Avenida João Pinheiro
João Pinheiro da Silva foi o segundo presidente do Estado da era republicana. Governou de 1890 a 1891. Foi o pai do governador Israel Pinheiro.
Segundo Tito Teixeira, em 1894, atendendo pedidos de Arlindo Teixeira, o engenheiro dr. James John Mellor (Sérgio Temer, em artigo publicado no Correio de 31/08/2001, dá que o nome do engenheiro era Mellor Ferreira Amado e o ano de 1907 e existe uma rua chamada Engenheiro James Mellor), traçou uma planta da chamada “Cidade Nova” que era um tabuleiro de xadrez em cima de uma larga área de cerrado. Esse tabuleiro se localizava entre os trilhos da Mogiana e a parte alta da “Cidade Velha”, onde se localizava um cemitério (atual praça Clarimundo Carneiro). Notando que o solicitante tinha se proposto a pagar todas as despesas, o engenheiro não cobrou nada, apenas os salários dos auxiliares. É possível que o ano registrado pelo memorialista não seja correto porque a Mogiana foi inaugurada em 1895.
Na planta, a rua que partia do Largo do Mercado (praça Adolpho Fonseca) até a Estação da Mogiana (que ficava no fim da avenida) foi designada como avenida do Comércio. No prolongamento da avenida, defronte à praça Adolpho Fonseca, o comerciante Oscar Miranda plantou, em 1918, uma sibipiruna que já passa dos 90 anos. Em 1980, ela foi tombada como monumento histórico. Em 1993, passou por um tratamento para combater a ação de fungos que fizeram um buraco no seu tronco. O buraco foi tapado com materiais (cimento e ferro) que reforçaram sua resistência. Quando completou 80 anos, o Public Bar fez uma festa musical em sua homenagem com a participação da Banda Municipal.
Pouco tempo depois de criado o Praia Clube, seus associados adquiriram uma jardineira de segunda mão cujo ponto inicial era na praça Adolpho Fonseca, no prolongamento da avenida João Pinheiro, em frente à casa comercial do sócio Oscar Miranda. Só possuía bancos nos fundos e nas laterais. Seus usuários apelidaram-na de “Tereza”. Ela fazia várias viagens por dia. Quando ia chegando, a rapaziada gritava: “Corre gente, que envém a Tereza!”
Não sei quando o seu nome foi mudado para João Pinheiro.
Enquanto as outras avenidas, Afonso Pena e Floriano, foram ocupadas por comerciantes, a João Pinheiro e a Cypriano Del Fávero se transformaram nas avenidas residenciais da cidade abrigando a alta classe média que, principalmente, na João Pinheiro, construiu os palacetes mais luxuosos. Por essa época, a avenida era um logradouro romântico, com duas pistas calçadas por paralelepípedos de mãos separadas por canteiros centrais arborizados, iluminada por postes, nesses canteiros, com duas lâmpadas cada em forma de velhas luminárias.
Na primeira gestão do prefeito Renato de Freitas (1967/70), a avenida passou por grande transformação. Renato eliminou os canteiros centrais e mandou asfaltá-la. O seu leito, entretanto, não resistiria à mudança e a prefeitura teve que trocá-lo totalmente, tirando toda a terra original e colocando outra. Isso resultou em que todo o serviço público subterrâneo tivesse que ser refeito. Ainda nessa gestão, a estação da Mogiana foi transferida, com seus trilhos, para a parte alta da cidade, bairro Custódio Pereira, resultando disso a abertura de todas as avenidas para dentro da antiga Vila Operária, inclusive a João Pinheiro.
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RIck disse:31/03/12 19:41
Belo relato! Sou um grande fã do seu trabalho. É muito interessante saber onde começam as coisas. Se o post tivesse algumas imagens teria ficado perfeito.
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joao roberto spini machado disse:29/04/12 11:34
Deveria se chamar,atualmente,Comercial João Pinheiro S.A.
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gisellia rayane andrade dos santos disse:15/09/12 12:46
eu achei bastante legal!!!!!
Comentários (5)