Rabos
Ganhei o dia neste dia 23/11/2011 ao ler a coluna “Amigo Pet”, da Valeriana Medrado. Porque aprendi mais uma palavra – caudectomia. Significa corte do rabo de cachorro e de outros viventes. Os médicos veterinários são contra privar cachorro de seu rabo dele. “A caudectomia é vista como uma ‘mutilação desnecessária’”. Os cães com rabo têm possibilidade de melhor comunicação. É verdade. Nós, os primatas, sorrimos com a boca, com os olhos, com as mãos. A banana é um antissorriso. O cachorro só tem para sorrir e externar sua alegria a uma pessoa amiga com o abanar do rabo.
Não cortemos também o rabo de alguns homens públicos. É que costumam ter rabo preso, o que dificulta o movimento de seu dono no momento de aprontar sacanagem pra cima da gente.
Rabos também são ornamentos de muitas criaturas. São assim os rabos do tamanduá-bandeira, do peru, do pavão… Os machos das aves têm rabos mais bonitos do que os das fêmeas. Com o Homo sapiens é ao contrário. Descobri que as mulheres têm rabo quando eu morava no Hotel Colombo. Fiquei sabendo, naquele dia, que são dáveis. Não conto, agora, como foi. Deixo para um dos capítulos da série “Antes dos tempos modernos”.
É preciso ter cuidado com o verbo dar. Quem dá só pode dar o que tem. E deu, está dado. Dizer que a fulana dá não é uma afirmação categórica. Há quem não pode, simplesmente, dar. As prostitutas e as garotas de programas são obrigadas a alugar. Afinal, é o meio de vida delas. As demais beldades, mesmo por amor, podem, no máximo, emprestar.
Há uma coisinha a ser considerada em matéria de rabos. Se as garotas e as madames tivessem rabos propriamente ditos, como os do cavalo, não haveria grana que chegasse para elas cuidarem dos respectivos rabos.
− Mamãe, cadê a Maria?
− Ela tá arrumando o rabo.
− De novo?
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