Confidencial

Análise dos fatos políticos mais relevantes da cidade e região.

Confidencial A coluna Confidencial é publicada de terça-feira a sábado.

9/12/2011 6:55

Série Vereadores – Estevão Bittar

“O assistencialismo é quando a gente dá o peixe. A assistência propriamente é quando a gente ensina a pescar e o nosso trabalho é nesse sentido”

Estevão Bittar
Primeiro Mandato
Eleito pelo DEM com 2.695 votos

O senhor vai tentar a reeleição em 2012?
Sou candidato à reeleição, pretendo dar continuidade ao meu trabalho.

O senhor entrou na política com o apoio do pai, João Bittar, que já passou pela Câmara. Como avalia seu primeiro mandato, tendo chegado à vice-presidência da Casa?
Eu acredito que a nossa atuação foi positiva, a gente busca fazer um trabalho ligado aos projetos sociais e minha atuação, especificamente, muito ligada à educação. Uberlândia passa por um momento onde a cidade cresce muito e, nesse ritmo, o crescimento pode ser negativo ou positivo, depende da maneira como vamos conduzir as gerações futuras, as pessoas que estão chegando, depende da nossa capacidade de preservar a família, os valores. Então, meu trabalho está sendo todo neste sentido, uma atuação próxima à família, a educação e aos movimentos sociais.

O trabalho assistencial, muitas vezes, se confunde com o assistencialismo. O eleitor sabe separar essas coisas?
Eu acredito que hoje as pessoas sabem separar sim. O assistencialismo é quando a gente dá o peixe, é um bordão que as pessoas repetem e é verdadeiro. A assistência propriamente é quando a gente ensina a pescar e o nosso trabalho é nesse sentido. Temos focado muito na questão dos jovens aprendizes, eu sou parceiro de instituições que têm projetos fortes nesta área. Tenho feito palestras também para levar informações para que as pessoas possam buscar novos meios de construir a sua vida. Isso é bem diferente do assistencialismo. É efetivamente criar oportunidades para as pessoas.

O clima na Câmara tem sido de muita disputa em função do momento eleitoral antecipado. Isso não prejudica o trabalho aqui na Casa?
Isso é negativo, pessoalmente me sinto muito desconfortável com esse clima de um conflito muito acirrado. Até pela minha formação em Psicologia eu prefiro, às vezes, ficar no meu canto, sem me envolver, mantendo um distanciamento. A população espera do agente político que ele esteja próximo das pessoas, que ele seja sensível às necessidades das pessoas e que gaste o seu tempo buscando solução e não se perdendo em conflitos políticos, que não trazem benefício nenhum à vida concreta da população. Então eu busco sempre manter um distanciamento.

No começo da legislatura o senhor teve a imagem muito associada a do pai, que é deputado. Hoje, já pode fazer uma campanha mais independente ou também estará atrelada à do João Bittar?
Meu pai foi e é meu grande professor de política. Me espelho nele, porque acredito que é um grande político que contribuiu e vai contribuir mais para a cidade. O fato de você ter um modelo, uma pessoa na qual você se inspira, não quer dizer que não exista uma independência. Pela relação de proximidade e pelo fato de ele ter uma vida política muito maior do que a minha é natural que, às vezes, a nossa imagem apareça atrelada. Mas a minha atuação é muito independente, todos os meus projetos eu conduzo de acordo com as minhas convicções.

Assim como o deputado, o senhor almeja seguir a carreira política, tentar outras esferas do Legislativo?
Todas as pessoas que estão na vida política têm um projeto político. Quem diz o contrário certamente não está falando a verdade. Mas o nosso projeto político também tem que ser uma coisa que fica em segundo plano. Nesse momento eu sou vereador e todo o meu foco está em ser um bom vereador. Esse é o meu projeto, sou candidato à reeleição. Mais para frente, de acordo com a conjuntura, com a vontade das pessoas, eu vou colocar o meu nome sempre à disposição, das pessoas em primeiro lugar e do partido e do meu grupo político em segundo lugar.

Há uma dificuldade grande da oposição em ter seus projetos e pedidos aprovados ao mesmo tempo em que projetos do Executivo e da base aliada são votados com maior tranquilidade e certa resistência à discussão. Falta mais independência do Legislativo?
Não acredito de forma nenhuma que a Câmara seja submissa ao Poder Executivo. Toda casa legislativa é dividida em bancadas. É natural que as bancadas mais fortes tenham maior facilidade no processo legislativo que outras bancadas menores e que dependem mais do poder de articulação. Mas aí é que vem a importância das minorias de articular. Mesmo sendo da bancada de situação, quando eu apresento um projeto na Casa não é fácil, preciso de muita articulação, capacidade de sentar, de persuadir. Não adianta abrir mão disso e alegar que está havendo uma desigualdade. O processo legislativo é muito difícil para qualquer um.

