Espécie em extinção
A oposição no Brasil tem caminhado para entrar na lista das espécies em extinção, conforme comparou o ex-deputado Raul Jungmann. No Congresso Nacional, PSDB, DEM e PPS perderam o rumo ao optar pelo discurso de “oposição responsável”, “oposição coerente”. No governo Lula, quanto mais a oposição batia de frente, mais alto eram os índices de aprovação do governo e do próprio presidente. Usaram o instrumento errado ou da forma equivocada. Aliás, tucanos, democratas e companhia se preocuparam mais em atacar do que construir e apresentar uma proposta diferente à sociedade. No governo Dilma, o discurso caminha no mesmo sentido.
Sem reação
A onda de abonar o governo e baixar a crista tem encontrado ressonância nas outras esferas do Legislativo. Em Minas Gerais, a oposição, que se resume a três partidos (ou dois e meio, considerando que o PMDB é dividido) na Assembleia Legislativa, tem como único instrumento para ser ouvida o regimento interno, que permite obstruções em votações importantes no plenário, onde o governo tem maioria esmagadora. Na Câmara de Uberlândia, nem isso é utilizado. O regimento fica na gaveta e, quando algum vereador ameaça voo em sua direção, tem alguém da base aliada de prontidão para cortar suas asas.
PSD
A criação de um novo partido, o PSD, abre uma espécie de janela para que parlamentares insatisfeitos com o comportamento de suas legendas, hoje na oposição e, portanto, fora das benesses que a máquina administrativa proporciona, possam ingressar na base aliada. Mesmo que seja pela porta dos fundos.
Frase
“Não quero que Deus me dê nem um dia de vida a mais de que eu não possa me orgulhar”
José Alencar, ex-vice-presidente
Mais do mesmo
O novo partido não traz nova ideologia ao processo político e muito menos abre o leque de opções para quem está insatisfeito com os rumos da vida política. Trata-se de uma legenda que chega utilizando uma carcaça velha, um sistema viciado e integrantes/fundadores com interesses pessoais. É provável que a nova legenda não consiga resolver a tempo todos os trâmites necessários para se credenciar para as eleições de 2012. Não fará nenhuma falta.
Reforma 1
A discussão da reforma política tem caminhado a passos largos neste início de legislatura federal. No entanto, a empolgação demonstrada por novos parlamentares pode levar a proposta para o mesmo destino que centenas de outras proposições sobre o assunto tiveram nas duas últimas décadas: o arquivo. A equação é simples. Câmara e Senado possuem, cada um, uma comissão especial para analisar as propostas. Queda de braço à vista.
Reforma 2
As duas Casas Legislativas discutem a reforma política separadamente tomando como prioridade itens que vão ao encontro dos interesses de seus partidos e de ambições pessoais. O fim do voto proporcional, por exemplo, não agrada aos deputados que sempre contaram com o empurrão de companheiros de partido e de outras legendas coligadas para se eleger. Em contrapartida, encontra apoio nos puxadores de votos que sempre terão um lugar ao sol na lista dos eleitos.
Curtas
Deputados mineiros visitam hoje Pouso Alegre, no Sul de Minas, para verificar a operação de radares de trânsito no município. Ontem os deputados visitaram Sabará.
A comissão que apura a instalação de radares ainda não agendou uma data para visitar Uberlândia, conforme requerimento aprovado em comissão. Nenhum indício de irregularidade ou reclamação de Uberlândia chegou à ALMG.
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Xadem disse:30/03/11 8:49
Uma reforma política eficaz teria condições de colocar a avaliação dos candidatos em pé de igualdade e isso faria com que os abastados, que sempre vencem, e/ou se vendem em troca de apoios futuros, e/ou comprometem-se para receber ilicitamente posteriormente o investido na eleição, e/ou lavam dinheiro, enfim, em situação muito “inviável”, diminuindo a chance de eleição.
Para político convencional, não é interessante mudar o modus operandi, porque, com uma reforma política eficaz, seria o fim dos agentes políticos “sem conteúdo” e, disso, o Brasil está cheio.
Xadem
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ODETE AFONSO disse:31/03/11 8:39
É LAMENTAVEL OUVIR DESTE DEPUTADO BOLSONARO AS PALAVRAS QUE ELE PRONUCIOU CONTRA NEGROS E GAYS EM SUA ENTREVISTA
COMO PODE ELE SE ACHAR NO DIREITO DE ACREDI AS PESSOAS NEGRAS GAYS TODOS TEM O MESMO DIREITO PELA CONSTUIÇÃO DESTE PAIS . TODOS PAGAM IMPOSTOS NUNCA COLOCARAM UMA URNA SEPARADA NO DIA DAS ELEIÇÕES PARA GAYS VOTAREM OU PARA NEGROS . ODETE AFONSO DE CASTRO
Comentários (2)