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Opinião do Leitor

Vereança responsável

O eleitorado brasileiro irá às urnas no próximo dia 2 de outubro para eleger um contingente de quase cinquenta e oito mil vereadores, que ocuparão as Câmaras Municipais no período de 2017 a 2020.
O cargo de vereador tem como atribuições precípuas realizar a fiscalização das ações do Poder Executivo, fazer a propositura de projetos de leis municipais e participar dos debates e votações atinentes ao processo legislativo, atentando-se à competência legislativa municipal e respeitando-se os temas de iniciativa privativa do prefeito e, sobretudo, dar voz aos reclamos da população, que tem neles a liderança política mais próxima e mais acessível.

Embora em seu desenho constitucional o cargo de vereador seja de relevância inquestionável para o adequado e ponderado exercício do poder político no âmbito municipal verificamos que a atividade dos nobres edis tem sofrido com um absoluto e generalizado descrédito por parte do eleitorado, que hoje não se vê adequadamente representado nos ocupantes das Câmaras Municipais, nem tributa grande utilidade aos mesmos.

Com efeito, esta imagem negativa que vereadores tem amealhado decorre sobretudo do distanciamento do vereador de suas atribuições constitucionais, ao que se soma o famigerado fisiologismo partidário, hoje presente em todos os recantos da política brasileira, onde interesses pessoais e trocas de favores orientam as ações do parlamentar municipal. A movimentação de muitos dos vereadores oscilando entre oposição e situação em boa parte das vezes não se dá por razões ideológicas, sendo orientada por interesses mesquinhos, nos quais a defesa dos interesses dos concidadãos é superada pelo desejo de perpetuar-se na política e de amealhar poder e influência.

O vereador, ainda que tenha proximidade com o Executivo, por razões partidárias, não deve afastar-se de sua obrigação de fiscalizar a administração municipal, apontando irregularidades e identificando responsabilidades. Em verdade, percebe-se que o vereador “da situação” muita das vezes milita cegamente em defesa dos interesses do Executivo, quando deveria ostentar uma postura de isenção, de modo a poder criticar e cobrar o Executivo, nas situações em que este falhasse na adequada consecução dos serviços públicos ou quando fossem cometidas ilegalidades de distintos matizes.

A proposta mais séria e valiosa que o candidato a ocupar a Câmara Municipal pode fazer ao seu eleitorado é a de executar fielmente suas atribuições constitucionais, sobretudo as pertinentes à fiscalização das atividades do Executivo. O grande vereador é o que se reveste de independência moral, de modo a militar exclusivamente em defesa do interesse público.

Em suma, o bom candidato à Câmara deve comprometer-se em exercer uma vereança responsável, concebida esta como uma postura isenta, proba e sobretudo comprometida com o interesse público, em detrimento de qualquer outro interesse pessoal ou partidário. As Câmaras Municipais são hoje instituições muito onerosas para o contribuinte, podendo custar até sete por cento das receitas do município. Comprometimento e seriedade no desempenho da vereança são virtudes que devemos exigir de nossos futuros edis.

Hugo Cesar Amaral

Advogado
Uberlândia (MG)
hugocesar2014@gmail.com

VOTE CONSCIENTE

Estamos atravessando a maior crise deste País, seja ela política e financeira. Desde janeiro de 2015, nosso País não anda. Escutamos e lemos somente sobre crise, sobre impeachment, cassações, e tantos outros assuntos. E por último, nosso ex-presidente sendo indiciado na Operação Lava Jato bem como vários de seus assessores diretos sendo presos.

Neste contexto, acredito que mesmo com tantos problemas, vivemos num país democrático. Então, temos a oportunidade de reverter este quadro. De que jeito?! No próximo dia 2 de outubro, temos, em nossas mãos, aliás, através do nosso voto, a oportunidade de mudança. E essa mudança significa votar em pessoas competentes, honestas e que, principalmente, entendam o que é ser um vereador e um prefeito. Nestas eleições, já podemos começar a “organizar a casa” por baixo, ou seja, em nossas cidades, pois são nelas que moramos e enfrentamos os maiores problemas. E daqui a dois anos, temos eleições para deputados, senadores e presidente.

O que quero dizer e, principalmente, deixar uma reflexão, é que não adianta ficar brigando, xingando e falando mal se somos nós que colocamos os legisladores ou gestores nestes cargos. Todos nós, brasileiros, de todas as raças e cores, não aguentamos mais o altíssimo custo brasil. Então, nós que somos “indústria”, que somos formadores de opiniões, temos que agir e agir agora.

Everton Magalhães
Presidente Fiemg Regional Vale do Paranaíba

DOAÇÃO DE CORPO

Enviei um e-mail para a UFU, dispondo-me a doar todo o meu corpo ou que o que dele puder aproveitar após a minha morte para transplante de órgãos ou para estudos acadêmicos. Até hoje, meses depois, não recebi sequer uma linha a título de resposta. A minha esposa está ciente desse meu interesse. Basta isso?

Gustavo Hoffay
Via Correio Online

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