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19/10/2011 8:32

Sem imposição

Na última eleição para o governo de Minas Gerais, o PT tinha dois possíveis candidatos, Fernando Pimentel e Patrus Ananias, que acabaram sendo preteridos para que o nome do PMDB, do ex-ministro Hélio Costa, fosse escolhido como o candidato da coligação entre os dois partidos. A escolha, a contragosto de parte dos petistas mineiros, teve o dedo do ex-presidente Lula. Agora, em Uberlândia, o PT também tem dois eventuais pré-candidatos, os deputados federais Gilmar Machado e Weliton Prado. Para evitar um racha na legenda antes de um embate polarizado e praticamente plebiscitário que haverá no ano que vem contra o grupo do atual prefeito Odelmo Leão (PP), não será surpresa que as esferas estadual e federal do partido imponham um nome para evitar desgastes antes da hora do vamos ver.

Negação

O deputado federal Weliton Prado tem uma visão diferente sobre o que ocorreu no ano passado, quando o PT, que vinha batendo o pé para ter candidatura própria em Minas Gerais, cedeu o lugar para o ex-ministro Hélio Costa na hora do frigir dos ovos. “Não foi uma intervenção, o Pimentel se reuniu com o Lula e a Dilma e desistiu de concorrer ao governo e fez um acordo para disputar o Senado.”

Weliton, lacônico

Para o deputado Weliton Prado, este ainda não é o momento para falar em definição de nomes no partido para a disputa da Prefeitura de Uberlândia. “O partido vai discutir. O mais importante agora é elaborar um programa para a cidade e deixar a definição dos nomes para o momento certo dos calendários, inclusive obedecendo às regras impostas pela Justiça Eleitoral”, afirmou.

Consenso

Prado afirmou que o partido terá um nome de consenso. A palavra convenção, no entanto, não foi utilizada pelo parlamentar para falar sobre a escolha de um nome para concorrer ao Executivo uberlandense. “Aqui vai ter consenso”. Se a palavra convenção não fez parte da retórica do deputado, o termo unidade foi repetido algumas vezes. “O partido caminha para a unidade. Estamos discutindo um programa para a cidade e, no momento certo, vai afunilar para um nome que represente este projeto político”, disse.

Ordem sintomática

Na hora de Weliton Prado citar os nomes dos filiados do partido que podem encabeçar este projeto político, a ordem dos fatores pode ser um sintoma do que estará por vir no partido. “Temos ótimos nomes, como o deputado federal Gilmar Machado, que está fazendo um brilhante trabalho em Brasília. Eu também sou o coordenador de obras da Comissão de Orçamento (do Congresso), temos o deputado estadual Elismar Prado, temos três vereadores e temos todas as condições de ter uma candidatura forte para o ano que vem”, disse.

PMDB

Um dos prováveis aliados do PT na próxima eleição em Uberlândia, o PMDB ainda não tem uma posição definida sobre como será a estratégia para a eleição majoritária na cidade. Segundo o presidente do diretório peemedebista em Uberlândia, Eduardo Afonso, as reuniões tendo em vista a discussão sobre lançar ou não lançar candidatura própria para a prefeitura ficarão para o próximo mês. “Estamos ainda conversando com o PT e com outros partidos de esquerda”, disse.

Chapa peemedebista

Para a eleição proporcional (de vereador), o PMDB local conseguiu cumprir uma das metas estabelecidas antes do prazo encerrado na última sexta-feira para concluir as filiações dos interessados em disputar a eleição do próximo ano pelo partido. “Teremos uma chapa completa para vereador. Oxigenamos o partido e estamos com 3,7 mil filiados em Uberlândia”, afirmou Afonso. Entre os principais nomes que vão compor a chapa e que foram citados pelo dirigente do partido estão a do vereador Adriano Zago e a do ex-deputado federal Luiz Alberto Rodrigues.

Frase

“O Brasil é o único país do mundo onde organizações não-governamentais vivem do governo”,

Jornalista Sandro Vaia, via Twitter

CURTAS

O escândalo no Ministério dos Esportes provocou uma situação inusitada ontem em Brasília (DF).

Enquanto o ministro Orlando Silva (PCdoB) dava esclarecimentos sobre as denúncias de desvios de verba em programas do ministério para os deputados federais na Câmara, o policial militar e ex-militante do PCdoB João Dias Ferreira, delator dos indícios de corrupção na pasta, era recebido por senadores da oposição no Senado.

E quem partiu para o contra-ataque foi o ministro. “Quem tem provas contra ele sou eu”, afirmou o ministro, ontem, na Câmara.

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