Pacientezinho borradinho de arrarinha
Há muito tempo que um doutor oftalmologista disse-me: “você deve esperar a catarata do olho direito”. Mas a minha condição financeira de aposentado pelo INSS não me permitiu. Agora, porém, como tenho um convênio, oferta de minha filha, procurei uma clínica na tentativa de melhorar a minha velha e cansada vista, com a qual não me canso de apreciar as lindas coisas aqui da terra. Que belas paisagens, que lindos passarinhos, que lindíssimos decotes de mulheres boazudas! O máximo, em se tratando de mulheres, é serem belas, terem uma anatomia perfeita, serem legais e boas de cama.
Por essas e outras, como não precisar de lupa para ler alguns textos, fui a uma clínica de olhos. Fui muito bem recebido, mas sofri durante os rigorosos exames. Fiz dois. Em ambos, as gentis enfermeiras diziam-me: “Apoia bem o queixinho e encosta, com força, a testinha aqui. Abre bem o olhinho e olha para a frente, sem dar piscadinhas”. Noutra visita, tive que fazer exames ainda mais rigorosos, pois visaram à operação da catarata. Pediram-me exame de sangue e um eletrocardiograma. Este teria que ser feito com autorização do convênio. Foi ai que o meu filho Fernando foi informado de que o convênio não podia autorizar aquela operação, porque não havia vencido o período de carência.
Foi-se a minha esperança! Mas continuo alegrinho a ver naviozinhos. Sinto-me devidamente borradinho de arrarinha.
O Clarimundinho Campinhos agradece aos médicos e às enfermeiras que o atenderam direitinho. De fato, fui muito bem atendido pelo Instituto de Olhos do Triângulo (IOT). É uma clínica moderna. Conta com instalações e equipamentos adequados e uma equipe competente sob a direção do doutor Fernando Menezes Pereira. Diante da impossibilidade de eu ser atendido pelo convênio, o IOT ofereceu-me parcelamento daquela cirurgia. Achei o cascalho pesado demais para a picapinha de aposentado. Pode ser que a bondadosa presidenta Dilma me dê uma “Bolsa Operação de Catarata”, com o beneplácito do presidento Luiz Inácio.