A penosa Copa América
Assisti, pela TV, a todos os jogos da Copa América. Alguns apenas parcialmente. No seu decorrer, mudei-lhe o nome para Copa dos Penosos. Havia Pato, Ganso, Peru e dois frangos do goleiro do Brasil.
Após verificar que os favoritos Colômbia e Argentina levaram na tarraqueta, comecei a rezar. Como não sei qual é o santo protetor de seleções de futebol, apelei para todos. Comecei a cantar, como se estivesse num jongo: “Todo santo é santo bão, todo santo é santo bão”, para que a nossa seleção não fosse considerada favorita. Mas foi. E levou fumo também.
Dizer que os meninos não deveriam ser convocados, é besteira. Ora, se o time do Brasil visa brilhar no futuro. Como não jogar no fogo aqueles jovens atletas? Bombardearam às pampas a seleção do Paraguai. Mas a bola não entrou. Deve ter sido por falta de vaselina ou porque minha reza não foi suficientemente braba. Aceito os pênaltis perdidos, justamente pelos nossos mais tarimbados jogadores. Quem é que não erra?
Os organizadores daquela copa deveriam ter-nos informado que o campo de La Plata era um areal. Teríamos, então, levado Benjamin, nosso cracaço do futebol de areia.
A Argentina foi a segunda favorita a ser desclassificada. Logo depois, Brasil. A galera brasileira ficou danada da vida, chorou e xingou os jogadores e o Mano. A torcida brasileira não tem nada que ficar brava com o Mano. Ora, ele tem mesmo que usar os jovens. Neles está o futuro. Os culpados foram os hermanos da Argentina. A nossa seleção foi desclassificada a fim de consolá-los. Afinal, Hermano é para essas horas.
Comentários 0