Uma presidenta no céu
Gostei tanto do meu tempo de moleque novo, que me esforço para ser moleque velho. Experimente como é bom e saudável levar a vida na molecagem. Tenho saudades daquelas remotas datas em que, entre malungos, dizíamos: “Fui na casa do Tinga. O Tinga não tava. Como o irmão do Tinga tava, foi o mesmo que Tinga ta”. Sem o malicioso “tingatá”, a brincadagem fica assim: “Fui na casa da Dilma. A Dilma não tava. Como o Lula tava, foi o mesmo que a Dilma tá”. Dá exatamente no mesmo se a redação for assim: “Fui na casa do Lula. O Lula não tava. Como a Dilma tava, foi o mesmo que o Lula tá”.
Não li nem ouvi, mas alguém me buzinou que o Luiz Inácio declarou que só não será candidato a presidente da República em 2014, se a Dilma não quiser continuar. É claro que ela vai querer continuar a ser dona do Poder. E, talvez, saltar da posição de segunda mulher mais poderosa do mundo para a de primeira.
Parabéns e votos de muitas felicidades para a presidenta Dilma. Parabéns porque ela está no Céu. E deve tal felicidade ao mais doutor de todos os doutores do Brasil, quiça do mundo. Não posso dar os nomes de todos os doutores do Doutor Lula: minha memória não chega a tanto.
Sem o que fazer a vida é um Inferno. A Dilma está no Céu: o doutor Lula deixou-lhe tantos problemas que ela não dará conta de resolvê-los nem no curto espaço de 200 anos. Se ela, ao menos, tentar caçar as nossas principais onças, terá nos prestado um grande serviço: segurança, saúde, saneamento, educação, presídios, estradas… Não mencionei o problemão drogas. Do jeito que está sendo encarado, é melhor deixá-lo como está para ver como é que fica. E o que não tem solução, solucionado está. A solução do problema droga está na cara: é fazer como se faz como a terrível droga denominada fumo.
A Dilma é, infelizmente, igual ao Lula, já que Lula = PT é Dilma = PT. Quando duas coisas são iguais a uma terceira, são iguais entre si, ou seja, Dilma = Lula. Tomara que a Matemática esteja errada.
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