Confidencial

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21/05/2011 6:00

E a semana…

A semana começou com a notícia de que o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, multiplicou por 20 seu patrimônio durante os últimos quatro anos, quando exerceu o mandato de deputado federal. E termina com a base aliada, capitaneada pelo Palácio do Planalto, comemorando o sucesso na blindagem ao ministro. O mesmo Congresso Nacional que não concordou em levar o ministro para dar explicações sobre seu sucesso extraordinário no mundo da consultoria, também se negou novamente a votar o Código Florestal e sinalizou que a reforma política vai novamente para o saco (de lixo).

Frase

“Eu identifico outros homossexuais aqui (no Congresso). Mas não quero forçosamente denunciá-los e tirá-los do armário”
Jean Wyllys (PSOL-RJ), deputado federal, gay assumido e líder do Movimento de Combate à Homofobia, comentando a resistência dos colegas ao projeto.

Fichas-sujas com aviso prévio

Em nível estadual, a semana também registrou reviravoltas no meio político. Depois que um terceiro integrante do primeiro escalão pediu exoneração do cargo após divulgação de notícia referente a problemas com a Justiça que o tornou inelegível, o governador Antonio Anastasia publicou decreto tornando mais rígidas as regras para assumir cargos em comissão na Administração Pública estadual. O mesmo decreto dá prazo de 30 dias para que todos os comissionados nos três escalões do Poder Executivo apresentem declarações que comprovem não haver impedimentos. Quem estiver com a ficha-suja terá de entregar o cargo.

Entre mocinhos e bandidos

Em Uberlândia, a semana foi marcada pela greve na Polícia Civil que obrigou muita gente a passar a noite na fila do Psiu ou numa sala da Delegacia Regional à espera de atendimento. Muitas testemunhas de ocorrências policiais tiveram que dividir espaço com suspeitos de crimes, enquanto, em outras cidades do Triângulo, os criminosos nem sequer foram conduzidos às delegacias por falta de pessoal.

Mais vagas, mais filiados

O aumento de mais seis vagas na Câmara de Uberlândia a partir da próxima legislatura já provocou uma correria aos partidos para filiação. Segundo um dirigente de partido, a mudança despertou a atenção, principalmente, dos novatos que sonham em lançar-se na disputa no próximo ano. Até os veteranos da política se animaram. Nomes que estavam fora do cenário há alguns anos podem ressuscitar nas urnas em 2012.

Quociente eleitoral

Um dos motivos que mais têm empolgado os partidos é a perspectiva de redução do quociente eleitoral. Nesta semana, o PTC, por exemplo, fez cálculos com base em 27 cadeiras na Câmara e chegou a um quociente eleitoral estimado em 12,5 mil votos na eleição do próximo ano, considerando a mesma margem de votos válidos verificada no pleito passado. Em 2008, o quociente foi de 14,9 mil votos.

Chapas

Com 27 cadeiras, o número de candidatos que um partido isolado poderá lançar sobe para 41. Em caso de coligação, são 54 candidatos na chapa. Ao mesmo tempo que ampliam as vagas, sobe também o número mínimo de mulheres na disputa. Sem coligação, cada partido terá que apresentar 13 candidatas; no caso de união entre as legendas, a margem sobe para 17. E desta vez não haverá perdão. A Justiça Eleitoral em Minas Gerais já adiantou que não vai aceitar chapas incompletas.

Corpo inteiro

Caso o fim das coligações na eleição proporcional seja aprovado no Congresso Nacional e tenha validade em 2012, o número de partidos representados na Câmara Municipal deve aumentar. Com mais cadeiras em disputa e um quociente eleitoral mais baixo, os partidos que tiverem chapa completa terão boas chances de fazer, ao menos, um vereador. Em Uberlândia, há um raciocínio de que as grandes legendas terão maior dificuldade para aumentar suas bancadas, uma vez que as respectivas chapas têm cabeça (puxadores de votos), mas não têm corpo (candidatos com votação mediana) nem rabo (candidatos com poucos votos).

Comentários (3)

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  1. Xadem disse:21/05/11 10:16

    É lamentável que o homossexualismo tenha se tornado um comércio e não mais uma causa.

    Quem perde, são aqueles que realmente são homossexuais. Os que vivem a modinha, do homossexualismo, tiram a legitimidade e a autenticidade dessa estado de ser.

    Xadem

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  2. Maria de Fátima disse:23/05/11 5:40

    espero que você jornalista bom que é não se negue a publicar os fichas sujas que anastasia nomeou para secretariado.E olha que não são um ou dois não.depois que os nomeou criou a Lei Ficha limpa para os cargos.Vergonhoso.Espero que não seje censurada.

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  3. Leandro Grôppo disse:23/05/11 15:53

    Sobre o aumento do número de vereadores e quanto ao fato de precisar de menos votos, isso é relativo, pois depende muito do partido ou da coligação que o candidato estiver.

    Ao contrário do que alguns incautos possam pensar, a lei de oferta e demanda fará com que a disputa aumente, conforme o número de candidatos também se eleve.

    Mais vagas = mais disputa, não esperem por facilidades.

    http://www.strattegy.com.br

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