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18/06/2011 7:09

Nova direção

Depois de uma disputa entre lideranças de outros partidos, a nova comissão provisória do PTN em Uberlândia foi homologada esta semana, conforme registro no site do Tribunal Superior Eleitoral. Roberto Martins do Nascimento, que já atuava no partido antes dos mandos e desmandos das instâncias superiores, foi confirmado na presidência.

Em visita ontem à redação do CORREIO de Uberlândia, Roberto Martins e o secretário geral Neiriberto Camilo Gallo Júnior (foto) detalharam algumas prioridades para 2012, quando o PTN espera conquistar uma vaga na Câmara Municipal pela primeira vez.

Limite de votos

Com apenas um vereador em todo o Estado (no município de Contagem), o PTN tenta se desgrudar da “fama” de partido de aluguel, atribuída em pleitos anteriores e que acabou prejudicando os planos de quem havia apostado na chapa. “Ou os partidos pequenos buscam ter identidade própria ou vão acabar”, disse Neiriberto Camilo. Como prova de superação, o partido tem apostado em gente nova com disposição para se candidatar dentro de uma margem de equilíbrio. Para ser pré-candidato a vereador, não pode ter obtido mais que 1,5 mil votos na eleição passada, segundo a nova direção.

Voo solo

A Comissão Provisória municipal do PTN já trabalha de olho em novas regras para as eleições de 2012. “O fim das coligações deve prevalecer para o próximo ano. Mas, mesmo que permaneça [coligação], o partido está preparado para sair sozinho”, afirmou Roberto Martins. Nas duas últimas eleições, não foi assim. O PTN fez coligação com o PPS tanto em 2004 quanto em 2008. Nos dois pleitos acabou ajudando a eleger apenas um vereador, do PPS.

Majoritária

Segundo Roberto Martins, o PTN vai lançar candidatos a prefeito em algumas cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A medida visa fortalecer o partido no interior e, principalmente, alavancar a chapa de vereadores durante a campanha. Monte Alegre de Minas, Indianópolis, Centralina, Araguari e Uberaba são algumas das cidades em que o PTN já tem planos de lançar candidatura majoritária. Em Uberlândia, o partido faz parte da base aliada do prefeito Odelmo Leão (PP) e vai apoiar o escolhido pelo grupo.

Transparência

Um raio de luz parece ter iluminado o plenário da Câmara Municipal ontem durante a audiência pública para discussão da LDO de 2012. Ao subir na tribuna, o professor da UFU Eduardo Macedo sugeriu que a Casa disponibilizasse via internet os projetos de lei ainda em fase de tramitação, como já acontece na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Nesses legislativos, qualquer cidadão tem acesso ao conteúdo dos projetos. Já em Uberlândia, isso nunca aconteceu. O presidente da Câmara, vereador Vilmar Resende (PP), alegou que o regimento interno não permite, mas afirmou que a situação será revista e garantiu disponibilizar o texto da LDO para consulta no site antes da discussão em plenário.

Minha Casa

Ao comentar sobre a segunda etapa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, durante o programa de rádio “Bom- dia, Ministro”, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, citou Uberlândia como um exemplo a ser seguido. A ministra disse que prefeituras e governos estaduais precisam colaborar para garantir áreas para a construção das novas unidades. Miriam citou que o governo está acertando a doação de uma área federal para construção de 3 mil moradias em Uberlândia. A área pertence ao 36º BIMTz. Depois de dois anos de tramitação do processo, o termo de doação será assinado na próxima terça-feira, em Brasília.

Comentários (3)

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  1. Maria de Fátima disse:18/06/11 7:36

    Discussão da LDO?Só se for para a direita reacionária desta cidade,que visa somente o bem do grupo administrativo.E aí presidente, vai ouvir as sábias palavras do professor ,que é a lei de transparência do Orçamento Público ou vai se reunir para pedir permissão com o Executivo para assim o fazer?

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  2. Xadem disse:18/06/11 9:09

    Eu dei essa sugestão, pessoalmente, ao então presidente Baiano, há 3 anos atrás.

    Ningúem quer transparência. Fica mais difícil aprovar “coisas” do dia pra noite.

    Xadem

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  3. Léo Teterello disse:18/06/11 23:29

    E não é partido de aluguel? Tanto é que a notícia trouxe o que? A estratégia para eleger um vereador entre os que tiveram menos de 1,5 mil votos, e não a bandeira desse vereador, ou do grupo composto.

    faça me rir…

    esse tipo de partido paga-se para entrar, paga-se para manter, paga-se para candidatar, para se sair e etc…

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