Comentários (23)

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  1. Humberto disse:09/12/11 9:18

    Esse é mais um que pega garupa usando da religião, no caso espirita Kardecista, por sinal uma das maiores credibilidades, usando as obras sociais construidas com o dinheiro do povo, como instrumento para angariar votos. Os senhores vereadores deveriam cuidar é do funcionalismo público municipal, dando a eles melhores salários, assistência médica e inclusive lazer. Isso vocês não fazem, só sabem aumentar os próprios salários, homenagear pessoas que possam lhes renderem votos, mudar nomes de ruas e vai por ai a fora…. Precisamos de renovação total na câmara, do jeito que está não pode continuar. Esses vereadores não fazem nada em beneficio do povo, só para eles, a familia deles, o partido deles, enfim…Ninguém merece!

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:17

      Humberto,você diz que utilizo a religião como “garupa”. A menos que você cite um único exemplo concreto de como tenho feito isso, acredito que sua crítica é vazia e inconsistente.

      Você diz também que utilizo obras sociais para angariar votos. De fato, minha atuação é no sentido de fortalecer as obras sociais de nossa cidade. Faço isso porque acredito na importância dessas iniciativas. Os votos, por sua vez, são apenas um indicativo de que a população aprova o nosso trabalho.

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  2. Xadem disse:09/12/11 11:26

    Quando, na minha opinião, um agente político perde a credibilidade é duro…

    A única entrevista que lí a maior parte foi a do Zago porque foi a primeira…

    É tanto blá blá blá que a gente vai perdendo a crença.

    Não lí e não vou ler mais nenhum.

    Leandro Chagas Demetrio Xadem
    http://www.xadem.com

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:18

      Xadem, em qual momento de minha entrevista, especificamente, perdi a credibilidade?

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      • Leandro Xadem disse:05/07/12 19:52

        Vereador, estava procurando uma imagem minha na internet e ao clicar no link encontrei sua pergunta.

        Penso, na minha ignorante opinião que perdeste a credibilidade ao votar sempre SIM nos projetos do executivo sem nem ao menos discuti-los. E Vossa Excelência sabe que foi assim, porém, me surpreendi com suas respostas ao outros leitores e aceite meus cumprimentos.

        Parabéns!

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  3. Antonio neves disse:09/12/11 14:05

    Um político muito ruin de voto, muito anti popular, gastar o dinheirão que gastou e ter só 2 mil e poucos votos credo, conheço pessoas que não gastaram nada e tiveram 1 e 500 votos, mas nem vou falar mais nada se não vou ouvir: “Vou chamar meu pai” e outra nao fala nada, não tem pegada politica. Ta ali de paraqueda do papai.

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:21

      Quem diz que 2.695 votos é pouco, provavelmente nunca foi às ruas em uma campanha eleitoral. Tenho muito orgulho em ter sido eleito já na minha primeira campanha, aos 23 anos de idade, com uma votação tão expressiva.

      Em relação aos custos da campanha, acredito que o Sr. Antônio não está bem informado. Entre os vereadores eleitos, fui o que fez uma das campanhas mais baratas. Consegui isso porque adotei uma estratégia de corpo-a-corpo, contando com uma equipe reduzidíssima.

      Finalmente, ter respeito e admiração pelo pai não é demérito para ninguém. Espero que seus filhos possam ter no senhor o professor e mestre que tenho em meu pai.

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  4. Maria de Fátima disse:09/12/11 19:56

    Fica no canto e não opina porque assina tudo que o prefeito manda.O processo legislativo para ele nunca foi difícil.É só assinar tudo que o executivo mandar.

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:22

      Fátima, ser da bancada de situação não significa assinar tudo que o prefeito manda. Inclusive, em diversas situações votei com a oposição, e por isso sou respeitado por colegas de todos os partidos.

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  5. Justo disse:10/12/11 1:21

    Esse aí nem identidade própria tem, foi eleito raspando a trave, como o pai também está em franca decadência eleitoral, parece que o esquemão de “vota senão a criança perde a vaga na creche, ou o vovô ou a vovó ficam sem abrigo” não está funcionando tão bem quanto antes. É mais um para o eleitor passar a borracha.

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:24

      É interessante como o anonimato na Internet faz as pessoas mostrarem sua face mais agressiva. Se por “esquemão” o senhor se refere a uma obra social que há 30 anos cria oportunidades para as pessoas, então acredito que suas palavras são infelizes. Se ao menos eu soubesse seu nome, poderia convidá-lo para conhecer esse projeto que o senhor tão levianamente critica.

