Preparação
Primeiro foi o PSDB, depois o PT e, agora, é a vez do PMDB fazer um grande encontro nacional com lideranças do partido para discutir as eleições de 2012. Será nesta quinta-feira, em Brasília. A pouco mais de um ano para o próximo teste nas urnas, as principais legendas nacionais reforçam a necessidade de lançar o maior número possível de candidatos a prefeito e também de vereadores e a buscar alianças com os parceiros de sempre. Desde que não comprometa os próprios planos.
Mais vagas
Ao promover grandes eventos com as presenças dos principais caciques, os partidos buscam dar visibilidade às ações, na expectativa de atrair novos filiados que darão sustentação às ambições mais adiante. Com mais vagas nas câmaras municipais a partir da próxima legislatura, a eleição para vereador ganhou dedicação e empenho como nunca se viu antes nos partidos.
Reforço
Mais vereadores eleitos em 2012 significa mais representatividade nas câmaras, o que será um reforço e tanto para 2014. Como a reforma política deve ficar mesmo para a eleição seguinte, os partidos estão se preparando com o pensamento nos dois pleitos. Quanto mais cadeiras nos legislativos municipais, mais apoio nas campanhas estadual e presidencial.
Filiações
As listas atualizadas dos partidos só serão entregues à Justiça Eleitoral em outubro, quando será possível conhecer os nomes e a quantidade de filiados que cada agremiação conseguiu recrutar. Por enquanto, continua o mistério.
Troca-troca
O dado mais recente disponibilizado no site do Tribunal Superior Eleitoral aponta Uberlândia hoje com 27.248 eleitores filiados a partidos políticos. São 300 filiados a menos que há um ano atrás, quando o registro apontava 24.548 filiados. O número vai subir, e muito, a partir da nova atualização, mas, por enquanto, a situação atual mostra a margem de pedidos de desligamento, o que sinaliza que há uma grande mobilização de troca-troca acontecendo nos bastidores.
Reforma
A proposta de reforma política em tramitação no Congresso deverá ser votada na comissão especial da Câmara dos Deputados no próximo dia 21. Embora a falta de entendimento entre partidos e parlamentares evidencie a possibilidade de a reforma não sair do papel, também não causaria surpresa se alguma coisa fosse votada ainda a tempo de vigorar em 2012. É aí que mora o perigo. Quando se aprova qualquer coisa no apagar das luzes, o risco de desagradar é bem maior do que a expectativa esperada em torno da intenção original.
Lula
Uma evidência de que algum item da reforma política pode ser votado até o início de outubro pelo Congresso Nacional é a mobilização que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito pelos bastidores. Ontem, por exemplo, Lula se reuniu com o relator do projeto na Câmara, o deputado federal Henrique Fontana (PT), além de outros deputados e líderes petistas, como Nilmário Miranda e Luiz Dulci, para saber detalhes da proposta. Na sexta-feira, já tem agendado encontro com lideranças de outros partidos, como PMDB, PDT e PSB, para conversar sobre a reforma política.
Frase
Deputado Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, descartando qualquer iniciativa do governo federal em 2011 para criar um imposto voltado ao financiamento da área de saúde

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