Confidencial

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25/02/2011 8:18

2ª fase do teste

Na segunda parte do teste, a que a presidente Dilma Rousseff (PT) foi submetida, a votação do reajuste do salário mínimo no Senado, a vitória foi fácil. O resultado não surpreendeu, com a aprovação da proposta de R$ 545, mas houve menos embate do que se esperava. Na votação da emenda que previa o salário de R$ 600, foram 55 votos contra, 17 a favor e cinco abstenções. Já o texto que propunha R$ 560 recebeu 54 votos contra, 19 a favor e quatro abstenções. Para a oposição, ancorada por PSDB e DEM, este não é o retrato desejado para os quatro de mandato. Mas, em menor número, a oposição precisará queimar neurônios para conseguir barrar o ‘trator’ movido pela situação, pelo menos em algum momento.     
 
Cadê o Aécio? 
 
O mais temido opositor do governo Dilma no Senado, o mineiro Aécio Neves (PSDB), passou despercebido na votação do novo salário mínimo. Quem brilhou mesmo foi o também mineiro (pelo menos, de coração), Itamar Franco (PPS). Críticos em assuntos políticos não pouparam elogios ao discurso ao homem do topete. 

Presidenciável para 2014, conforme creem os governistas, Aécio Neves deve ter ponderado quanto a desperdiçar energia para defender um mínimo superior a R$ 545, o que seria dar ponto sem nó. Quem tem o que perder, economiza para momentos mais oportunos, que, em quatro anos, certamente não faltarão.         

Mais poder

As assembleias querem mais poder para legislar sem esbarrar na Constituição Federal. Os deputados estaduais defendem, por exemplo, que possam regulamentar temas como trânsito e transporte, licitação e diretrizes e bases da educação. Para isso, eles articulam uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tire certas competências da União.   
 
Entrevista

Profissionais da imprensa de Uberlândia esperaram ontem, durante meia hora, sentados no chão do saguão de entrada da prefeitura, por uma entrevista coletiva que foi cancelada. A entrevistada seria a secretária de estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, que se reuniu com o prefeito Odelmo Leão e representantes de outros 14 municípios. Depois da espera, os profissionais puderam entrar na sala de reunião, mas sem direito a perguntas.        

FRASE

“A oposição perdeu o discurso e, agora, busca chifre em cabeça de cavalo”
Afirmou Romero Jucá, referindo-se ao questionamento da oposição ao governo sobre fixar o salário mínimo por decreto. 

É Carnaval

Os protestos de trabalhadores e sindicalistas em função do porcentual de reajuste do salário mínimo foram propícios para esta época, que antecede o Carnaval. Na semana passada, quando o projeto foi votado na Câmara dos Deputados, um manifestante levou para a Esplanada dos Ministérios uma fantasia com a reprodução da imagem de Dilma no quadro feito pelo artista plástico Romero Britto e dado à presidente.  A camiseta que o boneco vestia trazia a inscrição “Dil-má”. De qualquer forma, lembrava um bloco carnavalesco. Na quarta-feira (23), quando o projeto foi votado no Senado, Dilma foi o tema de máscaras de populares que ocuparam o plenário, com direito a sobrancelhas arqueadas, dentes projetados para fora e brincos de pérola.

Homenagem?

Os mais desavisados até poderiam achar que os manifestantes que usaram, no Senado, máscaras com a caricatura de Dilma (foto), estavam homenageando a presidente.

CURTAS

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, bateu o martelo e vai mesmo fundar um novo partido. Ele vai deixar o DEM até 30 de março. A intenção, pelo menos até o momento, é fazer a fusão da nova sigla ao PSB. Kassab deve arrastar com ele deputados, senadores e vice-governadores.    

Eleitores faltosos com a Justiça Eleitoral podem regularizar a situação até o dia 14 de abril. Para consultar a situação do título, basta acessar a página do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.

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