Confidencial

Análise dos fatos políticos mais relevantes da cidade e região.

Confidencial A coluna Confidencial é publicada de terça-feira a sábado.

13/07/2011 9:16

Queda de braço

O vereador Ronaldo Alves (PSC) foi vítima, ontem, do próprio experimento que ajudou a fabricar. Com os votos contrários de sete vereadores da base aliada, o vice-líder do Executivo na Câmara viu seu projeto que institui a Câmara Mirim ser rejeitado em plenário. Em votação polêmica, que chegou a ser repetida duas vezes por um erro de interpretação do Regimento Interno, o assunto acabou tomando mais tempo do que a discussão sobre a LDO, votada no dia anterior. A última vez que a base aliada ficou tão dividida assim foi na última eleição da mesa diretora, ano passado.

Proteção

Foram sete votos favoráveis ao projeto da Câmara Mirim, sete contrários e seis abstenções. Adicionaldo Cardoso (PSDB), Jerônima Carlesso (PP), Pastor Leandro (PP), Carlito Cordeiro (PSDB), Márcio Nobre (PSDC), Misac Lacerda (PR) e William Alvorada (PDT) disseram “não” ao projeto sob o argumento de que já existe uma norma em vigor. Os sete formaram o batalhão de choque que manteve intacta a lei de autoria do deputado Tenente Lúcio (PDT), que, desde 2005, quando entrou em vigor, nunca foi colocada em prática.

Troco

Mas o que fez a diferença para a rejeição do projeto de Ronaldo Alves foram as seis abstenções. Gilmar Prado, Delfino Rodrigues e Professor Neivaldo, ambos do PT, mais Adriano Zago (sem partido) e Murilo Ferreira (PDT), se abstiveram porque os mesmos vereadores que queriam a aprovação da Câmara Mirim votaram contra proposta semelhante de criação do Parlamento Jovem, de autoria de Gilmar Prado. Inclusive o autor do projeto em discussão, Ronaldo Alves. Seguindo o raciocínio, Célio Moreira (PMDB) também se absteve.

Embate

Numa Casa de leis, em que vários partidos estão representados, o discurso político prevalece sobre o técnico e, muitas vezes, até mesmo sobre o emocional. A votação de ontem foi um exemplo típico. Ronaldo Alves apelou para o teor de seu projeto, argumentando que a Câmara Mirim seria uma forma de inserir os estudantes na participação legislativa e despertar a consciência política mais cedo. Mas a questão política falou mais alto.

Divisões internas

A votação de ontem dividiu não somente a base, mas também bancadas. O PDT votou dividido: William Alvorada foi contra e Murilo Ferreira se absteve. Já no PSDB, Adicionaldo Cardoso e Carlito Cordeiro foram contrários ao projeto, enquanto Norberto Nunes votou a favor. E no PP, Jerônima Carlesso e Pastor Leandro votaram pela rejeição; Hélio Ferraz foi favorável. Vilmar Resende, enquanto presidente, não vota, mas ontem chegou a dar o voto de minerva por duas vezes. Votou a favor.

Itamar Franco

Depois de dar o nome de Eliseu Resende a uma via pública do bairro Shopping Park, o vereador Doca Mastroiano (PSL) já pensa no homenageado da vez: Itamar Franco. Até a semana passada, Doca não tinha intenção de tomar a iniciativa por não ter tido nenhum laço de afinidade com o senador morto, conforme confidenciou ao titular desta coluna. A mudança de ideia, no entanto, veio depois que o vereador descobriu que Itamar também fora um escoteiro, assim como ele, e chegou até a ganhar uma medalha de honra numa graduação acima da sua. A dúvida de Doca agora é se Itamar Franco será indicado para nome de rua ou avenida.

Nova novela

A troca de experiências sugerida por vereadores de Uberaba, que estiveram na Câmara Uberlândia há duas semanas, parece ter encontrado ressonância. Ontem, o vereador Misac Lacerda elogiou lei de Uberaba que proíbe o que ele definiu como “carros bombas”, ou seja, veículos que circulam com som no volume máximo. Misac propôs lei semelhante em Uberlândia, prevendo multas e apreensões. Em seguida, o vereador Delfino Rodrigues deu o grito e lembrou que projeto desta natureza já foi protocolado por ele. Resta saber se a proposta terá o aval da base aliada ou se vai se tornar em mais uma queda de braços pela paternidade.

Comentários (3)

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.

 

  1. Léo Teterello disse:13/07/11 15:28

    Será que a rua Itamar será rua ou avenida?? E o parlamento jovem, parlamento ou câmara mirim??? E a lei do carro-bomba, carro-bomba ou carro-talibã????

    Ah! E ainda tem a Copa!!!!
    Realmente, só assuntos da mais alta relevância para a cidade!

    É MUITA FALTA DO QUE FAZER!!!
    Não sobra 1,

    Responder
  2. Agnaldo disse:14/07/11 1:59

    Esse vereador Doca Mastroiona é muito limitado para não dizer incapaz de exercer um mandato. Só pensa em homenagear pessoas conhecidas para dar nome de logradouro, aliás ele nem deve saber o que Logradouro, por

    Responder
  3. Agnaldo disse:14/07/11 2:04

    A dúvida do vereador é se Itamar será nome de rua ou avenida, mas pode pensar também em alameda ou praça. Ele não iria homenagear o Itamar Franco porque não o conhecia e nem tinha afinidades, aí tudo mudou de rumo qaundo ele descobriu que o falecido tinha sido escoteiro, oh que afinidade. O vereador Doca no fundo não sentiu outras afinidades com o Itamar Franco ? Vereador vê se justifica o dinheiro felpudo que ganha as nossas custas TRABALHANDO como vereador, ficar só homenageando essas figuras não justifica o seu salário. Toma Vergonha e vai trabalhar sujeito.

    Responder