Cabo de guerra
Em ano pré-eleitoral, situação e oposição vivem clima de guerra na Câmara Municipal de Uberlândia. Não se vota mais nada sem que haja um conflito instalado. Até requerimento, que deveria ter uma deliberação tranquila, é motivo de discórdia.
Blindagem
O clima eleitoral já impregnou tanto o plenário da Câmara que a base aliada tem rejeitado até pedido de informação. Ontem, por exemplo, os vereadores impediram que um pedido de informação sobre a quantidade de alunos beneficiados com o Poupança Escola chegasse até a Secretaria de Educação.
Atropelo
Por outro lado, a oposição tem enxergado pulga até em chifre de boi. Minoria na Casa, PT e PMDB passaram a monitorar a pauta com lupa. Detalhe é que boa parte dos projetos colocados em discussão nem sequer entra na pauta de votação. Ontem, por exemplo, o projeto que autoriza licitação para construção da nova sede do Dmae foi colocado em votação antes de ser encaminhado à Comissão de Legislação. A justificativa foi um pedido de urgência apresentado pela liderança do Executivo.
Pé na cova
A construção do novo cemitério de Uberlândia é a bola da vez na Câmara Municipal. Enquanto a base aliada defende a terceirização do serviço e aguarda a divulgação do edital para antecipar qualquer informação, a oposição tenta colocar uma pá de cal no que acredita ser um “jogo de cartas marcadas”, conforme expressou o vereador Delfino Rodrigues (PT). Hoje, o petista encaminha representação ao Ministério Público que, em tese, poderia inviabilizar o empreendimento.
Empecilhos
Na representação, o vereador anexou informações sobre a venda de terrenos antes da regularização da área pelo proprietário, e ainda da propriedade da área ao lado do futuro cemitério, que é de empresa pertencente a um secretário municipal. Outra “falha” verificada no procedimento para abertura do edital é a intenção de não realizar audiência pública. A questão ambiental também é levantada, uma vez que, segundo a representação, a área do futuro cemitério abrigaria a nascente do córrego Jataí.
Crise
A crise que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, enfrenta pode comprometer os planos do PDT não apenas em nível nacional, mas também nas eleições municipais, dependendo do desfecho. Se Lupi sair do ministério, lideranças do PDT ameaçam deixar o governo. Em ano pré-eleitoral, a eventual decisão mudaria os rumos de muito diretório municipal eufórico por mais espaço.
Aviso
Na Câmara de Uberlândia, as denúncias envolvendo o Ministério do Trabalho causaram mal-estar em plenário. Vereadores da base aliada municipal chegaram a pedir a cabeça do ministro. Os discursos aconteceram no mesmo dia em que o presidente do PDT municipal, deputado Tenente Lúcio, visitava a Câmara. “Tem que tomar cuidado, não se pode precipitar as coisas. Uma rixa pequena pode atrapalhar na formação de coligação [para 2012]”, disse Lúcio à Coluna.
Carlos Lupi, ministro do Trabalho, em reunião com deputados e senadores do PDT para discutir a crise no ministério. “Nem saio nem me licencio. Se quiserem me sangrar terão de fazê-lo até o fim, e depois chupar meu sangue de canudinho.”
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Enclausurado disse:09/11/11 8:05
[Risos!]
Uma coisa é certa, né não Sr. Ministro, quem tem a “informação” faz com que ela custe “caro”, e pelo visto Dona Dirma vai ter que pagar o quanto o Lurpi pedir.

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