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Ponto de Vista

Onde há amor há Deus

Após a explosão de um homem bomba no Paquistão, matando e ferindo centenas de Cristãos que comemoravam o domingo de Páscoa, permito-me escrever um pouco sobre religião e um pouquinho sobre o amor, coisas distintas e, às vezes, muito distantes. Primeiro quero esclarecer que respeito e reconheço a necessidade de todas as religiões, pois são instrumentos de ensino da forma de cada um ficar mais próximo de Deus.

Como as pessoas são diferentes, é natural que adotem recursos e caminhos diferentes, ainda que em busca da mesma meta. Porém é preciso ter cuidado para não nos tornarmos pessoas que entendem muito de religião e pouco de fé, muito de dogmas e pouco de crença, muito de divindade e pouco de amor. Os dogmas formam radicais, a fé forma os mansos de espírito.  A divindade é soberba, o amor é humilde.

“Onde há amor, há Deus, e onde há Deus, há amor, pois Deus é amor. O amor não se ira, não se ensoberbece, não se ressente, não deseja o mal”. Se você pensa que agiu mal por amor, esqueça. Não foi por amor, você o fez por outros valores e sentimentos.  Muitas pessoas ouvem a voz de seus líderes religiosos, porém não escutam a voz de Deus, que vem de dentro delas. É normal ouvirmos pessoas dizerem “frequento a igreja X porque adoro o padre Y” ou “congrego no templo Z porque o pastor W é sensacional”, ou “se você entendesse o Islamismo iria ver que…”, e daí por diante.

O fato é que o ser humano tem facilidade para crer em outro ser humano, mas tem dificuldade para crer em Deus. Por isto, muitos líderes religiosos usam estas pessoas para chegarem ao poder, enquanto elas os buscam para chegarem a Deus. Assim alguns fiéis se tornam religiosos, não filhos do amor, passam a pensar como “donos da verdade” e, às vezes, seu Deus é mal-humorado, não se pode brincar com ele. Estão equivocados, mas tudo bem, “religião não se discute”, já diziam meus avós.

Desde a Idade Média, definiu-se que a Páscoa, seria celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio da primavera do hemisfério norte. É uma importante data Cristã que simboliza o renascimento de Cristo Jesus. Se milhões de pessoas se sentem mais humanas e mais próximas de Deus nesta data, por que não celebrá-la, ainda que não creia no simbolismo da data?

O que o coelho, que nem ovo bota, tem a ver com isto, não interessa! Interessa apenas ter consciência de que “Deus é amor”, e do enorme bem que podemos fazer pelo próximo, e especialmente pelas crianças; nestas ocasiões.  E peço a Ele, que toque os corações das famílias treinadas para destruir as crenças alheias para que esta Páscoa possa trazer, em todo o mundo, um feliz renascimento.

Independente de crenças religiosas, espero que os seres humanos ouçam menos aos seus líderes e mais a Deus. E peço a Deus que nos facilite esta compreensão.

John Simão – Engenheiro uberlandense em São Paulo
john@3urb.com.br

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