O inestimável valor da areia
Como sou matusa posso afirmar que era melhor o sossego de antigamente do que toda a tecnologia galopante de hoje. O ideal seria que ambos caminhassem juntos. Por que o mundo ficou assim tão infernal como está? Observo o comportamento humano desde o tempo em que o Noel Rosa começou a fazer sucesso com suas músicas. Destaco o samba “O orvalho vem caindo”. Sei-o inteirinho.
Era o que eu cantava, para espantar o medo, ao atravessar, sozinho, o capão de Mata Atlântica existente no caminho da casa da Dila, minha primeira namorada. Coitado do Noel. Sua cama era uma folha de jornal e a sopa que tomava não tinha osso nem sal. Se um dia passava bem, dois ou três passava mal, o que achava muito natural. Agora há gente demais no mundo.
Nada podemos fazer para sustar tal aumento. É tarefa da Natureza. Ela tem agido. Tratou de aumentar – e muito – o número de gays e lésbicas. Não sou contra homem casar com homem. Apenas acho muito esquisito. Não gostaria de assistir a uma transa entre eles. Já mulher com mulher deve ser bonitinho. Gays já se casam legalmente. O diabo é a gente saber qual é o marido.
Outro modo de evitar o aumento da população seria castrar os homens. Isso, porém, não fica bem. O certo é capar todos os pedófilos e os tarados sexuais, em geral.
Não consegui apurar se a Sandy é ou não é flex. Tomara que seja vero: ela poderia, com o cartaz que tem, arranjar um monte de seguidoras.
Quando Adão e Eva foram expulsos do Paraíso, amargando o deserto, levaram um papo com uma camela. Ela disse para a Eva: “De fato, é melhor amar no deserto do que ficar chupando o dedo no Paraíso. Mas, cuidado, não deixe entrar areia – dói pra setenta”.
Sandy, seu lindo nominho revela que você é arenosa. Deixe a areia só na frente. Que suas fãs e amiguinhas façam o mesmo. A humanidade ficará eternamente agradecida.
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