melodias. Feito isso, o que vem em seguida é só inspiração, que o compositor afirma retirar de seu cotidiano.

Sua carreira é marcada pela gravação de vários sambas de raiz e partido alto e pelo lançamento de gente jovem, compositores e músicos como Dudu Nobre, entre outros. Os discos de Zeca têm, no universo samba, de tudo um pouco. Há calango, partido alto, maxixe e samba de curimba (uma outra denominação para os antigos sambas de terreiro).

Mora, desde 1991, num sítio em Xerém, na Baixada Fluminense, onde, em 1998, criou uma escola de música para crianças carentes. Para ele “todo mundo deveria estudar música”, pois “música é tudo. Quem tem música, tem boa cabeça”. Lá, é o rei do pedaço. Abre e fecha o bar do Geraldo, ou Júnior Bar, onde chega um pouco depois das 6 da manhã para, segundo o próprio Geraldo, “bate- papo e, às vezes, tomar uma cervejinha”.

Geraldo também afirma que as ininterruptas visitas do cantor transformaram totalmente seu cotidiano: “Antes aqui era só vazio. Agora vem gente do Brasil e do mundo inteiro se sentar aqui e pedir um tira gosto e uma bebida só para esperar o Zeca chegar”, diz. Falei de Zeca Pagodinho, um rei das rimas e da simplicidade.

Obrigado aos amigos do CORREIO de Uberlândia pelo espaço dedicado ao samba no decorrer de todos estes anos. Um abraço cordial e o meu agradecimento eterno, em nome de todos… e de tudo. Salve a cultura popular!

Vitor Hugo

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