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  6. JOSE BATISTA SILVA disse:11/12/11 19:35

    ESTE, E MAIS UM BONECO BOBO QUE BALANÇA A CABEÇA, PARA TUDO QUE O PREFEITO MANDA FAZER, E VERGONHOSO A FALTA DE PERSONALIDADE DESTA TURMA DE MARIA VAI COM AS OUTRAS DO LEGISLATIVO LOCAL!

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:24

      Em qual projeto, especificamente, o senhor acredita que eu deveria ter votado contra o prefeito?

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  7. Luiz Carlos disse:11/02/12 15:07

    ESSE É UM PARASITA,NÃO FAZ NADA PARA A POPULAÇÃO…SÓ PENSA NO DINHEIRO QUE É PAGO PELO POVO…..

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:26

      Eu estudo Psicologia há mais de 10 anos e ainda não descobri um método para ler os pensamentos das pessoas. O senhor, aparentemente, julga ter descoberto.

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  8. eu disse:23/03/12 12:30

    pra começar tinha que assumir o que ele sua identidade intimia….fez faculdade e nao usa pra nada…e faz tudo o que o pai manda….Só em bebidas caras a familia gasta 1/3 do salário… e pressionam velhinhos e orfaos a votarem…e até frequentam igrejas evang. e centros espiritas pra atrair votos …ta na hora de mudar abancada da prefeitban

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:30

      Responderei em partes:

      1) “Fez faculdade e não usa para nada”.

      Resposta: Tenho livro publicado na minha área, artigos em periódicos científicos internacionais, uma clínica bem sucedida, um mestrado e um programa de TV sobre psicoterapia que está no ar há mais de 3 anos. Além disso, faço palestras como psicólogo para mais de 1.000 pessoas por semana. Como eu poderia aproveitar mais minha formação? Estou aberto a sugestões.

      2) “Faz tudo que o pai manda”.

      Resposta: Respeito o meu pai e aprendo com ele todos os dias. Infelizmente, essa ideia parece muito complexa para algumas pessoas.

      3) “Só em bebidas a família gasta 1/3 do salário”.

      Resposta: Sou abstêmio, assim como meu pai e quase toda a minha família. Bebida, aqui em casa, é só água e guaraná.

      4) “Pressionam velhinhos e órfãos para votarem”

      Resposta: Quais velhinhos? Quais órfãos? Você sabia que criança não vota?

      5) “Frequentam igrejas e centros para atrair votos”

      Resposta: Qual igreja? Qual centro? É fácil jogar palavras ao léu. Seja mais específico, por favor.

      De qualquer forma, confesso que, de tão disparatadas, suas críticas foram até bem engraçadas.

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  9. sonia disse:03/05/12 15:32

    O Estevão Bittar é uma pessoa humana p c os brasileiros. Muito inteligente e não precisa apoiar no pai pq sua capacidade supera qualquer ignorante q fale mal dele. Procurem saber das suas benfeitorias p julgá-lo sem razão.

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:31

      Obrigado pelo carinho, Sônia.

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  10. ROSIMARY COSTA ARAUJO MAXIMIANO disse:05/05/12 16:14

    OLA OBRIGADO PELA A OPORTUNIDADE DE PARTICIPAR DE UMA PALESTRA SUA ÓTIMA COMTINUAR FAZENDO ISSO POR AI PRINCIPAMENTE NA AREA DE EDUCACAO E MUITO BOA PARABÉNS PELO SEU TRABALHO QUERO OUTRAS OPORTUNIDADE VOCE E O GARA MUITO BOM….

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    • Estêvão Bittar disse:09/05/12 19:32

      Que bom que você gostou, Rosimary. Espero que tenhamos outras oportunidades em breve.

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  11. O. Rattib disse:18/03/13 21:53

    Olá Sr.Estevão Bittar, torcendo para que seja mesmo o Sr. que responda os comentários aqui, e torcendo para que ainda os leia, gostaria de saber o que qualifica uma organização para receber dinheiro público, penso que transparência seria o fundamental para começar. De acordo com a reportagem do Correio de Uberlândia, não há registro quanto ao número de atendimentos realizados no “Lar” fundado pelo Sr. João Bittar, mesmo assim os recursos públicos destinados ao projetos aumentaram em muito. Fazer caridade com dinheiro público e mesmo assim colher os louros poderia ser o caso em questão? Não sou contra o projeto em si, ou projetos assistencialistas, apenas contra o custeio por meio de verbas públicas.

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  12. Flávio Alcântara disse:18/03/13 22:01

    Não há problemas em assumir o fato de que foi eleito mesmo tendo menos votos do que outros candidatos, mas sim eleito por algum desses coeficientes partidários que tornam o nosso sistema legislativo tão passível de críticas. O sr. foi eleito de forma legítima, não há duvidas, mesmo considerando que outros candidatos não eleitos foram mais votados, a diferença foi relativamente pequena.

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