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10/07/2012 7:28

Projeção dos candidatos

*Por Arthur Fernandes

Os candidatos a prefeito de Uberlândia Gilmar Machado (PT) e Luiz Humberto Carneiro (PSDB) estiveram ontem na redação do jornal CORREIO de Uberlândia para participar da primeira rodada de entrevistas com os concorrentes ao cargo, que começa a ser publicada hoje. A pedido da coluna, ambos fizeram projeções sobre a formação das bancadas na Câmara Municipal no ano que vem com a previsão de quantos eleitos cada coligação para a eleição proporcional (de vereador) teria condição de fazer. Lembrando que, a partir de 2013, a Câmara uberlandense terá 27 vereadores. Como era de se imaginar, ambos preveem que terão maioria no Legislativo em casa de vitória. Os dois também trabalham com um número parecido quando o assunto é coeficiente eleitoral, algo entre 13 mil e 14 mil votos.

Número estimado

A projeção do petista é mais otimista do que a do tucano. Para Gilmar Machado, a bancada de sustentação de um eventual governo do PT em Uberlândia teria 16 vereadores. Luiz Humberto Carneiro projeta que o grupo político ligado à atual administração municipal, que hoje conta com maioria no plenário da Câmara, continuaria com essa vantagem. Ele trabalha com a possibilidade de fazer 15 vereadores pelas coligações aliadas.

Voto na legenda

Ambos apostam as suas fichas nos próprios partidos, embasando a análise, comum aos dois, de que o voto na legenda renderá pelo menos uma vaga na Câmara para o partido em que é filiado. Para Gilmar Machado, o PT na coligação com o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, vai fazer cinco cadeiras. Luiz Humberto Carneiro também estima que o PSDB ocupará cinco assentos. Na análise inversa, Gilmar Machado avalia que os tucanos vão preencher quatro vagas. Número idêntico à projeção de Luiz Humberto para o PT.

Visões destoantes

A previsão dos dois candidatos destoa quando o assunto é o PMDB. Gilmar Machado trabalha com a hipótese de os aliados fazerem duas cadeiras. Luiz Humberto Carneiro estima que os peemedebistas terão uma redução de 50% no número de vereadores e que elegerão só um candidato. Na previsão para a coligação PP/PR/PHS, a diferença também é de um vereador na análise dos dois candidatos. Para Machado, a coligação do partido do prefeito Odelmo Leão (PP) fará três vereadores. Luiz Humberto estima entre quatro e cinco cadeiras para o PP, PR e PHS.

Pontos em comum

Os dois candidatos têm previsões parecidas para quatro ou cinco coligações. Tanto Gilmar Machado como Luiz Humberto Carneiro disseram acreditar que a coligação PTC/PTN fará dois vereadores. Eles também concordam na avaliação de que o PMN/PPL terão três vereadores eleitos. Assim como nas coligações do PPS/PSL e PSB/PCdoB, que fariam um vereador, cada. Na dobradinha PTB/DEM, Gilmar Machado projeta que os dois partidos vão eleger um vereador. Já Luiz Humberto Carneiro afirmou que a coligação terá um ou dois vereadores.

Sem reeleição

Com a situação complicada para obter o registro da sua candidatura diante da negativa de um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF), Ronaldo Alves (PSC) é o segundo vereador com mandato atualmente na Câmara que desiste de tentar a reeleição (leia reportagem sobre o caso na página A5). O primeiro foi o vereador Murilo Ferreira (PDT), que foi cotado para ser vice de Gilmar Machado, mas que foi preterido para que houvesse a indicação de um integrante do PMDB.

Pecha da ficha

Réu em um processo que virou ícone na aplicação da “Lei da Ficha Limpa” nesta eleição, Ronaldo Alves corria contra o tempo para conseguir uma medida cautelar no STF. Sem ela, ele desistiu de concorrer à reeleição. Ontem, afirmou que vai assumir um posto na coordenação da campanha de Luiz Humberto Carneiro. Questionado se a pecha de “ficha suja” não poderia interferir na campanha do seu coordenado, Ronaldo Alves avalia que não. “Não sou ficha suja hora nenhuma. Quem conhece o processo, sabe que eu não tenho nada a ver com isso”, afirmou Alves, que foi processado em forma conjunta com o suplente de deputado Leonídio Bouças, quando este ainda era secretário municipal e Alves seu assessor.

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