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24/02/2012 7:31

Vice? Volte mais tarde…

* por Cezar Honório

O presidente do PMDB de Uberlândia, Eduardo Afonso, negou ontem que exista qualquer discussão, seja no diretório, seja na executiva do partido, em torno da definição de potenciais candidatos a vice-prefeito. Eduardo reafirmou a intenção do partido em coligar-se ao PT, tendo o deputado Gilmar Machado como candidato a prefeito, mas disse que a discussão do vice só ocorrerá após o anúncio oficial da candidatura petista, o que deve ocorrer no mês que vem. Eduardo também negou que exista uma lista de potenciais candidatos a vice. Admitiu, no entanto, que alguns filiados manifestaram o desejo, mas foram aconselhados a esperar o momento certo a fim de evitar que os nomes sejam queimados por tornarem-se públicos antes mesmo da oficialização do cabeça de chapa.

Perfil ideal

De acordo com o presidente do PMDB local, somente após o anúncio do cabeça de chapa da coligação, começará a discussão do vice com base no perfil considerado ideal para a função. “Não vamos entrar para atrapalhar e sim para ajudar. Queremos contribuir no sentido de buscar o resultado, que é a vitória e depois ajudar a governar”, disse Eduardo Afonso.

Seguindo o manual

As declarações cuidadosas do presidente do PMDB, que faz questão de repetir que está fazendo tudo com o estatuto do partido sobre a mesa, indicam a dificuldade para evitar que a discussão do vice se transforme numa crise interna. Isto seria ruim para o PMDB e péssimo para o PT. Por enquanto, os peemedebistas são os principais aliados da candidatura de oposição liderada pelo PT. Os petistas deverão ter o apoio do PPS, PCdoB e sonham com o PDT e os partidos nanicos que giram em torno do deputado estadual Sérgio Lúcio de Almeida, o Tenente Lúcio (PDT). Até uma definição neste sentido, unido ou não, o PMDB é aliado indispensável.

Pressão superior

Por falar em PDT, ainda não há indicação de como o partido se posicionará nas eleições deste ano. Liderado pelo deputado Tenente Lúcio, o caminho natural seria apoiar o colega de Assembleia Luiz Humberto Carneiro. Afinal, a “turma do Lúcio” sempre esteve na bancada de sustentação ao prefeito Odelmo Leão (PP) na Câmara de Vereadores. Na prática, entretanto, não é tão simples. As esferas superiores da legenda estariam pressionando para que o partido feche com o PT. Diante do impasse, quem sabe não possa surgir uma candidatura própria.

Lúcio candidato?

Assim como o deputado João Bittar (DEM), Tenente Lúcio poderia usar a eleição deste ano para se manter em evidência visando 2014 e, de quebra, ganhar musculatura para negociar em um eventual segundo turno. Por enquanto, não foi detectado nenhum movimento neste sentido. Mesmo assim, façamos as contas. Além dos candidatíssimos Luiz Humberto e Gilmar Machado, a prefeitura de Uberlândia ainda pode ser disputada pelos deputados João Bittar, Liza Prado e Tenente Lúcio. Caso este improvável cenário se concretize, entre os deputados com base eleitoral na cidade, somente os irmãos Prado, Weliton e Elismar, não disputariam a eleição.

Nomes para vice

Do lado do grupo ligado à Administração Municipal, cujo candidato a prefeito será o deputado estadual Luiz Humberto Carneiro, a discussão sobre candidatos a vice também continua, aparentemente, na mesma. A diferença é que no grupo do prefeito Odelmo Leão (PP) a questão dos nomes em potencial está adiantada. Até o momento, o vereador e diretor da Futel Antônio Carrijo (PP), e o secretário municipal de Serviços Urbanos, Wilmar Ferreira (PR), figuram como as opções. Ouvi de um membro do grupo que Carrijo estaria em vantagem por ser mais experiente. O certo é que o vice deverá sair do primeiro escalão da prefeitura. Este perfil é considerado fundamental para garantir o discurso de continuidade administrativa.

CURTAS:
Seria cômica se não fosse trágica a situação do PSDB paulista. A indefinição do ex-governador José Serra, a exemplo do que ocorreu na eleição presidencial de 2010, se repete no processo de escolha do candidato a prefeito do partido na capital paulista.
Se embaraçar nas próprias pernas a ponto de perder a eleição em São Paulo, os tucanos podem estar decretando o fim da própria existência. Sem contar que abriria um espaço sem precedentes para o já poderoso grupo liderado pelo PT, que dá as cartas há nove anos em nível federal.

Comentários (2)

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  1. Mário Borges disse:24/02/12 8:47

    São Paulo já passou por experiências anteriores com prefeitos do Partido dos trabalhadores, Luiza Erondina e Marta Suplicy , a 1ª introduziu o comercio ambulante em São Paulo e depois para todo o Brasil, a 2ª criou as maiores taxas para serviços em São Paulo, ganhou um apelido por este motivo, ou seja, é chamada de Martaxa até hoje. Paulista não é doido, doido é quem rasga dinheiro.

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  2. Xadem disse:24/02/12 8:55

    Eta politicagem noGenta.

    Nome de sujeito digno, ético, transparente, descente, coerente, centrado, gabaritado não se “queima”. Ou é, Ou não é.

    Político de qualidade não tem que ter medo de nada não.

    Uberlândia, Terra de Alice!

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