Clarimundo Campos

Crônicas especiais

Crônicas Há mais de 22 anos escrevendo Crônicas, na premissa de trazer diversão aos leitores e a mim mesmo, com as amenidades do dia-a-dia. A coluna é publicada aos domingos no CORREIO de Uberlândia.

18/12/2011 0:05

Oito anos de fachada

Engenheiro Agrônomo aposentado

Quanto mais se vive, mais se aprende. No entanto, há muito burro que morre de velho. Se você não quiser virar um matusa, o jeito é tratar de pifar cedo. Mexer com drogas, usando-as ou as traficando, é um modo jeitoso para tal. A guerra do tráfico é um bocado mortífera. O tabaco também é um eficiente matador. Tanto é verdade que o mais infalível modo de deixar de fumar é ter um enfarto. A sua ameaça costuma ser suficiente.

Há muito sujeito pobre e barrigudo. Matutando, com mais vagar, atinei com isto: o cara é pobre porque é preguiçoso e, como tal, pratica o paradismo, mais conhecido por sedentarismo. É um bom caminho para a morte, já que ele ocasiona diabetes. Convém consultar o seu médico. Eu não sirvo. Fui apenas doutor da mula russa. Fui também meio culto. Entendia, pro gasto, das culturas de arroz, milho, algodão, soja…

Ninguém deve engordar, tirante o porco na seva. Há dois modos de você não engordar: manter a boca fechada ou comer de marmita. Esta é uma senhora gororoba. Quando tínhamos empregada, eu papava mexido! Estou com água na boca só de me lembrar daquelas gostosuras.

Estive a pique de dar a burrada de fazer um mexido de políticos. Desisti. Daria uma intragável gororoba. O Lula, mesmo doente, não poderia ficar fora de tal mexido. É, disparado, o maior político deste país, atualmente. Eu jamais seria capaz de tripudiar sobre a infelicidade do ex-presidente. Ao contrário, desejo, com força, que fique rapidamente bom que nem coco. E que possa voltar a espremer gracinhas, fazer vários discursos por dia e a namorar a fachada do seu governo de um longo período de oito anos. Só fachada! Ufa!

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