Sessão de descarrego
O clima na Câmara de Vereadores voltou a azedar depois da derrubada, em segundo turno, do projeto de lei que instituía a meia entrada para pessoas com deficiência em eventos culturais e esportivos, uma semana depois da aprovação por unanimidade na primeira discussão. Autor da proposta, Adriano Zago (PSC) subiu à tribuna e fez um discurso em que ressaltou a necessidade de se ter um Parlamento “forte e independente”. Sinalizou ainda que a rejeição foi influenciada pela “subserviência a interesses políticos e econômicos” e que, quando isso acontece com frequência, o vereador passa a ser mais um “despachante de luxo”, uma “marionete” do Executivo.
Frase
“Os costumes coronelísticos permanecem e desfigura a ação política, que compromete o eleitor e ao vereador submetido ao cabresto dos coronéis”
Adriano Zago (PSC), vereador, em discurso na tribuna falando da “subserviência” da Câmara em votação de projetos de interesse do Executivo.
Frase 2
”A política é árdua e não é para amadores. Enquanto dirigente partidário, a gente acaba tomando decisões que machucam algumas pessoas, mas é preciso ter lado”
Ronaldo Alves, vereador e presidente municipal do PSC.
Desistência
O tom de discurso cruzado na Câmara pode ter contribuído para provocar a segunda baixa na próxima eleição municipal. Ao repercutir discurso sobre a mudança de posicionamento entre uma votação e outra, o vereador Adicionaldo Cardoso (PSDB) disse que não será mais candidato à reeleição. Em fevereiro, o vereador Murilo Ferreira (PDT) também declarou que não seria candidato a nenhum cargo eletivo nas próximas eleições. A declaração fora dada uma semana depois de anunciar que seria pré-candidato a prefeito e, pouco depois, ter sido desabonado pelo partido.
Jogando a toalha
Procurado pela Coluna, Adicionaldo Cardoso confirmou que está “descrente com a vida pública” e que está bastante tendencioso a “jogar a toalha”. “Tem gente que vota para acompanhar o grupo, mas eu sempre votei com convicção, de acordo com minha consciência. Isso gera um desgaste e eu já estou no terceiro mandato, com 56 anos”, disse. “Mas continuo alinhado com o grupo que está na prefeitura e vou ajudar até os últimos dias do governo”, disse.
Nova direção
O PSDB de Uberlândia se prepara para eleger o novo presidente do partido, que hoje está em Comissão Provisória Municipal. A tendência é que o atual presidente, o secretário de Trânsito e Transportes, Paulo Sérgio Ferreira, seja reconduzido ao cargo. No entanto, o partido dispõe de vários nomes capazes de também conduzir os trabalhos visando organizar a casa para as eleições do próximo ano. Uma coisa, pelo menos é certa: desta vez, a sucessão interna deverá ser menos tumultuada que nas duas eleições anteriores, quando o vice-prefeito Aristides de Freitas (ex-PSDB) foi eleito. “O partido está bem unido. O Paulo Sérgio só não se reelege, se ele não quiser”, disse um tucano, que teve o nome cotado para comandar a legenda.
Curtas
A eleição no PSDB municipal vai acontecer no dia 8 de maio, quando será escolhida toda a diretoria tucana e os conselheiros. Depois de indicar o vice na chapa encabeçada pelo PP, os tucanos fortalecem a ideia de candidatura própria a prefeito.
“Agora, o PSDB tem tudo para ter candidato [a prefeito]. Temos o governador do Estado, três vereadores, dois secretários municipais. Mas vamos conversar com o grupo. Não podemos ser radicais”, disse um tucano de longa data.
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Maria de Fátima disse:13/04/11 19:42
Esta Camara ´e um desrespeito ao uberlandense.Vergonhosa.Claro que politica serve para profissionais vereador,a prova esta ai.
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