Queda de braço
O vereador Ronaldo Alves (PSC) foi vítima, ontem, do próprio experimento que ajudou a fabricar. Com os votos contrários de sete vereadores da base aliada, o vice-líder do Executivo na Câmara viu seu projeto que institui a Câmara Mirim ser rejeitado em plenário. Em votação polêmica, que chegou a ser repetida duas vezes por um erro de interpretação do Regimento Interno, o assunto acabou tomando mais tempo do que a discussão sobre a LDO, votada no dia anterior. A última vez que a base aliada ficou tão dividida assim foi na última eleição da mesa diretora, ano passado.
Proteção
Foram sete votos favoráveis ao projeto da Câmara Mirim, sete contrários e seis abstenções. Adicionaldo Cardoso (PSDB), Jerônima Carlesso (PP), Pastor Leandro (PP), Carlito Cordeiro (PSDB), Márcio Nobre (PSDC), Misac Lacerda (PR) e William Alvorada (PDT) disseram “não” ao projeto sob o argumento de que já existe uma norma em vigor. Os sete formaram o batalhão de choque que manteve intacta a lei de autoria do deputado Tenente Lúcio (PDT), que, desde 2005, quando entrou em vigor, nunca foi colocada em prática.
Troco
Mas o que fez a diferença para a rejeição do projeto de Ronaldo Alves foram as seis abstenções. Gilmar Prado, Delfino Rodrigues e Professor Neivaldo, ambos do PT, mais Adriano Zago (sem partido) e Murilo Ferreira (PDT), se abstiveram porque os mesmos vereadores que queriam a aprovação da Câmara Mirim votaram contra proposta semelhante de criação do Parlamento Jovem, de autoria de Gilmar Prado. Inclusive o autor do projeto em discussão, Ronaldo Alves. Seguindo o raciocínio, Célio Moreira (PMDB) também se absteve.
Embate
Numa Casa de leis, em que vários partidos estão representados, o discurso político prevalece sobre o técnico e, muitas vezes, até mesmo sobre o emocional. A votação de ontem foi um exemplo típico. Ronaldo Alves apelou para o teor de seu projeto, argumentando que a Câmara Mirim seria uma forma de inserir os estudantes na participação legislativa e despertar a consciência política mais cedo. Mas a questão política falou mais alto.
Divisões internas
A votação de ontem dividiu não somente a base, mas também bancadas. O PDT votou dividido: William Alvorada foi contra e Murilo Ferreira se absteve. Já no PSDB, Adicionaldo Cardoso e Carlito Cordeiro foram contrários ao projeto, enquanto Norberto Nunes votou a favor. E no PP, Jerônima Carlesso e Pastor Leandro votaram pela rejeição; Hélio Ferraz foi favorável. Vilmar Resende, enquanto presidente, não vota, mas ontem chegou a dar o voto de minerva por duas vezes. Votou a favor.
Itamar Franco
Depois de dar o nome de Eliseu Resende a uma via pública do bairro Shopping Park, o vereador Doca Mastroiano (PSL) já pensa no homenageado da vez: Itamar Franco. Até a semana passada, Doca não tinha intenção de tomar a iniciativa por não ter tido nenhum laço de afinidade com o senador morto, conforme confidenciou ao titular desta coluna. A mudança de ideia, no entanto, veio depois que o vereador descobriu que Itamar também fora um escoteiro, assim como ele, e chegou até a ganhar uma medalha de honra numa graduação acima da sua. A dúvida de Doca agora é se Itamar Franco será indicado para nome de rua ou avenida.
Nova novela
A troca de experiências sugerida por vereadores de Uberaba, que estiveram na Câmara Uberlândia há duas semanas, parece ter encontrado ressonância. Ontem, o vereador Misac Lacerda elogiou lei de Uberaba que proíbe o que ele definiu como “carros bombas”, ou seja, veículos que circulam com som no volume máximo. Misac propôs lei semelhante em Uberlândia, prevendo multas e apreensões. Em seguida, o vereador Delfino Rodrigues deu o grito e lembrou que projeto desta natureza já foi protocolado por ele. Resta saber se a proposta terá o aval da base aliada ou se vai se tornar em mais uma queda de braços pela paternidade.
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Léo Teterello disse:13/07/11 15:28
Será que a rua Itamar será rua ou avenida?? E o parlamento jovem, parlamento ou câmara mirim??? E a lei do carro-bomba, carro-bomba ou carro-talibã????
Ah! E ainda tem a Copa!!!!
Realmente, só assuntos da mais alta relevância para a cidade!É MUITA FALTA DO QUE FAZER!!!
Não sobra 1, -
Agnaldo disse:14/07/11 1:59
Esse vereador Doca Mastroiona é muito limitado para não dizer incapaz de exercer um mandato. Só pensa em homenagear pessoas conhecidas para dar nome de logradouro, aliás ele nem deve saber o que Logradouro, por
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Agnaldo disse:14/07/11 2:04
A dúvida do vereador é se Itamar será nome de rua ou avenida, mas pode pensar também em alameda ou praça. Ele não iria homenagear o Itamar Franco porque não o conhecia e nem tinha afinidades, aí tudo mudou de rumo qaundo ele descobriu que o falecido tinha sido escoteiro, oh que afinidade. O vereador Doca no fundo não sentiu outras afinidades com o Itamar Franco ? Vereador vê se justifica o dinheiro felpudo que ganha as nossas custas TRABALHANDO como vereador, ficar só homenageando essas figuras não justifica o seu salário. Toma Vergonha e vai trabalhar sujeito.
Comentários (3)