Confidencial

Análise dos fatos políticos mais relevantes da cidade e região.

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1/03/2011 7:30

Os grandes

O Congresso Nacional começa a se mexer, de novo, em prol da reforma política. E, desta vez, a pressão por parte de grandes partidos será maior. As legendas mais expressivas querem a redução do número de partidos. Isso para não perder potenciais pré-candidatos para os nanicos. Já não é novidade a troca de partido por parte daqueles que não querem correr o risco de não se eleger em função do quociente eleitoral. É exatamente esta migração que os grandes buscarão eliminar. A resolução que impõe a fidelidade partidária impede que os políticos mudem de legenda no exercício do mandato, mas quem não tem cargo fica à vontade para fazer a troca.       

Tucanos

O PSDB é um dos partidos que visam à aniquilação, por meio da reforma política, dos partidos que servem somente de trampolim para as cadeiras do Legislativo. Ou seja, daqueles que permitem a eleição de candidatos menos votados que concorrentes de grandes partidos. Os tucanos já organizaram uma comissão, com deputados e senadores, para discutir este assunto. Aécio Neves vai comandar os trabalhos.     

Em Minas

Na Assembleia Legislativa mineira, a quantidade de partidos representados passou de 16, até o ano passado, para 21. De acordo com o deputado Luiz Humberto Carneiro, líder do PSDB na Casa, os parlamentares também vão montar uma comissão para dar respaldo aos trabalhos realizados no Congresso, com foco na reforma política.       

Sem identidade

A falta de identidade entre o eleitorado brasileiro e os partidos propicia a eleição de candidatos, independentemente da legenda a que estejam ligados. Por sua vez, esta situação facilita o uso de partidos de aluguel por aqueles que buscam um cargo nas esferas do Legislativo valendo-se do quociente eleitoral.
 
Enquanto isso…

O detalhamento do corte do orçamento da União confirmou a redução de R$ 18 bilhões em emendas parlamentares. O valor corresponde a 72% dos R$ 25 bilhões param emendas. Isso significa que os deputados terão menos recursos para atender às demandas de suas bases. Na semana passada, o deputado Gilmar Machado (PT) afirmou que o corte só atinge as emendas de bancada.  

FRASE

“A presidente começa a descumprir uma das suas promessas de campanha ao cortar o programa Minha Casa, Minha Vida”
Afirmou o deputado ACM Neto, sobre o corte no orçamento da União, que foi detalhado ontem.

Arquimedes

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) deve emplacar nome em cargos do governo federal. O ex-reitor Arquimedes Ciloni foi convidado pelo ministro Aloizio Mercadante para assumir a subsecretaria de coordenação das unidades de pesquisa do Ministério de Ciência e Tecnologia. Arquimedes foi reitor da UFU por dois mandatos, de 2000 a 2008. Após deixar a reitoria, ele atuou como professor da Faculdade de Engenharia Civil, cargo do qual foi liberado para ocupar a vaga no terceiro escalão do governo federal. Arquimedes foi procurado, mas disse que ainda não pode dar declarações sobre o convite. Ele é o quarto nome oriundo da UFU, como profissional ou ex-aluno, a conquistar espaço no governo.    

Programa

A presidente Dilma Rousseff participa hoje de um programa global matinal. Ela vai abordar assuntos que vão desde o câncer que sofreu até chegar a temas políticos e vai fazer uma omelete.

CURTAS

A Câmara Municipal de Uberlândia abre hoje o período de sessões do mês de março. Um dos projetos da pauta é o que cria a Escola Municipal de Educação (Emei) Jornalista Luiz Fernando Quirino. A unidade já está pronta e vai atender crianças do bairro Jardim Célia.   

Auditores do TRE-MG recomendaram que a Corte do tribunal desaprove as contas do ex-senador Hélio Costa (PMDB) e do ex-ministro Patrus Ananias (PT). Um relatório aponta indícios de irregularidades nos gastos de ambos durante a campanha para o governo de Minas, em 2010.

Comentários (3)

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  1. Xadem disse:01/03/11 10:54

    Essa questão de partido é um jogo de sinuca.

    Se você só tem partidos grandes, você é forçado a compactuar com corrupção e à ditadura, por exemplo. Em partidos menores você tem condições de desenvolver uma nova ideologia e ficar longe do ranso da política tradicional de roubo, embora o primeiro caso aconteça em ambos.

    Sinceramente, sou pelo fim dos partidos. Ele só servem para massa de manobra mesmo. Parece loucura, mas isso não funciona é muito jogo de interesse pessoa. Política no Brasil é pessoal e enquanto perdurar isso, partido não faz sentido.

    Vejam, Gilmar Machado nas últimas eleições para prefeito virou as costas para o Weliton. Isso é fato. Ele era o líder do Lula. Isso é partido? Vejam o que o Kassab está fazendo, isso é partido?
    Estariam, ambos errados?

    Então senhor presidente, meu voto é pelo fim dos partidos, até que o voto dos deputados seja pela justiça e pela igualdade e não pela própria conta bancária.

    A senhor presidente, financiamento público de campanha e paridade na disputa. Isso é fundamental, senão tudo naufraga.

    Xadem
    sou@xadem.com

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  2. Léo Teterello disse:01/03/11 11:18

    O deputado Gilmar Machado apressa-se em afirmar que suas emendas não serão afetadas…
    Me engana que eu gosto!

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  3. mario macedo disse:01/03/11 19:59

    Cara Selma, essas notícias são requentadas….por onde vc andava……?

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