Tiririca, café e jacu
O Tiririca não é mais um palhaço. Agora os palhaços somos nós. O Tiririca agora é um nobre deputado. Porém, estou aqui para abordar, de sobreleve, a tiririca. Há várias espécies dela. A mais terrível é a que se alastra embaixo do solo. Parece grama, mas não é. É uma praga vegetal da família das ciperáceas. Capiná-lá é asneira. Aí é que ela viça e aumenta mais. Parece eterna. Não é. Sei como acabar com ela, definitivamente. Tenho prática. São dois processos.
O primeiro é com a ajuda de um herbicida sistêmico. O segundo é de graça. E não conto mais nada. Sei que não ganharia sequer um tostão furado. Já contei como me livrei de várias mazelas, inclusive uma que não tem cura para os trouxas. Ninguém me deu bola. É possível até que tenham me tachado de gabola.
Para maneirar a chatice das tiriricas, convido-o a tomar um cafezinho. É bom para quem gosta. Não gosto dele: fui criado com água de batata, uma delícia. Só tomo aquela coisa quando tenho de ficar acordado durante muito tempo. É pela ação da cafeína, um poderoso energético.
Foi por isso que o café foi descoberto pelos cabritos na Abissínia, atual Etiópia, um país africano. A preciosa rubeácea é Coffe a arábica porque os marotos árabes passaram a dona dela e a difundiram por toda parte.
Conheço o efeito da cafeína, a qual está presente também na Coca Cola. Já apelei várias vezes para a cafeína a fim de não dormir ao volante. É por isso que muito agradeço cabritos e monges da atual Etiópia.
O Brasil produz ótimo café. O do cerrado é dos melhores. Neste ponto, pergunto: o café da Colômbia é melhor do que o nosso? Negativo. O que há de melhor na Colômbia é a colheita. Os colombianos colhem apenas os grãos maduros. Mas, o melhor de todos é o que o homem cata no chão, justamente com as fezes já secas dos jacus, os melhores colhedores de café do mundo.
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