Miss Terra
Eu conhecia quase nadica da República de Angola. Na verdade, convivi apenas com o capim Angola e a galinha da Angola, conhecida também por galinhola e “tô fraco”, seu modo de falar. Como a Leila Lopes foi eleita miss Universo, resolvi saber um pouquinho daquele país. Fui ao livro.
Ele me ensinou: A República de Angola situa-se no sudoeste da África. Tem 1.246.700 quilômetros quadrados, com savana em 66% do seu território. A grana vem do petróleo e do diamante. O país tem mais de 13,9 milhões de habitantes e sua capital, Luana, tem mais de 2 milhões. Foi colônia de Portugal até 1975. Seu idioma oficial é o português. Sua religião é o cristianismo com mais de 94% da população.
Linda miss universo, falei do seu país, mas você é a importante para mim. Fez-me lembrar, com muita saudade, dos animados carnavais de Cachoeiro de Itapemirim, principalmente desta marchinha: “O teu cabelo não nega, mulata porque és mulata na cor. Mas, como a cor não pega, mulata, eu quero o teu amor. Quem inventou este pancadão, receberá uma consagração”. Esclareço que, naquele tempo, pancadão era mulher sarada, bonita e boa.
Miss Leila, a sua cor é a melhor do mundo. Tem o teor exato de melamina, não desbota e jamais terá sardas. Pode gozar as delícias de uma praia, o dia inteiro, sem usar protetor solar. Porém, bela miss, o meu tipo de mulher é “mais menor”. Com a sua estampa, se der um chega pra lá num homem do meu porte, é certo que ele irá parar além de Bagdá.
Achei meio muito o título de miss Universo. Ficaria melhor miss mundo, se que é a Terra é o mundo. É que o Universo é infinito. Só em nossa galáxia, a Via Lactea, há mais de milhões de sistemas planetários. Pode haver um planeta melhor do que o nosso. Pode existir, pois, uma beldade ainda mais bela e gostosa do que a Natália Guimarães, a que perdeu para a miss Caixote, a do Japão. Eta marmelada, sô!
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