Chapéu mexicano
Os vereadores da oposição levaram um chapéu na sessão de ontem, na Câmara. O projeto de lei de Zoneamento Urbano, Uso e Ocupação do Solo, que deveria ser votado na segunda-feira (14), depois que a vereadora Jerônima Carlesso (PP) pediu vistas por um prazo de 48 horas, voltou à Casa ontem e foi aprovado, em primeira discussão, por 16 votos favoráveis e quatro ausências. Na quinta-feira, dia que, em princípio, a proposta seria votada, o vereador Delfino Rodrigues (PT) convidou dezenas de pequenos empresários da construção civil, setor diretamente interessado nas mudanças previstas, a comparecer ao plenário, mas a votação foi adiada. Para segunda-feira, a previsão era que o plenário também ficasse lotado.
Sem susto
O fantasma da emenda que restringiria a construção de pequenos edifícios residenciais no bairro Santa Mônica não apareceu. Há duas hipóteses para isso: ou o receio dos construtores era baseado em boatos infundados ou a pressão do setor funcionou. Medidas impopulares, que geram polêmica, geralmente, são dosadas e repensadas.
O projeto de Zoneamento Urbano, Uso e Ocupação do Solo será votado, em segunda discussão, na segunda-feira. De acordo com o vereador Delfino Rodrigues (PT), é improvável que algum vereador ainda apresente emenda, mesmo que isso seja permitido pelo regimento interno da Câmara. Ou seja, se ocorrer alguma mudança, será mesmo uma surpresa.
Poder nas mãos
Emendas vão, emendas vêm e os vereadores de Uberlândia não se entendem quanto aos critérios para que as comissões, formadas por colegas da Casa, as considerem constitucionais ou não. Não faltam acusações de uso político do cargo para estabelecer que determinado projeto ou emenda não é legalmente viável. A resposta às críticas não muda: o critério de avaliação é técnico e, não, político.
Novo partido
O Partido Democrático Brasileiro (PDB) ainda é um embrião, mas seus defensores, ou seja, aliados do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab – para quem a legenda está sendo criada – afirmam que o partido vai atrair 3 mil políticos. O estatuto da nova sigla está pronto, segundo os advogados responsáveis pela elaboração do documento.
FRASE
“O PDB deve entrar para a história política como uma espécie de terceira via”
Afirmou o advogado Alberto Rollo, um dos responsáveis pela elaboração do estatuto do PDB.
Bate e assopra – 2
A presidente Dilma Rousseff parece mesmo ter aprendido a lição com seu antecessor, padrinho e professor Lula. Como todo governante que se preze, ela já demonstrou que tem uma mão de ferro e outra de pluma – uma para bater e outra para afagar. Na votação do projeto que definiu o salário mínimo, o governo não abriu mão de fixar o valor em R$ 545. As centrais sindicais não ficaram satisfeitas, mas não tinham arma para pressionar o governo. Agora, na definição do reajuste da tabela do Imposto de Renda, o governo não cedeu, de novo, mas fez um acordo que agradou às centrais, cujos representantes saíram todos sorridentes da reunião com a presidente, ontem (leia mais na página A9).
Lula na Al Jazeera
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece que vai mesmo consolidar sua carreira de palestrante, agora, internacional. Ele fala, amanhã, durante o Fórum da rede de TV Al Jazeera, em Doha (Qatar), sobre a democracia no Brasil.
CURTAS
O plenário da Câmara dos Deputados deve votar na terça-feira (15), em sessão extraordinária, o projeto de lei que estabelece metas para que todas as escolas públicas sejam conectadas à internet. A proposta prioriza as escolas da zona rural.
A comissão da reforma política, no Senado, vai discutir na quinta-feira, entre os três temas que serão debatidos na semana que vem, se o voto deve ou não continuar sendo obrigatório no Brasil. Os senadores vão decidir se querem manter a regra atual ou modificá-la.
Comentários 0