Semelhança
Alguns leitores da Coluna se irritam quando se comenta sobre a política de Uberaba. Mas, neste caso, uma nova citação é inevitável. A Câmara Municipal de Uberaba acionou a Comissão de Ética [lá ela é permanente] para apurar se houve quebra de decoro parlamentar na última sessão de maio, quando o vereador Marcelo Borjão (PMDB) xingou o parlamentar Jorge Ferreira (PMN). A cena foi transmitida ao vivo pela TV Câmara. Após apuração, a comissão optou pelo arquivamento do processo.
Mais cedo
Em Uberlândia, se a Justiça não tivesse suspendido o trabalho da comissão, a punição ao vereador Delfino Rodrigues se resumiria a uma simples advertência por escrito, conforme comentário de um dos integrantes da comissão. Mas, como o processo de apuração foi desencadeado fora dos parâmetros considerados legais – a Justiça entendeu assim ao conceder a liminar -, o caso foi encerrado mais cedo.
15 minutos
Qualquer semelhança entre o caso de Uberaba com o da Comissão Especial instaurada pela Câmara de Uberlândia não é mera coincidência. Nas duas situações, os personagens envolvidos conseguiram o que queriam: palanque. Resguardadas as devidas proporções e a negativa pelo descontrole emocional dos envolvidos, os nomes citados despertaram a atenção da mídia e dos próprios eleitores, que também tomaram partido da situação, conforme se observa nos comentários da Coluna postados no site.
Ficha limpa
Ainda sobre Uberaba, a Câmara Municipal colocou em apreciação ontem projeto de lei que cria a Ficha Limpa municipal na administração pública. Duas emendas ao projeto e um pedido de vistas adiou a votação para o mês seguinte. O detalhe, no entanto, ficou por conta do pedido da direção do PMDB municipal, que recomendou aos seus três vereadores que votassem contra a iniciativa. Vale lembrar que o PMDB é o partido do prefeito Anderson Adauto, réu no processo do mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal.
Sem resistência
Apesar do pedido, é pouco provável que o PMDB de Uberaba consiga barrar o Ficha Limpa municipal. Um dos vereadores do partido é coautor do projeto – os outros dois não se manifestaram. No entanto, a maioria da Câmara já demonstrou ser favorável à adoção de mecanismos que proíbam a indicação de fichas sujas para cargos comissionados na esfera pública municipal.
Frase
“O Palocci sai do governo, mas o governo não sai do Palocci”
Humberto Dantas, cientista político e integrante do Movimento Voto Consciente, analisando que a queda do ministro da Casa Civil não elimina a crise que atingiu a administração de Dilma Rousseff
Sem desgaste
A Câmara de Uberlândia aprovou ontem o projeto de emenda à Lei Orgânica que altera a data limite para fixação dos subsídios dos vereadores. O texto atual determina que o salário a ser pago na legislatura seguinte deve ser fixado no primeiro semestre do último ano de mandato. Como o último ano é sempre ano eleitoral, os vereadores decidiram antecipar a medida. A alteração foi colocada em votação no fim da sessão de ontem. O projeto estava fora da pauta.
Ajustes
Até o fim do ano, os vereadores deverão votar os salários que vão vigorar na próxima legislatura. É provável que, além dos salários, o valor da verba indenizatória (hoje é de R$ 10 mil por mês para cada vereador) também seja apreciado e alterado. No entanto, não será um cálculo fácil de ser fechado. Com seis vereadores a mais a partir de 2013, a Câmara terá de adequar o orçamento aos interesses pessoais. Para não mexer no bolso, os vereadores terão que cortar da estrutura. A começar pelos próprios gabinetes, que deverão ter um, dois, três assessores a menos.
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Xadem disse:08/06/11 10:30
Lamento que o PMDB, meu partido, tenha tido essa postura em Uberaba. Como eu disse em nosso último encontro em Uberlândia: temos que tirar, não só os traidores, mas os corruptos do partido. Está passando da hora.
Agora, quanto ao aumento dos vereadores como fixar um aumento 6 meses antes do fim de um ano? É possível prever índices de 6 meses? Creio não ter entendido bem como se dará isso.
Tenho uma sugestão: Reajustem identicamente ao salário mínimo e no mesmo período. Deixem que seja “automático”, essa seria uma forma justa, adequada e coerente, pois, como representantes do povo, se submeteriam ao que o povo se submete, por livre e expontânea determinação dos agentes políticos e “gestores” desse país.
Xadem
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roberta catarina giacomo disse:09/06/11 0:20
Idéia corajosa essa da ficha limpa municipal, mas é brilhante, totalmente coerente com os preceitos constitucionais para a administração pública, que estão no art. 37, moralidade, publicidade, enfim deveria ser obrigatório…Por que não discutir isto com a população, pelo menos?
Comentários (2)