Rafael Farnezi

Triathlon está no sangue. É algo que ninguém pode tirar de mim

Diário de um Triatleta Relatos e dicas de um triatleta e educador físico relacionados ao Triathlon, natação, ciclismo, corrida e saúde

8 de fevereiro de 2013 10:34

Era uma vez…

Educador Físico

Vou contar uma historinha pra vocês, um resumo da minha vida como triatleta para entenderem o que significa para mim a notícia que recebi ontem, tentarei ser breve.

Certa vez um menino (eu) pediu de aniversário de 15 anos para a mãe, uma bicicleta, visto que todas as outras duas bikes que já tivera, ambas dessas que se compra em supermercado mesmo, foram roubadas e depois de muito tempo sem acabou ganhando uma com o intuito de fazer trilhas, isso pra mim era o máximo. Ganhei o que pra mim na época era a melhor bike do mundo, uma Sundown de cromo super básica e pesada, hoje sei disso mas não era o que pensava na época, rs.

No primeiro final de semana fui fazer uma trilha com o pessoal da bicicletaria onde comprei a bike, foi um inferno, achei que não voltaria pra casa mais, paguei todos os meus pecados nesse dia. Foi uma trilha com menos de 30km no total mas que naquele dia parecia estar batendo o recorde mundial de maior distância percorrida com uma bicicleta. Nesse dia só pensava que chegaria em casa e que nunca mais iria subir naquela bicicleta, pois naqueles instantes de sofrimento, vendo todo mundo lá na frente e eu custando superar os poucos metros que conseguia avistar com minha cabeça baixa.

Cheguei em casa acabado, comi feito um louco, tomei um banho e desmontei na cama, fiquei prostrado e comecei a sentir algo que não sei descrever, mas ficar ali olhado o teto do meu quarto e assimilando o que eu consegui fazer naquele dia mudou totalmente aquele sentimento de que seria o meu último dia em cima de uma bike, eu mal imaginava que aquele foi o primeiro dia do resto da minha vida.

Depois disso não parei mais, o sentimento de ter sido o cara que atrasou a trilha, pois toda hora tinha que parar para me esperar e junto com a indignação de quase não ter dado conta, me motivou a não parar mais.

Passado mais ou menos uns cinco anos, depois de muitas trilhas acabei decidindo por incentivo de um amigo, Ricardo Alvim (já triatleta na época), e extremamente envolvido com o que eu estava aprendendo na faculdade de Educação Física com quem considero até hoje um dos meus mentores Guilherme De Agostini, vendi minha mountain bike e comprei uma bike de estrada para começar a treinar triathlon. Comecei de baixo, na época foi a melhor bike que podia comprar, na verdade nem podia, parcelei em algumas várias vezes e por um bom tempo foi a melhor bike, uma KHS Flite320 de alumínio que guardo comigo até hoje, não desfaço dela de jeito nenhum, é essa da foto:

Essa bike me levou nada mais nada menos do que para o outro lado do mundo. Foi com ela que competi no meu primeiro campeonato Mundial de Triathlon em 2009 na Austrália. Uma experiência totalmente sem pretensões, cheguei lá com minha bike que estava disputando entre as mais simples, sem nenhum equipamento de ponta e me vi alinhado para largar com atletas do mundo todo com suas super bikes que até então eu só tinha visto em revistas e na internet. Só pensava o que eu estava fazendo lá, rsrs. Mas no final fui surpreendido por um monstruoso 4º lugar.

Ao voltar decidi investir e comprei uma bike usada que um amigo de Curitiba o Max me ajudou muito a comprar, facilitou e muito o pagamento e vi que ia ter pela primeira vez aquela que era a bike que sempre sonhei em ter, uma Cervélo P3. Foi com ela que consegui alçar vôos maiores que talvez nunca imaginaria fazer um dia, foi com ela que mais uma vez atravessei meio mundo e em 2011 conquistei o 1º lugar no Campeonato Mundial em 2011 na China, é essa aí da foto:

 

Mas ontem tive uma grande surpresa, contei toda essa história para entenderem o valor que dou para isso, desde o começo sempre admirei nas revistas e nos sites aqueles atletas que apareciam como “O” atleta de uma marca determinada, achava e ainda acho o máximo e quando me vi nesse mesmo lugar que olhava grandes ídolos foi algo que sinceramente não sei descrever em palavras o quão realizado me senti, o quanto isso é importante e motivante para mim. Aquele menino que um dia achou que nunca mais ia querer subir em uma bicicleta chegar a ser integrante da equipe de uma marca mundialmente conhecida no mundo da bicicleta é uma realização absurda!

Dá uma olhada onde fui parar:

- Token Bike Products

Bom, não consegui ser breve, rsrs, mas pelo menos acho que deu pra entender o tamanho e o significado dessa conquista, por isso faço tanta questão de dividir com vocês.

 

Grande abraço e um ótimo feriado de carnaval para todos,

Rafael Farnezi.

11 de dezembro de 2012 11:20

Vídeo do ano: Cinderella – Triathlon Movie

Educador Físico

É com muito prazer que apresento a todos os leitores do meu blog, o curta metragem que gravei chamado Cinderella.

Um filme que mostra em pouco menos de 6 minutos a guerra interna que travamos para realizar nossos sonhos. Um filme que levou em sua fórmula uma pitada de adrenalina e uma combinação de cores e belas paisagens e que no final rendeu uma bela obra de arte.

A sinopse:

Quão longe você iria para viver seu conto de fadas?
Entre o chão e o delírio, entre a privação e o esgotamento, entre a vontade de vencer e o cheiro do fracasso, o tempo correndo e um homem numa jornada solitária.
E entre eles, a certeza de que há apenas um ponto que deve ser alcançado: aquele em que já não há mais retorno.

Um filme de Renato Cabral e Luis Felipe Pimenta e Artur Graciano

Assistam e se segurem na cadeira, pois no final vai ser difícil de conter a vontade de sair correndo!

- http://vimeo.com/55271258#

Grande abraço a todos e como de praxe, ótimos treinos!

6 de outubro de 2012 17:25

Será que minha idade deixa?

Educador Físico

Com frequência me perguntam: Eu já estou velho(a) demais para correr, deveria ter começado mais novo(a), até que idade podemos correr?

Eu respondo, não só para a corrida, mas para qualquer coisa na vida, não é a idade que nos limita e sim nossos pensamentos. Lembre-se que antes de qualquer atitude, de qualquer ação, a nossa cabeça pensa antes e o corpo só responde aos comandos de nossa poderosa mente depois.

Não seja um ser passivo, a não ser que faça questão de ser, aí já é outro caso. Mas não procure as desculpas para não fazer algo e sim as justificativas para que o mesmo aconteça!

Exemplos a nossa volta daqueles que fazem acontecer não faltam, basta abrir os olhos e querer enxergar além da fumaça.

Acesse também meu site, rafaelfarnezi, e siga-me no twitter, @faelpreto.

Grande abraço e ótimo final de semana a todos!